Puta que pariu, o Zezinho começou com as histórias! Isso não vai prestar… Leiam!
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I have thorns like any rose
Não, porra, não tenho nada com isso. EU NÃO ME COMPARO A ROSAS, PORRA, AINDA MAIS DEPOIS DO NEGÓCIO DO PÓLEN!
Esse é o nome do blog da Katchu. Muito legal essa mina.
Os descendentes de Esaú
Eu não falei? O capítulo 36 trata exclusivamente dos descendentes de Esaú, aquela coisa chata de Fulano gerou Sicrano que gerou Beltrano que habitou a Casa do Caralho. A única coisa que precisamos saber de todo o capítulo é que Esaú pegou tudo o que tinha e se mudou de Canaã, porque ele e Jacó possuiam bens e a terra ficou pequena demais para os dois. O lugar para onde ele se mudou veio a tornar-se o reino de Edom que, lembremo-nos, era o outro nome de Esaú.
Várias coisas acontecem em meio capítulo
A bíblia tem coisas estranhas. Há histórias que caberiam em dois parágrafos e ocupam capítulos inteiros. Por outro lado, temos trechos como essa segunda metade do capítulo 35 do Gênesis, em que várias acontecimentos da maior importância são contados em poucas linhas. Pela ordem:
1. Jacó e seu povo saíram de Betel em direção a Hebrom, onde Isaque morava. Faltando um pouco para chegarem a Efrata, Raquel entrou em trabalho de parto. O parto foi complicado, e Raquel morreu pouco depois do nascimento do menino. Antes de morrer ela ainda teve tempo de dizer que o nome do moleque seria Benoni, que significa Filho da minha dor. Mas Jacó era um filho da puta mesmo e não respeitou nem o último desejo da mulher que amava: rebatizou o filho como Benjamim, Filho de boa sorte. Boa sorte pra ele, porque a coitada da Raquel… Bom, Raquel foi enterrada no caminho de Efrata, e Jacó erigiu uma coluna ali. Acho que o túmulo de Raquel está lá até hoje. Ah, e mais tarde Efrata teve seu nome mudado para Belém (não, Jô, não é sua terra. É a cidade onde Jesus nasceu.).
2. Ruben, o filho mais velho de Jacó, resolveu dar uns futucos em Bila, mãe de dois de seus irmãos. Jacó ficou sabendo, mas parece que não fez nada. Depois de Abraão e Isaque, alguém precisava manter a tradição chifruda da família.
3. Finalmente Jacó chegou a Hebrom para juntar-se aos pais e ao irmão Esaú. Isaque, nosso anti-herói autêntico (Jacó é só mais um pilantra) morreu aos 180 anos de idade e, assim como ele e Ismael passaram a vida toda separados e se juntaram para sepultar Abraão, foi sepultado por Esaú e Jacó.
Coisa mais linda
Minha querida Suzana me mandou este vídeo com o qual eu me identifiquei deveras. Lindo demais.
Conseqüência da depressão
Comi feito uma porca prenha ontem e acho que recuperei os 6 quilos arduamente perdidos em pouco mais de um mês.
Papo de moçoila? Foda-se! Agora até de oncinha andam me chamando, não tenho nada a perder.
Merda…
Nunca antes minha depressão de aniversário durou tanto.
Homofobia, bleargh!
Eu ia escrever um monte de coisas sobre o assunto, mas o Rafael Capanema já o fez com a maestria de sempre. Por essas e outras que ele é autor do famoso Sutil como um Paquiderme e eu não passo disto aqui.
Para ler e guardar
Um trecho da matéria da Época que deveria estar logo no começo, mas deixaram para o final:
Um dos temas favoritos da bispa Sonia, em suas pregações aos fiéis, consiste em condenar o farisaísmo. Apesar disso, sua igreja não funciona como as denominações evangélicas tradicionais. Estas são gerenciadas pela comunidade. Como num condomínio, elege-se um tesoureiro para cuidar dos recursos. Ele paga o salário ao pastor. O valor é determinado pelos fiéis. Há fiscalização e controle das verbas. É assim nas igrejas batistas, presbiterianas, metodistas ou episcopais, entre outras.
Caloteiros do quê?
Não vou defender aqui o “apóstolo” Estevam Hernandes nem sua esposa, a “bispa” Sônia. Acho até que se ele estiver mesmo tão empenhado em imitar o apóstolo Estêvão original, o primeiro mártir do Cristianismo, eu estarei disposto a participar do apedrejamento. Mas sinto-me compelido a falar sobre o assunto, e meu ponto de vista é o de quem sabe que há um preconceito muito forte e agressivo contra os protestantes no Brasil.
Há pouco tempo, quando surgiu o caso dos padres pedófilos, revista nenhuma saiu com manchetes como “Os Pedófilos de Cristo” ou “Vinde a Mim as Criancinhas”. É claro que não: o que esses caras fazem é repugnante e merecedor de penas severas, mas isso nada tem a ver com a instituição que eles deveriam representar. Até onde eu sei ninguém sequer levantou a possibilidade de a Igreja Católica ser uma instituição pedófila. Óbvio: Seria um crime contra o bom senso.
Mas o bom senso é esquecido quando se trata de protestantes, evangélicos, crentes, ou como quiserem chamá-los. O Edir Macedo é um canalha? Ah, então todo crente é canalha. O Jimmy Swegart é adúltero, hipócrita e ladrão, logo isso se aplica aos seus seguidores. Sua tia crente é fanática e intolerante, portanto toda crente é fanática, intolerante, tem bigode e perna cabeluda. Não tem lógica nenhuma nisso, mas é fato: Nota-se em tudo um ódio pelos crentes que beira a perseguição cega. Aí me vem a revista Época, que alcançou o máximo da credibilidade quando espalhou pelo país outdoors com a apresentadora e mãe de família Soninha ao lado da frase “Eu fumo maconha”, e sapeca na capa a manchete que vocês vêem aí ao lado, “Os caloteiros da fé”. Fico até imaginando a reunião na redação da revista:
— E aí, a manchete?
— Que tal “Estelionatários de Deus”?
— Hum… Longo demais.
— “Pilantras de Cristo”?
— Melhorou.
— Já sei! “Os caloteiros da fé”
— Perfeito!
Lembro-me dos meus tempos de batista (sim, fui cristão e não me arrependo disso, no mínimo me rendeu este blog), quando a Renascer começou a se destacar por ser pioneira na introdução do rock, do samba e outros ritmos populares na igreja. Às segundas-feiras, a sede da Lins de Vasconcelos tornava-se ponto de encontro dos jovens evangélicos (e católicos carismáticos, é bom que se diga) que se sentiam tolhidos em suas igrejas, e iam para a Renascer. Eu fui uma vez só e não gostei muito. Como bom batista, achava aqueles arroubos emocionais muito teatrais para serem levados a sério. E passei a levar menos a sério ainda quando, na Segunda Marcha Para Jesus (participei da primeira, mea maxima culpa), vi o hoje apóstolo, então apenas Estevam Hernandes, convidando pela TV as pessoas a comparecerem: “Venham, vai ser uma tarde muito legal, vamos falar de paz, de amor, de harmonia, de ecologia” e por aí afora, sem citar em nenhum momento que tratava-se de uma manifestação religiosa. Para vocês terem uma idéia, a Renascer era sempre referida como “fundação” e só muito tempo depois assumiu sua postura de igreja. Decepção maior, no entanto, veio quando o casal resolveu rifar uma BMW e o “apóstolo” ganhou a rifa.
Bom, já perceberam que não tenho a mínima vontade de defender o casal e seus cupinchas. Mas não posso aceitar que os atos de alguns indivíduos possam macular milhares, milhões de pessoas. A tal Marcha para Jesus, que ocorre todos os anos, atraiu no mínimo um milhão de pessoas no sábado e a imprensa não deu o mínimo destaque. Por outro lado, vimos hoje no Fantástico o caso de um suposto milagre operado pela primeira santa brasileira, Madre Paulina, que não passou de uma cirurgia bem sucedida e de um pouco de sorte. As pilantragens de algumas pessoas ligadas a igrejas evangélicas são destacadas à exaustão, mas ninguém se lembra de mostrar o grande trabalho social das igrejas. Um pastor da Igreja Universal (um canalha, aliás) quis mostrar que uma imagem de Nossa Senhora era apenas gesso e mais nada. Em sua empolgação, bateu de leve na imagem com o lado do pé. Pronto! Chutou a santa! Foram meses com essa história. Em resposta, a Globo — que eu não sei quem elegeu como defensora da Igreja Católica, o Papa é que não foi, porque é um cara legal — levou ao ar uma cena em que uma calcinha era jogada sobre uma bíblia. Ridículo, sim. Mas com o claro intuito de profanar um símbolo que é importantíssimo para os protestantes. A propósito, qual editora publica a Época? Editora Globo? Ah…
Se todas as acusações que pesam sobre Estevam e Sônia Hernandes forem verdadeiras (tudo indica que sim), espero que a justiça os condene. Mas espero também que a justiça condene a revista por essa atitude leviana, de lançar o epíteto de caloteiros sem provas, apenas pelo gostinho especial de aumentar ainda mais o ódio contra os crentes.
