Achei que só acontecesse comigo, mas li esse post da Sarcástica em que ela diz que passa pelo mesmo problema. Seguinte: sou assinante do “provedor” Terra e tenho lá uma conta de e-mail que não uso para nada. Recebo e-mails no endereço aqui do JMC, ou num outro do iG, ou então no e-mail da empresa. Endereços demais, não faz sentido divulgar mais um. Pois então, não é que desde o primeiro dia eu só recebo Spam no tal endereço do Terra? Impressionante! Eu não gosto de parecer conspiratório, mas a impressão que eu tenho é que o “provedor” vende os endereços de e-mail de seus assinantes para empresas spammers e depois tenta vender aos assinantes seu magnífico sistema de e-mail protegido (R$ 8,90 adicionais por mês).
Hein? Ética? Não trabalhamos.

Aconteceu há alguns anos. Estava de carona com um amigo (não lembro qual, provavelmente o Risadinha) e passávamos pelo Tatuapé. Eu estava no banco de trás com a Bárbara, então minha namorada. O carro parou num semáforo e eu, distraído, olhei para o lado.
Não entendi de imediato o que estava vendo. Era uma bunda, sem dúvida nenhuma, semicoberta por uma microssaia. Só que ao final da caneleta central, ao contrário do que se poderia esperar de uma bunda tão feminina e delicada, havia um saco. Sim, um saco. Tratava-se de um travesti que, debruçado sobre a janela do carro vizinho, deixava na minha cara aquela visão horrenda. E ainda bem que havia um vidro entre nós. Levei um susto, olhei depressa para o lado, mas já era tarde: surgia mais um trauma.
Estava pensando nisso porque agora estou numa situação ruim (de novo). Eu não sei como me portar com as pessoas, não sei quando é hora de pegar pesado e quando é hora de ser suave. Só eu não conheço as regras do jogo em que todos estão. Sinto-me deslocado do mundo, sinto-me bizarro.
Eu sou o saco do travesti.

Acabo de ler que a Voyager 1, sonda espacial lançada há 25 anos, está agora mesmo cruzando a fronteira do Sistema Solar. Aqui, ó. Lendo a matéria, senti uma empolgação infantil: a humanidade cruza mais uma fronteira. É claro que hoje o Sistema Solar é pouca coisa: com os equipamentos que temos atualmente, nosso conhecimento vai muito além dele. Mas, notem, atingimos fisicamente essa fronteira. Há um artefato nosso…
— Nosso porra nenhuma! É mais um instrumento imperialista que visa a dominação do…

[POW! SOC! CRASH!]
Arram… Como eu dizia, há um artefato nosso além de Plutão. Longe, muito longe! 12,3 bilhões de quilômetros!
E aí sou tomado por uma tristeza. Porque sei — eu e Fer vivemos lamentando isso em nossas longas conversas — que a reação de grande parte das pessoas frente a esse fato maravilhoso será:
— E daí? Em que isso muda minha vida? Como é que a Voyager vai me ajudar a pagar o aluguel?
E tenho pena dessas pessoas. Pena mesmo, o dó mais sincero. Como é que alguém consegue viver assim, sem o mínimo maravilhamento diante da vida, da natureza e das conquistas da ciência? Como é que alguém passa seus dias sem nunca se questionar sobre a existência, sobre o funcionamento das coisas, sobre Deus? Acham tudo isso sem importância porque, oras, questões assim não botam comida na mesa. Ah, mas que porra de mentalidade tacanha! Nem só de pão vive o homem, será que é tão difícil perceber isso?
Nem é necessário que você viva se perguntando sobre questões elevadíssimas. Eu mesmo às vezes passo horas ou dias pensando em coisas que deixariam essas pessoas aterrorizadas frente à minha falta do que fazer (qualquer linha de raciocínio que não tenha um objetivo claro e prático é falta do que fazer para essas pessoas. Podem reparar). Uma questão que anda me intrigando há dias: como é que uma criança posta frente-a-frente com um Yorkshire Terrier e um Boxer saberá imediatamente que são ambos cachorros, mesmo sendo bichos tão diferentes um do outro, e se deparada com um gato e uma jaguatirica, que são bem parecidos, dirá prontamente que o primeiro é um gato e o segundo não? (Aliás, pesquisando para ilustrar as raças de cães aqui, cheguei a outra pergunta: por que as palavras cinofilia e zoofilia têm sentidos tão drasticamente diferentes, se o que muda é só o prefixo?)
E qual a importância de questões assim? Oras, quem é que sabe? Não acredito em nenhuma pergunta que não possa ser formulada por uma criança; só as questões infantis são profundas de verdade. Se você despreza isso, sinto muito: você é um autista. Vá se tratar. Você nunca produzirá arte e nunca será capaz de amar de verdade. Imagine só olhar para a mulher que você ama e não pensar algo do tipo “Como é que ela consegue com um simples gesto estabanado me encher de ternura desse jeito?”. Ah, não. Muito sem graça.
Maravilhem-se, meus caros. Perguntem-se coisas como “Quantas cores existem? Todas elas têm nome?” (Fer), “Por que é que o banheiro fica com eco depois da faxina?” (Biboca), “De que cor é o Ziraldo?” (Polzonoff), “Por que os fabricantes de camisinhas as fazem tão grandes? Ninguém tem um pau daquele tamanho, os caras gastam milhões em borracha que nem vai ser usada!” (moskito, mas ele é suspeito), “Por quê, em propagandas de margarina, todos os pais têm que chamar o filho de ‘filhão’?” (Alexandre), “Como é que a calculadora faz conta?” (Gravata), “Pra que serve esse botãozinho vermelho?” (deus, e foi assim que ele criou tudo). Perder a capacidade de fazer perguntas assim é suicídio.

Boa notícia: minha querida Fatamorgana trocou o Emotionrélio de servidor e agora está tudo funcionando que é uma beleza. Sou eternamente grato a essa menina, muito foda isso.

Uepa!


Má notícia: cheguei em casa ontem empolgado pra fazer umas caretas. Peneirei os 120 e-mails com pedidos que estavam na fila, preparei a câmera, configurei a placa de captura de vídeo. Aí fui ligar a câmera e… NADA! Pensei que fossem as pilhas, mas já troquei e não adiantou. Minha linda Cybershot cometeu suicídio. Não quero nem pensar no quanto vou gastar com o conserto, mas talvez tenha que reduzir bastante meu roteiro de férias. Ó raios!

Nhé.

É foda. Toda vez que há uma festa em que eu sou o anfitrião, como a festa de 1 ano do JMC em fevereiro e meu aniversário ontem, procuro falar com todo mundo, circular, dar atenção a todos. Porque o fato de tantas pessoas se reunírem por minha causa me comove de verdade. E eu faço questão de dizer isso às pessoas, que estou muito feliz com a presença delas e coisa e tal. Aí sabem o que me dizem?
— Marco, você está bêbado!
VÃO TOMAR NO CU! Só bebi água na festa do JMC e ouvi isso de um monte de gente. Teve até um (não vou dizer que foi o Thiago) que veio me perguntar se eu tinha fumado maconha! Ontem eu até que bebi, mas permaneci sóbrio quase até o final. Mesmo assim tive que ouvir a mesma ladainha de sempre. E tudo isso por quê? Porque tento ser simpático, atencioso.
Então que se foda: Na próxima festa eu vou ficar o tempo todo sentado no meu canto. Quem quiser papo, que venha falar comigo. Já que cordialidade é sinônimo de embriaguez, talvez rudeza seja o equivalente de sobriedade.

Não, minha amiga, eu não sou nada.
Não, meu amigo, não gosto da vida, nem a vida gosta de mim, nem tenho olhos de criança.
A verdade é que sou um prestidigitador, como já disse um velho amigo. Eu escolho para minha convivência apenas pessoas de bom coração, pessoas alegres e bondosas. E essas pessoas tanto procuram que acabam encontrando coisas boas até em mim. É da natureza delas.
Vocês dois, por exemplo. Conseguem me deixar sem reação, embasbacado diante da grandeza que é a bondade de vocês.
Vão tomar no cu os dois.
Vão deixar sem graça as putas que os pariram.
Vão fazer gente chorar lá na casa do caralho.
Porra.
Amo vocês, seus feladaputas.

Aê, meu povo, preciso da ajuda de entendidos. Não, porra, não desse tipo de entendidos. Tô falando de nego que manja de bugigangas tecnológicas. O negócio é que eu tenho uma Webcam Go Plus da Creative (essa coisa aí do lado). E a câmera é UMA BOSTA. Funciona desconectada, armazena até 100 fotos, grava som (pra quê, meu deus???), tem resolução de 640 X 480 e taxa de 30 quadros por segundo. Uma beleza, não? Só que eu ligo a danada no micro e aparece tudo escuro. Pra tirar fotos para o falecido Emotionrélio eu precisava de uma luminária quase enfiada na minha cara. E é a mesma coisa quando resolvo deixar a webcam online pra vocês verem minhas presepadas: Tenho que ficar perto da luminária, o que faz com que apenas minha calva reluzente apareça.
Então tenho duas perguntas:
1. Alguém aí sabe resolver esse problema do além? Já fiz todos os ajustes de exposição/brilho/contraste possíveis.
2. Se não houver jeito, alguém conhece uma webcam que seja simples, barata e eficiente? Não quero recursos extraordinários, apenas que funcione bem como webcam em condições normais de iluminação.
Valeu.