Procure uma coletânea do Fagner com a gravação original da música Canteiros. Revire sua cidade. Venha a São Paulo e entre em cada biboca procurando a música. Você não encontrará. Uma das poucas músicas realmente boas do cara e não pode ser encontrada em lugar algum. Nem adianta procurar a edição remasterizada em CD de Manera Frufru Manera, disco de 1973 que continha a música: Canteiros foi limada do CD.
Eu passei por essa via crucis há uns anos. Encontrei numa loja em Guarulhos, de um maluco que fazia coletâneas em CD a partir de velhos LPs. Ele tinha Canteiros numa das coletâneas (uma bem ruinzinha, aliás), e me explicou o motivo do aparente boicote à canção: plágio. Sim, a letra era chupinhada de um poema de Cecília Meirelles. A família da poeta processou e a música foi riscada do mapa.
Mas por que estou falando isso agora? Simples: Fagner acaba de ser condenado em outro processo por plágio, dessa vez pela música As Penas do Tiê, também do disco Manera Frufru Manera.
Que feio! O melhor trabalho da carreira do cara contém PELO MENOS dois plágios! Eu sempre duvidei do talento do Fagner, mas achava que esse disco o redimia. Agora sou tentado a pensar que ele nunca teve talento mesmo. A não ser que mão-leve seja considerado um talento, claro.
Categoria: Música
I want to love you madly
I don’t want to wonder
If this is a blunder
I don’t want to worry whether
We’re gonna stay together
‘Till we die
I don’t want to jump in
Unless this music’s thumping
All the dishes rattle in the cupboards
When the elephants arrive
I want to love you madly
I want to love you now
I want to love you madly, way
I want to love you, love you
Love you madly
I don’t want to fake it
I just want to make it
The ornaments look pretty
But they’re pulling down the branches
Of the Tree
I don’t want to think about it
I don’t want to talk about it
When I kiss your lips
I want to sink down to the bottom
Of the sea
I want to love you madly
I want to love you now, yeah
I want to love you madly, way
I want to love you, love you
Love you madly
I don’t want to hold back
I don’t want to slip down
I don’t want to think back to the one thing that I know I
Should have done
I don’t want to doubt you
Know everything about you
I don’t want to sit across the table from you
Wishing I could run
I want to love you madly
I want to love you now
I want to love you madly, way
I want to love you, love you
Love you madly
(Cake)
Não se vá
Minha viagem a Curitiba foi ótima, vocês já sabem. Mas mesmo lá experimentei uma frustração: No sábado, dia em que iríamos ao karaokê, tanto a Fer quanto sua irmã Anne me garantiram que cantariam comigo o grande sucesso Não se vá, da dupla Jane & Erondi. Pois sim! Chegou a noite e a Anne sequer foi. Cantamos We Are The World, eu e Polzonoff fizemos aquele papelão de cantar Dancing Queen, Paula Foschia cantou O Amor E O Poder, e nada de Não se vá.
Carreguei essa frustração até hoje. Então achei que já era demais, e resolvi arrumar alguém para cantar tão bela canção comigo. Com vocês, o videoclipe da década:

MARCO AURÉLIO & LOBATO – NÃO SE VÁ
(~2,6 Mb – botão direito/salvar como)
Ah, não se iludam: O vídeo está looooooooonge de ter a qualidade da foto. Mas confiem em mim, vale a pena. É uma belezura.
Ai minha coluna!
Dica da Fer: a Coluna do Falcão. Genial, como era de se esperar. E depois de uma dica dessa qualidade, a Fer merece que eu grave uma música pra ela. Hum…
Um Cara Estranho
Rumo dos Ventos
A toda hora rola uma história
e é preciso estar atento
a todo instante rola um movimento
que muda o rumo dos ventos
quem sabe remar não estranha
vem chegando a luz de um novo dia
o jeito é criar um outro samba
sem rasgar a velha fantasia.
Mulher, é isso aí
só existe a gente mesmo
levando um barco pesado
apesar do agitado mar
sem a lua e seu encanto
ao sabor da ventania
mesmo no gelo da noite
meu coração não esfria.
E quando o vendaval passar
acharemos uma ilha
e até quando Deus deixar, mulher
iremos tocando a vida.
(Paulinho da Viola)
Estate
Bom, já que meu inglês é uma merda mesmo, resolvi gravar uma música em italiano. Estate, que o João Gilberto vive gravando e cantando em shows. Para minha gravação, convidei uma linda garota que conheci no último fim-de-semana. Carioca, adorou São Paulo. E eu adorei a voz dela. Linda, linda.
Bah, chega de papo. Ouçam:
estate
Cantem junto!!! Peguei a letra na Internet e minha querida Sherlem, brasileira que mora na Itália há dois anos, traduziu a letra para mim. Menina, vai pra você a música, bem ao estilo do João, que é pra matar saudades do Brasil.
Ah, a letra e a tradução:
Estate
Estate,
sei calda come i baci che ho perduto,
Sei piena di un amore che ho passato
E il cuore mio vorrebbe cancelare
Estate,
il sole che ogni giorno ci scaldava,
Che splendidi tramonti dipingeva
Adesso brucia solo con furore
E tornerà un altro inverno,
Cadranno mille petali di rose
La neve coprirà tutte le cose,
E forse un po di pace tornerà
L’estate,
che ha dato il suo profumo ad ogni fiore,
L’estate che ha creato il nostro amore
Per farmi poi morire di dolore
***
Verão
Verão,
és quente como os beijos que perdi,
és cheio de um amor que já passou
E que meu coração queria esquecer
Verão,
o sol que todos os dias nos aquecia,
que esplêndidos crepúsculos coloria
E que agora me queima com agressividade
E chegará outro inverno,
cairão milhares de pétalas de rosas
A neve cobrirá todas as coisas,
e talvez um pouco de paz trará
O verão,
que doou seu perfume a diversas flores,
o verão que criou nosso amor
Para depois me fazer morrer de dor
Milagres do Tédio
Paulinho da Viola
Eu mandei vocês ouvirem Paulinho da Viola. Mas vocês ouviram? Nãaaaaaaao… É foda. Apesar de tamanha ingratidão, porém, resolvi quebrar um galho pra vocês, criando a Rádio Jesus, me chicoteia! na Usina do Som. Vou mudar o repertório de tempos em tempos. Na estréia, uma overdose de Paulinho da Viola, que bem que vocês tão precisando. Fariseus.
A Verdadeira Revolução
Lembram-se de quando eu revolucionei a música? Pois podem esquecer. A boo acaba de re-revolucionar a música! Ouçam:
Barangas Suburbanas In Concert – Evocando o Demo
