Eu não acredito! Depois de muito bater a cabeça, finalmente consegui instalar a versão 3 (beta) do Movable Type no servidor? Sabem o que isso significa? Que nos próximos dias isto aqui vai dar pau até cansar. Se vocês virem algum bug, tenham a gentileza de me informar, tá bom? Obrigado.

Deprimido, de saco cheio e cansado de ficar trancado em casa na frente deste computador, tomei uma decisão drástica: “Vou ao cinema”. Tão logo decidi, desliguei o micro, vesti uma calça (que eu não usava há mais de três anos, porque não servia mais, rá!), uma camiseta qualquer e rumei para o templo da cultura e do entretenimento. Só que aí lembrei que não sei onde fica o templo da cultura e do entretenimento, então me contentei em ir ao Shopping Metrô Tatuapé. Vi lá um filme qualquer, zanzei pelas livrarias, comi um negócio. Estava tomando um milkshake de Ovomaltine e lendo, quando alguém se aproximou e fez a pergunta:
— Você é o Marco Aurélio?
Levantei os olhos do meu livro. Um rapaz de sorriso franco, portanto um bloquinho de notas, e acompanhado por uma linda garota. Apresentou-se e a ela. Eu tenho um problema muito sério com nomes, mas tenho quase certeza que o nome dele era Juca. Dela eu esqueci. Desculpem, por favor, essa minha deficiência.
Bom. Os dois sentaram-se comigo, conversamos bastante. Juca elogiou meus escritos, o que é sempre desconcertante porém muito gostoso. Depois de algum tempo conversando, os dois despediram-se e saíram. Acompanhei o belo casal com o olhar. Ali estavam as pessoas que vieram para levar minha depressão embora. Muito, muito obrigado aos dois.

(Mas, na boa, custava nada vocês me avisarem que eu tava com um monte de comida no meio do aparelho, né? Cheguei em casa e minha irmã quase teve sua filha com dois meses de antecedência ao ver a maçaroca nos meus dentes…)

Vocês repararam que isto aqui está prestes a alcançar a marca de 500 mil visitas? PORRA, VÃO LER UM LIVRO! VÃO AO CINEMA, AO TEATRO! VÃO TRABALHAR! UM BLOG MEQUETREFE COMO ESTE CHEGAR A MEIO MILHÃO DE VISITAS É PROVA DE QUE A JUVENTUDE BRASILEIRA ESTÁ PERDIDA!

Um tempo atrás um leitor disse aqui que melhor seria que os comentários do blog fossem em ordem ascendente. O argumento dele era muito bom: com o último comentário no topo, o leitor tem que correr a tela até o final para começar a ler, ir subindo, e depois descer tudo de novo para postar seu próprio comentário. Não lembro quem foi o sábio que me deu esse toque, mas acatei. Comentários ascendentes a partir de agora.

Ah, é! Nem contei pra vocês: segunda-feira começam minhas férias. Vou para Curitiba no sábado, volto na segunda. Não vou fazer nenhuma viagem longa como a do ano passado, mas o ritmo disto aqui vai diminuir. Não comemorem: serão apenas 20 dias…

O próximo capítulo será o último do Deuteronômio, e também o derradeiro da história de Moisés. Desde o final do livro dos Números que eu vivo com essa agonia causada pela perspectiva de contar aqui a morte do velho gago. Sei o quanto isso é ridículo, mas não consigo evitar. Tenho convivido com Moisés desde 13 de julho do ano passado, quando narrei seu nascimento. Vai ser difícil, mais de um ano depois, despedir-me desse personagem.

EU NÃO QUERO QUE O MOISÉS MORRA, CARALHO!