É possível que amanhã mesmo este desprezível blog alcance a marca de um milhão de visitas. O milionésimo visitante poderia fazer o favor de identificar-se e mandar um print screen do contador? Basta olhar ali na barra da direita, no subtítulo “Fiéis”.
Não, não tem prêmio. Só curiosidade mesmo.

Uma vez a Fer me disse que costumava fazer download de programas gratuitos, geralmente inutilidades divertidas, sempre que estava meio para baixo. Eu me espantei, não pela estranheza da mania, mas porque faço o mesmo. Acho que é o equivalente a fazer compras para se sentir alegre, com uma vantagem: é quase grátis.
Ao contrário da Fer, porém, eu não posso ficar mudando o cabelo para melhorar meu humor (pelas razões óbvias). Então mudo as cores do blog.
Gostaram?

Semana passada recebi o e-mail de cobrança da Fapesp referente ao pagamento pela manutenção do domínio jesusmechicoteia.com.br. Trinta reais, mixaria, com vencimento em 25 de abril. Mesmo assim, pensei em não pagar, em deixar que excluíssem o domínio. Porque eu não tenho a mínima vontade de escrever aqui. Já passei por situação semelhante em outras ocasiões, mas sinto que agora é diferente, mais dolorido e difícil.
Estou às vésperas de completar os 30 anos e, enquanto os amigos recebem promoções, ganham dinheiro e se casam, eu continuo na mesma de sempre. Arranjei emprego numa empresa grande, uma das maiores do mundo. Muita gente estaria feliz com uma oportunidade assim, mas o bonitão aqui não se adaptou ao trabalho sem inteligência, sem aprendizado. Então eis minha situação: após doze anos de trabalho na área de tecnologia, continuo um profissional medíocre e sem ambição alguma. Eu só queria mesmo um emprego que me desse o dinheiro suficiente para pagar minhas contas e me deixasse tempo para escrever.
Escrever. Com tanta gente por aí com vocações úteis, eu nasci com esse talento (duvidoso) para algo que não me dá dinheiro e cada vez me dá menos prazer. Se escrevo é porque preciso, porque não sei me expressar de nenhuma outra forma.
Uma vida medíocre. Tentei a música, atingi a mediocridade. Tentei a fotografia, e nem à mediocridade cheguei. Tentei escrever, e a mediocridade mais uma vez me assombra. Agora tento (pela segunda vez) o jornalismo: escrevi matéria para uma revista, mandei idéia de pauta para outra, e estou aqui angustiado para ver no que isso vai dar. Larguei um emprego seguro, com bom salário (para alguém tão medíocre), benefícios, seguro de vida para não apoquentar a família com o peso de minha morte. E por quê? Porque o emprego me corroía a saúde, porque o trabalho não fazia sentido nenhum para mim.
Trinta anos, nenhum juízo e uma pilha de contas para pagar. A isso se resume minha vida. Tenho crises de ansiedade cada vez piores e mais freqüentes. Sinto-me cansado, derrotado, perdido. E, olha, a sensação não é nada boa.

Leiam o comentário do Walter para o último post:

Eu tava pensando, sabe o que eu acho que tá faltando nas histórias bíblicas, em relação às do começo do Blog? Personagens! Desde Moisés, eu não lembro de nenhum personagem digno de nota, que nos fizesse ter qualquer sentimento por ele… Dá a impressão de que você só está contando a história! Por isso que eu fico sempre pedindo que Deus se manifeste, porque é um personagem muito legal.
Nesse post, por exemplo, o Absalão tinha tudo pra virar um capo mafioso em busca de poder a qualquer preço (queima das plantações), ou um general conspirando contra um João Goulart frouxo, ou até um Zé Alencar Ministro da Defesa traindo o Lula e botando ele na parede (pra comentar o post e os comentários)…

Estás coberto de razão, meu velho. O negócio é que reescrever a Bíblia tem sido cada vez mais um ato ditado pelo meu comportamento obsessivo-compulsivo do que algo que me dê prazer. Escrevo os capítulos na pressa de terminar o livro, e quero terminar logo um livro para começar o próximo, e daí chegar ao fim da história da monarquia, depois aos livros poéticos, à restauração, aos profetas maiores e menores e ao Novo Testamento. Assim, não me preocupo em pensar nos personagens: apenas pego a história e narro de uma maneira supostamente engraçada.
Obrigado pelo toque, Walter (piadinhas no segundo corredor à direita, ok?) Vou ver se ainda consigo consertar Absalão e Davi. E vou pensar direito no que fazer com Salomão.

Como o Inagaki(1) pré-autorizou qualquer um a fazê-lo, copiei dele a nota para comentários elaborada pela Suzi Hong:

NOTA: Este sistema é disponibilizado aos leitores do Jesus, me chicoteia! exclusivamente para a publicação de opiniões e comentários relacionados ao conteúdo deste weblog. Todo e qualquer texto publicado na internet através deste sistema não reflete, necessariamente, a opinião deste weblog ou de seu autor. Os comentários publicados através deste sistema são de exclusiva e integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. O autor deste weblog reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação de seu autor (nome completo e endereço válido de e-mail) também poderão ser excluídos.

O objetivo é óbvio: evitar pagar pelas opiniões alheias, como aconteceu com o Gravataí Merengue. É necessário? Não sei. Mas é melhor prevenir etc.

(1) Sim, como o Inagaki. Mas é sempre uma rapidinha. Podem perguntar a ele.

Segundo o Nedstat, 56,5% dos leitores do JMC usam outras versões do Windows que não o XP. Pois então, meus filhos: a Microsoft admitiu que as novas implementações de segurança para o Internet Explorer são apenas para usuários de Windows XP com o novo Service Pack 2. Ou seja: se você usa Windows 2000, NT, ME, 98 ou 95, trate logo de instalar o XP, ou sua máquina vai continuar se enchendo de adwares, spywares, trojans e vírus que chegam via browser. É claro que para isso você provavelmente vai precisar gastar algumas centenas de reais com upgrade de hardware. Sabe como é: o Windows XP é aristocrático, não roda em qualquer máquina.
Bom, ou então você pode aposentar de vez o Internet Explorer e passar a usar algum outro browser mais seguro e confiável. Minha sugestão vocês já sabem qual é: Mozilla Firefox na cabeça. O Firefox, aliás, já é usado por 10% dos leitores deste blog. Pode parecer pouco, mas houve tempo em que os usuários de Internet Explorer no meu Nedstat eram mais de 95%.