Fiquei sabendo agora há pouco que dona Clarah acabou com seu blog. Não foi bem um assassinato, digamos que foi uma eutanásia: o brazileira!preta estava capengando há algum tempo. Muitos por aí declararam luto, outros soltaram fogos, outros tantos dirão que é um golpe de marketing e aquele blablablá de sempre. Eu li o anúncio do falecimento e achei natural e coerente. Liguei pra autora e ela está feliz e saltitante. Portanto não há motivos pra lamentação nem pra celebração: é apenas mais um ciclo que se cumpre. Sentirei falta do brazileira!preta, é claro. Mas, bah, Clarah Averbuck ainda tem muito a escrever. Para desespero de muita gente.

Escrevi um post imenso aqui sobre minhas férias, mas ficou muito chato, então apaguei. Basta dizer que minhas férias foram excelentes e cumpriram à perfeição o seu papel de me prepararem para mais um ano de trabalho, que eu reencontrei velhos amigos e fiz novos, e com todos eles me diverti feito um adolescente com anfetaminas.
Agradecimentos especiais ao Rafael, ao Pedro e à Ana por me hospedarem em Brasília e no Rio. E à Fer, porque sim.

Tá bom
Senta aqui que hoje eu quero te falar
Não tem mistério, não, é só teu coração
Que não te deixa amar
Você precisa reagir. Não se entregar assim…
– Como quem nada quer?
Não há mulher, irmão, que goste dessa vida
Ela não quer viver as coisas por você
Me diz, cadê você aí?
E aí não há sequer um par pra dividir.
Senta aqui, espera que eu não terminei
Pra onde é que você foi que eu não te vejo mais?
Não há ninguém capaz de ser isso que você quer
– Vencer a luta vã e ser o campeão!
Pois se é no não que se descobre de verdade
o que te sobra além das coisas casuais
Me diz se assim está em paz
achando que sofrer é amar demais.

(Marcelo Camelo)

Do que vocês estão falando? O Pedro e sua senhora já me falaram muito desse tal de Garagem, um lugar muito legal e cheio de mulher. Disseram que eu vou pegar mulher pra caralho. Então deixem a inveja de lado um pouco. HUMPF.
E falaram alguma coisa de boate gay também. Deve ser outro lugar, claro.

Estou há dias pensando no que escrever para a Fer pelo seu aniversário e não consigo chegar a nada que preste. Muito difícil escrever para essa menina. Eu ia cometer o lugar-comum de dizer que nos conhecemos há cinco meses mas parece a vida inteira. Isso nunca foi tão verdade, mas é batido demais. Talvez eu dissesse que é espantosa a forma como ela não fica tentando agradar ninguém e consegue ser amada por todos. Ou que num mundo feito de pessoas iguais ela consegue ser diferente sem nenhum esforço para isso. Ou que entrou na minha vida feito um demônio-da-tasmânia, rodando e bagunçando tudo. Ou que, graças a ela, eu quase que acredito em deus.
Seria muito pouco, no entanto: não chegaria nem à superfície do que ela é de verdade. Então desisto: menina, feliz aniversário e muitos corações com braços pernas e carinha sorridente pra você. Luv ya, bitch.

Do meu amigo de infância:

Há, na verdade, muito humor nesta coisa de transgênicos. Primeiro, a indecisão de José de Alencar, vice-presidente e autor de O Guarani (não a ópera, claro). Segundo, a comemoração dos plantadores de soja gaúchos, com carreata e foguetório. Nada poderia ser mais rural, pejorativamente falando. E, por último, a manifestação dos sem-terra.
Responde uma coisa para mim: por que é que os sem-terra têm que se meter nesta história toda, se não têm terra, porra?! E mais: por que todo mundo que é “de esquerda” é também contra a plantação de transgênicos?
Será que é porque eles não comem Pringle´s?

Tá, tá, eu sou de esquerda. Mas não há como não rir disso.

Fui ontem à Funhouse para a comemoração do aniversário da Bárbara. Não conhecia ainda o lugar, apesar das constantes intimações da Clarah, e gostei muito. Mas um fato me deixou meio assustado. A banda de Diego Medina subiu ao palco e eu imediatamente reconheci dois de seus componentes: o baixista e o pseudo-tecladista. O baixista eu demorei a identificar como sendo Pedro Sá, que toca com Caetano Veloso. E o pseudo-tecladista, que ficava de braços cruzados numa pose pretensiosa quando seus serviços não eram requeridos, e vez por outra enfiava o dedo numa tecla aleatória era ninguém menos que Moreno Veloso, o Filho do Homem.
Quando escrevi sobre o VMB deste ano, comentei sobre a sombra de Caetano Veloso pairando há quase 40 anos sobre a música brasileira, e sobre a mania do baiano de dar sua bênção a quem não a pede. Sei não, sei não… Aparecer ele mesmo na Funhouse seria dar muita bandeira, então acho que ele infiltrou dois agentes. Já o vimos saudando o Los Hermanos, em breve teremos declarações do mais ilustre filho de Dona Canô louvando o cenário alternativo. Aguardem.