Ao Rubens, obrigado por falar tanto nesse filme. Assisti finalmente, e vale cada segundo.
Quanto a vocês, assistam logo.
Categoria: Amigos
Mudança
Uma vez a Fer me disse que costumava fazer download de programas gratuitos, geralmente inutilidades divertidas, sempre que estava meio para baixo. Eu me espantei, não pela estranheza da mania, mas porque faço o mesmo. Acho que é o equivalente a fazer compras para se sentir alegre, com uma vantagem: é quase grátis.
Ao contrário da Fer, porém, eu não posso ficar mudando o cabelo para melhorar meu humor (pelas razões óbvias). Então mudo as cores do blog.
Gostaram?
Escondam seus bichos de pelúcia!
Marco Aurélio chegou pegando geral!

Eu e Romarinho, o mascote da musa Giovanna Cantarelli, numa foto roubada para encher lingüiça aqui
Legião
Metrô, passa de meia-noite. O sujeito entrou no vagão empunhando um violão folk e com uma gaita presa ao pescoço. Apresentou-se aos ilustres passageiros e começou a tocar um blues. Ninguém deu muita atenção. Um preto que viajava em pé o chamou para fazer um pedido. “Pronto”, pensei eu, o mulato racista, “lá vem pagode”. Qual nada! O cara tinha pedido Legião Urbana, que é o que as pessoas pedem quando há um violão por perto. Foi bonito de se ver: o cara começou a tocar Será. Uma moça começou a cantar junto, dois bêbados se juntaram a ela, eu somei minha voz ao coro, e logo o vagão todo estava cantando. Ao final, todos aplaudiram. O músico mambembe, espantado com a reação, esqueceu-se de passar o chapéu e saiu do trem agradecendo.
No mesmo instante, me lembrei de quando Renato Russo morreu. No domingo seguinte, os amigos vieram aqui em casa (foi numa época distante, quando os amigos me visitavam, quando conversávamos sobre o futuro. Agora o futuro chegou, e é uma bela porcaria). Estávamos conversando na sala, falando as bobagens de sempre e assistindo TV. De repente a TV e a luz da sala se apagam: queda de energia. Fomos procurar velas, acendemos algumas e continuamos a conversa. Peguei o violão e comecei a tocar alguma coisa da Legião Urbana. Terminei a música, e um deles pediu outra. E depois outra. Só Legião Urbana. Cantamos até a Eletropaulo resolver o problema, à luz de velas, como num ritual em memória de Renato Russo, cujas letras haviam embalado nossa adolescência recém-terminada.
Hoje há uma tendência a se subestimar as músicas da Legião Urbana, tidas como infantis, bobas, cheias de lugares-comuns. Isso pode até ser verdade, sei lá. Eu sei que o adolescente ingênuo que eu era então ouvia aquelas letras e só conseguia pensar, “Puxa, eu não estou sozinho”. O que era ingenuidade demais até para mim: é claro que estou sozinho, todos estamos.
A anti-Bozó
Em uma crônica intitulada O conselheiro come, diz João Ubaldo Ribeiro:
Justamente por concordar com tudo isso que Ubaldo escreveu foi que eu me senti surpreso quando vi Dona Nilda na TV pela primeira vez. Escrevi até um post a respeito: quem era aquela mulher que visivelmente não dava a mínima bola para o fato de trabalhar na Globo? Quem era aquela anti-Bozó? Escrevi o tal post, achei um jeito de mandar e-mail para ela, começamos a conversar e logo nos tornamos amigos.
Hoje somos grandes amigos, trocamos confidências, então foi com estranheza que voltei a vê-la na TV quinta-feira à noite, enquanto esperava que o Ulyman me ligasse para a gente ir tomar umas nalgum boteco soteropolitano. Estava de bobeira, botei no Multishow e lá estava Dona Nilda conversando com os caras do CPM22 (nem tudo são flores). Minha primeira reação foi a de todo caipira ao ver um amigo na TV: preciso avisar o pessoal! (Lembro-me de quando fui ao Meninas Veneno da MTV. Assim que entrou o primeiro intervalo, várias pessoas da família começaram a ligar para me dar os parabéns. Não entendi até hoje). Demorou um pouco para eu me dar conta que aquele era o trabalho dela, e que, para começar, seria improvável que nos conhecêssemos não fosse eu vê-la na televisão.
Achei legal isso. Significa (acho) que a amizade que temos já é tão natural que é como se nos conhecêssemos há anos. Eu sei que sou chato, e que sempre digo isso a respeito de várias pessoas. Mas vou fazer o quê? Sou um sortudo que coleciona amigos de infância temporães.
O retorno
Depois de um tempão de angústia, eis que podemos ler novamente o Não vá se perder por aí. Thiago Capanema, que aos dezesseis anos influenciou um bando de blogueiros (inclusive eu, onze anos mais velho que ele), volta agora, aos dezoito, com uma prosa mais madura de estilo já quase definido. Bom menino, o meu sobrinho.
(Saudade, mano.)
Aniversário
Movida sei lá por que anseios, há um ano Fernanda resolveu começar a escrever um blog. O primeiro post:
Quando Deus acordou e, notando que estava escuro, disse “Haja luz” (e houve luz!), ele não imaginava que esse simples ato fosse um dia culminar no Mega Trufa ou na Luana Piovani. A Fer também nem imaginava que aquele blog fosse assumir tamanha importância, e demonstra sua surpresa no post escrito hoje:
Quando li isso, não pude deixar de pensar na abelhinha daquele clipe do Blind Melon, No Rain. Sacanagem. O negócio é que essa menina de cabelos vermelhos e olhos azuis mais lindos do mundo encontrou no blog uma forma de resolver uma coisinha aqui, outra ali. Fez amigos, influenciou pessoas, tudo isso sem fazer força, vejam vocês.
Quando a conheci, em maio deste ano, ainda não conhecia o eu diria que… E é claro que no dia seguinte eu corri para o primeiro cybercafé que encontrei para ler o blog da garota que havia me encantado de maneira tão espantosa na noite anterior. Deliciei-me com o que li por lá: uma menina agradável, bondosa, de caráter firme e com tal intimidade com as palavras que se dava ao luxo de virá-las todas do avesso, de cabeça pra baixo, just for fun. Tornou-se imediatamente leitura obrigatória, e desde então eu o visito algumas vezes por dia, leio com avidez cada novo post, me divirto com alguns comentários, com outros fico puto, com outros fico constrangido, e com muitos (MUITOS!) sinto um ciúme danado.
Eu me sinto no direito de comemorar mais que todo mundo esse um ano de eu diria que… Porque ele botou um tanto de alegria na vida da menina que é o que eu tenho de mais bonito aqui dentro deste coração velho, guardado com o maior dos cuidados.
Parabéns, #FF3333!
Lançamento amanhã HOJE

(Haddock Lobo, 141. Mapa aqui, fica pertinho da Paulista, dá pra ir de metrô)
Eu estarei lá, é claro, e espero que vocês também. Venham, senhoras e senhores, não percam a oportunidade de ver e tocar Paulo Polzonoff, o basilisco de Curitiba.
TODO MUNDO LÁ!
Plagiando moskito
Agonia! Agonia!

Hoje é sexta-feira! Dia de repensar a vida e tentar achar uma solução pra porra toda!


