Deu um trabalho desgraçado fazer todos os ajustes deste blog, mas agora estou feliz. Esse WordPress é o cão mesmo, como me garantiram Jaime e Polzonoff. O bicho tem um monte de plugins, widgets e não sei que mais. Agora mesmo botei ali do lado o link para uma página com os posts mais populares da história do blog. Logo abaixo de cada post, uma lista com textos mais ou menos relacionados.
Coisa besta, mas veja como o blog fica bonito, cheio de estatísticas e tal…

Kurt Vonnegut morreu.
A Fer me deu a triste notícia. Poucos segundos depois, Daniel Lima confirmou. Daniel me apresentou Vonnegut num Natal desses, dando-me de presente o Timequake, e livrando-me para sempre de pensar que literatura americana contemporânea era Bukowski. Comi o livro, comi outros, comi todos os livros de Vonnegut. Comprei o estoque de Vonnegut da Livraria Cultura. Li Um homem sem pátria duas vezes num vôo entre São Paulo e Foz do Iguaçu.
Por aqui, como observou Daniel, nenhuma linha na imprensa. O velho escritor de livros malucos, com suas obsessões que geravam temas recorrentes e sua falta de pudor em misturar ciência e arte não faz sucesso no país em que os poucos que lêem investem seu tempo em espiritismo, auto-ajuda e platitudes de Dan Brown.
Leiam Vonnegut, seus putos. Vocês precisam ler Vonnegut.

Eu queria ter em mim o poder de escolher a combinação exatas de palavras que, feito mandinga, tirariam de minha amiga a tristeza e a dor. Não tenho. Pediria a Deus, se tivesse qualquer resquício de fé. Não tenho. Então fico aqui sofrendo um sofrimento besta, até que esse tempo passe. No fim das contas, é mesmo uma gincana: você faz essa tarefa, depois aquela, depois aquela outra. Uma dá certo, outra dá errado, a gente nunca sabe. Algumas são pesadelos recorrentes, outras trazem alívio súbito. A certeza de que tudo vai acabar bem é a única possível.
(não é para vocês entenderem)

Vocês sabem muito bem que não sou homem de acreditar em augúrios. As coisas são porque são, e não há um significado maior subjacente aos fatos. Pois então.
Há um tipo de sinal, porém, que eu levo muito em conta: algo que me mostra que estou no caminho certo, não por ser um aviso dos céus, ou o universo conspirando por mim, ou qualquer outra bobagem, mas sim por ser um dos efeitos de ter eu escolhido esse determinado caminho, e não um dos milhares de outros que apareceram na minha frente. Vejam: escolhi manter um blog para exercitar a escrita, único talento de que disponho, e mesmo assim em pequena porção. Depois de muito exercício, percebi que precisava escrever cada vez mais, e por isso escolhi voltar ao jornalismo, profissão que havia abandonado havia quase uma década. Retomada a profissão, toca a tentar terminar a faculdade.
E eis que hoje dois rapazes muito simpáticos de minha sala na Uninove revelaram-se leitores fiéis deste porco blog. Não vou reproduzir aqui o que eles disseram — seria suspeito — mas digo que foram palavras muito gentis e coisa e tal. Leonardo e Vinícius, suas bichas safadas, muito obrigado. Vocês me ajudaram a ver que estou no caminho certo.

E é CLARO que as bibas cobraram capítulo novo. Vocês querem meu sangue, felasdaputa!

Terceiro dia de aula, percebo que a faculdade não é tão ruim assim. Há uma praça de alimentação decente, e as pessoas até que são agradáveis. Prevejo que vai me acontecer o de sempre: eu tento abraçar a misantropia com todas as minhas forças, mas acabo socializando. Oh, vida bipolar…
Mas e a festa, hein?

De todas as pessoas importantes para a história deste blog, há duas que se destacam: Daniela Macedo, que escreveu comigo o Balde de Gelo, e deus, do finado falecomdeus. Pois então: o casal está a fim de uma festa. Estavam lá conversando, e lembraram que o JMC completa cinco anos de existência no dia 7 de fevereiro. Então me propuseram fazer uma festa para celebrar a data, como fiz nos dois primeiros aniversários do blog.
Bem, quem sou eu para contrariar o casal? Agora é com vocês: se eu fizer uma festa (começo final de fevereiro, São Paulo) alguém vai? (e não, eu não estou aqui para pagar transporte nem hospedagem pra vagabundo nenhum)
E eis o vídeo mais lindo de todos os tempos:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=qw6VTDL0tCM&w=425&h=350]

Notem como João fica incompleto sem o violão.