Paula Foschia e Polzonoff começaram uma leitura dos clássicos, que logo contagiou um monte de gente. Todo mundo agora fala em ler os clássicos, e eu acho isso muito saudável. Eu mesmo cheguei a me cadastrar no grupo de discussão criado por eles para interação dos leitores.
Tudo muito bom, mas comigo não funciona. Porque, vejam, é necessário um mínimo de disciplina para o caboclo resolver que vai ler os clássicos e seguir essa determinação. E disciplina é algo que não tenho e que não me faz falta. Li meu quinhão dos clássicos, e continuo lendo, mas sem método nenhum. Além do mais, imaginem que eu esteja lendo, por exemplo, Guerra e Paz e me apareça um novo do Stephen King nas livrarias? Tolstói vai ter que esperar!

Sabe as leis de Javé que temos visto até agora? Sabe aquele negócio de “ou obedece ou morre”? Pois bem, eu posso não ser porra nenhuma, mas aqui no JMC eu sou deus. Só que tem gente que ainda não entendeu isso.
Há um imbecil aí que assina como Velociraptor e que vem aqui ofender meus amigos e fazer comentários impertinentes apenas para aparecer. Apaguei os comentários do babaca e bani seu IP, mas todos sabemos que esse negócio de banir nunca funciona direito, porque a maioria usa linha discada e tem um endereço IP diferente a cada conexão. Então hoje o imbecil achou por bem entrar aqui e sair comentando POST POR POST, reclamando da “censura” aqui dentro. Comecei a apagar, mas são tantos comentários que achei melhor deixar aí. Ele pensa que está denunciando alguma coisa, um escândalo ou qualquer coisa assim.
Ô, pedaço de asno, não vou ficar repisando o que já disse demais: Que isto aqui é meu e faço o que quiser. Foda-se quem ainda não entendeu isso. Não gostou? PROCESSE-ME!
Imbecil.

O que algumas pessoas ainda não entenderam é que eu NÃO ACREDITO em deus. Sei que há gente que anda orando/rezando por mim, e fico feliz com isso. É sempre bom saber que há quem nos deseje o bem. Mas há os fundamentalistas, e estes só vêm aqui pra dizer que deus vai me pegar, que deus vai me bater, que deus vai me foder. Entendam, meninos: para mim é o mesmo que dizer que Papai Noel não vai me trazer presentes se eu não for bonzinho, ou que o Bicho-Papão vai me pegar se eu não comer os brócolis. Eu não tenho como ter medo de algo em que eu não acredito! Enfiem isso na cabeça!
Tá, eu sei que para alguns de vocês será difícil aceitar isso numa boa. Então façam o seguinte para combater o stress e a frustração: Entrem neste site (lançamento dos filmes do Monty Python em DVD, QUANDÉQUESSAPORRACHEGAPORAQUI????) e cliquem em Click here for film waffle & general silliness. Clicaram? Muito bem! Agora cliquem em Silly Games e selecionem o jogo Stone The Blasphemer. É de uma cena de A Vida de Brian, e trata-se do apedrejamento de um blasfemador, como o nome diz. Finjam que é o Marcurélio, divirtam-se e ME DEIXEM EM PAZ!

eric_idle.jpgTodo mundo fala em John Cleese. É John Cleese pra lá, John Cleese pra cá, John Cleese está no último filme de James Bond e blablablá. Bom, eu costumo mesmo ser do contra, então de todos os caras do Monty Python Eric Idle sempre foi o meu preferido. Oras, estão olhando o quê? Há pessoas que têm seu Beatle preferido, eu tenho meu Python preferido, me deixem.
Pois bem, Eric Idle tem um livro chamado Road To Mars, que é um tratado sobre comédia disfarçado de ficção científica (ou vice-versa, ainda não descobri). Foi do Road To Mars, aliás, que eu tirei aquela imagem que usei no Sonhos Sonhos São, das galáxias se cruzando sem nenhum choque entre corpos celestes. Porque o Idle tem esse interesse por astronomia que o tornou um profundo investigador da alma humana. Ou então tem interesse pela alma humana, o que o tornou um profundo investigador da astronomia, sei lá. Como já dizia Hermes Trismegisto, o que está em cima está em baixo, e o homem é mera reprodução em miniatura do cosmos.
Tá, tá, já falei demais. Só queria mesmo justificar o novo “Credo” ali do lado: É o trecho de uma música da trilha sonora do filme A Vida de Brian, do Monty Python. A canção, como de hábito, é de autoria de Eric Idle. Uma letra que consegue ser engraçada sem deixar de pedir por momentos de reflexão. Eu queria que meu humor fosse assim.

Always look on the bright side of life
(OUÇA!)

Some things in life are bad,
They can really make you mad,
Other things just make you swear and curse,
When you’re chewing your life’s gristle
Don’t grumble, give a whistle,
And this’ll help things turn out for the best,
And…..

Always look on the bright side of life.
Always look on the light side of life.

If life seems jolly rotten,
There’s something you’ve forgotten,
And that’s to laugh and smile and dance and sing.
When you’re feeling in the dumps,
Don’t be silly chumps.
Just purse your lips and whistle. That’s the thing.
And…

Always look on the bright side of life.
Always look on the right side of life,

For life is quite absurd
And death’s the final word.
You must always face the curtain with a bow.
Forget about your sin.
Give the audience a grin.
Enjoy it. It’s your last chance, anyhow.
So,…

Always look on the bright side of death,
Just before you draw your terminal breath.

Life’s a piece of shit,
When you look at it.
Life’s a laugh and death’s a joke. It’s true.
You’ll see it’s all a show.
Keep ‘em laughing as you go.
Just remember that the last laugh is on you.
And…

Always look on the bright side of life.