Esse negócio de sacanear Moisés e Arão fazendo os caras contarem gente até não poderem mais até que era legal. Mas deus logo se cansou disso. O negócio dele era com leis e castigos. Então resolveu voltar à velha pauta. E sobrou para Moisés e Arão, claro:
— Ô seus sacripantas. Eu tava dando uma olhada aí no acampamento de vocês, assim, como quem não quer nada. E vi um negócio que me deixou muito puto.
— EU SÓ ESTAVA ORDENHANDO A CABRA, MAIS NADA!
— Cabra? Que cabra?
— Hum… Não é disso que cê tá falando?
— Não… Que cabra?
— Cabra? Sei lá do que cê tá falando, Javé…
— Humpf. Tô falando do que eu vi por aí: Leprosos, gente com corrimento, nego que encostou em defunto…
— U-ué. E d-daí?
— Como assim, “e daí”??? Eu não falei que essa gente toda é imunda? Então! Cês têm que expulsar esse povo do acampamento!
— E-expulsar? E p-pra onde e-eles v-vão?
— Cada um com seus pobrema.
— Problemas, Javé.
— Isso é pobrema meu. Que cês tão esperando? Podem mandar correr a notícia, ao pôr-do-sol eu quero ver esse acampamento livre das pessoas imundas. Bora, bora!
Moisés e Arão, que há muito já tinham aprendido que não valia a pena discutir com deus, apenas cumpriram a ordem. Ao fim do dia o acampamento estava limpo do jeito que Javé queria.
Mês: abril 2003
O livro
Hoje de manhã eu estava aqui trabalhando (NÃO RIAM!), quando me ligaram da recepção:
— Marco, a Daniela está aqui para falar com você.
— Daniela? Daniela de onde?
— Disse que é particular.
Fiquei encucado. Seria minha Loira? Mas por que razão? Fui até lá e dei de cara com uma tensa e sorridente Daniela Abade, tendo nas mãos um exemplar quentinho de seu “Depois Que Acabou”. Porra, pleno dia de lançamento, milhões de coisas para fazer, e ela ainda encontrou tempo para vir até o Brooklin me trazer seu livro autografado. Só não chorei porque sou macho.
E agora estou ansioso pela hora do lançamento também. Quero ver Daniela entre pilhas de livros para autografar. Quero ver a Ale e o Rubens felizes com o sucesso do evento.
Quero todo mundo lá (Siciliano do Shopping Higienópolis, Avenida Higienópolis 618. Pra quem tem preguiça de clicar no link). Cobro baratinho para autografar a orelha…
Rodrigo
Porra, meu amigo Rodrigo veio me dizer que falou pra umas pessoas que não só me conhecia como era meu amigo íntimo, e as pessoas não acreditaram! Oras, então eu provo! Eu e Rodrigo Segatti temos uma relação muito bonita de carinho, companheirismo e cu…
Peraí, telefone…
Como eu ia dizendo: carinho, companheirismo e cumplicidade. Acreditem, homens de pouca fé!

Minha adevogada predileta
Paula Foschia mata a cobra e mostra o pau no Clube da Lulu. Genial e delicada.
O viado
Risadinha (10:31 AM) :
vai lá no lançamento do livro hj?
Father McKenzie (10:32 AM) :
Claro. Vamos?
Risadinha (10:33 AM) :
vamos. vamos numa vernissage..
Risadinha (10:33 AM) :
eu. você e nosso poodle, o Flocos de Neve.
Father McKenzie (10:35 AM) :
PÁRA COM ISSO
Risadinha (10:38 AM) :
ele está tosado. tá limpinho.
Father McKenzie (10:40 AM) :
Risadinha, quer parar com isso?
Risadinha (10:41 AM) :
é sempre assim… você não entende o amor pelos animais.
Meu deus
“Sei lá… Acredita no Deus que quiser, ele pode ser um cara de barba longa e brnca ou um porco de cerâmica.
O que importa é acreditar em algo pra que nos momentos fodões você possa olhar pra cima (ou pra baixo, ou pro lado, ou pra frente) e pedir ajuda a alguém.
(moskito)
Sábio conselho, pequeno inseto! Olhei em volta e escolhi meu deus, o qual eu lhes apresento agora:

Que foi? Tão rindo de quê? Pelo menos meu deus fala comigo…
E já tô vendo que outras divindades ficarão enciumadas com isso, inclusive Javé, o deus judaico-cristão. Mas desse eu nem falo nada, é um abusado. Vejam só o que ele é capaz de fazer:

Assim não pode, assim não dá!
O palhaço sempre cai em pé
Tá, eu sei que é o trapezista. Mas eu sou um palhaço multifacetado.
Ao anonimouskiller meu agradecimento por me lembrar disso. Entendi muito bem o que você disse, e me orgulho de minha condição de palhaço.
Muito bem, de volta às condições normais. A tristeza é senhora, mas isso nunca me impediu de levar o caos ao picadeiro.
Fafá
Bem que eu estava me achando estranho hoje. Uma vontade incontrolável de fazer o bem às pessoas, de dizer coisas legais a todo mundo. Dei flores para uma amiga triste, liguei para um amigo doente, desejei boa sorte em sua nova empreitada a um casal de amigos, mandei um email carinhoso para uma garota que me odeia. E agora que cheguei em casa entendi: Fabrícia morreu hoje à tarde.
Fabrícia era minha prima. Morava na cidadezinha de Coaraci, sul da Bahia, onde minha mãe nasceu. Tinha uma doença degenerativa do sistema nervoso central. Há anos não falava nem andava. Mas ainda sorria e tinha um olhar puro e expressivo. Olhar que se tornou triste e opaco depois da morte da minha tia, há algumas semanas. E hoje à tarde essa tristeza, tão grande e que ela não tinha como expressar, levou Fafá embora.
Hoje eu queria muito acreditar em deus.
Esculhambação sim, frescura não
– Arre égua!
Disse o secretário, na solenidade de inauguração.
– Porra !
Disse o Deputado, em plena sessão extraordinária.
– Será o caralho !?!
Disse o Ministro quando recebeu só 20%
– Puta que o pariu !
Disse o presidente da Associação Beneficente.
– Não tem cu que agüente !
Disse Dona Laura, irmã da Maria,
prima do Adail, genro do Oliveira,
pai do Atanagildo, vizinho da Raimunda
que eu não conheço, nunca vi mais gorda…
Falcão. Sempre ele. Se eu não ouvisse essa música agora, era capaz de matar um.
Disse tudo
“Na boa… Não é porque é meu chefe que estou aqui pra defendê-lo… Tanto que nem vou defendê-lo pq ele por si só é capaz e muito bem. Mas fico indignado como as pessoas que valorizam tanto o que ele escreve, não consigam discernir uma metáfora. Chamem o Ibama por ele ter matado o grilo. Aliás, deveriam criticar também quando ele deu um cigarro pro urubú. Pobre ave, não? O mais interessante é quando falam: “Nossa, pq não deu a liberdade ao grilo?”. Aí é que está a referência dele ao assunto que quer tratar. Acha que o grilo iria ignorar a presença dele no banheiro e continuaria a querer pular a janela? Ele tava era lambendo a merda no cocô do papel higiênico… Agora critiquem que havia merda no papel bem naquele cesto onde estava o grilo. Pobre do animal. Ah! Tinha uma formiga também aqui na minha mesa. Desculpem, mas não resisti e a matei. Tinha nada pra fazer mesmo. Bah!”
Cada dia mais eu me convenço de que valeu muito a pena ter contratado esse moleque.
