(Levítico 3)
— Bom, Moisés, sobre os sacrifícios de paz. O cara que vier oferecer sacrifícios de paz poderá trazer bovinos, caprinos ou ovinos, desde que sem defeito. Vai chegar aí na frente da tenda, botar a mão sobre a cabeça do animal e degolá-lo. Os sacerdotes então vão borrifar o sangue do bicho nos quatro cantos do altar. Depois disso, um dos sacerdotes oferecerá a mim toda a gordura que cobre os miúdos, os dois rins, junto com a gordura que os cobre e a melhor parte do fígado. Se o animal for um carneiro, o rabo do bicho deverá ser oferecido também.
— G-gosta de um r-rabo, Ja-Javé?
— E quem não gosta? Pois bem. Essa gordurada toda será queimada no altar para mim. Toda a gordura me pertence, por isso vocês não deverão comer gordura. Ah, nem sangue, que eu também curto um sarapatel.
— M-mas e s-seu r-regime?
— Bah, foda-se o regime. Morrer é que eu não vou.

O Lelê disse que tem sido confundido por aí com o tal de Murilo Benício. Vejam:
Semelhança???
Ah, pelamordedeus! O Lelê é MUITO mais gato. Tá certo que o fotógrafo (eu) deu uma ajuda, mas vejam que belo homem. Ah, meninas, não se empolguem: O cara é meu amigo há doze anos e eu nunca o vi com mulher. Sei que deve ser um desperdício, mas o fato é que ele é gay. Ele é viado, mas é meu amigo, não tenho preconceito.
Leitores gays deste blog: CAIAM MATANDO!!!

Ainda sobre o leitor luso: Ele encerrou um dos emails saudando-me com um “soçarba”. Escrevi a resposta pensando no quanto é rico nosso idioma, como podemos nos entender perfeitamente e ainda assim termos em nosso vocabulário palavras de uso exclusivo em nossos países. “Soçarba”! Que carga de lusitanismo traz essa palavra, que charme d’além mar! Só quando fui encerrar meu e-mail percebi que “Soçarba” nada mais é que “Abraços” ao contrário. E agora o aRMAS me diz que significa “Abraço por trás”. Taí, boa sacada.

Ontem eu disse ao Thiago que estava conversando com um leitor português. E ele:
— Português de Portugal???
— Não, Thiago. Português de Madagascar.
Isso me fez lembrar imediatamente do dia em que conheci o Thiago, o Rafael e a boo. Estávamos no sofisticado bar Costelinha jogando conversa fora. A certa altura eu disse que tinha comido pizza de javali dias antes. O Thiago não se conteve:
— Peraí! Pizza de CARNE de javali???
Eu havia acabado de conhecer o rapaz, então fiquei quieto. Mas o Rafael encarregou-se da resposta:
— Não, Thiago. Ossos de javali. Pêlos de javali. Dentes de javali.
Muito legal. Hã? Hein?
— Você já contou essa história, Chicoteia
Contei nada.
— Claro que contou.
Cê tá bem loco.
— Caralho, olha aqui!
Hum. Bah. HUMPF.

Quem me mandou essa frase foi o aRMAS, um leitor lá de Portugal. Não sabia que minhas sandices já haviam atravessado o Atlântico. Enfim, o cara diz gostar muito do que escrevo, e até já adotou o bordão “Lamba-me os bagos” (que fica melhor para o sotaque português do que “Lamba minhas bolas”). O cara é maluco. E me deixou curioso: Será que tenho outros leitores portugueses? E se os tenho, por que não se manifestam?
Seja como for, abraço para você, aRMAS. Mas sem paneleirices.