Meu blog está sendo visitado por uma horda de futuros pastores. O Anel de Tucum (hehehe) recomendou ao Mickey, que se abriu toda e saiu espalhando, e agora tem até um seminarista herege lendo isto aqui. E sabem o que é pior? Eles estão gostando! Vejam só o comentário do Herege: “Caralho! Vc manja muito de Bíblia! Parabéns. A história do povo Hebreu como ela (quase) foi… Tá, eu tô fodido, vou ser pastor, mas, tô me divertindo à beça. Demais…”
Porra, isso lá é linguajar de pastor, mano? É? Legal!

Sou um apreciador de charadas, problemas, quebra-cabeças e tudo o mais que exija raciocínio e observação. Então vocês podem imaginar minha satisfação ao deparar-me com este problema proposto pelo moskito. Vê aí se vocês também conseguem encontrar a diferença entre as duas figuras:

Desistem? Resposta aqui.

Hoje o Jesus, me chicoteia! completa seis meses de existência. SEIS MESES! Quando comecei com isto aqui eu duvidava que fosse durar mais de uma semana! Em comemoração, uma reedição para colecionadores do primeiro post:

L’aventure commence, como diz aquela mina do Pulp Fiction
Pois é. Aqui estou eu fazendo blog. Quem diria. Eu não queria fazer blog. Juro que não. Tô falando que não, porra! Imagina, fazer blog… Parece que é algum barulho que o cara faz. “Olha, aquele ali faz blog”. “Sério? Por onde???”.
Triste, triste. Mas meu cérebro anda sofrendo um ataque de escorpiões sádicos e eu preciso fazer algumas punções no pobre coitado pra deixar escorrer o veneno. Ou vai ver nem é nada disso, vai ver é só a viadagem de sempre.
De um modo ou de outro, sejam quais forem as conseqüências, a culpa é da Bárbara, que tanto insistiu para que eu me tornasse essa abjeção, um fazedor de blog. Humpf!

Fim de festa, todo mundo bêbado, os hebreus começaram a se recolher a suas tendas. Alguns dormiram mesmo por ali, ao relento. E pode-se imaginar a cena no dia seguinte: Centenas de milhares de homens e mulheres acordando de ressaca. Não havia água potável por perto, então começaram a andar. Depois de algum tempo de marcha, chegaram a um lugar chamado Mara. Moisés foi beber a água e saiu cuspindo.
— Á-Água r-ruim da po-porra!
— Claro que é ruim, Moisés. Cê não viu que o nome do lugar é Mara?
— Vi. E d-daí?
— Ai meu ovo… E daí que “mara” significa “amarga”. O lugar recebeu esse nome justamente por causa de suas fontes de água amarga. Mas você, hein? Criado na côrte, tudo do bom e do melhor, e não aprendeu porra nenhuma nas aulas de Geografia.
— N-não e-e-enche o sa-saco, A-Arão. S-Só q-quero sa-saber como eu v-vou d-dar de be-beber a e-esse p-povo to-todo. Vou fa-falar com J-J-Ja-Javé.
Moisés explicou a situação para deus, que fez aquela cara de “deixa comigo”.
— Essa é fácil, Moisés. Seguinte: Pega aquela árvore ali e joga ela na água.
— C-como é q-que é???
— Cê entendeu, porra. Joga a árvore na água.
— EU T-TENHO O-O-OITENTA A-ANOS DE I-I-I-IDADE, PO-PORRA!
— Escuta aqui, Moisés. Eu não faço mágica de graça. Em troca eu quero me divertir um pouco, ao menos. E vai ser engraçado pra caralho ver você arrastando a árvore. Vai lá.
Moisés foi, se escangalhou todo pra arrastar a árvore, quase ficou de saco rendido, mas no fim das contas conseguiu jogar a desgraçada na água. E, vejam só que coisa, a água ficou doce! Todos puderam matar a sede, e retomaram o caminho.
Bah, queria ver se o Padre Quevedo ou o James Randi já existissem naquela época, se esses caras iam fazer milagres assim, na maior. E, também, nem foi grande coisa, porque eles continuaram a andar e logo chegaram a um lugar chamado Elim, onde tinha água a dar com o pau e um monte de palmeiras, e passaram a noite lá.

— E aí, galera! Mais um Super Nova na sua telinha. E nossa repórter está no show de Moisés e seus irmãos às margens do Mar Vermelho. Uma grande multidão está lá para comemorar a saída do Egito. MC Moisés, o ídolo do funk israelita, e seus irmãos, o DJ Arão e Miriã, a Cachorrona Chapa-Quente, estão fazendo um megaconcerto de celebração. Nossa repórter está lá. Diz aí!
— Pois é, isso aqui está uma loucura! Milhões de pessoas se acotovelam para ver o Moisés. Tem gente desmaiando, coisa de maluco. E olha lá, ele acaba de subir ao palco. Vamos ouvir

Moisés
Eu vou falar para vocês
Como foi a travessia
Se não fosse por Javé
Todo mundo se fodia.

Os soldados perseguindo
A galera de Israel
Se não fosse por Javé
Ia tudo pro beleléu.

Mas a gente atravessou
Esse mar, que curtição
E o tal do Faraó
Já tomou no popozão.

ENTÃO VEM FARAÓ,
PEGA NA MINHA E BALANÇA
E AGORA MIRIÃ
VAI FAZER A SUA DANÇA.

Miriã
Oh, Faraóoooooooo
Oh, Faraóoooooooo
Se fodeu tão direitinho
Que eu até fiquei com dó

[APLAUSOS ENSURDECEDORES]

Moisés — P-por hoje é s-só, pe-pessoal!

— É isso aí, mais uma demonstração de música estritamente comercial e sem qualidade alguma. Voltamos pro estúdio!