O Emotionrélio nasceu anteontem e já teve 393 visitas ontem. Porra, o Jesus, me chicoteia! levou uns quatro meses pra chegar a tanto. Sacanagem…
Mês: agosto 2002
Camisetas
Seguinte: Tem um monte de gente me pedindo camiseta e parece que eu estou enrolando e tal. Não é nada disso. Fiz duas camisetas para mim, e ficaram uma merda. Com esse negócio de transfer fica parecendo que pegaram um adesivo retangular com o logo do blog e colaram na camiseta. É sério, tá feio pra caralho. Então, enquanto eu não arrumar um jeito de fazer camisetas decentes, nada feito.
Aceito sugestões.
Cake
I wanna a girl
with a short skirt
and a lonnnnnnnnnnng jacket
Os israelitas ao pé do monte Sinai
Três meses depois da saída do Egito, os hebreus chegaram ao deserto do Sinai. Três meses andando de lá pra cá e nada de Terra Prometida. Moisés e Arão lideravam um povo impaciente. Vendo aquilo, deus resolveu interferir ligando para Moisés.
— Moisés, tenho duas coisas pra te falar.
— D-diz a-aí.
— Primeira: Muda o toque dessa porra de celular, que “I will survive” te compromete…
— T-tá b-bom.
— Segunda: Sobe o monte Sinai que eu vou te econtrar lá. Precisamos conversar a respeito desse povinho bunda aí.
Moisés mudou o toque do celular para o Nokia tune. Depois disso, pegou uns suprimentos e subiu o monte para falar com deus.
— Moisés, negócio seguinte: Cê vai falar praquele povo que eles viram muito bem o que eu fiz por eles. As pragas, a travessia do Mar Vermelho, a água saindo da rocha, o maná, as codornas, o…
— P-peraí. C-cê não v-vai co-colocar os li-links?
— Nah, mó preguiça… Mas eu dizia: Eles viram a presepada toda. Então. Se eles forem bonzinhos e me obedecerem, serão o meu povo escolhido.
— U-ué. M-mas vo-você já n-não é d-dono de to-todas as co-coisas?
— Hum. Er… Sou, claro que sou, sou! Eu sou é deus, não sou? SOU! Então. Mas Israel vai ser o meu povo, entende? O predileto do papai aqui, o protegido, o que vai ganhar os melhores presentes, o que vai fazer natação e judô, o que vai estudar em escola particular, o que vai…
— T-tá, já e-eeeentendi.
— Certo. Então eu vou conceder uma coletiva para os israelitas depois de amanhã, aqui mesmo no Sinai.
— L-legal! Pe-perguntas p-por e-escrito?
— Que perguntas? Não vai ter pergunta nenhuma não! Eu falo, vocês escutam. Perguntas! Era o que me faltava…
— U-ué, p-por que n-não?
— Porque sempre vai ter um babaca pra fazer aquelas perguntas de sempre: “Se deus é tão bom, porque existe tanta maldade no mundo?”. Ou: “Por que nascem tantas crianças defeituosas?”. Ou então: “Se é pra ser feita a vontade de deus de qualquer forma, de que adianta rezar”. Ou ainda: “Deus, nesse calor do deserto até elefante na bunda sua?”, “E quando o Nilo seca, crocodilo no seco anda?”, “No meio do deserto não seria bom para o senhor uma chuvinha em cima?”, ARGH! Fico puto com essas perguntinhas, sempre as mesmas. Portanto vai ser assim: Eu vou falar, falar, falar. Vocês vão escutar, escutar, escutar. E aplaudir no final. Beleza?
— B-beleza.
— Ah, Moisés, só mais uma coisinha: Esse povo tá aí vagando pelo deserto há três meses, sem tomar banho direito. Às vezes lá de cima eu sinto a catinga. Fala pra eles tomarem banho e lavarem as roupas antes da entrevista. Ah, e pra garantir, eles só vão poder ficar ali no sopé. Quem encostar no monte será condenado à morte.
— Q-que e-exagero!
— Exagero porra nenhuma! Sou um deus limpinho, não suporto gente suja e maltrapilha. Agora vai e prepara tudo. Avisa pra eles só chegarem perto quando ouvirem meu saxofone.
— S-sa-saxofone?
— É, tô fazendo aula, mó barato. Cê vai ver. Por enquanto, vai lá e avisa os caras.
Moisés desceu o monte e tratou logo de mandar um e-mail para israelitas@exodo.org avisando sobre a entrevista coletiva e os preparativos necessários.
Dois dias depois, uma nuvem escura desceu sobre o Sinai. Trovões, relâmpagos. De repente, um som de saxofone muito mal tocado saiu de dentro da nuvem. Uma coisa remotamente parecida com Kenny G, que já é suficientemente ruim quando bem tocado. Todos os israelitas ficaram com medo de chegar perto do monte e ficarem surdos. Mas Moisés tanto insistiu que eles acabaram se aproximando. O Sinai estava soltando fumaça e o som do saxofone ficava cada vez mais alto e distorcido. Querendo acabar logo com aquela tortura, Moisés ligou para deus:
— J-J-Ja-Javé, e-estamos aqui n-no pé d-do mo-monte. P-pode pa-parar de t-tocar.
— Ôpa, legal. Sobe aqui Moisés. Só você, hein? Se mais alguém subir, morre.
Moisés começou a subir o monte. Oitenta anos de idade, aquela subida escarpada, chegou lá em cima com a língua pra fora.
— Já chegou Moisés? Legal. Agora desce lá e chama o Arão, que eu quero falar com ele também.
— N-não p-preciso de-descer. Eu l-ligo p-pra ele…
— Não! Eu quero que você desça e chame o cara.
— M-mas p-por quê???
— Porque eu me divirto com isso, Moisés. Vai lá.
“Filho da puta”, pensou Moisés, e começou a descer novamente.
— Moisés?
— F-fala.
— Ouvi o que você pensou. Melhor não abusar, viu?
— B-bah!
Quando Moisés já estava lá embaixo procurando Arão, deus falou com o povo. O que ele disse? Ah, um negócio tão legal que merece um capítulo próprio. Fica pra depois.
Aos poucos
Parte da promessa está cumprida: Tem capítulo novo no Chicote Verbal.
Vai trabalhar, vagabundo!
Esse Chico Barney é mesmo um cara-de-pau… Inventou o Emotionralho, plágio descarado do originalíssimo Emotionrélio. Assim não pode, assim não dá.
— Ô, Chicoteia! Mais cara-de-pau é você, que copiou o Emotioneric sem pudor nenhum
— Hum… Vamos esquecer isso, belê?
Aê, Chico Barney! Parabéns!!!
PORRA!!!
O cara continua lendo “A Arte de Argumentar”. E hoje estava com uma expressão de determinação feroz na face, como se dissesse: “Muito bem, sou lento, mas minha lentidão será justificada por mim com argumentos brilhantes, assim que terminar o livro”. Coitado.
Mas
Agora eu vou dormir.
Ok
Prometo que amanhã tem historinha nova aqui, no Balde de Gelo e no Chicote Verbal. Ou não me chamo Emotionrélio.
Sucesso inesperado
Os pedidos não param de chegar! Sinceramente, eu não esperava que o Emotionrélio fizesse tanto sucesso. Tem umas caras novas lá, vou ver se consigo fazer mais ainda hoje.
