– Trabalham aqui comigo 25 pessoas. É óbvio que todo mundo se conhece. No entanto, a maioria anda com o crachá pendurado no pescoço, como se fosse necessário ter esse tipo de identificação bem visível.
– Os homens vêm trabalhar de paletó. Ou melhor, vêm sem paletó no carro, vestem o paletó no estacionamento para atravessar a rua, entrar no prédio e subir quinze andares de elevador, para tirar o paletó e pendurar no encosto da cadeira. Passam o tempo todo sem paletó no ambiente do escritório, que tem ar-condicionado, para colocarem o paletó ao sairem para o almoço, andando debaixo de sol.
– Todo mundo está sem paletó no escritório. Aí tem uma reunião, e todos botam o paletó para participar dela. Não precisa ser reunião com cliente nem nada assim, uma reunião entre os mesmos caras que passaram o dia todo sem paletó.
– A gravata. A gravata é um absurdo. Apresentem-me UM argumento plausível a favor da gravata e eu saio na Avenida Paulista pelado. Só de gravata.
– Pessoas que não falam inglês mas conseguem enfiar três termos desnecessário em inglês no meio de uma frase de seis ou sete palavras.
– Gente que fala normalmente com você o tempo todo. Aí, numa reunião da qual só participam vocês dois, passa a usar uma linguagem rebuscada. E cheia de termos em inglês, é claro.
Ah, tem um monte. Esse negócio todo de acordar, se enfiar num ônibus durante uma hora e meia para ficar quatro horas num escritório, sair durante uma hora, voltar e ficar mais quatro horas, depois enfrentar mais hora e meia de ônibus, puta que pariu! Absurdo, absurdo! Será que só eu vejo, caralho?

Eu não perco essa capacidade de me surpreender com a estupidez das pessoas. Mas, puxa vida, o pessoal se dedica de corpo e mente ao cultivo da imbecilidade. Por exemplo, ultimamente eu ando obcecado com mudança. Preciso mudar minha vida, preciso largar essa merda toda sem sentido e começar a fazer alguma coisa para isso aqui valer a pena. Vejam que isso é muito sério, porque se sua vida não tem sentido algum e você não acredita que vá haver algo depois da morte, não há razão para não abreviar as coisas e acabar logo com tudo. Pois bem. Aí quando eu comento essas coisas com alguém, as pessoas me fazem as recomendações mais estúpidas: “Volta pra faculdade, formado você tem mais chances no mercado de trabalho”, “Pega logo sua certificação da Microsoft, vai quebrar seu galho”, “Cê não gosta de escrever? Então, por que não procura emprego em algum jornal?”, e por aí vai.
PORRA, será possível que ninguém enxerga além desses limites? Dizem que se você fizer um círculo de giz em torno de um peru, ele se sente aprisionado dentro do círculo e não sai de dentro, mesmo sem ter nada que o impeça. Pois bem, estou vivendo num mundo em que as pessoas se tornaram aves idiotas.
Pensando bem, são as mesmas pessoas que assistiram Matrix e não saíram deprimidas do cinema. Estúpidas.

Parece que o Sapo vai permitir acesso FTP apenas aos assinantes a partir de 12 de julho. E acho que dessa vez será para valer. Mas vou deixar o Jesus, me chicoteia! por aqui até a última hora. Se no dia 12 eu não conseguir mais publicar nada, volto pro Blogspot. Estejam preparados.

Saiu na Playboy (uma revista que eu sempre compro, por trazer matérias interessantes e ótimas entrevistas) uma matéria sobre esses drinks tipo Smirnoff Ice. Um deles era um tal de Max:

Quando bati o olho no rótulo da garrafa, a foto me lembrou alguma coisa. O que seria? Então lembrei:

Não parece? Hein? O que isso tem a ver com o Jesus, me chicoteia!? Nada, porra!