— Ôpa! Tem racha em Alagoas? Vou pra lá!
Não é nada disso. Eu nem tava sabendo de nada, a Loira que me falou: O PT de Alagoas rachou, houve retirada de candidaturas acompanhando a decisão da senadora Heloisa Helena, que desistiu de concorrer ao governo do estado em protesto à aliança do partido com o PL.
Escrevi sobre isso há uns séculos, se quiserem podem ler aqui. O fato é que eu começo a achar que vou ser obrigado a anular meu voto pela primeira vez em dez anos como eleitor. Triste, muito triste. Estou quase entendendo pessoas que, como o Zezinho, não se interessam nem um pouco por política.
E, caralho, primeiro eu deixei de me empolgar com futebol (Penta à parte), depois deixei de acreditar em deus, e agora começo a me desiludir com a política. Como é que alguém vive assim, porra?

O Pedro Nunes disse que eu conseguiria destrinchar até uma bula de remédio de forma divertida. Obrigado pelo elogio Pedro, sei que não sou merecedor dele, mas fico agradecido da mesma forma. E resolvi testar meus talentos de destrinchador de bulas. Peraí, vou procurar uma… Pronto achei: Canesten® (Clotrimazol), um antimicótico em forma de pomada.
O primeiro tópico da bula é Formas Farmacêuticas e Apresentações. Pô, um bom nome para um grupo de teatro. Aqui ficamos sabendo que Canesten® pode ser encontrado na forma de creme dermatológico em bisnaga, em spray e em pó. Cara. Eu não passaria Canesten® na bisnaga nem que me pagassem. Canesten® é esverdeado, pegajoso e nojento. ECA!
Mais embaixo, em Composição, é informado que Canesten® traz em sua fórmula álcool benzílico, ésteres de ácidos e álcoois graxos, álcool cetoestearílico, água, polissorbato, octildodecanol e monoesterato de sorbitano. Ufa, ainda bem! Essa tal de água eu não entendi direito, mas os outros componentes são mais ou menos o que eu esperava de Canesten®. Ou seriam, sei lá, porque diz na bula que são componentes inertes. Porra, se são inertes o que estão fazendo dentro da minha pomada pra micose??? E pior ainda! Cada tubo de 20g traz apenas 0,20g de clotrimazol! O que é que eu vou fazer com essa merreca de clotrimazol? Pensei em reclamar no Procon, mas deu preguiça de recitar os componentes todos ao telefone.
Então chegamos às Informações ao Paciente: “Canesten® é um antimicótico de amplo espectro, indicado para o tratamento das infecções da pele causadas por fungos e bactérias sensíveis“. Agora me digam: Como é que eu vou saber se o fungo é sensível ou não? Boto ele pra assisitr Magnólia, se ele não chorar nem adianta passar Canesten®? Oras! E continua: “A tolerância local ao Canesten® é muito boa. Ocasionalmente, podem ocorrer reação alérgica, dor, prurido e erupção cutânea“. Percebem? Se você usar Canesten® e sua pele ficar toda fodida, nem adianta reclamar: Foi uma reação “ocasional”.
A bula continua falando os nomes de todos os bichinhos que o Canesten® mata (ou tenta). E depois vêm as indicações, entre as quais destaco “Dermatomicoses da pele e pregas cutâneas“. PREGAS CUTÂNEAS! Agora vale piada pronta, é?
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É, acho que não deu.

Bom, muita gente aí sabe que eu gosto dos cinemas do centro. Não, pervertidos, não os pornôs. Estou falando do Marabá, do Ipiranga e do Cine Paris (Tem o Paysandu também, mas nunca entrei lá). Pois então, não conheço nenhum cinema melhor para assistir filmes de terror do que o Paris. Nele assisti A Bruxa de Blair, um filme que eu acho do caralho, e fiquei mais assustado do que ficaria assistindo num desses cinemas de shopping center, com seus adolescentes barulhentos. O Paris é apertado, o som é distorcido pelas caixas de péssima qualidade e tipos estranhos o freqüentam. Hoje mesmo tinha um velho do meu lado que resmungava com voz gutural frases ininteligíveis. E gesticulava! Assustador.
(cara, só agora percebi como esse “pois então” que eu escrevo direto soa feio pra caralho. Diga em voz alta: Pois então. Poisentão. Eita poisentão, hein?)
Voltando: Passava em frente ao Cine Paris e vi que tinha um filme de terror em cartaz. “Ôba”, pensei. Nome do filme: O Jogo dos Espíritos (Long Time Dead). Não esperava grande coisa, nem tinha ouvido falar do filme. Porém, quando a fita começou e eu notei o sotaque britânico dos atores, pensei “Ôba” pela segunda vez em poucos minutos. Gosto de filmes ingleses. São cínicos, divertidos, cruéis, sarcásticos. Certo? ERRADO! O filme é UMA MERDA! Acreditem em mim, eu tenho O Ataque dos Tomates Assassinos em casa (presente da minha amiga Andressa) e sou a única pessoa que conheço que conseguiu assistir Cinderela Baiana, com Carla Perez e Alexandre Pires. De filmes ruins eu entendo (e os aprecio), e posso dizer: esse filmeco sem-vergonha merece um lugar na lista dos piores filmes já feitos. Assistam!