Faz tempo que eu estou pra postar isso e esqueço. Porra, o Risadinha é o cara mais sem noção do mundo. A gente estava na casa do Tonon em Mongaguá, a Loira depilando as pernas na sala. O Risadinha perguntou se não doía e ela disse que não, nem um pouco. Bom, esse moleque é tão curioso que vai acabar dando a bunda só pra ver que graça tem. Então pediu à Loira pra depilar um pedaço das costas dele. As imagens dizem tudo:

Eu não entendo porque tanta gente critica as obras de Paulo Coelho na literatura, as obras de Paulo Maluf no governo ou as obras de José Sarney em ambas as áreas. Há que se ter um mínimo de sutiliza para notar os diversos sentidos do verbo obrar.

Moisés bem que tentou se esquivar da missão que deus inventara para ele. Mas não deu, então o jeito era voltar para o Egito. Foi falar com Jetro:
— S-seu Jetro, eu t-ta-tava p-p-pensando em ir até o E-E-E-Eeeee…
— Elefante?
— N-não. Até o E-E-Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee…
— Elicóptero?
(ARGH!)
— N-NÃO, P-PO-PORRA! Até o E-E-Egito. Ufa. P-pa-para vi-visitar meus p-p-parentes.
— Ah… Pois muito bem, pode ir. Te dou uns dias de folga.
E assim Moisés pegou a família, encarapitou todo mundo no lombo de um jumento e partiu para o Egito. Mal sabia Jetro que a partida era definitiva. No meio do caminho, deus veio falar com ele:
— Moisés, ensaiou as mágicas? Vê lá, hein, não vai me fazer passar vergonha. Se bem que não vai adiantar porra nenhuma, porque mesmo impressionado o Faraó não deixará você partir com o povo de Israel.
— P-pô, então p-p-pra quê eu v-vou f-f-falar com o c-c-cara?
— Calma… Cê vai dar um recado meu pra ele. Vai dizer que Israel é meu filho primogênito, e que eu ordenei que ele deixasse meu povo ir. Mas ele não quer deixar, então eu vou matar o filho mais velho dele.
— E-ei, p-p-peraí, c-c-calma! P-p-recisa ta-tanto?
— Ah, com essa raça é assim, Moisés. E, na boa: Eu gosto mesmo é de ver sangue.
— P-p-porra, mas é o fi-filho do c-c-cara! Que-queria ver s-s-se fo-fosse o seu fi-filho…
— Meu filho? Tá louco??? Nunca que eu ia deixar alguém matar meu filho! Tá pensando o quê? Eu sou é deus!
Dado o recado, deus retirou-se. E deve ter ido beber em algum boteco, porque apareceu mais tarde, muito louco, na espelunca onde Moisés e sua família tinham parado para passar a noite.
— Moisés? Ô, Moisés! Vem aqui que eu vou te matar, desgraçado!
— M-m-me matar? Q-que que eu f-f-fiz a-a-agora?
— Você sabe! E agora vai morrer!
Entenderam alguma coisa? Nem eu, e muito menos Moisés. Mas Zípora, sua esposa, era muito esperta e viu logo o que estava acontecendo. Deus queria matar Moisés porque Gérsou, seu filho, não havia sido circuncidado. Percebendo que o problema era esse, ela pegou uma pedra afiada e cortou o prepúcio do menino.
— Assim que eu gosto
Com sua ira aplacada, deus foi embora cambaleando pelo caminho. E encontrou Arão na estrada.
— Arão! Como é que vai, rapaz?
— E aí, tudo bem? Quem é você? De onde me conhece?
— Eu sou Javé, deus de Abraão, de Isaque e de… Bah, é uma história comprida. Seu irmão Moisés tá hospedado naquele pulgueiro lá atrás. Vai até lá que ele te explica tudo.
Arão foi até a hospedaria encontrar-se com seu irmão, que não via fazia muito tempo.
— Cabeça de Melão! Olha só, casou, tem filho, que beleza!
— C-ca-catota! Q-q-que s-s-saudade!
— Ô, encontrei um cara na estrada que disse que você tinha uma coisa pra me contar. O que cê aprontou, moleque?
— E-e-eu? N-n-não a-a-aprontei na-nada. O n-n-negócio é o s-s-seguinte…
E Moisés contou a Arão tudo o que acontecera: O assassinato do Egípcio, a ameaça de morte, a fuga para Midiã, o casamento com Zípora e o nascimento de Gérson, o encontro com deus no meio de uma sarça ardente no monte Sinai, as instruções de deus para libertação do povo de Israel. Agradeçam-me por não transcrever toda a conversa: Com Moisés gaguejando desse jeito, ia levar mais tempo que o Gênesis todo. Quando ele terminou de contar a história, Arão estava empolgado:
— Moisés, você vê as possibilidades por trás disso? Nós vamos entrar pra História, cara! Imagina as manchetes em todos os jornais do Egito, de Canaã, da puta-que-pariu! Imagina nós dois na Ilha de Caras! Nós vamos dar entrevista no Jô, Moisés! Seremos heróis! Vamos comer muita mulher!
— C-c-cala a b-boca, o-o-olha m-m-minha m-m-mulher aí…
— Ah, mas ela eu não quero, tá meio passada…
— P-p-po-porra…
— Bom, a gente pensa nisso depois. Agora precisamos dormir, para partirmos amanhã bem cedo para o Egito e falar com o povo.
E assim fizeram. Já no Egito, falaram com o povo, fizeram as mágicas todas, e eles acreditaram. Foi uma empolgação geral, todo mundo já pensando na viagem para Canaã, na vida como homens livres. Mas nada foi tão fácil assim, como veremos mais tarde.

— Bom dia.
— Bom dia.
— …
— …
— Frio, né?
— Ô!
— Muito frio.
— É. Eu até gosto do frio.
— É. Frio é bom.
— …
— …
— Eu não gosto da chuva.
— Ah, nem me fale!
— Pois é.
— E frio com chuva, então?
— Nossa!
— …
— …
— E ontem ameaçou chover, cê viu?
— Vi, menina!
— Mas não choveu.
— É, não choveu

E as duas desceram no mesmo andar! Será que o assunto entre elas é assim o dia inteiro ou elas guardam as frases mais inteligentes para o elevador, pra impressionar os outros?
Ah, e este post é especial pra Tereza, uma das poucas pessoas inteligentes que restam por aqui, e que disse que vai ler o Jesus, me chicoteia! no fim-de-semana.