Vocês sabem muito bem que não sou homem de acreditar em augúrios. As coisas são porque são, e não há um significado maior subjacente aos fatos. Pois então.
Há um tipo de sinal, porém, que eu levo muito em conta: algo que me mostra que estou no caminho certo, não por ser um aviso dos céus, ou o universo conspirando por mim, ou qualquer outra bobagem, mas sim por ser um dos efeitos de ter eu escolhido esse determinado caminho, e não um dos milhares de outros que apareceram na minha frente. Vejam: escolhi manter um blog para exercitar a escrita, único talento de que disponho, e mesmo assim em pequena porção. Depois de muito exercício, percebi que precisava escrever cada vez mais, e por isso escolhi voltar ao jornalismo, profissão que havia abandonado havia quase uma década. Retomada a profissão, toca a tentar terminar a faculdade.
E eis que hoje dois rapazes muito simpáticos de minha sala na Uninove revelaram-se leitores fiéis deste porco blog. Não vou reproduzir aqui o que eles disseram — seria suspeito — mas digo que foram palavras muito gentis e coisa e tal. Leonardo e Vinícius, suas bichas safadas, muito obrigado. Vocês me ajudaram a ver que estou no caminho certo.

E é CLARO que as bibas cobraram capítulo novo. Vocês querem meu sangue, felasdaputa!

Vocês sabem do meu ódio por essa ferramenta obsoleta chamada fax. É um equipamento típico de empresas de outrora, d’antanho, do tempo do onça. Pois imaginem minha surpresa ao receber um e-mail do Google dizendo que vai haver uma mudança na forma de pagamento de seu programa de anúncios, e que eu deveria enviar informações bancárias por fax.

FAX!

O GOOGLE!

Então pensem comigo: se a empresa que quer dominar o mundo, que tem como um de seus vice-presidentes o tiozinho surdo conhecido como pai da Internet, prefere que seus parceiros enviem informações por FAX, eu começo a repensar seriamente meus conceitos. Se o Google não confia na Internet, por que eu vou confiar?
Seguinte: este blog está morto. A partir de hoje, datilografo meus posts e mando pra vocês. Por fax, claro.

Terceiro dia de aula, percebo que a faculdade não é tão ruim assim. Há uma praça de alimentação decente, e as pessoas até que são agradáveis. Prevejo que vai me acontecer o de sempre: eu tento abraçar a misantropia com todas as minhas forças, mas acabo socializando. Oh, vida bipolar…
Mas e a festa, hein?