Daniel (08:33 PM) :
pô, tava lendo que o José Hamilton, aquele repórter que tá no Globo Rural, perdeu uma perna cobrindo a guerra do Vietnã. legal, né?
Marcurélio (08:33 PM) :
Caralho, tava tentando lembrar o nome desse cara dia desses.
Daniel (08:35 PM) :
ele é bacana. tô dando uma lida em “Repórteres”, uma coletânea de impressões dos tais, e tem um texto dele. pô, eu leio e ouço a voz dele, como se narrasse em off uma reportagem sobre como se capa um boi no amapá.
Marcurélio (08:35 PM) :
É aquele em que ele conta como perdeu a perna? Que não sentiu nada?
Daniel (08:36 PM) :
não, é só uma crônica sobre a profissão.
Marcurélio (08:37 PM) :
Esse texto é foda. COMO É QUE UM PUTO PERDE A PERNA E NÃO SENTE PORRA NENHUMA???
Daniel (08:38 PM) :
e naquela época nem era uma guerra cirúrgica pra ter anestesia.

AHAHAHAHA
pegou? pegou?

Daniel (08:38 PM) :
sentiu nada. anestesia. pegou? haha

(…)

Domingo o Risadinha e a Daniela estavam em casa. Usando meu micro, Daniela mencionou que não gostava do fundo preto pela milionésima vez desde o dia em que o JMC deixou de ser bege. Mas dessa vez pensei: Oras. Ela anda tão feliz ultimamente. Que custa eu fazer a vontade dela uma vez na vida?
E botei mãos à obra. Uma trabalheira do cão para quem, como eu, não manja nada desses lances. Tupo por causa da minha querida irmã adotiva.
E sabem qual foi o comentário dela a respeito? Vejam só:
“Ô, gostei desse verde azeitona. melhor que o pretão. Não gosto de preto…”
Daniela Hitler, eu te odeio.

Não, minha amiga, eu não sou nada.
Não, meu amigo, não gosto da vida, nem a vida gosta de mim, nem tenho olhos de criança.
A verdade é que sou um prestidigitador, como já disse um velho amigo. Eu escolho para minha convivência apenas pessoas de bom coração, pessoas alegres e bondosas. E essas pessoas tanto procuram que acabam encontrando coisas boas até em mim. É da natureza delas.
Vocês dois, por exemplo. Conseguem me deixar sem reação, embasbacado diante da grandeza que é a bondade de vocês.
Vão tomar no cu os dois.
Vão deixar sem graça as putas que os pariram.
Vão fazer gente chorar lá na casa do caralho.
Porra.
Amo vocês, seus feladaputas.