Conversa entre Ana Júlia, minha sobrinha, e José Augusto, meu tio (a família gosta de nomes compostos):
— Amanhã é feriado! — diz Ana Júlia.
— É mesmo. E é feriado do quê?
— Como assim?
— Você não falou que amanhã é feriado? Então, mas é dia do quê?
— Dia de não fazer nada!
Mês: novembro 2010
Um mês
Hoje faz um mês que meu pai morreu. Poderia ter sido ontem; a dor ainda é a mesma. Começou a achar que a dor não diminui: a gente é que vai se adaptando a ela, construindo a vida ao redor dela do jeito que dá. Se for isso mesmo, é uma capacidade assustadora.
