Quer saber de uma coisa? eu não vou ficar mais aqui perdendo meu tempo com essa porcaria de site não, eu pensei q era legal, mas vcs são podres… estava olhando os outros post, e fiquei com vontade de vomitar…
vcs brincam com Deus sabia? e Deus não é brincadeira… anotem bem isso: vai chegar o dia em q vcs vão se arrepender de terem falado tanta asneira… um dia Deus julgará a todos, e eu tenho pena de vcs… Jesus não é do caralho não, Jesus é Santo, vcs deveriam lavar a boca antes de pronunciar esse nome…
Deus é Fiel!!!! Sou evangélica com muito orgulho!!! Deus é Bom mesmo.. Aleluia!!!
(Gabi)

Tchau, puta intolerante. Vai lá. Vomite bastante, quem sabe não sai todo esse fel de dentro de você? Você está morta por dentro, moça, muito cuidado. Você vai pro céu depois que morrer, não vai? Bom pra você! Que tal então aproveitar enquanto está por aqui pra ajudar as pessoas, para espalhar bondade? Seguir o exemplo de Jesus, sabe? Jesus era um cara legal, e andava em péssima companhia. Porque ele amava as pessoas. TODAS as pessoas. E quanto a você? Você tem ÓDIO apenas por ter lido meia dúzia de posts aqui. Se você fosse uma cristã sincera, ou entenderia qual é a proposta do blog e riria um pouco, ou pelo menos faria um comentário mais ameno, mais bondoso. Diria que vai orar por mim, essas coisas. Tem um monte de gente que faz isso, e eu acho legal. Acho que essas pessoas estão erradas, mas agradeço. Porque fico feliz de pensar que alguém que eu sequer conheço reservou uma parte de seu tempo para se preocupar comigo. Mas e você? Pessoas como você é que deixam o cristianismo (ou qualquer outra religião) desacreditado. Ser cristão assim é fácil pra caralho. É só sair por aí acusando todo mundo. Fácil, fácil. Quero ver nego se esforçar para seguir o exemplo de Cristo.
Gabi, Gabi… Vai dar meia hora de cu, vai. Cê tá precisando.

Só outra coisa: EU SOU UM SÓ, CARALHO! QUE “VOCÊS” PORRA NENHUMA!

Escaldado pelos dez reais irremediavelmente perdidos assistindo ao filme do Casseta & Planeta, ontem resolvi gastar meu dinheiro em algo melhor. A Fer me deu a dica: um filme com Sean Penn (per brindare un encontro), Tim Robbins e Kevin Bacon, e dirigido por Clint Eastwood. Pareceu-me bom, então lá fui eu assistir “Sobre Meninos e Lobos” (Mystic River). E não perdi meus dez reais dessa vez. PERDI DOZE.
Não é que o filme seja ruim. Ele não consegue ser ruim, assim como não consegue ser nada. Não se decide sobre que tema vai seguir e acaba não seguindo nenhum. É sobre assassinato? É sobre amizade? A perda da infância? Mais de duas horas contando uma história que caberia fácil em 80 minutos. O resultado é parecido com ouvir um LP em 33 rotações (não vou explicar isso pra vocês, molecada, vão perguntar aos seus pais). Há o recurso fácil de caracterizar um dos pedófilos como padre, só faltava botar o Michael Jackson pra fazer o outro. Triste.
Sean Penn dá mais um passo importante no que parece ser o objetivo da sua vida: ser sósia do Robert DeNiro. Kevin Bacon está canastrão, mas quando é que ele não está. Tim Robbins exibe a costumeira atuação impecável, mas não é o bastante para resgatar o filme.
E temos Laurence Fishburne fazendo o papel de um sargento da polícia de nome engraçado (Whitey Powers — Forças Branquinhas). Fishburne, para quem não sabe, é o Morpheus de Matrix (pé de pato mangalô treis veiz). Deve ser triste isso, não? Ficar tão marcado por um personagem que passa a ser confundido com ele pelo resto da vida. Acham que é pouco? Vão chamar o Antonio Abujamra de Ravengar, vão…
Bom, hoje é quarta-feira, dia de cinema mais barato (pelo menos aqui em São Paulo). Estão pensando em assistir “Sobre Meninos e Lobos”? Hum… Esperem sair em DVD. Assistam “Simplesmente Amor”. É excelente, eu só não escrevi um post a respeito para não admitir que gostei de um filme romântico.

Aliás, estou começando a definir uma regra aqui dentro do cabeção: a qualidade de um filme é inversamente proporcional à quantidade de citações de críticas no pôster. Por exemplo:

Se eu tivesse visto esse pôster antes, nem perderia meu tempo (E MEU DINHEIRO) indo ver o filme.

(Esse camaradinha aqui diz que elas se chamam noelites, mas eu me recuso a acreditar. Noelite parece nome de marca de vaso sanitário, bidê, essas coisas. Além do mais, só achei noeletes proucurando no Google)

Andando pelo shopping center ontem (preciso comprar uma peça de vestuário bastante ridícula; me recuso a dizer aqui qual seja), vi duas lindas noeletes andando de mãos dadas. Tão lindas! Alguém de mentalidade podre talvez visse a cena com malícia. Eu não! Percebi logo de cara a beleza e pureza daquela cena. Parecia que estavam apoiando uma à outra. Posso imaginar o que aconteceu: no vestiário das noeletes, enquanto se ajudavam mutuamente com aquelas roupas complicadas, sentiram algo novo. Uma sensação de urgência total. Então beijaram-se com sofreguidão e…
Tá, tá. Já parei.


Imagem roubada do blog El Cara

paulapaulo.JPG

Quando eu conheci Paula Foschia, a primeira coisa que ela perguntou foi algo a respeito da minha vida de músico da noite. Fiquei sem entender por um momento, mas logo me dei conta: a doida achava que aquele lance todo do Chicote Verbal era de verdade. Contei que na verdade eu trabalhava com tecnologia. Ela não conseguiu disfarçar a decepção. De qualquer forma, seguimos para o aeroporto Santos Dumont. Tomamos chope e conversamos sobre literatura, teatro, blogs, pessoas. Fiquei encantado com a fluidez da conversa da garota, com as maluquices que dizia mantendo a maior cara-de-pau, com sua vivacidade. Tempos depois nos reencontramos no lançamento do livro da Clarah. Paula estava mais empolgada ainda, cheia de projetos. Quis me incluir em alguns, mas minha proverbial preguiça é sempre broxante. Mesmo assim tornamo-nos amigos, passamos a trocar confidências, desabafos, essas veadagens.
Em abril deste ano resolvi ir ao Rio. Era pra ser só um fim-de-semana com os amigos, mas love was in the air. Pra começar, o Risadinha conheceu a Ana, e ali mesmo formou-se um dos mais belos casais da História. Como se não bastasse, eu conheci o Paulo.
— Marco, este é o Paulo — disse a Paula, me apresentando um rapazinho branco. Bem branco. Lavado com Omo mesmo. Vejam esta foto pra vocês entenderem.
— Ah. Oi, Paulo.
— O Polzonoff, sabe?
— Polz… — mas não tive tempo de dizer que nunca tinha ouvido falar, porque deus começou a chorar e pulou no pescoço do Paulo:
— PORRA! VOCÊ É O POLZONOFF! EU SOU SEU FÃ! CARALHO, AGORA EU JÁ POSSO MORRER! EU CONHECI O POLZONOF! GAAAAAAAAAAH!
O Senhor dos Exércitos arrancou as roupas e saiu correndo pelos corredores do apart hotel, deixando que prosseguíssemos nossa conversa. Então fiquei sabendo que Polzonoff era um crítico lá de Curitiba, muito temido e tal. Quando a Paula falou que ele tinha um blog, finalmente liguei o nome à pessoa: eu tinha visto o link para O Polzonoff no Falecomdeus fazia um tempo. Tinha entrado no blog, mas deu preguiça de ler os textos longos. Me arrependo até hoje.
Acabou que passamos quase o fim-de-semana inteiro na casa da Paula. Logo de cara o Polzonoff deu a idéia:
— Vamos ver um filme?
“Pronto”, pensei, “agora o cara vai vir da locadora com um filme iraniano e um documentário alemão”. Pô, eu já tinha sacado que o Polzonoff era sangue bom, mas também era crítico, o que eu podia esperar? Bom, podia esperar tudo, menos o filme que ele trouxe: “Os Saltimbancos Trapalhões”. Depois de assistirmos ao filme (entre exclamações de “O Mussum é foda! FODA!”), concluí o óbvio: ali estava um amigo de infância.
Fiquei sabendo que os dois faziam aniversário no mesmo dia. Coisa mais brega do mundo: já não bastava terem o mesmo nome??? Mas lá no fundo achei mesmo foi bonito. E senti inveja: não existem mulheres com meu nome. Bom, ainda bem.
Foi ontem o aniversário. Não, não esqueci: até comprei presente pro casal, algo para mantê-los ocupados por algum tempo (PORQUE JÁ QUE EU NÃO FAÇO SEXO, NÃO QUERO QUE NINGUÉM FAÇA). O negócio é que eu fico pensando no que escrever e nada me agrada. Aí me dá revolta, eu tiro as calças e fico sapateando em cima. Meu chefe dá bronca e me manda pra casa. Aí passa um carro na poça d’água e… Ah, sim, o aniversário dos Paulos. Seguinte: amo vocês dois. Muito. Puta que pariu. Saiam da minha vida não. É muito bom ser amigo de vocês. Feliz aniversário, meus queridos. ATRASADO, SIM, E DAÍ? Humpf.

Tenho muitos projetos. Raramente algum deles é realizado, principalmente devido à minha monumental preguiça. O último, no entanto, é bem simples e requer quase nenhum esforço. É assim: vou entrar numa dessas igrejas em que as pessoas gritam, se agitam, pulam, dançam, sabem? Aí no meio dos “ALELUIA!” e “OH, GLÓRIA!” eu oferecerei meu modesto quinhão de louvor ao Senhor: “ALELUIA! PUUUUUUUTA QUE PARIU, COMO DEUS É BOM! CARAAAAAAALHO!“.
Sei lá. Acho que vou me sentir bem depois disso. Abençoado.

Essa música do último disco do Belle & Sebastian vive tocando no repeat do meu Winamp, do som aqui de casa, do discman ou apenas dentro do cabeção. Não é para menos: a bela composição da Sarah Martin (acho) me faz lembrar sempre da minha menina. Eu dedicaria esta minha gravação a ela, não tivesse ficado tão tosca. Como ficou (demais, argh!), boto aqui no blog para torturar vocês:

MARCO AURÉLIO – ASLEEP ON A SUNBEAM

De qualquer forma, procurem ouvir a gravação original. E cantem junto:

When the half light makes for a clearer view
Sleep a little more if you want to
But restlessness has siezed me now, it’s true
I could watch the dreams flicker in your eyes
Lying here asleep on a sunbeam
I wonder if you realise you fascinate me so
Think about a new destination
If you think you need inspiration
Roll out the map and mark it with a pin
I will follow every direction
Just lace up your shoes while I’m fetching a sleeping bag, a tent…
Another summer’s passing by
All I need is somewhere I feel the grass beneath my feet
A walk on sand, a fire I can warm my hands
My joy will be complete
I thought about a new destination
I’m never short of new inspiration
Roll out the map and mark it with a gin
Made my plans to conquer the country
I’m waiting for you to get out of your situation
With your job and with your life
All I need is somewhere I feel the grass beneath my feet
A walk on sand
A fire, I can warm my hands
My joy will be complete

Fui assistir ao filme do Casseta & Planeta. Se alguém aí confia no meu gosto, não vá. Não perca seu dinheiro. O filme é como o programa dos caras (ou como era no tempo em que eu assistia): uma ou duas piadas razoáveis enfiadas no meio de um monte de piadas que não prestam. Não faltou nem a velhíssima do “Che, que vara!” complementada pela “Hay que endurecer”. Há momentos de humor grosseiro ao extremo, coisa para retardados mesmo. Não sei qual deles descobriu que pleonasmo era engraçado, mas o filme ficou cheio de coisas do tipo “americanos ianques”, “repressão repressora” e coisa assim. Triste.
E o que dizer das atuações? De todos os integrantes do grupo, apenas Cláudio Manoel tem talento de ator. Marcelo Madureira e Reinaldo ainda conseguem acertar aqui e ali. Dos outros não digo nada. Ah, e tem a Maria Paula, que é gostosa mas não tanto a ponto de justificar tamanha falta de talento. Ô mulher irritante! Para passar incólume, tinha que ser no mínimo a Vanessa Schütz.
Bom, perdi dez reais. Não foi a primeira vez nem será a última. Valeu pela versão de Los Hermanos para “Eu Vou Tirar Você Desse Lugar”, do gênio esquecido Odair José, e pela cena lá no finalzinho.