Olha, vou pedir um favor a cada um de vocês: faça uma autocrítica. Uma autocrítica séria. Se você chegar à conclusão de que você é BURRO, faça-me o favor de não voltar mais aqui.
Eu tenho que DESENHAR para vocês entenderem? Essa palhaçada toda aqui no JMC é só uma pausa até os problemas no servidor serem resolvidos. A mentira do primeiro post foi só pra criar algo de absurdo. Não esperava que ALGUÉM acreditasse. Vai ficar assim até as coisas voltarem ao normal ou eu mudar de servidor.
“Ah, mas por que isso?”
PORQUE EU QUERO! PORQUE EU PERDI A PACIÊNCIA COM OS PROBLEMAS DO SERVIDOR! PORRA! É TÃO DIFÍCIL ASSIM VOCÊS PERCEBEREM QUE ESTA MERDA AQUI NÃO É UM SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA, MAS APENAS O BLOG DE UM CARA COMUM, CARALHO? QUANTA ESTUPIDEZ EU VI NESSES COMENTÁRIOS!
E é isso! Tem nada a ver com dinossauro, tem nada a ver com o Gravata, tem nada a ver com Andy Kaufmann, tem nada a ver com hackers angolanos! Problemas técnicos, só isso!
Mês: junho 2003
VELOCIRAPTOR É INOCENTE DE INVASÃO
Atenção, leitores do Marco. Aqui é o Gravata. Então, NÃO É O MARCO. Certo? Pois bem…
Ontem, por volta das dez da noite, houve uma tentativa de invasão de meu site “Imprensa Marrom”, por meio de seu Painel de Controle.
Meu servidor, o Locaweb, forneceu o IP de quem tentou. Acreditem, é O MESMO IP DO VELOCIRAPTOR.
Aí, claro, eu o acusei.
E induzi meu amigo Marco Aurélio ao erro. Sim, cometi um erro primário e expus um amigo ao meu erro.
Não foi o Velociraptor que tentou invadir. Já sei quem foi. Realmente, usou IP Dinâmico do Velox, assim como o dito dinossauro. Por isso, vejam só, podem até chegar a usar o mesmo IP.
Foi uma trágica coincidência que, por imbecilidade exclusivamente minha, tratei de considerar um ato agressivo do Velociraptor.
Peço desculpas públicas pela acusação. A culpa, única, foi toda minha.
Tsk tsk tsk
Porra, usem a cabeça! É claro que não é verdade que isto aqui era escrito pelo Risadinha, nem que tenha acabado e agora vá se tornar um diarinho. O negócio é que meu servidor está uma carroça, o banco de dados vive reclamando do excesso de conexões, e isso já deu no saco. Tenho a perspectiva de mudança de provedor nos próximos dias. Quando acontecer, vocês terão o velho, bom e verde Jesus, me chicoteia! de volta aqui.
Eu ia manter a brincadeira por uns dias, mas a burrice de uns e outros me exaspera: Tanto daqueles que dizem “ó meu deus, ele nos enganou o tempo todo!”, como daqueles que, se achando muito espertos, dizem: “Rá, Marco Aurélio, a MIM você não engana, eu SEI que é mentira”. PORRA! É ÓBVIO QUE É MENTIRA! CARALHO! CAMBADA DE ESTÚPIDOS!
GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH.
…
Pronto. A bicha tá mais calma.
…
O fato é que eu não ia desmentir porra nenhuma. Meu negócio é inventar coisas assim de vez em quando e ver no que dá. Isso me diverte. Eu sou doente. Mas ai nego começou a associar essa mudança repentina, a suposta “revelação” e etc. ao tal Velociraptor, bem conhecido de todos. E agora, mais do que nunca, começam a pensar que eu e ele somos a mesma pessoa, ou no mínimo que combinamos isso tudo para “dar uma agitada”. E eu quero dizer de uma vez por todas que NÃO TENHO NADA A VER COM ESSE MEQUETREFE. Eu me associo a pessoas de bem para os meus trotes, não a bandidos que tentam invadir sites alheios sem motivo algum.
Exagero meu? Pois bem, vocês devem se lembrar da ameaça velada que ele me fez. Tinha quase certeza que a merda toda que estava (e está) ocorrendo por aqui era coisa dele. E agora tive certeza absoluta. E sabem por quê?
O VELOCIRAPTOR TENTOU INVADIR O IMPRENSA MARROM
O Gravata acaba de me dizer isso pelo ICQ. Ele foi tentar se logar ao servidor e obteve a seguinte mensagem:
Foi excedido o numero de tentativas de acesso feitas ao painel de controle da conta imprensamarrom. O horario da ultima tentativa foi 15/6/2003 22:12:19 e o IP utilizado foi 200.149.253.6.
Nem preciso dizer que o IP confere com o dos comentários feitos no Gravataí merengue pelo IMBECIL.
Virou caso de polícia. Amanhã vou pedir para o pessoal do meu provedor dar uma olhada nos logs e ver se há algo de estranho. O Gravata fará o mesmo, e já sabe que há algo muito estranho acontecendo por lá.
Vejam só, o Gravata em MOMENTO ALGUM tomou uma postura contra o cara. Pelo contrário: Foi muito gentil e atencioso nos e-mails que lhe enviou. Claro, ele não tinha como saber que estava lidando com um DÉBIL MENTAL sem vida, que precisa de toda e qualquer maneira chamar a atenção das mesmas pessoas que ele tanto tenta desqualificar.
Fica esperto, babaca. Você se acha hacker? Você pensa que é esperto? Pode ser! Mas você é UM SÓ e a nossa panela, ah meu filho!, tá fervendo.
…
Ah, e este é um post com comentários. Quero saber o que vocês pensam dessa porra toda.
Encontros
*SIGH*

Ah!
Para quem não sabe, tem caras novas no Emotionrélio, meu único blog 100% real.
Domingo vazio
Revelação
Muito bem, muito bem. Acho que a farsa já durou o suficiente.
Em fevereiro de 2002, instado pela Bárbara, resolvi criar um blog. Disso vocês já sabem. O que vocês não sabem é que eu falei com o Risadinha a respeito, e o convidei para fazer um blog comigo. Ele aceitou de pronto, já que vinha escrevendo uma sátira da Bíblia já fazia algum tempo e não sabia o que fazer daqueles textos. Sua única condição: Não queria ter seu nome associado ao blog. Risadinha, ao contrário de mim, não gosta de aparecer.
Então começamos este blog. No começo os posts eram quase que exclusivamente dele, só depois eu tomei coragem de escrever. Sentia-me constrangido pela qualidade dos textos e pelo senso de humor do meu velho amigo, mas ele tanto insistiu que eu comecei a escrever aqui. Assim o blog tomou essa característica esquizofrênica. Para nossa surpresa, até hoje ninguém sequer levantou a hipótese de existirem dois autores.
Lembro-me de uma ocasião em que postei uma letra de Luiz Gonzaga e quase em seguida o Risadinha postou uma do Belle & Sebastian. Kaufmanniano que só ele, teve a cara-de-pau de fazer um comentário me chamando de bipolar. Nos divertimos muito com isso.
Bom, mas agora o Risadinha tem outras preocupações. Conheceu uma linda menina, começou a namorar, e agora viaja quase todo fim-de-semana. Além disso, mudou de emprego e não tem a folga que tinha antes. Então veio falar comigo ontem, dizendo que não poderia escrever mais aqui. Fiquei muito triste. Porque toda a exposição que o Jesus, me chicoteia! ganhou nesse quase ano e meio de existência deve-se quase que exclusivamente aos textos DELE: As sátiras bíblicas, os diálogos com o urubu, as críticas, as polêmicas. Agora só me cabe agradecer ao meu velho amigo por esse tempo todo em que enganou tanta gente. Foi divertido, meu velho.
Pois então, a partir de hoje, este blog vai mudar radicalmente. A começar pelo nome, como vocês podem ver. Vou contar aqui minha vida, falar das coisas que acontecem em meu cotidiano, essas coisas. Sei que vou perder leitores com isso, o que muito me entristece. Afinal, enquanto o Risadinha escrevia eu ficava só de olho nas estatísticas de visitas, vibrando a cada novo recorde. Mas agora o número de visitas vai cair, sei disso. Então resolvi fazer um blog sem estatísticas nem comentários. Assim tenho pelo menos a ilusão de que há alguém lendo sobre minha vida. Este primeiro post é exceção: Comentem, despeçam-se do Risadinha, lamentem o fim do JMC. Bendito Movable Type, que permite esse tipo de recurso.
É isso. Obrigado a todos pela companhia na aventura maluca que foi o Jesus, me chicoteia!
Faces
Mais de 60 caretas novas no Emotionrélio
Trabalheira da porra…
Amigos
Em dezembro de 2001, meu amigo Vitor Hugo mandou um e-mail para todos nós, os velhos amigos, que fez muito marmanjo chorar. Estava eu agora, ano e meio depois, organizando minha caixa de emails, e encontrei a mensagem dele e todas as respostas subseqüentes. Nem preciso dizer que tô chorando que nem uma puta arrependida na porta da igreja.
Uma das respostas foi minha. Eu pensei em postá-la aqui, porque expressa tudo o que eu sinto pelos meus amigos tão queridos. Aí pensei: Melhor não, o JMC não é pra isso, não é pra ficar de babação de ovo com uns e outros. Então pensei melhor: Foda-se. É meu blog. E no meu blog eu falo do amor que tenho pelos meus amigos o quanto eu quiser.
Muitos amigos novos surgiram de 2001 pra cá, portanto não estão incluídos no texto. Mas saibam que o sentimento que dele emana serve para vocês também, seus putos.
Aí vem a Loira. Puta que pariu. Brigamos toda semana, mas não tem problema, porque trocamos declarações de amor todos os dias. Essa Loira que tem o objetivo consciente de ser uma pessoa melhor sempre, e se já é tão amada por nós assim, imagine melhorando. Tudo isso e ainda é uma gostosa. Loira, nós te amamos. Vê se aparece com aquele shortinho um dia desses.
E agora fode tudo porque vem essa galera que eu conheço há onze anos e ainda estão comigo, contrariando toda a lógica: A Andrea, que é uma sobrevivente e também uma retardada, ambos adjetivos no bom sentido. A Drix, que me fez perder um tempão apaixonado por ela, puta merda, mas acabou se tornando uma grande amiga. A Catchu, que numa noite de ano novo eu fiquei bêbado na casa dela e acabei falando na frente da família que ela dava a bunda (nem sei se dá. Dá, Catchu?), uma amiga que suportou minhas lamentações por séculos, deve ser por isso que não manda mais notícias. A Fabi Domanoski, que é a pessoa mais inteligente que eu conheço, e que adora casar, além de ter dado ao Zezinho o apelido de Zezinho. O Gayzão, que casou, virou pai e sumiu, mas continua o mesmo Gayzão de sempre, com beiços enormes e coração maior ainda. O Marcio, outro responsável pai de família, que é o cara com quem sempre se pode contar, além de ter tido o casamento mais divertido do mundo. O Joe, que é o protótipo do filho da puta, sempre sacaneando todo mundo, moleque do caralho. O OTP, que dispensa apresentações, sua fama fala por ele, e é grande a sua fama, além de ter a voz da Nair Belo. A Graziela, que namora o OTP há mais de oito anos, porque depois dele homem nenhum teria graça mesmo. Ah, casamento dos dois em março, show! A Janice com seus peitos turbinados pela natureza, uma ex-bêbada mas permanente porra-lôca, que chora sempre que ouve “Todo Sentimento” do Chico Buarque, vai Jã: “Preciso não dormir/Até se consumar/O tempo/Da gente”. O Fleury, meu companheiro escritor, genial, brilhante, grande amigo, que sacaneava o Camarão na miúda pra não perder a carona. O Zezinho que, entre outras coisas, me arrumou até emprego, um desgraçado que apareceu no segundo ano não se sabe de onde e desde então anda com a gente, nosso emissário do inferno. O Vitor Hugo que sumiu por milênios, mas voltou para nos encher o saco, o que era inevitável, e que foi comigo pra trás da moita, que é uma história comprida. O Tonon, velho companheiro de viagens, o homem que fala várias línguas mas não adianta muito, porque só ele entende, e que sai de Pirituba toda semana pra ir me visitar no Jardim Três Marias, e que está chorando nesse exato momento, te conheço, Denis Tonon! O Risadinha, que era um ser detestável no primeiro ano mas tornou-se um cara legal quando contou a história do dadinho de amendoim, tentamos há onze anos nos livrar um do outro, sem conseguir, ainda bem. O Loxinha, que é um cara nervoso e isso é muito legal, e que me acudiu quando eu vomitei na frente da janela do Grupo Sergio da Rua dos Trilhos, além de imitar o Tim Maia pra me animar quando eu levei porrada. O Loxão, nosso soldado, que uma vez bebeu tanto que eu até precisei dar uma aspirina pra ele, e depois fiquei chorando, bêbado é uma raça do caralho mesmo. O Lelê, desde sempre meu amigo, que uma vez descobriu que eu tinha passado por problemas nos rins quando era criança, usando apenas um pêndulo pra isso, e que é o campeão mundial de rompimentos e reatamentos de namoro, estando agora noivo e mocinho casadoiro, Lelê que encerra esse parágrafo por ser uma espécie de resenha do que significa amizade na minha vida.
Faltaram dois? Pois é, irmão a gente não escolhe, mas os irmãos que eu tenho é como se eu tivesse escolhido. O Beto, que era pra se chamar Lindauro Junior, Ricardo ou Eduardo, mas que acabou sendo Roberto graças à minha teimosia, nasceu com cara de japonês e um olho menor que o outro, que fez tratamento de fonoaudiologia comigo (reparem que quando ele fala qualquer palavra com um “r” no meio dá uma vacilada, vai falar “prato” e fala “p’rato”, feito meu pai que vai falar “biblioteca” e diz “blinbiowtenwka”), que acabou virando maluco pra não ser um nerd feito o irmão mais velho, no que fez muito bem. E a Cristina que, se dependesse de mim seria Relssona, mas acabou virando Ana Cristina por causa da diplomacia do meu pai (eu sabia que ele preferia Ana Paula, por isso escolhi a outra opção, pra vocês verem como eu era já aos dois anos de idade), meu pai que endoidou quando ela nasceu e saiu gargalhando e distribuindo balas pela rua, que eu ensinei a andar e ela em troca me ensinou a amarrar o cadarço (mal e porcamente, porque até hoje não sei fazer essa merda direito), e que agora, quem diria, vai casar, estou mesmo ficando velho.
A todos vocês um beijo meu, o cara que virou depressivo e ateu, mas que mantém a fé na humanidade graças aos excelentes exemplares de seres humanos que são vocês, meus amigos.

