Meu nome é Marco Aurélio.
O nome do meu blog é Jesus, me chicoteia!
Portanto, para saberem o que aconteceu com o de que jeito?, perguntem ao moskito, que é o dono do blog. Ok?
(Valeu, Lilla!)
Mês: março 2003
Solidariedade
O Pelezinho está aqui do meu lado, chorando porque o blog dele teve só sete visitas hoje. Então vamos todos visitar e comentar o Blog do Pelezinho. Façamos um estagiário-chofer feliz!
Inaugurando (finalmente) a série Pessoas que eu gosto pra caralho
Risadinha
Passei um tempão adiando a inauguração desta série. Meus amigos são todos uns ciumentos, e eu ia ter que agüentar nego reclamando: “Por que começou com ele(a)?”. Mas hoje, depois de várias conversas agradáveis, percebi que começar com o Risadinha seria mais do que justo. Não, ele não é meu melhor amigo. Eu não tenho UM melhor amigo: Sâo todos igualmente bons. Amizade para mim é coisa séria. Eu começaria, portanto, pelos meus irmãos, que são as pessoas que eu mais amo no mundo. Mas já puxei demais o saco desses dois, então hoje é dia de Risadinha. Ou Leandro, como a mãe dele o apelida.
Em 1991 nos conhecemos, e foi ódio à primeira vista. Tanto eu quanto ele pensávamos que éramos muito diferentes, e que a única ligação entre nós seria uma aversão recíproca.
Quão enganados estávamos! Na verdade tudo o que tínhamos de semelhante era o que nos assustava, e não demorou muito para percebermos isso: No final daquele ano (cursávamos o primeiro ano do segundo grau), ouvi o Risadinha contar uma história engraçadíssima. Ele tinha deixado um Dadinho (aquele doce de amendoim em forma de cubo) na geladeira, e a avó, pensando que se tratava de caldo de carne, havia botado o dadinho no feijão. “Puta feijão horrível com gosto de paçoca!”, ele concluiu. Naquele momento percebi que estava diante de um irmão. E, como bons irmãos, fingíamos ódio porque admitir o quanto gostávamos um do outro era muito complicado.
A partir de então, todo aquele ódio transformou-se numa amizade sólida e duradoura. Hoje em dia, se eu chego sozinho a algum lugar, as pessoas logo estranham: “Ué, cadê o Risadinha?”. Porque eu sempre quero estar ao lado dele. Questão de status, sabe? É sempre bom andar com pessoas mais inteligentes que você, para parecer que você é inteligente também.
Nesses doze anos brigamos incontáveis vezes. Mas sempre voltamos à velha amizade de sempre. Porque somos irmãos, oras.
Ao contrário do que possam pensar, nunca nos entregamos a arrebatamentos de amizade. Primeiro porque somos ambos machos pra caralho, e esse negócio de sentimentalismo não pega bem. E depois porque não precisamos disso. Eu sei tudo o que ele pensa e sente, e vice-versa. Não há necessidade de explicação nem de reafirmação de amizade nem de qualquer outra coisa. Porque somos irmãos, caralho.
Sonho de infância

Podem desfiar as desvantagens de se ter um Jipe Willys; conheço todas. Mas sonho de infância é coisa séria.
Banca de jornal
Comprar “aquelas” revistas é sempre uma tarefa complicada. E não venham me dizer que são outros tempos, que tudo hoje é natural, que já não vivemos numa sociedade moralista, que etcetera. Porque o fato é que certas publicações não são, digamos, socialmente aceitáveis.
Ontem mesmo precisei comprar uma revista. Tratei logo de ir a uma banca longe tanto de casa quanto do trabalho. Entrei na banca, e já dei de cara com um obstáculo: A balconista era uma mulher. Mas achei que não ficaria bem dar meia volta e sair. Além do mais, não pretendia voltar lá mesmo. Então botei meu plano em prática.
Para começar, peguei a Playboy. A moça do balcão sorriu pra mim.
— Linda essa moça, não?
— Pois é. Peitões.
— Verdade! Lindos!
Devolvi o sorriso e continuei pegando revistas. Peguei a Sexy e a Ele & Ela. Olhei em volta, como se estivesse em dúvida. Cheguei mesmo — ah, eu sou um ator! — a pegar algumas revistas e devolvê-las à prateleira, como se estivesse mesmo escolhendo. Mas ainda estava longe do meu objetivo real, então continuei disfarçando. Peguei um exemplar da Raspa Brazil e uma Hustler. Para reforçar mais ainda as aparências, juntei à pilha uma G Magazine e uma Travestis.
Considerando que já era uma quantidade razoável, dirigi-me ao caixa. No meio do caminho, vendo onde estava a publicação que era a única que me interessava mesmo, parei e fingi procurar dinheiro na carteira. Para facilitar, botei minhas revistas sobre onde estavam os exemplares da Veja. Quando peguei a pilha de volta, trazia uma Veja sob ela. Gênio! Gênio!
A moça continuava sorrindo.
— Puxa, a Sexy está demais esse mês, não? Olha a carinha de safada dessa menina…
— Pois é.
— Hum… Raspa Brazil, boa escolha. UAU! Esse rapaz da G Magazine desse mês é super bem dotado.
— É, fiquei sabendo.
— Nossa, e o Mauricio Suellen na capa da Travestis, nem tinha visto! Ela faz um sucesso danado em Madri. E…
O sorriso sumiu repentinamente de seu rosto. Gelei e me preparei para a reação de intolerância.
— Olha, acho que o senhor pegou isto aqui por engano…
“Isto aqui” era a Veja, que ela segurava na ponta dos dedos com visível repugnância.
— É que… Er… O… É que tem o Verissimo, sabe?
— Sei. Verissimo. É o que todos falam.
— Mas é verdade! Juro!
— Tudo bem, não tenho nada com sua vida.
— Não, não! Eu faço questão de esclarecer! Voto no PT desde sempre! Tenho até um autógrafo do Suplicy em casa. Leio Sergio Buarque de Hollanda e Celso Furtado.
— Ahan. E deve ter um pôster do Marco Maciel na parte de dentro da porta do guarda-roupa.
— Moça, por favor, é sério! Eu…
— Senhor, não vou discutir.
Falou o valor da compra. Paguei e nem esperei o troco: Saí da banca todo ressabiado, olhando para os lados com receio de que mais alguém tivesse visto a cena.
Estão vendo? Não é fácil!
Preguiça danada
Tenho uma porrada de coisas pra escrever, mas tô com preguiça. Então leiam o Clube da Lulu e ouçam Luiz Gonzaga na rádio Jesus, me chicoteia!, que amanhã eu volto.
Piada
Pô, nem sou muito chegado a piada. Mas meu irmão me contou uma muito boa ontem, que transcrevo aqui à minha maneira.
Pois aconteceu que morreu o dono do bar. Morreu e foi direto pro céu. Passou uns dias lá e não agüentava mais: Tudo muito parado, aquela pasmaceira. Então um dia criou coragem e foi falar com deus:
— Ja-Javé?
— Ai, caralho, outro gago???
— Hum… Não sou gago não. É que eu tô meio nervoso.
— Não fique nervoso não, rapaz. Pode dizer, o que você quer.
— Sabe o que é? Lá na terra eu fui dono de bar a vida inteira. Não sei fazer outra coisa. Aí chego aqui e… Veja bem, não estou reclamando! Isto aqui é um paraíso!
— Isto aqui é O paraíso.
— Ah, é. Mas então. É tudo muito bom aqui. Mas sinto falta, sabe? Queria tanto poder fazer alguma coisa, me sentir útil.
— Você quer abrir um bar aqui. É isso?
— Se não for incômodo…
— Hum… Bah, tudo bem. Pode abrir seu bar.
— Puxa, deus! Cê é foda! Cê é o melhor! Hosana pra você, viu? Hosana!
— Pára de me puxar o saco. Hosana é o caralho. Trinta por cento.
— Er… Tá bom.
E lá foi o sujeito abrir seu bar. Vendeu dez caixas de cerveja logo na inauguração. No segundo dia, doze caixas. No terceiro, oito caixas. E assim todo dia. Sucesso absoluto. O cara se sentia no céu. O que não era para menos.
Mas, ah, a ambição humana! Dois meses depois, o cara já estava matutando: “Se aqui no céu eu vendo isso tudo, que dirá no inferno? Putz, vou lotar o rabo de dinheiro”.
Foi alimentando essa idéia na cachola, e a idéia crescendo. Um dia decidiu e lá foi falar com deus de novo.
— Diz aê, Jeová.
— E aí, cara? As vendas continuam boas?
— Uma beleza, uma maravilha! Aliás, já depositei os vinte por cento na sua conta.
— TRINTA!
— É, é. Trinta. Então. Mas eu tava pensando: Se abrir um bar aqui dá tanto dinheiro assim, no inferno então deve ser uma beleza, não?
— Sei não. Meu negócio é aqui, de lá eu não sei nada.
— Hum… Ô, Javé, quebra essa! Me arruma uma transferência pro inferno. Tô querendo ampliar meus horizontes, me aventurar pelo desconhecido, ser um empreendedor de verdade.
— Tem certeza? Olha que é sem volta…
— Certeza!
— Então tá.
Deus assinou os formulários necessários e despachou o cara pro quinto dos infernos. E ele não perdeu tempo: Foi logo pegando alvará com o diabo para abrir seu bar. Logo chegou o dia da inauguração. Ele não cabia em si de tanta expectativa.
Vendeu duas cervejas.
No segundo dia, uma cerveja.
No terceiro, outras duas.
Foi falar com o diabo:
— Porra, Satanás! Eu saí lá do céu, onde vendia uma média de dez caixas por dia, pra vir pra cá prestigiar seu território. Aí chego, abro meu estabelecimento, e vendo uma, duas cervejas, sempre pra você e pro porteiro. Que que tá pegando?
— Rapaz, rapaz! Cê precisa entender que crente não bebe!
Boboboys
Eita, que hoje a mulherada tá revoltada. Agora é a Camila, com sua saga dos Boboboys. Meninas, mandem histórias pra ela.
Dica
Vai demorar pra ter coisa nova aqui. Por que vocês não vão dar uma olhada no Clube da Lulu? Tem artigo novo da minha Loira, genial como sempre.
PELAMORDEDEUS!!!
Pão sovado não tem NADA A VER com pão de forma!!!! Vejam aqui informações sobre essa delícia.
