Turn me loose from your hands
Let me fly to distant lands
Over green fields, trees and mountains
Flowers and forest fountains
Home along the lanes of the skyway
For this dark and lonely room
Projects a shadow cast in gloom
And my eyes are mirrors
Of the world outside
Thinking of the way
That the wind can turn the tide
And these shadows turn
From purple into grey
For just a Skyline Pigeon
Dreaming of the open
Waiting for the day
He can spread his wings
And fly away again
Fly away skyline pigeon fly
Towards the dreams
You’ve left so very far behind
Just let me wake up in the morning
To the smell of new mown hay
To laugh and cry, to live and die
In the brightness of my day
I want to hear the pealing bells
Of distant churches sing
But most of all please free me
From this aching metal ring
And open out this cage towards the sun

(Elton John/Bernie Taupin)
* Viado é teu pai

Cá estou eu, esquentando a cabeça por causa de uma porra de central telefônica que não é minha. Quando voltar a funcionar (provavelmente tarde da noite), nem um “obrigado”, mesmo que insincero, vou ouvir. Não vale a pena. Nada disso vale a pena.
Estou com quase trinta anos. Olho para trás e não há nada. A pergunta é a mesma de todos os dias: O que é que eu estou fazendo da minha vida?

Manhã de segunda-feira. Céu cinza. Depois de duas horas e meia de sono, o cara acorda e vê no espelho que está de cara inchada, conseqüência de um dente quebrado e cheio de complicações. Chega ao escritório e encontra o caos de equipamentos que não funcionam, telefones mudos.
Esse cara sou eu. Não me torrem.

Já passa de meia-noite, preciso acordar cedo. Fiquem aí apreciando esta linda foto tirada no meu aniversário de 4 anos, o melhor aniversário da minha vida: Teve festa, um monte de gente veio, e ainda ganhei esse pianinho e um View-Master. É uma das lembranças mais bonitas que eu guardo aqui no meio do lodo.
marquinhopianista.jpg
Reparem como eu já tinha entradas naquela época. Não é de se estranhar que esteja careca quase 24 anos depois…

Eu ia escrever alguma coisa metida a engraçadinha (oh!) sobre a morte de Jorge Lafond e do mano lá dos Bee Gees. Mas aí me lembrei de uma prova recente da Lei do Eterno Retorno: Quando da morte de Joe Strummer, vocalista do Clash, Rafael Capanema escreveu um post engrçadinho a respeito. Dias depois, estava com os dentes iguais aos do dito cujo.
Eu é que não vou brincar com a morte dos supra citados, ou supra-citados, ou supracitados. Vai que eu amanheço viado!

Não sei se vocês sabem, meu amigo Zezinho esteve no Pará até semana passada. Uma viagem maluca de carro de São Paulo até a ilha de Marajó. E voltou de lá empolgadíssimo com a nova descoberta musical: O Tecno-Brega. Ontem, no aniversário da Loira, ele só falava nisso. Ficamos curiosos para saber de que se tratava, então hoje ele trouxe um CD aqui.
Puta que pariu. O negócio pra ser ruim tem que melhorar MUITO. Não acreditam? Pois bem, fiz questão de passar para mp3 uma música que eu achei que resume bem o que é esse novo movimento da música brasileira: Rouba Tanga, versão de Ragatanga gravada pelo grande Cacique Cara-de-Pau. Ouçam:
CACIQUE CARA-DE-PAU – ROUBA TANGA

São Paulo. Começo de noite do sábado. Você está aí, sem porra nenhuma pra fazer, tentando pensar num programa pra hoje à noite. Hum… Que tal ir até o Grazie Dio desejar um feliz aniversário a Daniela Santos, criadora do Balde de Gelo? Boa, né? Então, bora! Rua Girassol 67, na Vila Madalena, a partir das dez da noite. Para nos encontrar, basta procurar minha reluzente careca.