Jesus, me chicoteia! (04:21 PM) :
Caralho, moskito. Vai pra casa gravar a música. Tô curioso.
moskito (04:24 PM) :
ae!
—– cidão, meu chefe, eu vou fazer umas paradas em casa com uma musica do marco aurelio.
—– O q legal!
—– pois é. vou chegar la 7 horas e vou direto pra casa fazer!
—– 7 horas? nãoooooo pegue o onibus das 5 e vá pra casa antes!
não foi bem isso, mas foi mais ou menos assim.. daqui a alguns minutos to indo pra casa
Jesus, me chicoteia! (04:25 PM) :
HAHAHAHAHAHA

AGUARDEM!

(Levítico 14:33-57)
— Muito bem. Quando houver lepra numa casa.
— PORRA, JAVÉ! É MOFO! MOFO! NÃO LEPRA! MOFO!
— Hum… Arão?
— Quê?
— Lembra dos seus filhos?
— Claro.
— Quer ir encontrá-los mais cedo?
— Er… Não.
— Então não abuse do Javezinho Paz e Amor aqui.
— Ok.
— Como eu ia dizendo, quando houver MOFO em uma casa…
— S-só u-uma co-coisa, Ja-Javé…
— Ai meu saco… Que foi agora?
— N-nós não te-temos c-casas. Mo-moramos em t-tendas, le-lembra?
— Eu sei, Moisés. Essa lei é pra quando vocês estiverem morando em Canaã.
— Ah, e lá nós vamos morar em casas de tijolo e tal?
— Vão sim, Arão. Tô pensando em fazer um Projeto Cingapura por lá, ou uma Cohab, ou um mutirão, não sei ainda. Mas então. Quando vocês estiverem lá em Canaã, e o dono de uma casa perceber que há mofo nas paredes, irá falar com o sacerdote. O sacerdote ordenará que tirem tudo o que houver dentro da casa e depois fará o exame. Se houver manchas esverdeadas ou avermelhadas nas paredes, o sacerdote deixará a casa fechada por uma semana.
— Com os móveis do lado de fora? E o dono da casa, fica como?
— Bah, cada um com seus problemas. A casa fica sete dias fechada, o dono que se vire. Parentes todo mundo tem. Porra, Arão, não me encha com esses detalhezinhos sem importância.
— Ok, tá bom…
— Tá aprendendo, né? Bom… Passada uma semana, o sacerdote voltará a examinar a casa. Se as manchas tiverem se espalhado, as pedras em que houver mofo serão tiradas e todo o reboco raspado, e tudo isso será jogado numa caçamba de entulho fora da cidade. Depois disso, serão colocadas pedras novas e a casa será rebocada novamente. Se depois dessa trabalheira toda aparecer mofo na casa novamente, puta que pariu, vai ter azar assim lá longe! A casa será derrubada e todo o entulho levado para a caçamba fora da cidade.
— Po-porra! O c-cara v-vai fi-ficar s-sem ca-casa só p-por ca-causa de um p-pouco de mo-mofo!
— É isso aí! Quero que vocês sejam puros!
Você quer é que pensem que somos malucos…
— Disse alguma coisa, Arão?
— Eu disse que nessa época o deserto é cheio de macucos.
— Hã? Arão, acho que cê tá ficando caduco.
— É, acho que sim.
— Pois é… Mas continuando: Se depois da reforma o mofo não aparecer mais, a casa será declarada pura. Aí o sacerdote vai fazer toda aquela presepada com os dois passarinhos, o cedro, a lã vermelha e o hissopo.
— Que presepada é essa?
— Ah, é. Cê não tava aqui Arão. O Moisés anotou, depois ele te passa. É uma cerimônia para purificação da casa.
— Parece mais é macumba…
— Bah, vocês dois sempre com as mesmas idéias. Bom, acabou esse negócio de lepra e mofo. Vamos falar de coisas mais interessantes…

Temos aqui no escritório uma garota muito querida por todos. A Carla é um amor. Só tem um problema: É louca. Maluca. Doida. Insana. Pirada. Lelé. Despombalizada do juízo. Hoje, por exemplo. Chegou aqui toda feliz dizendo que veio trabalhar de moto. Ela e o namorado moram em Jundiaí, uma boa distância. Pois bem, essa MALUCA veio dormindo na garupa!
Peraí, peraí. Isso é NORMAL?

(Levítico 14:1-32)
— Ué, cadê o Arão?
— L-lá fora. D-disse que p-precisava to-tomar um p-pouco de a-ar.
— Hum. Seu irmão não vai muito com a minha cara, né?
— N-não. Mas ta-também, cê q-queria o q-quê, de-depois de t-ter ma-matado o-os…
— … de ter matado os filhos dele. Tá bom, tá bom, já tô cansado desse papo. Isso já faz tanto tempo, o cara não esquece.
— F-foi se-semana p-passada!
— Ah, foi? Hum… Esse negócio de eternidade me faz perder a noção do tempo. Ok, tudo bem, vamos continuar sem o Arão. Deixa ver aqui onde eu estava. Ah, tá. Um leproso que achar que foi curado deverá vir falar com o sacerdote, que o levará para fora do acampamento para examiná-lo. Se ele estiver curado mesmo, o sacerdote mandará trazer duas aves puras, um pedaço de cedro, lã tingida de vermelho e um hissopo.
— Hi-hiss… Hi-hi-hisso… O q-quê?
— Hissopo, Moisés. Planta medicinal da família das labiadas que pode ser usada como broxa.
— U-ué, p-pra i-isso a ge-gente po-pode usar o A-Arão m-mesmo.
— Não, Moisés. Não estou falando do indivíduo sem potência sexual, mas da broxa, do francês brosse, pincel grande de pêlos curtos usado para caiação e outros serviços de pintura pouco apurada.
— Ca-caraca, Ja-Javé, tá p-parecendo um di-dicionário fa-falando.
— Pois é, comprei um Aurélio, facilita as coisas. Mas retornemos ao nosso assunto… O sacerdote vai pedir essas coisas todas. Depois mandará que matem uma das aves em cima de um pote de barro cheio de água. Mas tem que ser água da fonte, hein?
— Vi-vixe, tá pa-parecendo ma-macumba isso a-aí…
— Não enche, prestenção. Aí ele vai pegar o outro passarinho, o cedro, o pedaço de lã e o hissopo e mergulhará tudo no sangue da ave morta. Em seguida borrifará o homem sete vezes com o sangue (usando o hissopo) e o declarará limpo.
— P-pô, p-precisa me-melecar o ca-cara com sa-sangue?
— Precisar não precisa, mas é que eu gosto dessas coisas. E como quem manda aqui nessa porra sou eu, vocês vão fazer do jeitinho que eu tô dizendo. Humpf. Depois de borrifar o cara, o sacerdote soltará a outra ave no campo, para que voe linda, leve, solta, FLY AWAAAAAAAAAAAAAAAY, SKYLINE PIGEON FLYYYYYYYYYY…”
— Me-menos, Ja-Javé.
— Aham… Então. O ex-leproso deverá lavar a roupa que estiver usando, rapar todos os cabelos e pêlos do corpo e tomar um banho. Feito isso, entrará no acampamento, mas ficará sete dias fora da barraca. No sétimo dia, vai rapar de novo o cabelo, a barba, as sobrancelhas e todos os pêlos do corpo, lavar a roupa e tomar um banho, e estará limpo.
— Q-que sa-sacanagem, Ja-Javé!
— É mesmo, não é? O cara parecendo o Espiridião Amin e sendo obrigado a dormir ao relento. Rá! Me divirto com essas coisas.
— M-mas aí j-já é de-demais.
— É nada! Ainda tem mais: No dia seguinte, o cara levará ao sacerdote dois carneirinhos e uma ovelhinha de um ano, três quilos de farinha com azeite e mais um quarto de litro de azeite puro. O sacerdote levará o homem e suas ofertas até o Tabernáculo, onde matará os bichos todos e fará uma baita melequeira no ex-leproso, com sangue, azeite e farinha.
— Po-porra, Ja-Javé, o po-povo não vai a-aceitar i-isso não!
— Vai sim, Moisés. Primeiro porque eu estou mandando, e se não aceitarem eu mato todo mundo. E segundo porque você não vai falar desse jeito pra eles. Redigi o texto aqui de forma a parecer uma coisa séria, um ritual a ser seguido e tal. Passa assim pro Arão que ele nem vai perceber a sacanagem.
— Que que tem eu?
— Ô, Arão! Chegou bem na hora. Estava falando aqui pro Moisés que o próximo assunto vai interessar muito a você: lepra nas casas.
— Mofo, Javé.
— Que seje.
— Que seja, Javé.
— Não abusa.

Alguém chegou aqui procurando André Barrocal no Google. Para quem não sabe, André Barrocal é jornalista formado pela Cásper Líbero, mora em Brasília e está para escrever um livro que será referência obrigatória para todo cidadão brasileiro daqui a alguns anos. Bom, ele não sabe do livro ainda. Mas eu, que tenho o privilégio de ser amigo dele há anos, já vou logo adiantando isso, porque me parece inevitável. Conheço poucos gênios; o André é um deles.

Li o título da notícia:
Vocal do System Of A Down detona Bush
E achei que fosse a banda chamada Bush. Mas é o Ronald Golias mesmo.
Aliás, gostei do som dessa System Of A Down aí. Vi o clipe e achei que fosse Queens Of Stone Age, por causa do baixista careca de cavanhaque e tal. Tem alguma coisa a ver?
Update: Acabo de ver no site oficial da banda que todos os componentes têm sobrenome terminado em “an”. Eles são armênios?
Outro update: Sim, são descendentes de armênios! E a banda é conhecidíssima! Está lá no site que só eu não conhecia! Como sou mal informado! Quantos pontos de exclamação!!!