Essa vem do Gustavo Caetano, a bichinha que está sofrendo com o Movable Type.

Mês: novembro 2002
Excelente notícia
Deus anda empolgado.
Lei sobre os animais queimados no altar (Levítico 1)
— E a-aí, Ja-Javé? G-gostando da c-casa no-nova?
— Pra caralho, Moisés! Esse tabernáculo ficou melhor até do que eu esperava. Meus parabéns.
— O-obrigado.
— De nada. Agora vamos trabalhar.
— T-trabalhar? T-trabalhar no q-quê?
— Ora, no quê! Leis! Rituais! Sacrifícios! Punições! Ou você acha que uma religião se constrói com dez mandamentos e meia dúzia de leis vagas?
— B-bem…
— Bem nada! Há que se detalhar as leis, esmiuçar, descrever os castigos em detalhes vivos, para assim ter o povo nas mãos, feito um rebanho sem vontade própria.
— P-porra, Ja-Javé, que m-maquiavélico…
— Maquiavel nem nasceu, Moisés. Eu sou é deus, tá me ouvindo? DEUS! Bom, mãos à obra. A primeira lei é sobre os animais sacrificados.
— S-sei. Essa é a p-parte que vo-você g-gosta, né?
— Hehehe, não vou mentir pra você… Aham. Bom, quando um homem for oferecer sacrifício a mim, ele deverá escolher um animal de seu rebanho. Se ele quiser oferecer um bezerro, que o bicho seja macho e sem defeito. Vai trazer o bezerro até aqui na porta da tenda e botar a mão sobre a cabeça do bichinho, para eu saber que é ele quem está me oferecendo o sacrifício. Depois disso, ele degolará o bezerro e os sacerdotes oferecerão a mim o sangue do… O san… O… SANGUE! SAAAAAANGUEEEEE! SAN… Gasp! Cof! sangue…
— Ôa, Ja-Javé! Ôa! C-calma, cê tá p-perdendo a voz. O-olha o seu co-coração…
— Desculpa, me empolguei. Como eu ia dizendo, os sacerdotes oferecerão o sangue, que depois será borrifado os quatro lados do altar. Em seguida o homem vai tirar o couro do bezerro e cortar o corpo em pedaços. Feito isso, os sacerdotes vão acender o fogo no altar para queimar os pedaços do bicho, sendo que o que está oferecendo o sacrifício vai lavar os miúdos e as pernas do bezerro antes de queimar também.
— V-vão q-queimar o ca-cara????
— Não, Moisés. Porra, prestenção no que eu falei: Antes de queimar também os miúdos e as pernas.
— DO CARA???
— Ai meu saco. DO BEZERRO, Moisés!
— Ah…
— Puta que pariu… Vê se não me interrompe para falar bobagem, se não a gente não acaba nunca. Bom, no fim das contas o bezerro será todo queimado.
— M-mas p-por quê?
— Porque eu gosto do cheiro de carne queimada, ok?
— T-tá bom e-então…
— Humpf. Então, as regras que valem para sacrifício de bezerro também servem para carneiro ou cabrito: mão na cabeça, degola, sangra, borrifa, esfola, faz picadinho, torra tudo. Anotou?
— N-não t-trouxe m-meu P-Palm.
— Porra, que despreparo!
— EU N-NÃO S-SABIA QUE IA T-TER Q-QUE T-TRABALHAR HO-HOJE!
— Não sabia… Ora, todo dia é dia de trabalho. Menos o sábado, claro. O sábado é o dia de descanso, dedicado a mim, quem não guardar o sábado certamente morr…
— T-tô sa-sabendo, Ja-Javé. To-toca o b-barco.
— Ô petulância… Ainda dou um jeito em você. Mas não agora, que quero logo encerrar isso aqui. Deixa eu ver aqui… Ah, sacrifício de aves. Quem quiser me oferecer sacrifício de aves, deverá trazer uma rolinha ou um pombinho.
— P-Pombo?
— É.
— P-pombo m-mesmo?
— É, Moisés. Pombo mesmo.
— P-porra, mas p-pombo?
— É! POMBO! BLBRRRRRBLABLUUUUUUUUUUUU-POMBO! POMBO! PORRA! POR QUÊ ESSA IMPLICÂNCIA COM O POMBO?
— M-mas se o po-povo c-começar a sa-sacrificar p-pombo, co-como é que vai fi-ficar seu p-projeto de re-revolucionar a i-internet?
— Putz, é mesmo… Bah, pombo não falta por aí, acho que matar uns não vai fazer falta. Serão como pacotes TCP perdidos.
— Pa-pacotes o q-quê?
— Xapralá. Anota aí. O cara vai trazer o pombo e o sacerdote o levará para o altar.
— O c-cara?
— O POMBO, PORRA! Levará O POMBO para o altar, tirará a cabeça e deixará sangue da ave escorrer pelo lado do altar. Sangrado o pombo, o sacerdote tirará o papo com tudo o que estiver dentro e jogará no monte de cinzas que fica no lado leste do altar. Depois de tudo isso, abrirá as asas da ave para queimá-la inteira.
— P-porque vo-você gosta do ch-cheiro.
— Exatamente. Cê acha que consegue lembrar tudo isso pra anotar mais tarde?
— F-fácil.
— Beleza. Então vai lá buscar o seu Palm, que ainda tem mais.
— P-puta merda…
— Não chia.
A campanha não pára!
Alarme falso
Tinha capítulo novo no Balde de Gelo, mas não tem mais.
Audácia do bofe
Ei, leitores! Não tem ninguém aí não querendo me oferecer um emprego? Não na área de informática, quero sair desse ciclo. Quero escrever. E aí?
Semelhança impressionante
Dando continuidade à campanha Sacaneie o Marco Aurélio e Seja Uma Pessoa Feliz, a colaboração da boo:

Puxa vida, como é que eu nunca tinha reparado na semelhança?
Marca histórica
Pronto. Cem mil visitas. Puta que pariu, é visita pra caralho.
— Ô, boca suja…
Bah, cês já tão acostumados. Mas e aí? O 100.000º visitante não vai se identificar? Não quer ganhar a coletânea do Chico Buarque? Ok…
Sacanagens
A campanha Sacaneie o Marco Aurélio e Seja Uma Pessoa Feliz continua a todo vapor. The Plancton contribuiu logo com duas:


O Videres, é claro, não podia ficar fora dessa. Ele não resiste:

E finalmente a colaboração de bmg2205, o homem-sigla:

CEM MIL!!!
O 100.000º visitante ganha uma coletânea de 3 CDs do Chico Buarque feita por mim.




