— Fa-fala aí, Ja-Javé.
— Que porra é essa, Moisés?
— T-tô te cu-cumprimentando, po-porra!
— Não, não isso. Esse negócio aí antes das suas frases.
— É um t-travessão, o-oras…
— TRAVESSÃO??? Existe travessão aqui?
— C-claro que e-existe. É s-só a-apertar a t-tecla [ALT] e o n-número 0150.
— Peraí, deixa eu ver… — CARALHO!
— Le-legal, né?
— Muito legal! E eu desde o Gênesis usando esses dois hífens… Moisés, você é um gênio!
— O-obrigado, m-mas eu t-também não sa-sabia disso. O P-Paulo N-Nunes que me e-ensinou.
— Paulo Nunes? Aquele do Utopia Dilucular?
— Ele m-mesmo.
— Paulo Nunes é um servo bom e fiel. Vou derramar minhas bênçãos sobre a cabeça dele. Minha vara e meu cajado o consolarão.
— …
— …
— HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Mês: novembro 2002
Dona Capirota
Ontem fui ao cinema.
— Bah, você sempre vai ao cinema!
Peraê, peraê! Mas ontem foi uma ida ao cinema, digamos, especial. Estão preparados? Pois lá vai: FUI ACOMPANHADO!!! Sim, sim, creiam! E a companhia era excelente. Já o filme… Fomos ver Madame Satã, e basta dizer que ambos concordamos em sair da sala no meio do filme. Uma hora de película desperdiçada com um filmezinho em que nada acontece. Os críticos que aclamaram essa bosta só podem ser umas bichinhas carentes, que ficaram excitadas com as cenas de sexo entre homens. E a isso se resume o filme: Homens trepando – um palco – um camarim – homens trepando – uma briga – um diálogo supostamente engraçado – homens trepando. Enfim, um desperdício de tempo e dinheiro (eu só desperdicei tempo, já que a garota pagou o ingresso — Sim, fui acompanhado por uma MULHER! E RICA!).
Mas tudo tem seu lado bom: Ao menos esse post vai incrementar meu número de visitas originadas no Google, depois do repetido uso da expressão “homens trepando”.
Eficiência contra a pirataria
Extraordinários Tribalistas! O CD de Marisa Antunes, Carlinhos Monte e Arnaldo Brown traz na capa o aviso: “Contém tecnologia que dificulta a cópia digital”. Não acreditei e resolvi fazer o teste. Acreditem em mim, funciona! O CD é tão ruim e pretensioso que dificilmente alguém vai querer copiar.
Gravataí Merengue, um homem doente
YEAH!
O Pedro tá dando (epa…) uma festinha no Utopia Dilucular!
Saramago visita o Jesus, me chicoteia!
Já ficou dito que as obras do Tabernáculo foram iniciadas, ocioso seria descrever pormenores da construção, cansados estamos de saber as formas, as medidas e os materiais especificados por Javé, e triste figura faria o narrador repetindo toda aquela cantilena de côvados e siclos. Note-se, porém, que Moisés e Javé ainda conversam entre si, talvez até mais acaloradamente, porém sobre assuntos corriqueiros, velhos amigos que são. Acontece mesmo de vez por outra entregarem-se àquele silêncio agradável de quem sabe que tudo já foi dito, e o que ainda não o foi pode esperar, e é assim que os encontramos no Monte Sinai, ambos contemplando a paisagem, Moisés pensando na distância que ainda separa a si e seu povo da Terra Prometida, Deus pensando que talvez a criação dos desertos tenha sido um erro, estejam eles assim, esparramados em infindas superfícies, ou encerrados nos pobres corações humanos. Levando tal sorte de pensamentos adiante, talvez fosse Deus tentado, pois da tentação nem mesmo ele está livre, que o diga seu filho, ele também Deus, tentado no deserto, cá estamos a falar em deserto novamente e não concluímos a frase anterior, o que dizíamos é que se Deus levasse adiante suas reflexões sobre os tipos de deserto, talvez chegasse à conclusão de que erro mesmo foi criar o homem, o resto se ajeita. Felizmente para nós, Moisés interrompe a cadeia de pensamentos divinos, Que faremos quando estiver concluída a obra, Ora, Moisés, isso muito me espanta, Minha ignorância sobre o que fazer, Não, a ausência de sua gagueira, É verdade, não gaguejo, e não teria percebido não fosse você chamar-me atenção para o fato, Que aconteceu, Ora, que sei eu, se calhar foi um milagre, Impossível, Não crê nos milagres, Creio, Então por que diz ser impossível que o gago volte a falar direito, Não reside aí a impossibilidade, Então em quê, Se fosse um milagre eu saberia, Sabe de todos os milagres, Sei de todas as coisas, Então deves saber o que houve com minha gagueira, Não o sei, Como é possível, São os mistérios insondáveis de Deus, Isso serve de escusa para tudo, Alguma vantagem eu teria de obter do fato de ser Deus.
Ex-harém
Agora que a Andreza criou seu Cópia Barata, duvido que alguém tenha mais ex-namoradas blogueiras do que eu. Rá!
Prêmio
Constatação
Eu nunca mais vou conseguir acordar às seis da manhã.
Desmentido
Vocês me conhecem e sabem que eu seria incapaz de algo assim. E vem a propósito, já que temos falado de textos apócrifos.


