Não, eu não escrevo poesia. Não levo jeito, me falta talento, sensibilidade, sei lá. Mas escrevi um poema para o Tom Jobim quando ele morreu. Nunca que eu o publicaria, mas hoje uma menina me falou que achou legal, então aí vai:
Silêncio
Silêncio.
Cesse o cantar dos pássaros,
Silencie o murmúrio das águas,
Que os bêbados não cantem na madrugada.
Silencie o silvar do vento,
Seja abafada a voz das crianças,
Rasguem-se todas as partituras,
E que o eco se cale
Constrangido pela ausência de som.

Desapareceu o Tom Maior
E a música já não faz sentido.

Riam, riam.

Putz, o Pelezinho engessou o pé e está de molho desde terça-feira. O médico disse que ele terá que ficar em casa durante 15 dias. Diz ele que não, que vai ficar só uma semana, mas se esse moleque me aparecer no escritório semana que vem, quebro-lhe a cara. Mas deve ser foda pra alguém que gosta tanto de trabalhar ficar bundando…

Pelezinho, um brasileiro

Um lote de CDs dos badalados Tribalistas saiu com erro: em vez das canções arduamente compostas e gravadas por Arnaldo, Carlinhos e Marisa, algo entre 15 e 20 CDs sairam com faixas do CD ao vivo do grupo de pagode Exaltasamba. Aí eu me pergunto: Terá sido um erro corriqueiro, ou até as máquinas da Sony estão se recusando a prensar tamanha ignomínia?