Eu não falei que tinha apoio de santos homens? Vejam a manifestação de apoio do Mickey, esse grande cristão:

Nega,

Não esquenta, fundamentalista é tudo filho da puta… Você acredita que os viados fundamentalistas do Seminário fizeram um culto de exorcismo em meu nome, pra ver se tiram o diabo do meu corpo???
Só que algo deu errado, e agora o capeta voltou 7 vezes mais forte…
Alias, eu descobri uma coisa: eu sou o próprio capeta… Seminarista, crente, presbiteriano, e capeta!!!
Eh isso ai!!!!
Resolvi assumir (nem adianta zuar!)!!!!! Sou o próprio cão chupando manga!!! O Diabo!!! O Capeta!!! Belzebu!!!! Inimigo!!! Eu vim para matar, roubar e destruir!!!
Agora os fundamentalistas estão fudidos…
Aguardem, e verão…

Cuidem-se!

— Tá prestando atenção, Moisés? Então anota aí. Cês vão fazer uma arca de madeira de acácia pra mim.
— A-Arca? Po-po-pa-porra! V-vai ma-mandar o-outro Di-Di-Di-Da-Di-Dilúvio???
— Mané Dilúvio, Moisés. Deixa eu terminar de falar. Essa aí que vocês vão fazer é a Arca da Aliança.
— A-arca da A-aliança?
— É, Arca da Aliança. Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida, manja? “Pã-parã-pãaaaaaa, pã-parãaaaaaaa, pa-parã-pãaaaaaaaa, pã-parã-pã-pã”, aquela coisa toda.
— T-tá, e-entendi, n-não p-precisa de-desafinar no m-meu o-ouvido.
— Pois muito bem. A arca terá dois côvados e meio de comprimento, um côvado e meio de largura e um côvado e meio de altura.
— Ca-côvado? Q-que po-porra é e-essa?
— Um côvado, Moisés, equivale a 44 centímetros.
— E-então fa-fala di-direito, p-porra.
— Cê tá ficando abusado, hein? Mas tudo bem, vou facilitar pra você: Um metro e dez de comprimento, sessenta e seis centímetros de largura e de altura. Melhor assim?
— B-bem me-melhor.
— Então vamos em frente. Cês vão revestir de ouro essa caixa, por dentro e por fora. E botar uma moldura de ouro em volta. Depois, vão fazer quatro argolas de ouro e…
— P-peraí, Ja-Javé! N-não t-tá e-exagerando não? T-tanto o-ouro p-pra u-uma ca-caixa só…
— Caixa é o cacete! ARCA DA ALIANÇA! Mais respeito, porra. Essa arca é importante pra mim, então não me encha o saco.
— T-tá, n-não p-precisa fi-ficar t-todo ne-nervosinho…
— Cê me tira do sério, Moisés. Anota aí minhas instruções e cala a boca. Como eu ia dizendo, cês vão fazer quatro argolas de ouro e colocar duas de cada lado, nos pés da arca. Depois disso, farão dois cabos de madeira e revestirão de ouro. Esses cabos serão passados através das argolas, para facilitar no transporte da arca. E agora vem a tampa, que é o detalhe mais bonito: Será feita de ouro puro, um metro e dez por sessenta e seis centímetros. Vocês farão dois querubins de ouro batido, um para cada ponta da tampa, sendo os querubins e a tampa uma só peça. Os querubins ficarão um de frente pro outro, olhando para a tampa e as asas deles ficarão abertas, cobrindo a porra toda.
— Pe-peraí, t-tá fi-ficando di-difícil de vi-visualizar i-isso aí. Co-como é m-mesmo o l-lance dos que-querubins?
— Ô, Moisés, cê é muito tapado! Vai por mim, assiste Os Caçadores da Arca Perdida, a arca que eu quero é igualzinha aquela aparece no filme. Pã-parã-pãaaaaaa, pã-parãaaaaaaa, pã-parã-pã…
— T-tá, j-já e-entendi. V-vou a-alugar o fi-filme, p-pode d-deixar.
— Beleza, Moisés. Essa arca vai servir para você guardar as duas tábuas de pedra que eu vou te dar, com os Dez Mandamentos gravados.
— P-porra, e-essa t-trabalheira to-toda pra fa-fazer um b-baú pra g-guardar d-duas la-lajotas???
— Lajotas o colete da véia, porra! São as Tábuas dos Dez Mandamentos, objetos sagrados!
— Q-que se-seja…
— Humpf! Anotou tudo? Agora tem outra coisa, a mesa.
— Me-mesa? Ah, me-mesa q-qualquer um f-faz, não p-precisa i-instruções.
— Precisa sim, não discuta. Vai anotando aí.

Porra, cês não vão acreditar. Estava aqui rabiscando meu bloco de anotações, e de repente entrei numa espécie de transe. Não me lembro direito como foi que aconteceu, só sei que reclinei a cabeça sobre a mesa e comecei a rabiscar furiosamente. Quando recobrei a consciência, a seguinte mensagem estava garatujada no papel:

Pode ter certeza, que nós te apoiamos, mesmo tendo morrido, deposito em você o meu apoio e um cacete enorme no cu dos fundamentalistas.

Acho que é isso

Glória a Falvino
Glória ao R_Herege, o Ressurrecto
Salve Mickey, perseguido e e exorcizado.
Salve eu mesmo, Anel de Tucum, morto e apedrejado, mas vivo na história!

Vejam só! O espírito de Anel de Tucum, um falecido seminarista presbiteriano morto e finado que bateu as botas, falou comigo através da psicografia! Por essas e outras que eu acredito tanto no espiritismo…

Se você não consegue ver o humor implícito na bíblia, se você não percebe que Jesus Cristo vivia tirando sarro dos discípulos e de sua própria mãe, se você é um fundamentalista que acha tudo intocável, por favor, fique longe daqui. Eu não creio em deus, mas isso não tem relação alguma com as histórias que conto aqui. Já cansei de dizer que era quase exatamente assim que eu contava essas mesmas histórias quando dava aula de História Bíblica na igreja. “Quase”, porque meus alunos eram crianças, então eu não podia abusar dos palavrões. Vejam bem, eu disse abusar e não usar, porque há mesmo ocasiões em que o palavrão se faz necessário. Jamais fui censurado na igreja por isso, então não vai ser agora que eu vou admitir críticas de gente querendo cagar regra pra cima de mim.
E se vocês acham que eu, por ser ateu, sou suspeito, vão ler o que escrevem deus e o R_Herege, que crêem, e nem por isso abrem mão do senso de humor, muito pelo contrário.
Muita coisa mudou conforme fui perdendo minha fé. Mas uma permanece: O profundo asco que sinto pelos fundamentalistas, donos da verdade, fariseus. Morram.
(E não venham com seus argumentozinhos meia-boca. Para dizer o que disse aí em cima, estou certo de contar com o respaldo do Mickey e do Anel de Tucum, teólogos que conhecem a bíblia muito mais do que eu, e olha que eu conheço bastante.)

Puxa, vocês me deixam encabulados com tantos fansigns. Primeiro foi o Debulhador de Milho:

Valeu, cara, muito obrigado mesmo.
Aí o Ibsen me mandou esse:

No e-mail em que enviou a figura, ele disse: “Não entenda isso como um apoio, eu não concordo com você, mas você é engraçado”. Ainda não entendi essa Ibsen, mas tudo bem. Agradeço assim mesmo. Ser engraçado é meu objetivo, creio que o atingi, pelo menos em relação a você. Além do mais, você é irmão da minha querida Andreza.