Mas se você é você que está lendo e não sou eu que estou lendo, quem sou eu? Eu sou o Marco Aurélio? Mas eu estou lendo e o Daniel Lima disse que ele era o Marco Aurélio. E se eu estou lendo eu não posso ser o Marco Aurélio. Ah não, entendi, eu também o Marco Aurélio. Todos somos o Marco Aurélio!
MEU DEUS, EU SOU O MARCO AURÉLIO!

Algo está errado. Ontem, em virtude de uma divertida e inspiradora sessão do filme O Confronto, aquele com o Jet Li, aqui em casa, passei a acreditar piamente na existência de multiversos. Isso mesmo, universos múltiplos e tudo mais.

Está claro que tudo aqui é um sério caso de convergência de universos. Eu sou o Marco Aurélio. Todos somos o Marco Aurélio. Somos todos uma versão diferente do mesmo ser estranho.

Não, não sou cabeçudo.

— Moisés, além da mesa me faça um altar de madeira com 17 palmos de comprimento e 17 de largura.
— N-n-não e-entendi J-Javé
— Porra, Moisés, como tu é burro! faz um quadrado que tá bom.
— Tá-tá b-bom!
— E eu quero que dos cantos desse altar saia 4 chifres. Também quero caldeiras, garfos e facas.
— Po-pode d-deixar.
— MAS EU QUERO TUDO DE COBRE
D-De q-que je-jeito, J-Javé?
— Não me interessa. Eu quero tudo de cobre e pra ontem. E já que esse servicinho é barbada, eu também quero uma grelha na forma de rede com 4 argolas em cada canto.
— A-Assim fo-fode! A-Ainda b-bem q-que vo-vou t-ter co-cobre bastante.
— Que mané cobre? A grelha eu quero é de BRONZE.
— B-Bah J-Javé!
— E você vai colocar a grelha em cima do chaminé do altar
— Q-Qual cha-chaminé?
— Oras! Você que sabe qual chaminé. Você que vai construir.
— M-Mas J-Javé…
— E não me olha com essa cara que tem mais serviço. Depois eu digo oque é
ma-maldito, s-só po-porque é o-o cri-criador a-acha q-que po-pode me m-maltratar.
— Oque você disse, Moisés?
— Na-Nada n-não, S-Senhor!

Vocês acreditam mesmo que o Marco Aurélio, no caso eu, ia deixar eu, no caso a Bárbara, e mais toda essa galera escrever qualquer bobagem nesse blog? Eu, no caso representando o Carlos, que está viajando, não acredito nisso. O Marco Aurélio, no caso ele mesmo, ou seja no caso eu, está simulando o estilo de várias pessoas, numa tentativa aparentemente bem-sucedida de se passar por elas. E para bem fazer isso, ele sabe que Bárbara, no caso eu também, acabaria revelando essa farsa num post repetitivo, esquizofrênico e sem sentido. Esse cara (eu, no caso) é (sou, no caso) um gênio!