Idiotas de lá e de cá

Comentário do Johann, leitor luterano do JMC, no blog do tal pastor:

Me irrito muito com crentes chatos. São pessoas como você, que não sabem se divertir, não riem, não passeiam, não vão no cinema (“é coisa do capeta”). Pessoas como você fazem os amigos me olharem torto, quando digo que sou crente. Pensam que sou como você. Felizmente, na minha igreja ninguém é assim.

Ao escrever sobre os ataques do pastor a este blog, queria repudiar (e não reputiar, como diz o Pr. Arcângelo) a intolerância. Que vejo, no entanto? Um bando de ateuzinhos safados atacando os pastores, os crentes, a fé, Deus, Jesus Cristo, tudo. Eu sempre acreditei que a proporção de intolerância com base na burrice é igual entre os ateus e os religiosos, mas às vezes sinto-me compelido a crer que a imbecilidade é maior entre os primeiros.
Há preconceito contra crentes no Brasil, um preconceito escancarado e violento. Um Edir Macedo serve para jogar na lama todo o protestantismo. Curiosamente, casos de sacrifícios humanos em rituais supostamente afro-brasileiros não despertam a ira contra todo o Candomblé.
O Candomblé é respeitado, admirado até. Há mais consideração por uma cumbuca de farofa acompanhada de uma galinha preta e velas vermelhas do que por qualquer homem que ande de terno e Bíblia sob o braço nas manhãs de domingo. O bater frenético de atabaques e as convulsões de quem recebe uma entidade num terreiro são levados em grande conta; uma oração em línguas estranhas num templo pentecostal é mero motivo de chacota.
Acredito tanto na oração em línguas quanto em exus, ou seja, nadinha. O que me espanta é que um seja respeitado e outro não. E não é mera questão de intolerância atéia: muitos seguidores de outras religiões igualmente absurdas sentem-se no direito de azucrinar os crentes, como se fossem leprosos ou extraterrestres.
O fato de ter sofrido na pele esse preconceito durante boa parte da minha vida é, obviamente, algo que aumenta a minha raiva por essa postura hipócrita e altamente tolerada em todo canto. Dizer que o crente é esquisito, é burro, é explorado por pastores inescrupulosos, não vale nem como generalização aceitável. Olhe à sua volta: no trabalho, na sala de aula, na rua em que você mora, você convive o tempo todo com todo tipo de crente: protestantes históricos, pentecostais, neopentecostais. São muito diferentes uns de outros, acreditam em coisas diferentes, relacionam-se com sua fé de forma diferente. Mais que isso: são iguaizinhos a você e eu, cheios de medo e de esperança em coisas bestas.

29 comments

  1. Marcoaurélio, talvez os crentes desrespeitem na mesma proporção e por isso são desconsiderados. O pior dos evangélicos, petencostais, católicos, judeus e catimbozeiros é que uns e outros sempre acham que podem converter os desconhecidos e conhecidos à força, e isso os crentes praticam um pouco mais enfaticamente.
    é um saco pra todos os que não praticam a mesma fé. E, claro que posso estar sendo preconceituosa, mas eu nunca vi ninguém pregando aos berros o candomblé no ônibus, nem nenhum “macumbeiro” chegou pra mim pra dizer que uma vez que eu estou fazendo tudo errado na minha vida a única saída é me converter ou as chamas e suplícios do inferno terão um lugar com meu nome (seguido de detalhadas descrições dos suplicios e os meus pecados correspondentes). Acho que o método que alguns evangélicos usam é que é culpado.
    Mas vc tem razão, me arrependi de meu comentário lá. Pra que xingar o cara de grosso, o cara me xinga de herege e a briga nunca acaba? Tem gente que é melhor deixar quieto.

  2. Chefe, como sempre os bons pagam pelos erros dos maus, a imagem que o pessoal tem do crente, é o Bispo Macedo e o pessoal da igreja Grita Alto que Jesus é Surdo. Do espiritismo, é o Chico Xavier, com seu jeito abobado de Forrest Gump, incapaz de fazer mal a uma mosca. Da macumba, é a Mão Menininha, e seu sincretismo de Jorge Amado.
    Um de meus melhores amigos na adolescência era Batista. Não bebia, não falava palavrão, não passava a mão nas meninas, no entanto era super-querido no grupo. NUNCA tentou enfiar a religião dele goela abaixo de ninguém.
    Os crentes só vão se livrar dessa fama, quando acabarem com a IURD e seus derivados. Fica complicado explicar que a SUA denominação não tem nada a ver com essas máquinas de fazer dinheiro.

  3. Oi Marco Aurélio!
    Frase retirada do seu texto:
    “…E não é mera questão de intolerância atéia:”
    Existe a palavra atéia?
    NÃO, o correto é ATEÍSTA.
    Não vou chamar vc de analfabeto. Como vc se refiriu a algém em outro blog. Ao contrário, lhe falta um pouco de instrução.
    Aurélio.

  4. Puts… tens razão. Tu me fizeste repensar algumas coisas.
    E que blog legal vocês têm aqui! Acabei de acha-lo, muito bom.
    A propósito, Dr. Aurélio:
    Com certeza existe a palavra ATÉIA. É o feminino de ATEU.

  5. o fato de o candomblé ser uma religião respeitosa com a crença alheia, ao contrário da maioria dos “crentes” q se vê por aí, deve querer dizer alguma coisa sobre a resposta dada pelo resto de não seguidores de uma ou outra crença.

  6. “O tal blog é um insulto aos não-crentes, ateus e agnósticos, que têm a razão como guia, como regra e como a mais bela conseqüência da evolução.”
    razão?!
    razão como guia?!
    pronto. vai entrar pra igreja positivista.

  7. Marco,
    Concordo com o primeiro comentário.
    Quem acredita em ritual afro-brasileiro, como vc falow, naum chega p/ vc e fala q vc vai p/ o inferno se vc naum acreditar na religião dele, naum te zomba por isso qdo ele está em seu grupinho.
    Já os crentes fazem isso, e sei disso pq já vivi tudo isso, como imagino q vc tbm já tenha.
    E como intolerância gera intolerância, eh isso que acontece… Veja quem tem espaço na televisão p/ criticar e humilhar a crença alheia? P/ falar que td o que certas pessoas acreditam é do mal, é do capeta.
    Enqto isso, os catimbozeiros ficam numa boa, na deles, sem ir lá em frente ao Templo Maior xingar quem tiver entrando, dizendo que eh o caminho p/ o inferno.
    Questão de respeito.
    Att,

  8. Marcurélio, avisa o Prof. Pasquale aí de que o termo ATÉIA existe sim senhor!
    Tá no Dicionário Aurélio:
    ATEU
    Substantivo masculino.
    3.Indivíduo ateu; ímpio. [Fem.: atéia e (lus.) ateia. Cf. ateia, do v. atear.]

    Muito sensato teu post, como sempre.

  9. Fico satisfeito em participar de um grupo de discussão em um blog cujo resultado vai ser o somatório de zero com nada dividido por pi ao quadrado. Com é bom ver que o mundo está pululando de imbecis e debilóides que, como eu, perdem seu tempo lendo babaquices de todo nível e tamanho.
    Putz, eu pensei que estivesse sozinho…
    Ah, meu Deus, que bom… diria Jônatas a Davi.
    Não volto mais pra Marte!!!
    eheheheh
    et – O JMC, apesar de todos os comentário aderentes ou contrários, é algo inteligente.

  10. Fico satisfeito em participar de um grupo de discussão em um blog cujo resultado vai ser o somatório de zero com nada dividido por pi ao quadrado. Com é bom ver que o mundo está pululando de imbecis e debilóides que, como eu, perdem seu tempo lendo babaquices de todo nível e tamanho.
    Putz, eu pensei que estivesse sozinho…
    Ah, meu Deus, que bom… diria Jônatas a Davi.
    Não volto mais pra Marte!!!
    eheheheh
    et – O JMC, apesar de todos os comentário aderentes ou contrários, é algo inteligente.

  11. Marco, primeiro parabéns pelo blog! Eu sempre leio pq adoro o jeito que vc escreve. Descobri seu blog a pouco tempo, mas já estou no livro do Êxodo. Só ainda não acabei toda a bíblia pq tem outras coisas pra fazer… tsc.
    Eu tô chicoteando aqui pq queria deixar a minha opinião: Eu acredito que nenhuma posição será respeitada se houver falta de respeito de um dos lados. Faz sentido, né? Estereótipos existem em qq comunidade, seja ela religiosa, racial, sexual… Preconceitos também existem. Intolerância é causada pelo fanatismo e agressões pela falta de respeito.
    Gostei do que alguém disse: muitos crentes são desrespeitados por conta de outros, que acabam comprometendo toda a imagem do todo. Enquanto houver respeito, haverá tolerância e haverá paz.
    Já fui crente, e o que me fez deixar de ser crente foi a falta de respeito pelas outras religiões e pelos ateus, manifestada pelo pastor e outros membros da congregação.
    Já fui atéia, mas deixei de ser depois que muitos amigos ateus começaram a falar como se fossem donos da verdade e menosprezavam completamente as religiões, como se elas não tivesse finalidade.
    Acabei me tornando umbandista. Tirando o fato de eu gostar e me sentir bem com minha religião (não é esse o foco da discussão), eu me identifico com ela principalmente pela idéia do respeito as pessoas e do seu livre-arbítrio. Cada um faz o que bem entender da sua vida e todo mundo que viva em paz com isso.
    E só por curiosidade, sou bióloga, então estou sempre me informando de assuntos como evolução, neurologia entre outros assuntos científicos.
    Ps.: Não vejo o candomblé tão respeitado assim…

  12. Acho que a macumba é mais respeitada porque um prato de farofa com uma galinha preta, assusta muito mais do que um magrelo com uma bíblia na mão.
    Cansei de ver gente que diz não acreditar em macumba, mas quando vê uma na rua pede licença pra passar… Me parece idiotice mas, fazer o que, né? Cada um na sua… Minha única crença é a de que se eu não lavar meu copo pelo menos 5 vezes antes de usar, uma bactéria vai me pegar…

  13. Gosto disso: democracia.
    Direito de opinião. Direito de pensar diferente. Respeito aos pensares diversos.
    Igualzinho à forma e à época de Stalin e de Hitler.
    ashuashuashua

  14. Marco, esse é um espaço público. Você escreve porque nós pagamos seu salário! Você não traça regras de conduta nem se comporta como bem achar que deve porque esse não é o SEU blog! Esse é o Brasil (ou a Alemanha…) e você tem que respeitar as pessoas já que elas não têm nenhuma capacidade ou possibilidade ou oportunidade de acessar outro endereço ou desligar o computador!

  15. Marco,
    Fazendo uma transposição, vamos analisar esse excesso de críticas sem raciocínio que tanto os ateus como os religiosos fazem. Analisemos, pois, a realidade brasileira.
    Eu acredito que criticar faz parte da cultura brasileira. Contabilizando desde o fim da ditadura, são mais de 25 anos criticando e não fazendo nada a respeito. “Olha, aquele presidente roubou, é um cara de pau”; “Aquele deputado recebeu dinheiro para votar projetos, que pilantra!”. Mas esses criticados estão lá, no congresso e nos mesmos cargos políticos novamente, após a eleição. Daí são mais 4 anos de críticas, elegendo depois os filhos dos ladrões. E os sobrinhos. E os netos. E assim por diante.
    O que falta para esses críticos sem razão é a falta de habilidade inovadora. Criticar é muito fácil: quem tem boca fala o que quer pra ter nome. Mas pensar e inovar, aparentemente, não é cultura do povo.
    Quando dizem que religião é o ópio do povo, não significa que a religião deixa as pessoas cegas ou doidonas. Religião é a palavra de conforto para aqueles que vivem a dura realidade desse país. Contudo, ao mesmo tempo que conforta, domina e acomoda. Acomodados na fé de que um dia o deus virá e melhorará suas vidas, eles deixam de inovar e fazer realmente algo para melhorar esse país. Deixam de acreditar em si mesmos para condicionar suas felicidades a algo do além.
    Só citando um exemplo para comparação, para nivelar o tamanho da passividade desse povo medíocre: a Alemanha pós-guerra precisou de 40 anos somente para se reerguer e tornar-se potência. Utilizou o dinheiro de reconstrução para se desenvolver, enfrentou dois choques do petróleo e agora é uma das 8 maiores economias do mundo. E o Brasil? Utilizou o dinheiro da guerra para fazer uma copa, que perdeu por acaso.
    Criticar por criticar as estruturas de dominação da sociedade é muito fácil. O desafio, pois, é fornecer soluções inovadoras para o problema.
    Grande abraço.

  16. Muito interessante seu Blog.
    só não concordo quando você diz que “o candomblé é respeitado, admirado até.”
    pode até ser, mas só pelas pessoas que frequentam e conhecem, assim como acontece nas igrejas crentes, onde quem frequenta, acredita piamente na religião.
    vai dizer que ser chamado de macumbeiro é encarado como elogio? hehe
    parabéns pelo blog 😉

  17. Entendo muitissimo bem esse seu post. Fui criado numa vila do tamanho de um ovo de codorna e não podia soltar um peido sem que fosse identificado: – Foi o filho do pastor!
    Eu não tinha nome próprio, era só o filho do pastor. Qualquer coisa que fizesse, coisas bestas e comuns de adolescente, virava uma novela só pq era o filho do pastor. E eu era tão puro e besta que tentava ser certinho para gostarem de mim… que merda! Preciso de terapia! Urgente.

  18. A família da minha ex mulher é católica e, por isso, batizamos nosso filho na auto proclamada Santa Madre Igreja. Tudo muito bem, tudo muito bom mas, para fazer isso, tive que participar de um “curso de batismo” ministrado por duas beatas que, para dizer o mínimo, eram umas bestas. Lá pelas tantas, elas afirmaram categoricamente que tinham ouvido dizer que o Papa havia “decidido” unificar todas as igrejas cristãs, e que isso seria maravilhoso! Não haveria mais crentes, protestantes, todo mundo estaria irmanado em uma única comunidade.
    Menos os Espíritas.
    Então, alguém me esclareça só uma coisinha? o que é de tão grave que católicos e evangélicos têm contra o Espiritismo? nunca consegui entender…

  19. Meus caros
    Não sou chegado a computador, não gosto de I-podes, acho um saco o babar note-buques em vitrinas de lojas especializadas, odeio o culto à pós-modernidade individualista, formalista, pulverizada por perfumes cítricos e excessivamente observadora de se tiramos toda a sujeirinha que fica sob as unhas.
    Não gosto de generalizações, globalizações, padronizações, organicismos, funcionalismos e estruturalismos. A sociedade orgânica, materialista, a biocibernética botânica aplicada à sociologia, ao direito e à moral são nauseantes.
    Toda tentativa de construção de sistemas em que o indivíduo é um “dado” é fruto de concepções cretinas e desumanizadoras. Em bom grau, as religiões tendem (ou tenderam) para a adoção desta ritualística organizativa (fique na fila, menino, para se crismar!)que o neoliberalismo traficante de ideais liofilizados hoje a sacraliza.
    Mas é necessário que possamos discutir e relativizar esses processos dentro das religiões, através do ecumenismo (inclusivo de ateus), e bem citarmos momentos felizes como Kardec, São Francisco de Assis, Irmã Duce (que tive a honra e o privilégio de beijar-lhe as pétalas tranqüilas das mãos, quando ainda um guri em minha Salvador-Bahia), e outros homens de boa vontade com a humanidade.
    Resumindo: amo vocês…amo os humanos, beijo-lhes as mãos, dou-lhes a outra face. É fácil quando se descobre essa epifania (imagine amar seu próximo e respeitar-lhe as opiniões. Isso é possível).
    Aceitemos as diferenças…

  20. Perdoem-me de novo, pessoal, errar é humano, mas eu sou humano demais!
    É Irmã DULCE, e não DUCE, como escrevi antes. Perdoe-me minha querida irmã gentil (quando beijei-lhe as mãos, senti um arrepio pelo corpo, ela transmitia uma paz tão transcencental que acho que é isso que todos nós buscamos…acho que ajudando pessoas necessitadas, terminamos por sentir melhor que fazemos parte de todo esse universo maravilhoso e misterioso! Não é preciso ser religioso stricto sensu para sentirmos isso, basta sermos humanos).
    Salve a HUMANIDADE!

  21. Primeiro, achei excelente a resposta dada ao pastor. sem menosprezar a fé de ninguém, acho que merecemos um mínimo de liberdade de expressão. Mas só não acho que o candomblé seja mais respeitado. Só o povo de santo, um punhado de antropólogos e outros poucos desgarrados como eu dão importância à religião dos orixás como uma das riquezas que este país deve preservar. A maioria das pessoas, e mesmo entre o meio acadêmico, acham que tudo é macumba de mente atrasada, primitiva, animista, por aí vai. Creio que não há nenhuma rádio de religião afro-brasileira no ar, comparada com as milhares de rádios evangélicas que há por aí, muito menos uma bancada ketu no Congresso. Mas concordo que todos convivemos como você bem explicou no fianl do post… cada um com suas esperanças e ilusões. Só espero não ter errado no português.

  22. Existe um problema na natureza evangelizadora dos crentes e das outras religiões. Nunca ninguém do candomblé jamais quis forças minha conversão em sua religião. Além da discriminão que promovem: aqui em Salvador/BA crentes não compram acarajé das baianas (vendedoras tipicamente vestidas de roupas afro) que não sejam “evangélicas”, por mais contraditório que isto seja.

  23. Concordo com vc, o preconceito não é mascarado e tem boa aceitação no mercado, mas essa “má fama” de “crentes” é mérito deles próprios, qtos crentes vc conhece q dizem respeitar a opinião alheia mas não perderam a chance de te convidar para um culto na igreja deles??? Eu não conheço nenhum. TODOS meus amigos tem uma religião ou frequentam alguma igreja regularmente, e TODOS já me convidaram para “conhecer” a igreja ou só ir no evento não-sei-oq. Paciência né!! Mas eu ainda respeito o direito deles de acreditar, e espero sempre q o meu direito de não acreditar seja respeitado igualmente!! Tudo bem, só falei abobrinhas, considere como desabafo.

  24. Primeira vez que acesso este site. Achei super legal, super contextualizad.Qualquer um pode entender. Sou batista e estudo Pedagogia no Seminario do Sul. Valeu!

  25. Sou fã seu de carteirinha, então n fica chateado comigo…
    Aqui no ES, as vítimas de discriminação são as “facções” pentecostais e neo pentecostais. Tal fato ocorre em virtude da falta de respeito e da impáfia com que os mesmos tratam as pessoas das outras religiões. A galera da macumba é respeitada porque não ataca, por exemplo, a postura dos Batistas ou dos Presbiterianos. Um prato de farofa na rua incomoda menos que uma porra de uma igreja da linha “Deus é surdo” em uma noite de domingo, ou no c* da manhã. E, finalizando, “falar em líguas”, é motivo de chacota justamente por que nos “terreiros” ocorre manifestações semelhantes, como vc mesmo descreveu, e para os pentecostais e similares, isso é “coisa do inimigo”. Esses pobres infelizes são vítimas da sua própria ignorância…
    Não é demagogia. os pentecostais, similares e correlatos, enchem o saco.

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