De nada.
… mas chega de falar de mim
Vamos falar de vocês, leitores e leitoras. Quero conhecê-los, e quero que se conheçam. Apresentem-se, façam da caixa de comentários seu chat. Enquanto isso, vou pensando em como escrever o próximo capítulo, que já está demorando demais.
Tomô?
Viram a nova campanha da Parmalat, com os bebezinhos da campanha “Mamíferos” onze anos depois? Para começar, fiquei deprimido com o comercial. Parece que foi ontem que eu vi isso:
E querem me convencer que são os mesmos atores:
Deprimente.
O mais legal, porém, é o final do novo vídeo. À pergunta “tomô?”, que virou meme eterno, a outra garota responde “Ô…”. Safada!
Hein?
Parece que o blog Papel Pobre morreu porque Dri Spacca, blogueira das antigas, entregou a identidade do autor. Ou algo assim, sei lá. Parece que começou a guerra dos blogs velhos contra os blogs novos. Vou dormir embaixo da pia.
Distorção?
O fato: manquitola conta durante culto no templo da Igreja Universal da avenida Celso Garcia, Zona Leste de São Paulo, que participou de ritual satânico envolvendo sacrifício humano. Pessoas que ouviam o culto pelo rádio acionam a polícia. As otoridade da terra chamam duas otoridade do céu, pastores que participavam da celebração, para prestarem depoimento. Agora a polícia quer ver as imagens do circuito interno de câmeras para tentar identificar a mulher que confessou o crime.
Agora leiam como a notícia foi publicada na Folha Online. É impressão minha ou fica parecendo que aconteceu um ritual satânico durante um culto da Universal?
Boina voadora

Voa, voa, chapeuzinho
Hoje protagonizei um episódio que me levou a concluir que sou Mercúrio, o deus cujo chapéu tinha asas. Ou isso, ou sou um tremendo idiota. Tirem suas próprias conclusões, mas antes devo voltar um pouco no tempo.
Início deste mês, voltando de Paraty, resolvi descansar um pouco numa parada qualquer da estrada. Eis que salta-me aos olhos a monstruosidade que é aquele Frango Assado (a parada rodoviária, não a posição sexual) da Carvalho Pinto (o ex-governador, não o trocadilho). Comi lá uma coxinha, tomei uma coca-cola, um café. Ia saindo e meu olhar foi atraído por uma prateleira que exibia chapéus. Entre os chapéus, uma fileira de boinas pretas, de lã, daquelas tradicionais. Eu sempre quis ter uma boina, então achei que seria um bom memento da viagem empreendida naquela semana. Então foi com alegria que peguei a estrada de volta a São Paulo devidamente alimentado, cafeinado e com um novo adereço de cabeça.
A boina fez sucesso. Minha mãe disse que eu parecia Seu Júlio, meu avô paterno. No trabalho, vários me compararam a seus avós. No geral, todo mundo gostou. Minha sobrinha, ao ver a nova peça do vestuário do tio, insistiu com a mãe para que lhe comprasse um chapéu.
O tempo em São Paulo é essa coisa maluca: começou a fazer calor e a boina passou umas semanas dependurada no puxador do guarda-roupa. Mas eis que hoje acordei, notei que fazia frio e decidi que era um bom dia para ostentar novamente meu visual europeu-retrô, ou qualquer veadagem assim. No trabalho, disseram até que eu estava charmoso, que é o que o feio consegue ser quando é feio de um jeito diferente. Maravilha.
Saio do trabalho, vou para a faculdade. Chego atrasado e sou saudado por alguns gaiatos com assovios relutantes. Eu, então, numa demonstração de maturidade, dou uma requebrada de stripper e lanço a boina no ar (ter assistido The Full Monty no fim-de-semana também não ajudou muito).
Ah, meus amigos, a crueldade do destino! O desgraçado do chapéu traçou uma graciosa curva no ar, e depois, numa folha seca digna do velho Didi, caiu na única fresta aberta na janela. São janelões imensos ocupando toda a lateral da sala, dez metros de janelas, com quinze centímetros de abertura disponível, e obviamente o boné maldito foi cair por lá. Deve ter ouvido o grasnar ancestral, o chamado primevo das boinas selvagens que em agosto migram para os Açores.
Sei que a combinação da situação com a metamorfose ocorrida na minha cara — de cínico stripper a pateta atônito — causou um intervalo de dez minutos na aula. A sala veio abaixo, gente que nem falava comigo começou a me chamar de Boina, a professora quase se suicida, o diabo.
Bom, a boina perdeu-se para sempre; deve estar agora mesmo sobrevoando o Atlântico. Eu perdi o respeito que meus 32 anos me fariam merecer. A professora me odeia e já percebi que, se depender dela, vai ser um longo semestre.
É isso. Só queria compartilhar com vocês mais essa desventura.
Maravilha da ortodontia
Antes
Depois
Tudo em apenas três anos e meio.
Futilidade irresistível
Depois de definitivamente livre da chata militância de esquerda, posso agora recomendar de alma lavada três blogs para vocês: Papel Pobre, Shoe-Me e Te dou um dado?
Sim, eu sei que é tudo futilidade. Mas eu não re-sis-to!
Campanha?
Parece que rola uma campanha do Estadão contra os blogs. Não quero saber mais, não vou falar a respeito. É uma briga perdida. Pelo Estadão, claro.
Fanvideosign
Lembram dos fansigns? Não? Bah, procurem por aí, eu que não vou explicar nada. Pois então: o rapper Doscht, famoso pra caralho, fez um fansign em vídeo para mim, ou melhor, para este blog. Vejam:
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=vaY1zB8rr9g&w=425&h=350]

