Acabo de receber uma notícia que pode me render um dinheirim: o Submarino vai pagar comissão em dobro para compras dos setores Informática e Eletrônicos, de hoje até 30 de novembro. Então, se você pretende comprar eletrônicos ou coisas de informática, faça o favor de efetuar sua compra clicando no banner do Submarino ali em cima. É um anúncio de home theater, eu sei, mas qualquer coisa que você comprar no Submarino vindo daqui vai me dar algum faz-me-rir. Ajude a incrementar o meu Natal, diacho.

(II Reis 5)
— QUÊ?! — enfurecido e assustado, o rei de Israel arranca mais um chumaço de cabelos da lateral da cabeça.
— É isso mesmo — responde o mensageiro, sem alterar o tom de voz.
O rei desamarrota a carta como pode e a relê. Não há dúvida, é aquilo mesmo: o rei da Síria quer que ele cure de lepra um comandante de seu exército. E não é qualquer comandante: trata-se de Naamã que, além de herói sírio, é também muito querido entre os partidários dos profetas de Israel, já que foi de seu arco que saiu a flecha que feriu e matou o rei Acabe. Pelo menos era isso que se dizia por aí, e Naamã não desmentia. Enfim, uma figura importante de um reino vizinho com o qual Israel mantinha relações delicadas.
— Mas será que esse puto de merda está pensando que eu sou Deus, porra? Como é que eu vou curar esse milico? Assoprando a lepra dele?
— Alguém falou em curar?
— Eliseu! Chegou em boa hora! Imagine que…
— Eu sei, eu sei. O rei da Síria. Naamã. Lepra.
— Como você sabe?!
— Um negócio novo que eu estou testando. Viagem astral, coisa de maluco. Saio do meu corpo, ando por aí bisbilhotando. É legal.
— Parece coisa de espiritismo barato…
— O senhor já ouviu falar na história das ursas, majestade?
— Tá, tá. Desculpe. Você pode me ajudar?
— Vamos ver.
Tudo um mal entendido, claro. Naamã tinha uma serva israelita, uma menina que havia tomado como prisioneira numa de suas incursões contra Israel. A menina o aconselhara a procurar o grande profeta Eliseu. Naamã conversou com o rei, que passou o recado para um, que o passou para outro, que o levou adiante. Quando chegou ao mensageiro, a mensagem já estava distorcida, e Eliseu fora trocado pelo rei de Israel.
Desfeito o engano, a resposta foi enviada ao rei sírio: Eliseu aceitava o encargo. Dias depois, Naamã chegou a Israel. Todo paramentado e engalanado, montado num cavalo imponente e acompanhado por um cordão de puxa-sacos de altíssima estirpe, o comandante parou na porta da casa de Eliseu. Vendo aquele aparato todo, o profeta não resistiu: em vez de sair para cumprimentar tão ilustre figura, como era de se esperar, mandou seu empregado receber Naamã.
— Seu Naamã, sou empregado do profeta Eliseu.
— …
— Ele mandou dizer que é pro senhor mergulhar sete vezes no Jordão.
— …
— …
— É isso?!
— Xeu ver… Sim, é isso. Nem seis, nem oito.
— MAS QUE GRANDE FELADAPUTA ESSE SEU PATRÃO DE MERDA! Eu venho aqui esperando que o puto se digne ao menos a me receber, a fazer uns passes, umas pajelanças, um troço qualquer para me curar, e o que ele faz? Fica coçando o cu lá dentro enquanto um bosta qualquer vem me dizer pra ir nadar no Jordão. No Jordão! Os rios Abana e Farpar, lá em Damasco, são melhores do que esse córrego sem vergonha. Se é pra mergulhar, mergulho em casa, não viajo até este lugar besta!
Emputecido, o comandante deu meia-volta, disposto a voltar à Síria. Foram seus empregados que o dissuadiram:
— Comandante, se o profeta mandasse o senhor fazer alguma coisa complicada, o senhor não faria?
— Ah, depende. Sei lá. Esse puto.
— Ô, comandante… Ele só falou pro senhor tomar um banho no rio. Custa?
— Mas ele precisava me humilhar desse jeito? Mandar um empregado falar comigo, já se viu?
— Custa?
— …
— Custa?
— PUTA QUE PARIU! Cadê minha toalha? Dá aqui. Vamos ao Jordão.
Seguindo as instruções do profeta, Naamã mergulhou sete vezes no rio. Quando saiu, sua pele, que já estava quase toda branca, primeiro estágio da lepra, havia voltado à cor e textura normais. Macia, hidratada, firme, sedosa, um pêffego. Envergonhado, o militar voltou à casa de Eliseu.
— Profeta! — ele gritou do quintal — Agora eu sei que Javé, deus de vocês, é o fodão mesmo. Permita que eu lhe dê um presente em sinal de gratidão e também como pedido de desculpas por minha impertinência.
— Deixe isso pra lá, Naamã. Vejo que está curado e fico feliz. Isso basta. Pode voltar para sua casa.
— Hum. Permita ao menos que eu leve duas mulas carregadas de terra.
— Ué, a terra é de graça. Mas para que você a quer?
— Cada deus tem sua terra, não é? Baal na Babilônia, Dagom na Filistia, Javé em Israel. Então. Vou levar terra de Israel para a Síria, para poder adorar Javé sobre ela.
— Idéia besta… Bom, leve a terra. Não há problema.
Eliseu voltou para dentro de casa e Naamã seguiu seu caminho para a Síria, de pele limpa e convertido à religião israelita. Um final que seria perfeito, não fosse a ganância de Geazi, o empregado de confiança de Eliseu. Ao ver que o patrão recusara qualquer pagamento pelos serviços prestados, Geazi quase se rasgou de ódio. Determinado a tirar algum proveito da situação, saiu no rastro de Naamã, alcançando-o já na estrada, fora da cidade.
— Que aconteceu?
— Nada não, seu Naamã. Bobagem. Uma coisinha besta. Um negocinho de nada. Uma bestagem mesmo. Xi, nem vale a pena falar. Coisa pouca.
— Fala, diabo!
— Bom. Assim que o senhor saiu lá da casa do patrão, chegaram dois profetas de longe, lá das montanhas de Efraim, aquele sertão brabo.
— Hum?
— Aí o patrão me mandou aqui para ver se o senhor teria como emprestar duas mudas de roupa e uns quilos de prata. Coisa pouca. Trinta quilos, sei lá. O que der.
— Mas está vendo só? Eu me ofereci para pagar, seu patrão não aceitou. Agora vem uma situação assim. Vê como as coisas acontecem? Meu filho, leve logo sessenta quilos de prata, que eu ainda acho pouco.
— Arredonda pra cem, então.
— Não abusa.
Geazi voltou à cidade feliz da vida, acompanhado por dois empregados de Naamã para ajudá-lo a carregar a prata. Quando chegou, guardou o presente do comandante em sua casa e dispensou os dois ajudantes. Ia voltando para dentro quando ouviu a voz de Eliseu. Seca.
— Aonde você foi?
— Eu? Fui? Ah! Nada. Nada não. Nada mesmo. Fui ali. Ali, depois lá naquele outro lugar. Comprar cigarro e tal.
— CORNO MALDITO! Meu espírito estava ao seu lado enquanto você negociava com Naamã. Será que você não viu que eu recusei o pagamento?
— …
— HEIN?
— Hã?
— FELADAPUTA! Você quer a prata de Naamã, as roupas dele? Você deseja ter essas coisas?
— Pois é, patrão.
— Tudo bem, então.
— Cumé? Tudo bem?
— Tudo bem, claro. Aliás, Naamã deixou uma coisa aqui e eu vou dá-la a você. Adivinha o que é?
— Hmmmm… Ouro?
— Não…
— Pedras preciosas?
— Não…
— iPod?
— Não…
— Ô, patrão, não agüento de curiosidade! O que foi que Naamã deixou pra mim?
— LEPRA!
Ao sair da casa do patrão, Geazi já tinha a pele toda esbranquiçada e quebradiça. Dali a uns dias, teria de buscar a bunda na esquina quando peidasse.

Os leitores antigos devem se lembrar do Exu do Winamp, entidade que teve grande fama no glorioso passado deste blog. O que vocês não sabem é que o próprio JMC é um oráculo…
Tá, é mentira. Eu só gostei muito desse plugin de post randômico e quero continuar brincando com eles. Mas vocês precisam brincar comigo, caralho. Prontos? Post randômico!
Comentem.
Tchau.

Eu sei exatamente o que estou devendo; cobranças não vão acelerar o processo. Ok?

Como hoje é dia de Finados, resolvi dar aos textos antigos a oportunidade de exumação. Enquanto eu relaxo no feriado, que também sou fidideus, vocês podem colaborar desenterrando umas velharias. Como? Fácil: é só clicar aqui para ler um post aleatório.
Divirtam-se, e não se esqueçam de descrever (nos comentários) os cadáveres que encontrram. Bom feriado!

Hein? Capítulo? Não sei do que você está falando.

Eu não durmo mais porque não respiro à noite. Procurei o Instituto do Sono. Eles não atendem meu convênio. A consulta custa 300 reais, a polissonografia, 800. Porra, 800 reais pra dormir? Durmo no Hilton que é melhor.
Então comprei esse troço:

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Na teoria, o adesivo expande as vias nasais, aumentando em 31% o fluxo de ar pelas narinas. Na prática, você acorda às 4 da manhã com o adesivo grudado no antebraço.
Continuo tentando, porém. Pelo menos enquanto não encontro um jeito de fazer uma polissonografia por um preço decente. Ou isso ou dou um jeito de botar as mãos numa dessa:

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Esta noite assisti pela segunda vez ao filme Tropa de Elite. Limito-me a dizer duas coisas:

  1. O filme é bom. Eu vi duas vezes, bã.
  2. Capitão Nascimento é um bandido. É carismático, pai de família, bem intencionado? Hitler também era. Bandido. Se perdermos a noção de que um policial que asfixia pessoas com um saco plástico é um bandido, podemos abrir mão da civilização.

De resto, fica clara a falta de vocação comercial desse povo que faz cinema no Brasil. Antes de começar o filme, temos tela atrás de tela de logotipos de estatais e programas governamentais de incentivo. Ora, em vez de mamar nas tetas do governo, por que não aproveitar o sucesso do filme para licenciar produtos? Imagine que legal ter bonequinhos do BOPE para a molecada, ou um game baseado no filme, com invasão de favela, interrogatório, perseguições? Eu me ofereço para escrever o roteiro do game.
Sabe quem tem tino comercial? Eu tenho. Querem ver? Comprem Elite da Tropa Por R$ 29,90 em 2X de R$ 14,90 sem juros. Tá baratinho, e eu ainda ganho uma pequena comissão.

Olá, meus queridos. Sim, sim, eu sei que sumi. Estava me recuperando do trauma que foi o feriado. Conto.
Semana passada, pensando em onde iríamos passar o feriado, eu e Ana Cartola começamos a especular sobre o oeste paulista. Sim, porque todas as atrações turísticas do estado, desde o Circuito das Águas, ao norte, até a região das cavernas, ao sul, se concentra numa estreita faixa do leste. “Por quê?”, perguntávamo-nos, e decidimos, imbuídos de espírito bandeirante, voltar nossas setas para o oeste ignoto. Após alguma pesquisa (não encontrávamos nada sobre pontos turísticos na banda ocidental de São Paulo, e lamentávamos esse preconceito), decidimos por Santa Rita do Passa Quatro. Afinal, não era muito longe, ficava numa estrada que ainda não havíamos percorrido em meu possante um terço de Corsa (um terço é do pai, um terço é do filho, um terço é do Espírito Santander — depois explico) e tinha como atrativos duas cachoeiras, um mirante com linda vista da região, um jequitibá rosa de 3 mil anos, um deserto (!!!) e o museu Zequinha de Abreu, compositor de “Tico-Tico no Fubá” e o mais ilustre dos passaquatrenses (sei lá!).
Ah, meus filhos, o arrependimento! Para começar, todos os hotéis da cidade estavam lotados. Havia rumores de uma feira agropecuária, mas nada na cidade demonstrava isso: nenhum cartaz de divulgação, carro de som, panfletos, nada. O único hotel com quartos disponíveis era mal-assombrado e servia suco artificial no café-da-manhã — o diabo do lugar é literalmente cercado por plantações de laranja e a porra do hotel serve suco de laranja artificial! Atomanocu! O quarto tinha camas desconfortáveis e um aparelho de ar-condicionado quebrado. Depois da experiência em Eldorado, porém, nossa exigência quanto a instalações mudou bastante: o banheiro tinha porta, era o suficiente. Deixamos nossas coisas no hotel e fomos explorar aquela terra incógnita.
Primeira parada, a sorveteria. Eldorado, apesar do hotel do banheiro sem porta, era uma cidade simpática e, o mais importante, contava com uma excelente sorveteria. Em Santa Rita, todos os sorvetes têm o mesmo sabor de chiclete Ploc. Horrível. Tomamos nossos sundaes chicletosos e perguntamos à proprietária da espelunca sobre a tal feira agropecuária. Ela disse que era muito boa, que tinha muitas atrações, animais, rodeio, show de Teodoro & Sampaio, e era só ir indo, virar na farmácia do Palhares, seguir às esquerda e pronto.
Seguimos o caminho indicado (como esperávamos, a farmácia não se chamava “do Palhares” — a velha idiota esperava que adivinhássemos o nome do proprietário) e chegamos à Xiksfápis. Tá, não era esse o nome. XIX FAPIS, ou décima-nona Feira Agropecuária Numseiquê Numseiquelá. O ingresso custava vinte reais, o estacionamento, cinco. Entramos e não havia nada acontecendo: era muito cedo. Os peões concentravam-se numa cerca próxima ao lugar onde ficavam os touros. Portavam-se (os peões) como verdadeiros gladiadores, orgulhosos e distantes, olhando com desprezo os que passavam. Mais à frente, em dois galpões, exibiam-se carneiros e vacas de alta estirpe. Mais para cima um pouco, belos cavalos em suas baias. Chegamos a ver até um cavalo emo que guardava estranha semelhança com o jornalista Eduardo Vasques:

Cavalo emo

Cavalo emo

O jornalista Eduardo Vasques

Rodamos mais um pouco pela exposição, tomei uma cerveja (Crystal, a única disponível, uma porcaria), a namorada comeu um crepe, depois encarei um sanduíche de pernil. Nada mais havia a fazer: ou íamos embora ou encarávamos aquele festival bárbaro, sangrento e cruel chamado rodeio.

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Eu achava que a crueldade de que tanto falam era com os animais. Que nada! Crueldade daquele troço é com o público, que tem que ficar horas sentado numa tábua dura enquanto o narrador de rodeio, com aquela sua voz irritante, vai enrolando enquanto o espetáculo não começa. Horas e horas de orações, piadas sem graça, propagandas, música ruim, para alguns segundos de alegria por ver alguém estatelando-se de cima do lombo de um touro bravo e, se tivermos sorte, levando umas chifradas no rabo. Se você aí alimenta alguma vontade de ir a um rodeio, esqueça. É a maior bestagem que já inventaram, depois da reunião de diretoria.
Saímos à francesa no meio do rodeio e voltamos — que remédio — para o hotel amaldiçoado. O dia seguinte, pensávamos, seria agitado: tínhamos um só dia e muitas atrações turísticas para visitar.
Acordamos cedo no sábado, tomamos aquele café-da-manhã tenebroso e partimos para nossa primeira atração: o Deserto do Alemão. Segundo os sites que visitamos e um panfleto que arrumamos na Xiksfápis, tratava-se de um lugar deveras supimpa, com dunas, quiosques, árvores retorcidas e não sei mais o quê. Enfim, um lugar ideal para ficar bundando e fazendo de conta que se está num deserto de verdade. Placas por toda a cidade apontavam a direção do tal deserto, então achamos que seria fácil encontrá-lo. Qual! Depois de sair da cidade e andar por um tempão numa estrada deserta, resolvemos que o melhor mesmo era voltar e dar o Deserto do Alemão por boato. Voltamos, pois, frustrados com nossa primeira aventura. Mas ainda não cogitávamos desistir.
Nossa segunda atração ficava a nove quilômetros da cidade: o Morro de Todos os Caralhos (sei lá!), que contava com sua própria versão do Cristo Redentor e com uma vista deslumbrante. Toca pegar estrada, caminho de terra, subida íngreme (o Corsa chorando) para chegar a um lugar muito do chinfrim, com um Cristo todo desproporcional e uma vista feia e sem graça de quilômetros de plantações.

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A essa hora Ana Cartola já começava a ter crises de riso nervoso e eu tinha vontade de jogar uma bomba H sobre Santa Rita do Passa Quatro para acabar com o sofrimento de seus habitantes. Mas, bravos que somos, partimos para a terceira atração: a Cachoeira das Três Quedas.

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As informações que tínhamos davam conta de um lugar pitoresco, com o rio despencando por três grandes degraus de pedra, com ruínas da antiga usina hidrelétrica lá no alto. Seguimos, pois, para o lugar, paramos o carro e nos embrenhamos na trilha. Ouvimos vozes, porém, e acabamos descobrindo que, para chegar à cachoeira, precisaríamos descer. Isso significava que depois teríamos que subir. Vejam, nós somos um casal preguiçoso, mas nem tanto. Se fosse nossa primeira tentativa de diversão na cidade, ou se as outras não tivessem sido tão frustrantes, encararíamos a caminhada descendente (e a ascendente posterior) com um sorriso no rosto. Mas já estava tudo tão esmerdeado que não havia possibilidade de darmos alguma chance à cachoeira: mandamos a queda d’água tomar no cu — junto com o jequitibá e o Zequinha de Abreu — e pegamos a estrada. Só queríamos distância de Santa Rita do Passa Quatro.
Nosso plano B ficava a 80 quilômetros de distância: Ribeirão Preto. A chegada à cidade foi uma alegria só: congestionamento, buzinas, ratos, baratas, enfim, aquela sensação de estar em casa. Hospedamo-nos num hotel honesto (ar-condicionado operante e TV a cabo!), comemos no McDonald’s, fomos ao cinema (multiplex do Shopping Santa Úrsula, a melhor sala de cinema que já vi) e terminamos a noite no mundialmente famoso Pingüim, onde tomei cinco chopes que eram como a urina dos anjos, e me fizeram esquecer toda a provação por que passáramos até ali. Um final feliz.

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Fotos de Ana Cartola