Ei, vocês ainda estão aí? Mas que cabeças-duras…
Eu queria muito escrever um capítulo novo, mas ando sem ânimo nem pra nada. Só entrei aqui para contar que eu e Ana Cartola fomos a Eldorado, sul do estado de São Paulo, para conhecer as cavernas. Foi bem legal, conhecemos um casal canadense deveras simpático (e completamente perdido em uma cidade em que ninguém fala inglês), vimos lugares lindos. O que eu queria mostrar, porém, são as instalações do Hotel Eldorado, o mais tradicional da cidade, localizado na praça da Matriz.

banheiro_eldorado_1.jpg

banheiro_eldorado_2.jpg

banheiro_eldorado_3.jpg

Sim, sim, horror dos horrores! Um banheiro sem porta! Eu sei que existem casais por aí que levam a intimidade longe demais, e que compartilham seus odores e ruídos internos sem constrangimento. Não é o nosso caso, nem o caso de outros casais sofisticados. Por Deus, o carpete do quarto tinha aquela corda à guisa de rodapé! Como é que um sujeito que pensa num detalhe desse não pensa em botar uma porta na porra do banheiro???

(E é claro que as fotos do banheiro bizarro não foram as únicas. Vejam pedras e mais pedras aqui)

— Depois vamos à casa de Elias. Ele é safadinho, viu?
Quem fala é Marta, prima de minha mãe. Elias é meu tio-avô, irmão de minha avó materna. Ela, nascida em 1917, morreu em 1995. Ele, de 1911, mora sozinho e se mantém lúcido e rijo. Mora numa casa simples, prepara suas refeições, e conta com apoio dos filhos e netos, que sempre vão verificar se o velho precisa de alguma coisa. É um ancião que vive o presente, o que tira boa parte da graça de se conversar com alguém dessa idade. O assunto constante são seus 96 anos de vida e o fato de se virar tão bem sozinho.
— Quem tem filhos e netos tem amigos. No resto, não confio.
Ele conta que já teve dinheiro furtado diversas vezes, daí a desconfiança.
A visita é breve. Mais tarde, já na casa das outras tias, comentamos a visita vespertina. Uma prima conta que ele é inocente, mostra a quem quiser seus esconderijos de dinheiro. Minha mãe pergunta quem anda roubando o dinheiro do velhinho.
— As meninas!
— Netas dele?
— Que nada! Elias é safado — é a segunda vez que aplicam o adjetivo a meu venerável tio-avô. — Paga dez reais pras meninas sentarem no colo dele!
As tias são Antônia e Valdete. Antônia tem 84 anos e nunca se casou. Vaidosa, tinge os cabelos desde os tempos em que trabalhava na indústria têxtil, pinta as unhas de vermelho e usa óculos escuros. Valdete, mais nova e discreta, é casada com Virgílio. Os dois têm um filho e sete filhas. Virgílio teve trombose há algum tempo, quase morreu. Ficou paralítico por um tempo, agora anda com dificuldade do sofá para a cama, e não mais do que isso. Tem um sorriso bonito e olhar inteligente. Tia Valdete conta:
— Está aí sem nem poder andar direito, mas muito lúcido. Está melhor de memória do que eu.
— Melhor isso do que ter um homem doido e correndo pela casa, né?
Ela ri de minha observação. Depois fala dos filhos. Fala de Sócrates, conhecido na família como Kid, único filho homem. Sócrates era também o nome do pai de Virgílio. O Sócrates atual tem três filhos: Sócrates, Virgílio e Mateus. Uma de suas irmãs chama-se Virgília. Muitas outras se chamam Maria. Por um momento, sinto-me como um Buendía de volta a Macondo.
Virgílio foi professor durante muitos anos, e diretor de diversos colégios da região. É apaixonado por História. Ele pergunta meu nome. Fica encantado ao constatar que é nome de imperador romano. Mais tarde, me apresenta um primo de 19 anos de idade.
— Marco Aurélio, esse é Augusto César. Seu colega!
Fico sabendo que um neto de uma das primas da minha mãe teve problemas na escola. Batia nos colegas. A professora o colocou para sentar na cadeira dos bobos, porque só meninos bobos batem nos outros. O moleque, parece, tomou jeito. Outro primo, esse de 17 anos, lembra que em seus tempos de pré-escola a professora o colocava para sentar de frente para uma imagem de Cristo sempre que ele aprontava alguma. Ele conta que se revoltava, chorava e gritava:
— Eu ódeio Jésuis!
Na casa de outra prima, tomamos sorvete sentados a uma mesa no quintal. Tia Antônia está pensativa. Depois de um tempo, diz:
— Parece um sonho… Não é verdade, Ana Maria? — Ana Maria é minha mãe — Nós todos reunidos aqui depois de tanto tempo, não parece um sonho?
— Parece sim, titia, eu estava mesmo pensando nisso.
— Parece um sonho, mas não é. É uma bênção de Deus, através desse careca aí.
Este careca aqui agradece, e nem se importa de ser chamado de instrumento divino.
Marta nos leva para um passeio pela cidade. Conhecemos o bairro em que minha avó morou. Ao que parece, ela e meu avô não sossegavam, e moravam em várias casas.
— Donata era meio rústica — diz tia Antônia.
Visitamos as fábricas de tecidos da cidade. Minha avó trabalhou em duas delas. Durante a Segunda Guerra Mundial, chegou a costurar fardas para a FEB. Hoje, diante da concorrência chinesa, a indústria têxtil de Estância busca alternativas. Uma das fábricas investe em cosméticos. Ainda não deu certo.
Estância é uma cidade cheia de igrejas. A catedral é dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe. As casas mais antigas têm fachadas lindas, todas cobertas de azulejos portugueses. As mais novas são pintadas de cores que Marta define como “exuberantes”.
Visitamos o cemitério. Vejo os túmulos dos meus bisavós, pais da avó Donata, e de Sócrates, pai de Virgílio. A família de minha avó tem suas origens em Lagarto, cidade que fica no meio do caminho entre Aracaju e Estância, só que mais para dentro. De volta a São Paulo, descubro que o jornalista Joel Silveira nasceu em Lagarto; parece que Silvio Romero também. Serão parentes meus?
Volto de Estância sabendo mais sobre minhas origens. Digo a Virgílio que pretendo voltar em breve.
— Quando voltar, já vai me encontrar caminhando — ele garante.
Decido reincluir o Gois na minha assinatura, e foda-se se o nome fica muito grande.

Opa! Como estão vocês? Ainda vivos? Que bom! Feliz 2007 para todos.
Eu e Ana Carlota estivemos ausentes por esses dias. Fomos às cidades históricas mineiras. Inventei que queria ver as obras do Portadorzinho de Necessidades Especiais. O cara era bom mesmo, tanto que Deus não permitiu que ele morresse. Em vez disso, providenciou para que ele fosse perdendo pedacinhos, até não sobrar nada. Como dizem os americanos, Heroes don’t die; they fade away. E viva a misericórdia divina.
Enfim, a verdade é que não foi uma viagem com intenções históricas, artísticas, religiosas ou qualquer bobagem dessas. Viajei até Minas Gerais para verificar o andamento dos negócios:

Organizações JMC, a seu dispor


Sim, sou um mercantilista. Afora isso, constatei que mineiro não sabe dirigir.

Vocês me desculpem, mas hoje à noite viajo novamente, agora a passeio e de namorada a tiracolo. Enquanto não volto, meditem no seguinte: os discursos de Inri Cristo e Heloísa Helena não são assustadoramente parecidos?
UPDATE:
Leiam o seguinte trecho de um texto de Inri Cristo sobre a instituição do dízimo:

… onde está o lucro de um operário que trabalha de sol a sol na construção civil, numa fábrica, numa oficina, numa metalúrgica, etc… e, no final do mês, fadigado, ao receber um salário de fome, antes de pagar a conta da luz, da água, o gás e o leite das crianças, é coagido a entregar o dízimo, ou seja, dez por cento de seu ínfimo salário ao lobo com pele de ovelha, impostor que se autonomeou pastor, velhaco, enganador, mentiroso, trapaceiro, embustólogo que se diz teólogo, “representante de DEUS”, cuja única ocupação e preocupação consiste em planejar como gastar, com suas concubinas, na luxúria, na vida licenciosa, os frutos da delituosa fraude sugados, surrupiados em meu nome antigo e em nome de meu PAI?

É a Heloísa Helena feita reencarnação de Cristo!

Pois fui a Brasília ontem, vejam vocês. Tive a impressão de ser seguido por uns sujeitos de óculos escuros, mas deve ser só porque fiquei meio impressionado com esse negócio do SNI grampeando blogueiros. Epa, eu disse SNI? Foi mal. Abin, Abin. Nada a ver com o SNI, claro. Nada.
Então: fui a Brasília. Para começar, Congonhas. Terça-feira, começo de tarde, vôo de São Paulo a Brasília é aquele negócio: políticos, putas e jornalistas. Hesitei em separar estes dois últimos em categorias distintas, mas creio que o faço com razão. Afinal, as putas são muito mais empreendedoras: ainda na flor da idade, vão à capital regularmente, para assim conhecer bem a cidade que empregará seus filhos no futuro. Gente muito precavida, as putas.
E por falar em putas, o cassável deputado João Paulo Cunha estava no mesmo vôo que eu. Tive vontade de me aproximar e perguntar se ele recebeu ou não dinheiro das contas de Duda Mendonça. Não, Daniel Dantas. Não, Marcos Valério. Porra, de quem eram as contas mesmo? Enquanto eu pensava, um barbudinho grisalho se aproximou do deputado e passou-lhe a mão na bunda. Ele se virou, reconheceu seu bolinador, se abraçaram, e foram assim abraçadinhos até a entrada do avião. Sei não, sei não… Tô achando que esse é o tal do diálogo entre os setores da sociedade brasileira de que o PT tanto fala e que nunca explica. Próximo deputado que eu encontrar, meto-lhe a mão nas nádegas.
Por incrível que pareça, o evento que fui cobrir — uma premiação de responsabilidade social — foi bem interessante. A parte das palestras, que levou quase quatro horas, foi bem amena; o coquetel foi bom; e a cerimônia foi tranqüila. Nas mesas do salão onde seriam entregues os prêmios, abelhinhas penduradas por fios de náilon incrementavam a decoração. Logo no início da festa alguém teve a idéia de levar uma abelhinha como souvenir, e parece que todo mundo achou uma excelente idéia: após a solenidade, só as abelhinhas que estavam atrás do púlpito ocupado pelo mestre de cerimônias (o Paulo Betti, aliás) continuavam em seus postos. Mas não por muito tempo: entrevistava o Excelentíssimo Senhor Ministro do Trabalho e Emprego, o ex-sindicalista Luiz Marinho (salve, salve!), ouvindo suas avançadíssimas idéias sobre legislação trabalhista, idéias estas quase soviéticas de tão modernas, quando fui interrompido pelo Jair Meneghelli, também ex-sindicalista e agora presidente do conselho do SESI, que botou as duas mãos nos ombros do ministro e disse:
— Marinho, tão pegando as abelhinhas! Vamo lá, senão a gente fica sem nenhuma!
E saiu correndo na direção dos poucos insetos decorativos sobreviventes. Ah, esses ex-sindicalistas…
Brasília é engraçada. Mesmo lá, o pessoal continua dizendo “Ah, isso se resolve lá em Brasília”. O mais engraçado é que ninguém estranha, como se a cidade fosse só a manifestação física da Brasília real, que seria uma instância superior de relações estranhas entre governo, políticos, empresários, jornalistas e putas. O amplo diálogo com todos os setores da sociedade brasileira, enfim.
Aliás, aquele plano cartesiano da capital federal não me engana. Ah, não me engana mesmo! Ficam com aquele papo de “Vai pela W3, pega o Eixão, sobe a tesourinha, desce a tesourinha, vai pra 515 Norte, que eu tô no Setor Bancário Sul e já chego lá”, ou qualquer coisa incompreensível assim. Tudo balela pra fazer bonito pros visitantes. Entre sexta e segunda-feira, quando na cidade ficam só seus habitantes, eles tiram essas placas fictícias e revelam os verdadeiros nomes das ruas. Avenida Duque de Caxias, Praça Sete de Setembro, Viaduto Presidente Vargas. Como numa cidade normal.
Festa acabada, entrevistas feitas, lá fui eu fazer da jaca minha pantufa, como diz o Giba. Encontrei Pedro, sua patroa e o André, amante dos dois, mais Daniel e seu cacho Tiago (os nomes podem estar errados, não confio na minha memória). Fomos jogar sinuca num lugar chamado Área 51, e depois nos concentrar em beber mesmo na Faculdade da Cerveja, boteco que tem drinques com nomes como Simulado, Vestibular e Pós-Graduação. O Tiago pediu a seu amigo, dono do bar, o tal Simulado, que nada mais é do que aquilo que todos conhecemos como Submarino: um copinho de destilado dentro de um copo maior de cerveja ou chope. O dono do bar montou lá o esquema todo do drinque, e o Tiago:
— E agora, faço o que com isso?
— Enfia no cu — disse eu, antes mesmo que ele terminasse a pergunta. Preciso parar com isso. Tá certo que o dono me cumprimentou por essa, mas ainda assim. A mania de falar antes de pensar ainda vai acabar comigo.
Bebemos, conversamos, rimos, chegou a hora de ir para o hotel. Cheguei, caí na cama e apaguei. Hoje de manhã desci para o café e tive uma visão do paraíso: todas as mesas, sem exceção, estavam ocupadas por mulheres. Um passo, porém, foi o suficiente para levar-me do céu ao inferno: não eram mulheres. Eram travestis, vários deles. Parece que há um congresso GLBT (ou seja lá qual for a sigla de agora) acontecendo em Brasília, e é claro que me botaram no hotel dos travecos. Tudo bem, para mim tudo é diversão. Quem ficou numa saia justa (além dos hóspedes todos, RÁ!) foi o sujeito no balcão do hotel. Eu estava por ali encerrando minha conta quando um dos participantes do congresso veio pedir uma informação qualquer. Tratava-se de um travesti dos mais mal acabados. Enquanto conversavam, uma caminhoneira que tinha ares de ser a coordenadora do negócio todo veio conversar com o moço do balcão:
— Você acha que consegue trocar o quarto?
— Acho que sim. Tenho que ver, porque ele pediu um no sexto andar.
— Ela — disse a caminhoneira, seca, coberta de furor politicamente correto.
— Er… Sim, ela.
Ah, vamos parar com isso? Como é que alguém em sã consciência vai se lembrar de usar pronome pessoal feminino ao se referir a um sujeito de voz grossa e barba de dois dias? É cada uma…
E não venham me acusar de preconceito, cambada. Pior é o taxista que me levou hoje à tarde do aeroporto de Congonhas para a redação. Contei para ele sobre o hotel tomado pelos travestis e o bicho ficou indignado.
— Gueizada do caraio! Os fedaputa vêm pra parada gay, entram no carro da gente de mão dada, um nojo. Dia desses entrou duas menina. Começaram a se beijar aí atrás. De repente uma abriu as pernas e a outra meteu o dedo no grilo dela. Ah, parei o carro. “Seguinte: cês qué metê, vai metê. Mas no meu carro não. No meu carro eu quero respeito! Ou cês pára de putaria ou desce agora, duas lébisca do caraio”. Falei memo! Porra é essa? Qué trepá? Eu levo prum motel, elas trepa pra caraio e me deixa em paz. Mas putaria no meu carro? Queisso!
E continuou:
— Não entendo, rapaz! Tanta mulher no mundo e o sujeito resolve dar o cu. Não dá pra entender! Cê vê: fui pro Pantanal, voltei esses dia memo. Chegamo lá no hotel e tinha lá duas menina. Comecei a conversar, as duas trabalhava numa boate logo ali em frente. E começaram a falar que tavam carente, que não tinham cliente, a porra toda. “Tamo tocando tiririca uma pra outra”, elas falaram. Aí a gente faz o quê, né? Vai pescar? Pescar uma porra! Fica por ali, só de bobeira, e de noite vai no puteiro. Pois fui. Gastei tanto naquela porra que a dona veio me dizer que abria a piscina pra mim à tarde quando eu quisesse. Aí sim! Todo dia eu ia lá na piscina. E as mina lá, cara! Tudo de tanguinha e… coméonome? Os peito de fora… LAPTOP! As mina tudo de laptop na piscina, rapaz, que beleza! E o cara vê uma coisa dessa e pensa, “Ah, não, vou é dar o cu”? Não dá pra entender mesmo…
Um sábio, o taxista.
Pronto, povo. Um post grande e sem revisão, como nos bons tempos. Agora vão encher o saco do diabo.

Estava agora mesmo na varanda deste quarto de hotel, olhando o mar discutir com as pedras lá embaixo. Uma briga antiquíssima, anterior à existência de vida na Terra.
Eu poderia agora dizer algo pernóstico como: o mar vence sempre, é o masculino que seduz e aos poucos penetra a terra, fêmea que ao mesmo tempo resiste e cede às investidas do macho impetuoso. Mas como nunca maltrato meus leitores com metáforas burras e pretensiosas (é sempre uma coisa ou outra), digo apenas: enquanto olhava a briga lá embaixo, lembrei da morte. Da minha morte, para ser exato. Eu vou morrer — hoje mesmo, semana que vem, daqui a cinqüenta anos — e nunca mais poderei assistir ao mar quebrando na praia (é bonito, é bonito). Minha morte afetará a meia dúzia de pessoas, talvez nem isso. E as ondas continuarão a chocar-se contra o continente, indiferentes ao fim de mais uma breve existência, e sem saber o quanto eu gostava de ficar de longe, só olhando seu movimento sinuoso.
Poucas vezes me senti tão só.

Na quarta-feira de manhã, a abertura do evento ficou a cargo de John Patrick, antigo vice-presidente da IBM e fundador do W3C. A palestra era sobre o futuro da internet. Aí foi o mesmo de sempre: um guru fazendo futurologia, tentando prever o que vai acontecer, e correndo do óbvio para o intangível sem que a platéia sequer percebesse. De qualquer forma, foi uma preleção bem legal, e ele acabou falando sobre uma coisinha bastante interessante: o Skype, software que proporciona tráfego de voz através da internet (funciona também como provedor de Voice over IP para ligar para telefones convencionais, mas aqui no Brasil ainda não vale a pena). Quando ele falou nisso, achei bobagem. Ué, MSN Messenger, Yahoo Messenger, ICQ, todos esses programinhas de comunicação oferecem alguma opção de voz. Para que ter mais um ícone comendo memória ali na minha taskbar?
Ontem eu entendi o porquê: enquanto lia a página do Skype e tentava decidir se valia ou não a pena tentar, me vem a Lila no MSN: “Ei, cê tem Skype?”. Coincidência incrível. Baixei, pois, o danado, e comecei a falar com Lila. Pô, o negócio é melhor que telefone. Eu aqui, Lila no Rio, e nos falávamos de graça com qualidade de voz impressionante e sem qualquer delay.
Experimentem, vocês vão gostar. E quem quiser ouvir essa minha bela voz, é só me adicionar: usuário jesusmechicoteia.