Odeio sarcasmo. Nos últimos anos, resolvi travar uma batalha contra o sarcasmo, e posso dizer que hoje quase não me utilizo dele. E quando o faço, sofro por dias com a auto-recriminação.
Mas é uma puta palavra legal, né? Sarcasmo. Hum. Sarcasmo. Baita desperdício, chamar um troço tão feio por uma palavra tão legal. O sarcasmo devia se chamar, sei lá, basileu. Basileu… Palavra feia da porra. E o pobre do basileu em questão pode ser até um cara legal. Mas não adianta, é um basileu, vocês me entendem? Não dá. O basileu devia se chamar sarcasmo, e vice-versa. “Não seja basiléica comigo, mocinha”.
Hum. Vice-versa
Melhor parar.

O post sobre o mau humor feminino rendeu muitos comentários. Dentre eles, destaco uma frase de minha querida Una: “Homem não gosta muito de mulher que pensa”. Tem razão, Una. E vou mais longe: Os homens são tão burros, mas tão burros, que não sabem apreciar nas mulheres qualquer qualidade que não seja física: Têm medo de mulheres inteligentes, dizendo que são prepotentes, fogem de mulheres bem humoradas, alegando que são debochadas, se escondem de mulheres que gostam de sexo, pensando que são putas. Porque os homens são tão burros, ranzinzas e entendem tão pouco de sexo, que precisam de mulheres bem apagadinhas ao seu lado, para que seu brilho doentio apareça. Mulher com luz própria? Nem pensar! Quem vai pagar a conta?
* * *Meus caros leitores, não se ofendam. Não estou dizendo que vocês sejam nada disso, é só uma generalização. Sabe como é, fazer mulher entender as coisas é uma dificuldade, tem que ser assim, mastigadinho…
(Porra, como eu sou filho da puta…)

Sempre me espantou o fato de Cachoeiro do Itapemerim, uma cidade pequena do Espírito Santo, ter dado ao Brasil dois grandes nomes: Rubem Braga e Roberto Carlos — refiro-me ao Roberto Carlos gente boa, não àquele outro, falso, mascarado, pipoqueiro e que acha bonito tirar bola da grande área dando bicileta, coisa que o outro RC não faria, mesmo que quisesse. Mas só hoje me dei conta de uma coisa: O sobrenome Braga, comum aos dois. Sim, o nome do Rei é Roberto Carlos Braga. Então pergunto: Alguém aí sabe qual o grau de parentesco entre os dois? Porque não é possível que não sejam pelo menos primos meio distantes.

Estava falando agora para a Bianca (amiga minha que tem um blog muito legal, para o qual infelizmente não posso botar link aqui) que é muito raro encontrar mulheres com senso de humor. E ela não discordou, mesmo porque é uma mulher com um senso de humor apuradíssimo.
Mas essa questão me incomoda muito. Não sei se outros passam por isso, ou se só acontece comigo por ser feio, gordo, careca e pobre: Você dirige a palavra a uma garota e ela fica na defensiva, não deixa a conversa rolar naturalmente. Ô, mulherada! Cês precisam relaxar! Parece que têm medo da gente, oras. Podem conversar normalmente, podem falar coisas engraçadas, podem rir. Parece que vocês pensam que homem só fala com mulher tendo o sexo como objetivo. Não é bem assim! Nem sempre a gente quer comer vocês quando puxa conversa, ok?
Às vezes a gente quer só uma chupetinha.

Eu ia começar dizendo “Era só o que faltava…”. Mas sempre que surge alguma coisa anômala por aí as pessoas falam “era só o que faltava…”. Aí surge outro bagulho esquisito e lá vai todo mundo falar “era só o que faltava…”. Peraí: Se só o que faltava era a coisa anômala, se agora a coisa anômala já existe, então não falta mais nada. Portanto o bagulho esquisito não pode ser só o que faltava, certo?
Bah, esqueçam tudo. Novidade no universo blogueiro: Blosseta, o blog do Casseta & Planeta. Ah, não resisto: Era só o que faltava…

Tá, eu sei que o assunto já deve ser velho. Mas essa minha tendência paranóica não me larga nem a pau: Que que foi aquilo na Venezuela, mano? Derrubaram o cara, dois dias depois o cara voltou, essas coisas. Washington (capital dos EUA, aqui usada como metonímia para o governo norteamericano, nada a ver com o compadre vocalista do Tchan) admite que recebeu os golpistas, mas não apoiou golpe nenhum. Ah, é assim mesmo, a gente liga lá pros caras, marca uma hora e é só ir entrando, eles têm tempo e disponibilidade para atender qualquer um. E não só não apoiaram o golpe, como ainda disseram que a situação na Venezuela devia ser resolvida pelos venezuelanos, que os EUA em momento algun interfeririam. De fato, não é praxe do governo ianque sair por aí metendo o bedelho nos países do terceiro mundo.
Enfim, o Chávez voltou ao poder, e o golpe ficou sendo um negócio meio sem sentido. Será? Sei não, sei não… Isso aí tá me cheirando a aviso, daquele jeito sempre sutil dos americanos. Alguma coisa do tipo “Olha aí, cês vão mesmo eleger o Lula? Lembrem-se do que aconteceu na Venezuela…”