(I Reis 8)
Jerusalém vive seu quinto dia de carnaval, e a festa parece que não vai acabar tão cedo. A multidão, formada por gente de todo o Israel, desde a subida de Hamate, ao norte, até a fronteira meridional com o Egito, se espreme atrás dos trios elétricos. Das janelas das casas e do alto das muralhas, alguns gaiatos borrifam urina de camelo sobre os foliões. Pelas ruas, o álcool e as drogas correm soltos. Um grupo de danitas, após fumar uma boa quantidade de raiz de mandrágora, mostra o pinto para as moças que passam, dizendo “Também sou judeu, ó aqui” com seu estranho sotaque. Do alto do principal carro alegórico, o carnavalesco Yowab ben Yowab Shelowshiym1 admira a grande festa toda organizada por ele em tempo recorde.
Porque a festa não era para ser esse carnaval todo. Trata-se, na verdade, da Festa das Barracas, instituída lá no Levítico. A idéia toda da festa é relembrar os tempos do Êxodo. Para isso, durante sete dias por ano os israelitas saem de suas casas e moram em tendas. Dessa vez, porém, a festa está empolgada demais. E por quê? Alívio.
No último capítulo (lá se vão quase três meses, melhor reler), vimos que Salomão concluiu a construção do Templo. Ficou faltando, porém, um objeto sem o qual a Casa de Deus seria uma casa vazia: a Arca do Acordo, verdadeira manifestação da presença de Javé. Ora, transportar a Arca por aí não era nenhuma brincadeira de criança. Que o dissessem os filisteus: após roubar o baú sagrado dos israelitas, pensaram ter humilhado Israel. Tiveram, porém, que devolvê-lo rapidinho depois que Javé mandou sobre eles uma constrangedora praga de hemorróidas. Na volta para Jerusalém, um boi tropeçara, fazendo a Arca escorregar do carro que puxava. Um tal Uzá, muito bem intencionado, tentou impedir a queda, e foi fulminado assim que encostou a mão na Arca. Tendo em vista esse retrospecto, é compreensível que a perspectiva de carregar a Arca, mesmo que fosse pela curta distância que separava o antigo palácio de Davi do novo Templo, fosse algo preocupante para todos, especialmente Salomão.
Pensando assim, o rei achou melhor arrumar todo o respaldo com que pudesse contar. Aproveitando que viria gente de todo o Israel à capital para celebrar a Festa das Barracas, Salomão convocou todos os chefes das tribos e clãs do país para irem se encontrar com ele e ajudar na mudança da Arca para o templo. Quando chegou o mês de etanim (sétimo mês do antigo calendário hebraico, que ficava entre setembro e outubro), os israelitas vieram em massa à capital, e também os líderes chamados pelo rei.
Na presença dos chefes todos, os sacerdotes e os levitas (cagando de medo, imagino) botaram sobre os ombros os varais que sustentavam a Arca e levaram o objeto sagrado até seu lugar de direito: o espaço entre as asas dos querubins no Santo dos Santos, a morada de Deus dentro do Templo.
Com a Arca já em seu lugar, todos saíram.
— E agora?
— Sei lá.
— Hum.
— Pelo menos não morreu ninguém.
— Isso é.
— Mas e agora?
— Hum…
— Vambora?
— Melhor. Parece que vai ch…
ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZP!
De repente, do templo saiu uma luz forte, como se mil flashes disparassem ao mesmo tempo. Algumas bichinhas presentes acharam que fosse isso mesmo, adotando imediatamente as poses mais blasé, o que foi motivo de chacota mais tarde. Tratava-se, na verdade, do próprio Javé descendo até o Templo para ver se estava tudo certinho.
Estava resolvido: a Arca fora transportada sem maiores problemas, e Deus aceitara a casa que Salomão construíra para ele. Emocionado, o rei gritou lá para dentro:
— Oh, Grande Truta das Parada Lá de Cima! Tu postes o sol lá no céu, e resolveres morardes entre as nuvem escura. Mas eis que levantei a goma para vós, e tu aceitastes e vinheste morar aqui com nóis na parada, estás ligado? Amém!
O povo aplaudiu, e Salomão resolveu improvisar um discurso:
— Manos de Israel! Essa vai pra tudo os mano de Suném, Bete-Peor, Horma, Megido, Hazor, Jabes. Aê, pra todo mundo que tá nas quebrada aí, só na humildade, correndo atrás. Nosso Grande Camarada Sangue Bão das Quebrada do Céu é ponta firme memo, cês tão ligado? Ele deu a letra pro meu véio que eu que ia vir e fazer tudo a parada do Templo e pá e pum. Agora tá tudo no esquema, com a Arca lá no meio dos querubim. É isso aí. Paz. Poder Para o Povo de Pau Cortado. É nóis, obrigado pelos aprauso.
Os aplausos dessa vez foram mais calorosos, e levaram Salomão a mais um surto de inspiração oratória. Dessa vez, foi até o altar para falar com Javé. Sabendo, no entanto, que o deus israelita não primava exatamente pelo humor estável, resolveu portar como bom malandro: antes de se aproximar, levantou os braços e se ajoelhou no chão. Nessa posição, começou a falar:
— Javé, Javé, tu sois o cara! Olhais aí o vosso povo de Israel, que beleza, Javé! Cuidais aqui das nossa parada, Sangue Bão do Céu. Ficais aqui com nós, protegendo dos filhodaputacorno… Ô, foi mal aê, Javé. Protegendo nós dos inimigo. Ajudais os mano que vierem aqui no Templo para pedir sua proteção, Grande Truta. Ficais com seu povo na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, a parada toda do casamento, estás ligado? Amém, Mano!
E continuou, dirigindo-se novamente ao povo:
— Manos de Israel! Tá tudo pela órdi. Já é! Bora chapá o coco!
Está explicado, portanto, porque Israel está nessa festança toda. A comportada Festa das Barracas tornou-se quase uma orgia, tamanha era a tensão a ser liberada pelo povo. Os preparativos de Salomão e do carnavalesco Yowab ben Yowab Shelowshiym ficaram à altura: foram sacrificados 22 mil bois e 120 mil ovelhas.
Depois de sete dias de festa e mais um para curtir a ressaca, os israelitas voltaram para suas casas. Da sacada de seu quarto, Salomão acenava para a correnteza de homens e mulheres que andavam pelas estradas que saíam de Jerusalém, e dizia, emocionado:
— Javé vos abençoeis, manos. Javé vos abençoeis.

1 Procurei “João” em hebraico mas não encontrei. Escolhi, portanto, um nome próximo: Joabe (Yowab). Para fazer o diminutivo, chamei o sujeito de Yowab ben Yowab (Yowab filho de Yowab, ou Yowabe Júnior, ou Yowabinho para os íntimos). Então fui ver como se escrevia o numeral 30 em hebraico. Salvo engano, é isso aí: Shelowshiym. Yowab ben Yowab Shelowshiym, portanto, é minha tentativa um tanto rebuscada de criar um Joãosinho Trinta judeu.

A edição de hoje do jornal Diário de São Paulo traz uma matéria sobre blogs, com uma foto enorme de minha cabeçorra. Um jornal de Bauru também me entrevistou dia desses. Não é uma beleza?
Não, não é.
É uma merda ver minha cara por aí, sendo que a atenção que eu dou ao blog ultimamente é bem próxima a zero. Depois que inventei de virar jornalista, minha vontade de escrever nas horas vagas tem diminuído a cada dia. Quando chego em casa, quero ver TV ou jogar Counter Strike.
Ontem mesmo eu tive uma idéia (mais uma) para o próximo capítulo bíblico, que está emperrado há séculos. Mas hoje em dia abrir um editor de texto e começar a escrever é algo muito parecido com o trabalho, então não me empolgo. Pelo contrário: esse negócio de escrever me parece cada vez mais chato e sem sentido.
Bom, mas essa conversa tá muito chata. Alguém aí joga Counter Strike? Podíamos marcar um produtivo arranca-rabo online.

Quem perdeu o lançamento do Balde de Gelo há quase um ano terá no próximo domingo uma nova oportunidade. Bom, não exatamente. A parte mais bonita e talentosa do livro, que obviamente é Daniela, não vai poder vir do Rio. Mas eu estarei na Primavera dos Livros, lá na Oca do Parque do Ibirapuera, a partir das 19 horas. Ficarei lá sentado, esperando que os leitores apareçam, comprem o livro e queiram que eu sapeque alguma dedicatória bisonha.
Apareçam lá, pois: sábado para o lançamento do Blog de Papel, e domingo para a quase noite de autógrafos. Se bem que vocês também podem comprar o Balde no sábado, sem problemas. Ou no domingo. Ou pedir pelo telefone. Ou ter a sorte de encontrar numa livraria. Sei lá! Só quero que vocês comprem, pelo amor de Deus!

O livro Blog de Papel reúne contos de blogueiros. Entre os autores estão alguns dos profetas aqui da casa: Alê Félix, Inagaki, FDR e Nelson Moraes contam lá suas histórias, muito melhores que um pobre conto escrito por mim, também incluído na coletânea. E há outros autores também, 14 deles. Com essa quantidade de gente de tudo quanto é canto do Brasil, teremos vários lançamentos, como vocês podem ver aqui: Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Goiânia, São Paulo e Rio de Janeiro. Com minhas finanças do jeito que andam, acho que só estarei presente mesmo no lançamento paulistano:

Diz a lenda que André Dahmer estará por lá também, lançando finalmente o livro dos Malvados.
Enfim, compareçam ao lançamento, qualquer um deles. O dinheiro dos direitos autorais será doado à APAE. Ou seja: eu ganho de qualquer jeito…

Pois fui a Brasília ontem, vejam vocês. Tive a impressão de ser seguido por uns sujeitos de óculos escuros, mas deve ser só porque fiquei meio impressionado com esse negócio do SNI grampeando blogueiros. Epa, eu disse SNI? Foi mal. Abin, Abin. Nada a ver com o SNI, claro. Nada.
Então: fui a Brasília. Para começar, Congonhas. Terça-feira, começo de tarde, vôo de São Paulo a Brasília é aquele negócio: políticos, putas e jornalistas. Hesitei em separar estes dois últimos em categorias distintas, mas creio que o faço com razão. Afinal, as putas são muito mais empreendedoras: ainda na flor da idade, vão à capital regularmente, para assim conhecer bem a cidade que empregará seus filhos no futuro. Gente muito precavida, as putas.
E por falar em putas, o cassável deputado João Paulo Cunha estava no mesmo vôo que eu. Tive vontade de me aproximar e perguntar se ele recebeu ou não dinheiro das contas de Duda Mendonça. Não, Daniel Dantas. Não, Marcos Valério. Porra, de quem eram as contas mesmo? Enquanto eu pensava, um barbudinho grisalho se aproximou do deputado e passou-lhe a mão na bunda. Ele se virou, reconheceu seu bolinador, se abraçaram, e foram assim abraçadinhos até a entrada do avião. Sei não, sei não… Tô achando que esse é o tal do diálogo entre os setores da sociedade brasileira de que o PT tanto fala e que nunca explica. Próximo deputado que eu encontrar, meto-lhe a mão nas nádegas.
Por incrível que pareça, o evento que fui cobrir — uma premiação de responsabilidade social — foi bem interessante. A parte das palestras, que levou quase quatro horas, foi bem amena; o coquetel foi bom; e a cerimônia foi tranqüila. Nas mesas do salão onde seriam entregues os prêmios, abelhinhas penduradas por fios de náilon incrementavam a decoração. Logo no início da festa alguém teve a idéia de levar uma abelhinha como souvenir, e parece que todo mundo achou uma excelente idéia: após a solenidade, só as abelhinhas que estavam atrás do púlpito ocupado pelo mestre de cerimônias (o Paulo Betti, aliás) continuavam em seus postos. Mas não por muito tempo: entrevistava o Excelentíssimo Senhor Ministro do Trabalho e Emprego, o ex-sindicalista Luiz Marinho (salve, salve!), ouvindo suas avançadíssimas idéias sobre legislação trabalhista, idéias estas quase soviéticas de tão modernas, quando fui interrompido pelo Jair Meneghelli, também ex-sindicalista e agora presidente do conselho do SESI, que botou as duas mãos nos ombros do ministro e disse:
— Marinho, tão pegando as abelhinhas! Vamo lá, senão a gente fica sem nenhuma!
E saiu correndo na direção dos poucos insetos decorativos sobreviventes. Ah, esses ex-sindicalistas…
Brasília é engraçada. Mesmo lá, o pessoal continua dizendo “Ah, isso se resolve lá em Brasília”. O mais engraçado é que ninguém estranha, como se a cidade fosse só a manifestação física da Brasília real, que seria uma instância superior de relações estranhas entre governo, políticos, empresários, jornalistas e putas. O amplo diálogo com todos os setores da sociedade brasileira, enfim.
Aliás, aquele plano cartesiano da capital federal não me engana. Ah, não me engana mesmo! Ficam com aquele papo de “Vai pela W3, pega o Eixão, sobe a tesourinha, desce a tesourinha, vai pra 515 Norte, que eu tô no Setor Bancário Sul e já chego lá”, ou qualquer coisa incompreensível assim. Tudo balela pra fazer bonito pros visitantes. Entre sexta e segunda-feira, quando na cidade ficam só seus habitantes, eles tiram essas placas fictícias e revelam os verdadeiros nomes das ruas. Avenida Duque de Caxias, Praça Sete de Setembro, Viaduto Presidente Vargas. Como numa cidade normal.
Festa acabada, entrevistas feitas, lá fui eu fazer da jaca minha pantufa, como diz o Giba. Encontrei Pedro, sua patroa e o André, amante dos dois, mais Daniel e seu cacho Tiago (os nomes podem estar errados, não confio na minha memória). Fomos jogar sinuca num lugar chamado Área 51, e depois nos concentrar em beber mesmo na Faculdade da Cerveja, boteco que tem drinques com nomes como Simulado, Vestibular e Pós-Graduação. O Tiago pediu a seu amigo, dono do bar, o tal Simulado, que nada mais é do que aquilo que todos conhecemos como Submarino: um copinho de destilado dentro de um copo maior de cerveja ou chope. O dono do bar montou lá o esquema todo do drinque, e o Tiago:
— E agora, faço o que com isso?
— Enfia no cu — disse eu, antes mesmo que ele terminasse a pergunta. Preciso parar com isso. Tá certo que o dono me cumprimentou por essa, mas ainda assim. A mania de falar antes de pensar ainda vai acabar comigo.
Bebemos, conversamos, rimos, chegou a hora de ir para o hotel. Cheguei, caí na cama e apaguei. Hoje de manhã desci para o café e tive uma visão do paraíso: todas as mesas, sem exceção, estavam ocupadas por mulheres. Um passo, porém, foi o suficiente para levar-me do céu ao inferno: não eram mulheres. Eram travestis, vários deles. Parece que há um congresso GLBT (ou seja lá qual for a sigla de agora) acontecendo em Brasília, e é claro que me botaram no hotel dos travecos. Tudo bem, para mim tudo é diversão. Quem ficou numa saia justa (além dos hóspedes todos, RÁ!) foi o sujeito no balcão do hotel. Eu estava por ali encerrando minha conta quando um dos participantes do congresso veio pedir uma informação qualquer. Tratava-se de um travesti dos mais mal acabados. Enquanto conversavam, uma caminhoneira que tinha ares de ser a coordenadora do negócio todo veio conversar com o moço do balcão:
— Você acha que consegue trocar o quarto?
— Acho que sim. Tenho que ver, porque ele pediu um no sexto andar.
— Ela — disse a caminhoneira, seca, coberta de furor politicamente correto.
— Er… Sim, ela.
Ah, vamos parar com isso? Como é que alguém em sã consciência vai se lembrar de usar pronome pessoal feminino ao se referir a um sujeito de voz grossa e barba de dois dias? É cada uma…
E não venham me acusar de preconceito, cambada. Pior é o taxista que me levou hoje à tarde do aeroporto de Congonhas para a redação. Contei para ele sobre o hotel tomado pelos travestis e o bicho ficou indignado.
— Gueizada do caraio! Os fedaputa vêm pra parada gay, entram no carro da gente de mão dada, um nojo. Dia desses entrou duas menina. Começaram a se beijar aí atrás. De repente uma abriu as pernas e a outra meteu o dedo no grilo dela. Ah, parei o carro. “Seguinte: cês qué metê, vai metê. Mas no meu carro não. No meu carro eu quero respeito! Ou cês pára de putaria ou desce agora, duas lébisca do caraio”. Falei memo! Porra é essa? Qué trepá? Eu levo prum motel, elas trepa pra caraio e me deixa em paz. Mas putaria no meu carro? Queisso!
E continuou:
— Não entendo, rapaz! Tanta mulher no mundo e o sujeito resolve dar o cu. Não dá pra entender! Cê vê: fui pro Pantanal, voltei esses dia memo. Chegamo lá no hotel e tinha lá duas menina. Comecei a conversar, as duas trabalhava numa boate logo ali em frente. E começaram a falar que tavam carente, que não tinham cliente, a porra toda. “Tamo tocando tiririca uma pra outra”, elas falaram. Aí a gente faz o quê, né? Vai pescar? Pescar uma porra! Fica por ali, só de bobeira, e de noite vai no puteiro. Pois fui. Gastei tanto naquela porra que a dona veio me dizer que abria a piscina pra mim à tarde quando eu quisesse. Aí sim! Todo dia eu ia lá na piscina. E as mina lá, cara! Tudo de tanguinha e… coméonome? Os peito de fora… LAPTOP! As mina tudo de laptop na piscina, rapaz, que beleza! E o cara vê uma coisa dessa e pensa, “Ah, não, vou é dar o cu”? Não dá pra entender mesmo…
Um sábio, o taxista.
Pronto, povo. Um post grande e sem revisão, como nos bons tempos. Agora vão encher o saco do diabo.

O blog mal começou e já foi grampeado pela Abin. Atenção senhores espiões: aqui no JMC eu só admito bisbilhotagem do Mossad. Os assuntos de que trato aqui só interessam mesmo a Israel. Israel de quatro mil anos atrás, mas ainda assim. Além do mais, cá entre nós: Abin não, né? Ser espionado pela Abin é como ser preso em quermesse: você está preso, ok, mas não dá pra levar a sério.

A Torre de Marfim, coisa fina. Trecho:

Vou defender o Olavo. Acho que, devidamente medicado, ele faz críticas instigantes ao esquerdismo miolo-mole, que podem ser extraídas com picareta, dinamite e outros artefatos da pedra bruta do seu delírio. O Mangabeira numa mesa de bar talvez entretenha, embora algo me diga que ele é do tipo verborrágico que fica com aquele cuspinho seco no canto dos lábios. Mas não devemos esquecer o Emir Sader. Em defesa dos dois primeiros, é importante dizer que o Sader está muitos furos abaixo, intelectualmente falando. Como não estou aqui para ofender ninguém, não vou colocá-lo na categoria de ‘besta imitigada’, mas acho que os leitores percebem onde quero chegar

Não perdoam ninguém, os rapazes.