Tabernaculonet. Horas de diversão garantida. Para começar, leiam sobre a mensagem subliminar no rótulo do xampu. Uuuuuuh, spooky!
Mês: abril 2005
Show do Milhão
Pelo meus cálculos, acho que a marca de um milhão de visitantes do blog será alcançada por volta do dia 15 de maio, meu aniversário. Bonito, não?
Os soldados famosos de Davi
(II Samuel 23)
Numa praça de Jerusalém, perto do palácio real, dois repentistas cantam para a crescente roda de curiosos. Um deles, Zé de Gade, é um varapau desdentado e de olhar esperto. Patativa de Zebulom, seu companheiro, é atarracado, não tem pescoço nem dentes, e sorri o tempo todo. Ambos são feios como a necessidade. E cantam:
Eu vou lhes contar a história
Mais bonita que já vi
Dos soldados mais famosos
Os valentes de Davi
O Josebe-Bassebete
Cabra de muitos talentos
Sem nenhum constrangimento
Andou pintando muito o sete
A história não se repete
Se não me falha a lembrança
Armado com sua lança
E de olhos muito atentos
Matou mais de oitocentos
E foi aquela lambança.
Eleazar, filho de Dodo
Sujeito de cara amarrada
Gostava de dar porrada
E não era nada bobo
Numa ocasião foi fogo:
Foi lutar com os filisteus
E de raiva dos ateus
A mão se pegou na espada
Só largou na hora dada
Da vitória dos hebreus.
Vou falar também de Sama
De família hararita
Que em Israel habita
E ainda tem muita fama
Eu já lhes conto toda a trama
Do feito que muito brilha:
Numa plantação de ervilha
Mandou os filisteus pra chama
Do inferno que os inflama
Ô, Javé, que maravilha!
Esses três cabras valentes
Estavam em Adulão
Onde Davi estava então
Junto com os seus agentes
E com a voz mais pungente
Expressou sua vontade
Que inspirou caridade
A toda aquela gente
Um pedido diferente
Não atender era maldade:
“Cercaram minha cidade
Minha querida Belém
Não foram homens de bem
Mas os filisteus na maldade
Meu Deus, que barbaridade
E eu aqui passando sede
Queria estar na minha rede
Com toda tranqüilidade
Tomando água do balde
Do poço perto da parede”.
Josebe e Eleazar
E o hararita Sama
Percebendo logo o drama
Do rei naquele lugar
Resolveram ir buscar
A água do poço de Belém
Para mostrarem que além
De serem homens de lutar
De matar, e trucidar,
Eram sujeitos de bem.
Ao receber um tal presente
Muito se emocionou o rei
“Meu Javé, agora eu sei
que querem me ver contente
Pois me viram tão carente
E quiseram me ajudar
Não sou digno de tomar
Essa água da nascente
Que me trouxeram os valentes
Melhor mesmo é derramar”.
Muitos além desses três
Se destacaram em Israel
Foram todos para o céu
Isso eu digo pra vocês
Agora mesmo é a vez
De falar de Abisai
Que nunca soltou um ai
E muita coisa boa fez
Matou trezentos e seis
Eu juro por Nosso Pai.
E o filho de Jeoiada
O famoso Benaías
Também teve os seus dias
Era um cabra da pesada
Armado com sua espada
Matou dois grandes guerreiros
Mais um leão carniceiro
E com uma vara afiada
Matou de uma estocada
Um egípcio lanceiro.
A lista desses soldados
É enorme como o quê
Se eu começo a dizer
Vou ficar até cansado
Os feitos realizados
Nos tempos de antigamente
Por todos esses valentes
Ficaram mesmo no passado
Hoje só se vê veado
Andando na nossa frente.
Eu já lhes contei a história
Mais bonita que já vi
Dos soldados mais famosos:
Os valentes de Davi
Que beleza.
Amici Miei
Opa
Hoje tem capítulo bíblico novo. Se não tiver, é por safadeza minha mesmo. Seja como for, fiquem ligados.
Eita preula!
O post abaixo deu pano pra manga, hein? Vixe Maria. Dona Ilana Casoy, não se perturbe por pouca coisa não, viu? Nós só achamos seu livro muito, muito parecido com os arquivos do Crime Library. Mas se a senhora diz que não, então é não e acabou-se. Não discuto mais, que isso já cansou minha beleza (que já é bem pouca).
Aos meus leitores queridos (e aos odiados também, que não discrimino ninguém): talvez eu tenha novidades amanhã para minha vida profissional, que por agora é nula. Se eu sentir firmeza lá na parada, teremos capítulo bíblico novo. Prometo.
(Só assim para vocês torcerem por mim. Putos.)
The Serial Copier, o retorno
Essa é para quem leu os livros da Sra. Ilana Casoy e os achou fantásticos, bem escritos, formidáveis: o Jaime está de volta com The Serial Copier, um projeto que nasceu de uma conversa nossa. No blog fica bem claro como foi fácil para a Sra. Casoy ganhar rios de dinheiro com seu Serial Killer: Louco ou Cruel tendo apenas o trabalho de traduzir páginas inteiras do website Crime Library. The Serial Copier surgiu em 2002, depois sumiu devido a um dos surtos de veadagem do Jaime, e agora está no ar novamente. Visitem, leiam, divulguem.
Mentira, nem tenho, mas dizer isso é sempre de bom tom. Soa como “Blé, tô nem aí”.
UPDATE 2: A pedido do Marcelo Feller, filho da Sra. Ilana Casoy, os comentários ofensivos serão editados. Apesar do fato de ter insinuado que há covardia de minha parte (pfff…), edito ou apago os comentários, sim. Porque, independentemente de qualquer outra coisa, é um filho defendendo sua mãe, atitude louvável em qualquer circunstância.
Ei
Alguém aí tem um trabalho para mim? Sério. Está começando a ficar difícil. Alguém?
Vantagem
Sabe qual a maior vantagem de ter uma namorada blogueira?
A munição…
Quero ser português!
Chega. Cansei dos brasileiros sendo insuportavelmente constrangedores no orkut, nos fotologs, nos blogs. Cansei do dialeto internetês, das miguxas, desse povo que está sempre di bowa. Chega, chega! Sinto-me como um personagem de Invasores de Corpos, ou de Eles Vivem: parte de uma minoria que vê seres alienígenas tomarem conta do mundo. Eles são muitos, e eu desisto. Quero asilo cultural em Portugal. Ah, os blogs portugueses! Ah, o idioma bem escrito, a fina ironia, a vasta cultura dos portugueses!
Pensando nisso tudo, criei uma comunidade no orkut para reunir outros que pensem como eu. Vamos nos organizar e migrar em massa para Portugal. E os portugueses não precisam se preocupar: somos pouquíssimos, não causaremos explosão demográfica em vossa terra.
Estamos cercados. Vamos, pois, antes que seja tarde.

