Não adianta. Todo dia tem pelo menos um fundamentalista chato enchendo o saco por aqui. Pessoas que se dizem cristãs mas não se preocupam em demonstrar nem um pouquinho de amor ao próximo, de respeito. O negócio deles é só chegar batendo a Bíblia na cabeça da gente e fazendo ameaças (explícitas ou veladas) com o velho e bom fogo do inferno. O imbecil de hoje assina como servo_do_SENHOR_ALTISSIMO e diz:

Sinto pena de sua alma em ter a coragem……. a coragem de fazer um site destes….. Aquele que um dia deu a vida para que vc vivesse hoje, nao sera vitima de chacotas….PRA COMEÇAR, VC SÓ TEM ESTA IMPETULANCIA PORQUE NAO CONHECE O DEUS QUE EU SIRVO…. O DEUS QUE TEVE MISERICORDIA DA MINHA ALMA E DA SUA ALMA, ENVIANDO AQUELE Q NOS AMOU DE TAL FORMA, NOS DANDO A PROPRIA VIDA. SE O JESUS Q VC CONHECE É ESTE QUE ESTÁ NO SEU SITE, O QUE EU CONHECO É BEM MELHOR. É ELE QUEM ME PROPORCIONA UMA VIDA ABENCOADA, VITORIOSA, E DE MUITA PAZ. ESPERO Q ENTENDA O MEU REPULDIO!!! É Q EU SEI QUE VC PRECISA DE AJUDA, PORQUE SE NAUM PRECISASSE NAUM ESTARIA QUERENDO APARECER CRIANDO UM SITE COM ESTE CONTEUDO QUE FERE OS verdadeiros PRINCIPIOS CRISTAOS!!!! Deus te abencoe, e te abra os olhos espirituais para que possas entender a profundidade do que é SERVIR AO DEUS ÚNICO SALVADOR DE TODA A TERRA….. UMA PENA É QUE SE VC NAUM OUVIR HOJE, PODE SER TARDE: “FUTURO; EXISTEM DOIS LUGARES A SE ESCOLHER”

Viram? Convenceram-se? Melhor pararem de ler o que eu escrevo. Eu sou um impetulante que só merece mesmo o repuldio das pessoas. Quem ler isto aqui irá para o inferno montado na minha garupa. É ISSO QUE VOCÊS QUEREM? É ISSO??? O SENHOR NÃO SE DEIXA ESCARNECER, SEUS ÍMPIOS!
Ai, ai. Esse povo cansa minha feiúra…

(I Samuel 14:47-52)
Bom, vamos encerrar logo o 14º capítulo, que já deu muito pano pra manga. Este final é só um resumo do que foi o reinado de Saul: diz-se que ele lutou contra todos os inimigos da vizinhança: Moabe, Amom, Edom , Zoba e, claro, Filistia. Fica claro que Saul foi um guerreiro competente, e que defendeu Israel de todos os ataques sofridos.
É dito também que o rei tinha três filhos (Jônatas, que já conhecemos, Isvi e Malquisua) e duas filhas (Merabe e Mical, que terá importância na história mais para a frente) com sua esposa Ainoã, filha de Aimaás. Em todo governo há nepotismo, e o reinado de Saul não foi exceção: o comandante do exército era seu primo Abner, de quem ainda ouviremos falar bastante. Os pais de Saul e Abner (Quis e Ner, respectivamente) eram filhos de um certo Abiel.
Durante toda sua vida Saul lutou ferozmente contra os filisteus, e conseguiu arregimentar um exérctio de homens fortes e valentes, que foram muito bem treinados. E esta deve ser a última referência positiva a Saul na Bíblia: daqui para a frente seu reinado começa a degringolar, como veremos.

Foi um pequeno momento, um jeito
Uma coisa assim
Era um movimento que aí você não pode mais
Gostar de mim direito
Teria sido na praia o medo
Vai ser um erro, uma palavra
A palavra errada
Nada, nada
Basta quase nada
E eu já quase não gosto
E já nem gosto do modo que de repente
Você foi olhada por nós
Porque eu sou tímido e teve um negócio
De você perguntar o meu signo quando não havia
Signo nenhum
Escorpião, sagitário, não sei que lá
Ficou um papo de otário, um papo
Ia sendo bom
É tão difícil, tão simples
É tão difícil, tão fácil
De repente ser uma coisa tão grande
Da maior importância
Deve haver uma transa qualquer
Pra você, e pra mim
Entre nós
E você jogando fora e agora
Vai embora, vá!
Deve haver um jeito qualquer, uma hora!
Há sempre um homem
Para uma mulher
Há dez mulheres para cada um
Uma mulher é sempre uma mulher etc. e tal
Assim como existe disco voador
E o escuro do futuro
Pode haver o que está dependendo
De um pequeno momento puro de amor
Mas você não teve pique e agora
Não sou eu quem vai
Lhe dizer que fique
Mas você não teve pique e agora
Não sou eu quem vai
Lhe dizer que fique…
(Caetano Veloso)

(I Samuel 14:24-46)
— E aí, rapaz? Há quanto tempo!
— Pois é. Estava viajando, cheguei ontem
— Ah, então você não está sabendo da confusão?
— Que confusão? A guerra?
— Também. Mas estou falando da história de Jônatas.
— Que história?
— Não se fala de outra coisa em todo o Israel! Foi assim: antes de atacarmos os filisteus, Saul impôs um jejum rigoroso a nós, os soldados. Ninguém deveria comer nada enquanto não tivéssemos derrotado os inimigos.
— Acho que ouvi algo a respeito.
— Pois então: estávamos perseguindo os filisteus, todo mundo com uma fome danada. Aconteceu que chegamos a um bosque e adivinha? As árvores estavam cheias de mel! Lembra da história da promessa de Javé a Abraão, que daria a ele uma terra de onde mana leite e mel? Pois naquele bosque o negócio era literal mesmo: favos expostos, o mel pingava das árvores.
— Deu água na boca.
— Imagine a gente! Uma fome desgraçada, todo aquele mel ali ao alcance da mão. Mas o rei havia feito um juramento, e era melhor obedecer. Ficamos ali só olhando para as árvores cheias de mel, e babando.
— Que situação triste…
— Muito triste! Mas foi aí que começou a confusão: o Jônatas, que devia estar matando filisteus no caminho, chegou atrasado ao bosque. Não teve dúvida: pegou uma vareta, enfiou num favo e comeu um pouco de mel.
— Ué, mas e a promessa do pai dele?
— Aí é que está: ele não estava no acampamento quando Saul fez o juramento. Estava matando filisteus, é o esporte preferido dele. Então olhou em volta, satisfeito. Mas um dos soldados achou melhor avisá-lo: “Olha, seu Jônatas, seu pai falou que quem comesse hoje seria amaldiçoado”.
— E ele?
— Nem deu bola! “Meu pai fez uma coisa terrível contra Israel”, ele disse.
— É maluco, esse Jônatas. Gosto dele.
— É, todo mundo gosta. E não foi só isso: disse com todas as letras que os soldados deviam ter comido o alimento que tomou no inimigo, que assim ficaríamos mais fortes e mataríamos mais filisteus.
— Faz sentido.
— Faz todo o sentido! Tanto que logo depois nós continuamos perseguindo os filisteus e, quando chegamos ali em Aijalom, com eles já derrotados, avançamos sobre os animais que havíamos tirado deles, matamos tudo ali mesmo e começamos a comer. Com sangue e tudo.
— COM SANGUE?
— Pois é. Para você ter uma idéia da nossa fome.
— Puxa… Mas e aí, ficou por isso mesmo?
— Ficou nada! Algum alcagüete foi contar para o rei o que estava acontecendo. Rapaz, o homem ficou emputecido que só a peste!
— Imagino.
— Gritou, xingou, esperneou. Pelo menos foi o que me disseram.
— Claro! Vocês quebraram o juramento dele!
— Não, nem foi por isso: os filisteus já tinham sido derrotados, então podíamos comer à vontade. O problema foi esse negócio de comer carne com sangue.
— Ah, é verdade… Mas e aí?
— Aí o rei mandou rolar uma pedra grande para o meio do acampamento e mandou um mensageiro até onde estávamos. Convocava todo mundo para voltar ao acampamento e matar os animais sobre a pedra, deixando o sangue escorrer antes.
— Então não foi tão ruim assim, ué.
— A princípio não. Saul até construiu um altar, para dar uma bajulada em Javé e tal. Mas aí ele teve uma idéia: queria descer até a terra dos filisteus, matar todos eles e fazer um grande saque.
— Excelente idéia.
— Todo mundo achou. Só o sacerdote achou ruim e propôs que se fizesse uma consulta a Deus antes, para saber se ele aprovava o ataque. Saul não viu nada de mais, então perguntou se deveria atacar os filisteus e se seríamos vitoriosos.
— E a resposta?
— Não teve resposta. Era noite, e na manhã seguinte ainda não havia qualquer resposta. Saul entendeu que alguém tinha feito alguma bobagem, e que Javé estava de mal por isso. Então disse aos oficiais que precisavam descobrir que pecado havia sido cometido, e que jurava por Javé que mataria o responsável.
— Cá entre nós, acho que o rei faz juramentos demais…
— É, também acho. Fez esse juramento aí e pegou as pedrinhas de sorteio lá, como é mesmo o nome?
— Urim e Tumim.
— Isso aí. Pegou o Urim e o Tumim, ficou de um lado com Jônatas, deixando do outro lado todo o resto do povo. Então disse em voz alta: “Javé, se o problema é comigo ou com Jônatas, responda pela pedra marcada Urim, se for com o povo de Israel, responda pela pedra Tumim. Jogou as pedras e deu Urim. O negócio era entre ele e o filho. As pedrinhas foram jogadas de novo, e deu Jônatas. Então ele perguntou o que o filho havia feito, e Jônatas contou o caso do mel nas árvores.
— Xi…
— “Que eu seja morto se não o matar, Jônatas”, ele disse.
— Outro juramento.
— É, muito chato isso.
— Mas e aí? Matou o próprio filho?
— Estava bem disposto a isso. Cê sabe que o Saul é maluco, né?
— Todo mundo sabe…
— Então. Mas os soldados ficaram revoltados: disseram que graças a Jônatas nós havíamos derrotado os filisteus, o que era verdade. E que juravam por Javé que ele não perderia nem um fio de cabelo.
— Pegaram o costume do rei… Mas e Saul, como ficou com essa revolta dos soldados?
— Ficou quietinho. Deve ter percebido a merda que estava fazendo.
— Menos mal. E Jônatas?
— Saiu vivo dessa, mas anda meio desconfiado do pai.
— Não é para menos. E os filisteus?
— Estão lá na terra deles, caladinhos e com medo.
— Que continuem assim.
— Tomara.

Tendo mais uma vez arrebentado um bracket do aparelho, liguei para o consultório do Japonês Maluco e marquei um horário. Cheguei lá todo ressabiado, e já me preparando para levar bronca (eu sempre levo bronca). O danado demorou para me atender, acho que de pura pirraça. Quando enfim me chamou, estava todo simpático, nem se lembrou de brigar comigo. Deve ter se dado bem no fim-de-semana, sei lá. Então fiquei mais tranqüilo:
— Se eu te contar como foi que eu arrebentei o aparelho desta vez…
— O que aconteceu?
Então contei: quinta-feira de madrugada, eu meio dormindo e meio acordado, deitado de bruços. Acordei assustado sei lá com o quê, e me levantei bruscamente. Só que o danado do aparelho estava preso no travesseiro, e lá se foi o bracket. Foi das cenas mais ridículas que protagonizei. O japonês ouviu a história, deu lá o seu risinho abafado e começou a trabalhar com suas ferramentas de serralheiro. Quando já havia colado o bracket, comentou:
— Ê, Seu Marco… Vou falar pra sua namorada que você anda mordendo travesseiro, viu?
Eu queria responder direito, mas estava com arames por todos os lados da boca, além daquele treco que emite uma luz azul e que eu não sei para que serve. Então soltei um ininteligível:
— TOMANOCU.
Assustado, ele tirou o treco da minha boca (o treco da luz azul, ô!):
— COMO É QUE É?
— TÔ MALUCO!
— HAHAHAHA. Tá mesmo! Tá mesmo!
Admitam, eu tenho presença de espírito.
Pois bem. Saí do consultório, fui até a ex-empresa, depois fui almoçar com Camila. Queria ir ao cinema, mas bateu a preguiça. Voltando pra casa, passei na locadora. Estava lá tentando escolher algum filme razoável e conversando com a loirinha do balcão (linda, linda), quando começou a tocar uma música familiar. Demorei um segundo para reconhecer: era Black, do Pearl Jam. Aí já era demais. Exclamei:
— TOMANOCU!
Acho que falei alto demais, porque a menina se assustou:
— Hein?
Eu não estava com nada na boca, infelizmente (ah, aqueles peitinhos adolescentes…), então tive que repetir:
— Tomanocu, ué.
— Eu?
— Não! O Eddie Vedder.
— Quem?
— Vocalista do Pearl Jam. Canta essa música aí.
— Ah… Essa música é triste, né?
— Humpf.
Peguei qualquer filme lá e vim-me embora. Será o Benedito que hoje todo mundo resolveu portar-se acintosamente contra mim?

Dizem que se pode expressar qualquer idéia, por mais complexa que seja, numa única palavra em alemão. Uma palavra bem grande, às vezes, mas ainda assim uma palavra. Há mesmo quem diga que, devido a isso, filósofos e psicanalistas alemães saem em vantagem.
Pois bem. Eu precisava de uma palavra que expressasse a angústia nascida do sentimento de iminência de algo que não se tem a mínima idéia do que seja, mas que traz todos os sintomas de tristeza sem que se lhe conheça a causa, fazendo com que o indivíduo passe a se portar da forma mais patética e desagradável possível.
Se existir, deve ser uma palavra grande pra diabo.

UPDATE: Esqueçam. Já descobri o que era.

(I Samuel 14:1-23)
Os filisteus continuavam usando sua estratégia de pressão psicológica. A guerra de nervos fazia efeito sobre os israelitas, cada vez mais assustados. Acampados em Gibeá, esperavam pelo momento em que os filisteus desceriam para começar o massacre. Alguns até torciam por isso, ao menos acabaria com a ansiedade.
Jônatas, porém, não partilhava desse sentimento. Conhecia o passado glorioso de Israel, e não se conformava em ser vassalo da Filistia. Tinha ódio mortal dos filisteus, e estava disposto a arriscar a própria vida combatendo-os. Tanto que um dia, cansado de tanta inação, chamou seu escudeiro para conversar:
— Ei. Por que a gente não vai até ali do outro lado do desfiladeiro?
— Porque os filisteus estão acampados lá, Seu Jônatas.
— …
— Não!
— Sim! O que nós temos a perder?
— Hum… A VIDA?
— E daí? Sua vida é tão boa assim?
— Não tenho muito do que reclamar não.
— Oras, deixe de ser bunda mole!
— Deixo. Mas precisa ser agora?
— Vamos, vamos logo!
— Mas… Mas o senhor não vai nem falar com seu pai?
— Pra quê? Meu pai está tão assustado quanto os outros. Machos mesmo neste acampamento, só eu e você.
— Er… Eu?
— Sim, você!
— Droga. Posso ao menos me despedir dos amigos?
— Pra quê? A gente volta logo.
— O senhor é muito otimista, Seu Jônatas.
— Ah, isso eu sou. E aí, vai comigo ou não?
— O senhor vai de qualquer jeito, né?
— Claro que vou. Estou doido pra chutar uns rabos filisteus. E, sei lá, pode ser que Javé nos ajude.
— E pode ser que não ajude.
— É verdade.
— Bah, foda-se! Vamos logo.
— Muito bem, rapaz, assim que eu gosto! Olha, vamos fazer assim: vamos até lá como quem não quer nada. Se eles nos mandarem parar, nós obedecemos. Mas se disserem pra gente subir até lá, este será o sinal de que Javé nos dará a vitória.
— Como é que o senhor sabe?
— Ué, ele deve estar ouvindo.
— Ai, ai…
— Vambora.
Os dois foram para o vale e ficaram andando por lá, certificando-se de que os inimigos podiam vê-los. Não demorou para que isso acontecesse, e os filisteus começaram a gritar:
— Olha lá! Dois narigudinhos perdidos!
— Que beleza, saíram da toca!
— Ei, hebreus! Subam aqui que eu tenho um negócio pra mostrar pra vocês!
Jônatas abriu um sorriso:
— É o sinal!
— Um filisteu balançando o pau pra gente é um sinal???
— Oras, estão nos chamando. É o sinal! Javé nos ouviu! Vem atrás de mim.
— Mas Seu Jôn… Ô, diabo!
Jônatas já havia começado a subir pelas pedras, engatinhando. Não tendo outro remédio, o escudeiro foi atrás. O príncipe israelita ia atacando e derrubando os filisteus enquanto subia, e o empregado os ia matando. Nesse primeiro ataque, mataram uns vinte homens em uma área de mais ou menos mil e duzentos metros quadrados.
A notícia do ataque terrorista começou a espalhar-se pelo acampamento filisteu. As informações eram desencontradas. Uma confusão danada, ninguém sabia direito o que estava acontecendo. Espiões que Saul enviara viram que os filisteus corriam de um lado para o outro, e foram avisar o chefe do que estava acontecendo. O rei ficou sem entender nada: seu exército estava ali acampado com ele, então quem estava atacando os filisteus? Deu ordem aos seus oficiais para que contassem os homens e descobrissem quem estava faltando. Eles voltaram com a notícia: Jônatas e seu escudeiro não estavam no acampamento. Saul inchou-se de orgulho:
— Ah, moleque! Esse meu filho é macho mesmo! Cadê o Aiás? Cadê o filho-da-puta daquele songomongo do Aiás?
— E-estou aqui, majestade!
— Vá puxar o saco da puta que o pariu! Que merda de sumo-sacerdote eu tenho, meu Deus! Vá buscar a Arca, vamos precisar dela.
— É pra já, meu soberano!
Enquanto Saul falava com o sacerdote (Aiás era sobrinho de Icabô, e um dos últimos descendentes do sacerdote Eli), foi informado de que a confusão no acampamento filisteu aumentava cada vez mais.
— Ah, é? Que maravilha! Aiás, esquece a Arca. Vamos atacar aqueles putos é agora!
— Mas Javé pode ficar nervoso se a gente não levar a Arca.
— Fica nada, fica nada! Para agradá-lo, faço agora um juramento: nenhum israelita comerá nada enquanto não tivermos derrotado nossos inimigos. Estamos de jejum a partir de agora, e maldito seja quem o quebrar.
Saul juntou seu pequeno exército e marchou contra o acampamento do inimigo. A confusão gerada pelos ataques de Jônatas e seu escudeiro era enorme. Os dois atacavam os filisteus um por um, pelas costas, e ninguém sabia quem estava matando os homens. Apavorados, os filisteus lutavam uns contra os outros. Alguns dos hebreus mais covardes, que ao fugir tinham passado para o lado do inimigo, trocaram de lado mais uma vez e juntaram-se ao exército de Saul. Os que estavam escondidos nas cavernas ficaram sabendo do que ocorria e saíram de seus buracos. Todos juntos atacaram os filisteus, perseguindo-os até Bete-Avém. Mais uma vitória espetacular do exército israelita, dessa vez mais graças à temeridade de um homem do que à intervenção divina.

Como boa parte dos garotos nascidos na segunda metade da década de 70 (tecnicamente eu nasci na primeira, mas não vem ao caso), eu também tive na revista MAD uma das pilastras de minha formação. Deu no que deu, vejam que tristeza. Bom, não vamos lamentar, é tarde demais. O negócio é que um dos melhores colaboradores da revista era o Ed (que assinava com o horrível trocadilho Ed Lascar). Cheguei a pegar um autógrafo dele na Bienal do Livro de 1990, um autógrafo que é motivo de orgulho até hoje.
Pois muito bem: visitando comunidades do Orkut aqui e ali, acabei me deparando com o Ed perdido por lá. E desobri que o danado mantém um fotolog com seus desenhos. Ah, que alegria! Visitem, e vejam por que eu me tornei fã desse cara em tão tenra idade (eu, não ele, que é mais velho que o capeta).