E eu ainda aprovo uma coisa dessas:

Sinceramente, eu acho que você gostaria que o JMC, que faz uma versão, digamos, diferente da Biblia, tivessão [sic] a mesma repercussão que o filme do Mel Gibson.

(Mané Galinha)

Aí, me pegou. De fato, eu queria que o meu blog tivesse a mesma repercussão que uma superprodução de Hollywood. Não entendo como é que isso não aconteceu ainda. Oh, mundo cruel! Oh, sociedade injusta! MEUS SAIS!

Meu primeiro contato com a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana foi aos seis anos. Eu cursava a pré-escola numa sala anexa à igreja Nossa Senhora Aparecida aqui do glorioso Jardim Três Marias. Às vésperas da formatura, a professora nos levou para conhecer a igreja. Lembro-me de ter ficado um tanto desconcertado com o que vi. Acostumado com as paredes austeras da Igreja Batista, foi um choque ver tantas imagens, tantos adornos e rococós. Mas o que mais me espantou foi ver Jesus lá na frente, grandão, dependurado na cruz e com a maior cara de sofrimento do mundo. Eu sabia toda a história da paixão e morte de Cristo, mas a imagem que tinha dele era de um barbudo sorridente que brincava com as crianças, não aquele homem esquálido, grave e moribundo.
O choque repetiu-se com maior ou menor intensidade em todas as outras vezes em que entrei numa igreja católica. Há uns anos, entrei pela primeira vez na Catedral da Sé, e me impressionou ver uma imagem do Cristo morto, deitado num esquife. Esses choques foram gerando uma pergunta dentro da minha cabeça: por que o Jesus Cristo dos católicos é um derrotado? Ou, melhor elaborada: por que o símbolo do cristianismo é a cruz, em vez da pedra removida da porta do sepulcro?
E então veio o filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson. O diretor fez questão de deixar bem explícito o sofrimento de Jesus, sempre que possível com close ups. Parece ter a necessidade de fazer Jesus sofrer muito mais do que os Evangelhos dão a entender. É tão exagerado nos suplícios que a certa altura do filme me perguntei: será que Mel Gibson, lá no fundo, não sentiu um certo prazer com isso? Quanto mais eu penso e me lembro de certas cenas, mais me convenço de que sim.
Mas o prazer inconfessável do diretor não basta para explicar o filme: seu extremo catolicismo deve ser incluído na equação. Com sua história de penitências, venda de indulgências, auto-flagelação (só as primeiras subsistem ainda), a Igreja de Roma quebrou a espinha dorsal do Cristianismo: a idéia de que o Cordeiro de Deus, tendo sido sacrificado e depois ressuscitado, tirou o pecado do mundo. Sendo assim, expressões como “estou pagando meus pecados” não fazem sentido num contexto cristão: seus pecados já foram pagos, paspalho. É curioso que Mel Gibson tenha tirado de seu contexto o trecho do livro de Isaías usado como epígrafe no filme. Tirou toda a beleza do que escreveu o velho profeta:

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; contudo, nós o consideramos como aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Considerar Jesus apenas um “ferido de Deus”, e mostrar detalhadamente como e o quanto ele foi ferido (de acordo com suas próprias fantasias), é botar em segundo plano toda a beleza do Cristianismo: cansado de escolher homens para salvarem seu povo, para depois da morte desses homens tudo voltar a ser como era, Deus resolve estender o título de “povo escolhido” a toda a humanidade, fazendo-se ele mesmo homem e se oferecendo como sacrifício para zerar a dívida e reconciliar-se com os homens. Para tal propósito, não importava muito como seria sua morte, mas era imprescindível que ressuscitasse. Não fosse assim, o sacrifício deveria ser repetido periodicamente, o que acabaria cansando o cara (que me corrijam John, Alecrim e Daniel, meus teólogos prediletos, se estou falando besteira nesse resumo do Plano de Redenção visto por um agnóstico).
Mel Gibson não quer saber disso, é claro. Ele precisa gritar: “ESTÃO VENDO? ESTÃO VENDO O QUE O FILHO DE DEUS SOFREU POR VOCÊS? VEJAM QUANTO SANGUE! VEJAM QUANTO SOFRIMENTO! ECCE HOMO!”. Dizem até que, no filme, o braço empunhando o martelo que finca os cravos nas mãos de Jesus é dele, Gibson. Deve ter sido o paroxismo de sua fé, e talvez de seu prazer.

(Ainda vou falar bastante sobre esse filme. Mas acho que já deixei claro que prefiro A Vida de Brian…)

Vejam o tipo de comentários que eu venho barrando por aqui:

SUA COISA GORDA TOSCA FICA AI COM ESSA BUNDA NOJENTA O DIA TODO MECHENDO NESSE BLOGZINHO , COM SEU EMPREGUINHO DE MERDA , FEIO PRA CARALHO PQP EU NÃO QUERIA TA NA SUA PELE

Oh, não! Eu sou gordo e feio! Minha bunda é nojenta! Eu tenho (tinha) um empreguinho de merda! E ELE NÃO QUERIA ESTAR NA MINHA PELE!!!
Ok, cadê meu antidepressivo? Esse tipo de crítica contundente e certeira, cheia de argumentos inteligentes e de fina ironia, meu Deus, acaba comigo. E é inteligente, o danado. E escreve bem. INVEJA, VIU? Mecheu comigo…

Meu camarada Renato K. me deu o toque:

O blog é seu, eu sei. Mas eu não gosto desse negócio de aprovação de comentários. Tem cheiro de censura, e eu odeio censura. Ou talvez seja somente porque eu tô lendo os livros do Elio Gaspari sobre a ditadura, e esse negócio me lembrou alguns expedientes usados pelo regime naquela época.

Fosse outra pessoa, eu mandaria tomar no cu. Foi o Renato, porém, um cara com quem já briguei bastante, e a quem aprendi a respeitar por ser sempre educado, gentil e pertinente em seus argumentos. Além do mais o cara mora no Marrocos, vou lá saber em que tipo de coisa ele anda metido? Eu, hein… Bom, o Renato não foi o único a dizer isso, mas foi o único a fazê-lo com educação. Então explico.
Coincidentemente, também estou lendo a série A Ditadura Coisada® (claro, eu leio tudo o que o Polzonoff manda, sou o cão de guarda dele, como andaram dizendo). E não creio que o que eu faço aqui se assemelhe nem de longe com o que acontecia sob o manto do AI-5. Usando a mesma analogia que usei num email enviado ao Renato: O jornal Estado de S. Paulo, por exemplo, tinha sempre um censor na redação. Algo parecido aconteceria aqui se, sem nenhum aviso, de repente entrasse aqui no meu quarto um direitista furioso. Ele tiraria o ímã que prende o cavalo maravilhosamente desenhado para mim pelo meu primo Igor, e o substituiria por uma foto de Olavo de Carvalho. Então puxaria um banquinho, sentar-se-ia ao meu lado com as mãos cruzadas sob o queixo (direitistas furiosos sempre têm as mãos cruzadas sob o queixo; reparem), e começaria seu trabalho:
— Não, não. Isso não pode.
— O quê?
— Botar o Senhor Deus falando “caralho”. Não pode.
— Mas por quê?
— Porque eu tô falando, oras.
— …
E aí eu substituiria os capítulos bíblicos por receitas, e isto aqui viraria a Cozinha Maravilhosa de Ofélia.
Voltando ao Estadão, agora imaginem a seção de cartas do jornal. Um sujeito envia uma carta assim:

ae ow esses mesquita é tudo cuzão huahuahuahua se liga

Ou:

Mesquita, quando é que você vai ler aquele meu artigo? Já o enviei uma dezena de vezes e você ainda não o publicou, nem sequer deu seu parecer a respeito. Não sabia que o Estado de S. Paulo era uma ditadura.

Ou ainda:

HAHAHAHAHAHAHAHA O JULIO DE MESQUITA PARECE O BEIRAMAR!

Vocês acham que cartas assim seriam publicadas no jornal? É claro que não. Postura ditatorial? De forma alguma: o jornal é dos Mesquita, e eles publicam ou deixam de publicar o que bem entenderem. Um desses missivistas que mesmo sabendo-se malquisto insistisse em berrar e espernear, que enviasse cartas com nome falso, disfarçando a caligrafia, esse sim seria um ditadorzinho frustrado, mequetrefe e muito do safadão.

Isso posto (!!!), vamos ao aspecto técnico: sei que o mecanismo de comentários está, como se diz no gueto, uma merda. O leitor comenta, o negócio demora eras para reagir, e depois aparece uma tela em branco dizendo que falta um tal de “entry_id”. Pois bem, não acreditem. Se você comentou, seu comentário veio. Não dê bola para o erro, e não comente novamente. Seu comentário foi recebido e aguarda aprovação, como avisaria João Gilberto de língua de fora se este treco estivesse funcionando direito.
E aí tem esse negócio de “aguardar aprovação”. É pra aguardar mesmo, ok? Ao contrário do que parece, eu não passo o dia todo sentado na frente do micro (só metade dele). Então aquele comentário imenso que você fez, cheio de considerações e rococós, repetido dezoito vezes, fica no limbo até que o dono desta pocilga (eu) ligue o micro e entre na tela de aprovação de comentários. Certo sujeito fez um comentário às 10h42min de hoje, e antes das duas da tarde já estava me chamando de ditador, dizendo que nunca mais visitaria o JMC, que eu sou nojento e caspento e o caralho aquático. Engraçado: eu implantei o sistema de aprovação de comentários n’O Polzonoff e no Leite de Pato, e ninguém chama o Paulo nem o Persegonha de ditadores. Só eu que sou. Só eu sou xingado. Achincalhado. Discriminado.
É duro ser preto no mundo blogueiro, viu?

Ah, só mais uma coisinha, voltando pela última vez ao affair Zeca Pagodinho: vocês não me conhecem, então não têm a mínima condição de saber o que eu faria ou não nesta ou naquela situação. Sou um homem honrado, com um fortíssimo caráter forjado pelo exemplo dos meus pais. Isso pode soar como pretensão, mas só porque hoje em dia caráter é jóia rara, e não obrigação primária de qualquer pessoa. Se vocês não têm pais decentes, isso não é problema meu. Só não esperem que eu seja canalha só porque vocês o são.

(Agora, é claro, os canalhas ficarão em polvorosa, e os burros dirão que eu chamei todos os meus leitores de canalhas. Ainda bem que tais manifestações de estupidez passam pelo meu crivo e dependem da minha aprovação)

Puta que pariu, quem foi que abriu de par em par as portas do inferno? Várias almas atormentadas saíram de lá e vieram parar na caixa de comentários do meu blog. Em mais de dois anos de JMC eu nunca vi tamanha concentração de cretinice. Vocês, bons leitores, não sabem do que estão sendo poupados com esse meu macete de aprovação de comentários…

A amiga comprou uma picape. Carro de dois lugares, logo começaram a questionar a escolha. E ela:
— Ué, pra que mais? Eu não tenho namorado.
— Mas pode arranjar um, e aí?
— Arranjar como? Não: o banco do motorista é para mim, o do passageiro pra minha bolsa. Tá bom demais.
Agora, meses depois, pensa em trocar de carro. Um namorado imprevisto tomou o lugar da bolsa.
O amigo mandou um e-mail pessimista. Assunto da mensagem: “Momento Marco Aurélio”. No texto, ele falava da solidão, da falta de perspectiva. Isso foi há um ano. Um mês depois ele conheceu uma garota e começaram a namorar. Moram juntos agora. Criam poodles.
Apesar desses exemplos de dois dos meus amigos mais próximos, eu não dava o braço a torcer: ia morrer sozinho num apartamento escuro, meu cadáver seria encontrado uma semana depois. Ou então eu criaria jibóias, e elas dariam cabo do corpo. Não havia decidido ainda que fim me esperava, mas sabia que seria trágico e solitário. E aí uma namorada saída não sei de onde me obrigou a rever meus planos.
E agora eu me sinto ridículo ao lembrar das coisas que eu dizia, e estou certo de que meus amigos sentem o mesmo. Quanto amargor, quanto desespero! E para quê? Para vir uma menina e, com suas mãozinhas pequeninas, jogar tudo isso fora e deixar entrar um pouco de ar. Ah, que vergonha dos meus sonhos de misantropia!
Você também alimenta sonhos assim. Nah, não negue. Eu sei. Aceite um conselho de titio: evite essas bobagens. Quanto mais você falar em solidão eterna, em isolamento perpétuo, mais vergonha irá passar quando aparecer quem o livre do peso. Porque nem pesa tanto assim, e vai ser uma baita desmoralização quando alguém tirar com um sopro toda essa carga que você diz ser tão insuportável.

(I Samuel 11)

Passara-se cerca de um mês da presepada criada por Samuel para legitimar a escolha de Saul para o trono, quando Naás, rei dos amonitas, cercou a cidade de Jabes, em Gileade. Temerosos diante do exército amonita, os homens de Jabes resolveram oferecer um acordo a Naás:
— Olha, seu Naás, vamos conversar: o senhor não nos ataca, e nós o aceitamos como chefe. Que tal?
— Muito bom, muito bom! Negócio fechado.
— Ah, sabíamos que o senhor aceitaria.
— Claro, como não?
— Só tenho uma condição: furarei o olho direito de todos os homens da cidade.
— Ué, mas pra que isso???
— Por prazer, oras! Quero humilhar Israel.
E então os homens da cidade fizeram uma proposta meio amalucada a Naás:
— O senhor pode dar sete dias pra gente?
— Tão doidos? Vou ficar todo assado!
— Não, não, nada disso! Estamos falando num prazo de sete dias.
— Ah. Mas para quê?
— Vamos enviar mensageiros por toda a terra de Israel. Se ninguém vier nos ajudar, então nos entregaremos.
— Hein? Cês tão me achando com cara de trouxa, é?
— Longe de nós, seu Naás, longe de nós!
— Ah, bom. Então tá. Vocês têm sete dias.
Felizes com a burrice de Naás, mas sem garantia de virem mesmo a receber reforços, os habitantes de Jabes trataram logo de enviar seus mensageiros. Eles saíram de Jabes direto para Gibeá, onde o Saul morava. O novo rei podia ter o título, mas ainda carecia de majestade: no momento em que os mensageiros chegaram, Saul estava voltando do campo com o gado que pastoreava. Ao ver o povo da cidade em pânico, procurou informar-se:
— Que porra tá acontecendo nesta cidade?
— Parece que os amonitas estão ameaçando Jabes, Saul.
— E eu com isso?
— …
— Que foi???
— VOCÊ É O REI!
— Putz, é mesmo. Hum, deixa eu pensar…
Não teve tempo de pensar, porém, porque imediatamente o Espírito de Deus se apossou dele, com a conseqüência habitual: Saul ficou doido de repente, cortou dois bois em pedaços que foram mandados por todo o Israel, acompanhados da mensagem:

Israelitas!

Eis o que acontecerá a quem não se juntar a mim e a Samuel para lutarmos contra os amonitas.

Palavra de seu rei,

Saul

Convencidos pela visão dos nacos de carne ensangüentada, os israelitas dispuseram-se a acompanhar Saul na batalha. O rei reuniu-os todos em Bezeque, 330 mil homens. Com esse impressionante exército nas mãos, Saul mandou dizer aos habitantes da cidade sitiada que eles receberiam ajuda no dia posterior, antes do meio-dia. Alegres com a notícia, os homens de Jabes resolveram aproveitar-se um pouco mais da estupidez de Naás:
— É… Ninguém veio nos ajudar. Pode deixar, seu Naás, nos entregaremos amanhã.
— Ué, mas por que não hoje?
— Tá tarde.
— Ah, é.
Naás voltou para tranqüilizar seus homens, levando o recado dos líderes de Jabes. Os soldados amonitas dormiram sossegados, e foi essa a grande vantagem de Saul: de madrugada, com seu exército dividido em três grupos, entrou no acampamento amonita, pegando o inimigo de surpresa. Lá pelo meio dia o massacre já estava quase completo, com apenas alguns amonitas espalhados pela região, em fuga desorganizada.
Aqueles que já puxavam o saco de Saul só pela sua aparência (de Saul, não do saco) quase foram ao delírio com a impressionante vitória militar. Embriagados de êxito, começaram a pedir a cabeça daqueles que não haviam seguido ao novo rei desde o primeiro dia. O rei, no entanto, foi apaziguador:
— Não, de forma alguma! Hoje é dia de festa, não vamos matar ninguém.
E Samuel, vendo na vitória inesperada uma oportunidade para consolidar o novo regime, não perdeu tempo:
— Vamos a Gilgal, para confirmar Saul como nosso rei.
Foram todos para Gilgal, e lá Saul foi definitivamente aclamado como soberano de Israel. O homem que começara seu reinado da pior forma possível — escondido no meio da bagagem da família — começava a mostrar seu valor. E um pouco de sua insanidade, também.

Leiam os comentários do post abaixo. Eu espero.

Leram? Pois bem, deixa eu dizer um negócio: todos os que se manifestaram a favor do Sr. Zeca Pagodinho nessa história são canalhas. Todos, não há exceção. Será possível que eu viva num mundo diferente, será possível que só eu ache óbvio que o cantor portou-se como um mau-caráter? Nego vem dizer que é ridículo comparar isso com o que acontece em Brasília. Ué, por quê? Um deputado levar o seu “por fora” é crime, sua TV a cabo pirata não é? Um assessor de ministro enfiar-se em maracutaias é extremamente condenável, ao contrário daquela adulteraçãozinha que você fez no medidor de luz? Um vereador contratar parentes nas subprefeituras é uma vergonha, mas, ah!, como você queria ser primo de Dr. Fulano para pegar uma boquinha dessas, não é mesmo?
Honra não depende do cargo que você ocupa, da visibilidade que tem ou da quantia envolvida. Honra é a prestação de contas que você faz a si mesmo. Se você é uma pessoa honrada, não importa se os outros sabem ou não a besteira que você fez: você sabe, e isso basta para não deixá-lo dormir em paz enquanto não resolver o assunto.
Se alguém empresta sua imagem para vender um determinado produto — e com a imagem vão reputação e credibilidade, que são um naco da sua honra — deveria ser motivo de escândalo emprestar sua imagem ao concorrente meses depois. Mas como esperar isso aqui no Brasil, como cobrar honra de um povo que, querendo ser sempre esperto, acaba sendo apenas patético?