I’m sick
I’ve felt this way for some time now
Fed up with the daily grind
I’m trying to find relief
If you feel this way then clap your hands
Never thought this was a private line
What is making people mean about sin?
Now that I have got my motives straight
And I am thinking clearly
I’ll sneak up to your window with my senses open wide
I’m tired
On my shoulders weighing heavily
With the full responsibility
For your troubles and your charms
You betray the cause that run with you
Like the sword in some old tragedy
Either stick it in my back
Or pull out
Now that I have got my motives straight
And I am thinking clearly
I’ll sneak up to your window with my senses open wide
Never really thought it would be like this
I know its kinda happening
I’m glad that it is
I’m glad
Now that I have got my motives straight
And I am thinking clearly
I’ll sneak up to your window with my senses open wide

Sim, sim. Trata-se de mais uma canção da banda escocesa Belle & Sebastian. Não, eu não me canso de falar desses caras. Porque de todas as bandas de rock do universo e ao redor dele, só consigo me identificar totalmente mesmo com o Belle & Sebastian (inclusive decorando as letras e cantando junto, vejam vocês). O som dos caras é triste mas não depressivo. A tristeza B&S é aquela saudável e necessária a todos. Porque quem ri o tempo todo é retardado.
Ah, quanto à música: sei lá por que, mas os putos não incluíram Desperation Made A Fool Of Me no disco novo. Em compensação, tem Lord Anthony: “When will you realize it doesn’t pay/To be smarter than teachers, smarter than most boys/Shut your mouth, start kicking the football”. Taí. Se alguém tivesse me dado um toque assim quando eu era criança, talvez hoje eu fosse uma pessoa melhor.

(Da série “Coisas que penso depois do almoço”)

Esse negócio todo de amor e coisa e tal é feito uma casa. Uma casa enorme, cheia de quartos, salas, saletas, corredores, escadas, rampas, passarelas, nichos, reentrâncias, portas e muitas, muitas passagens secretas. Pode ser uma casa confortável se você e fulana(o) resolverem morar nela. Vocês podem se aventurar por corredores desconhecidos, se assustar com uma estante que gira revelando uma nova sala de estar, ou passar um tempo chorando juntos no porão.
O problema é quando fulana(o) entra na casa por engano. Ia passando, a porta estava aberta. E você também é bem besta, convidou fulana(o) pra entrar mesmo sabendo dos riscos. E então você descobre que fulana(o) se sente desconfortável ali dentro, e que o desconforto é contagioso. Só que você já a(o) deixou andar demais pela casa. Gostaria de, como pessoa bem educada que é, levá-la(o) até a porta de entrada (e saída, obviamente), mas onde diabos está a porta mesmo…? Fez-se o caos: ficam você e fulana(o) andando constrangidos pelos corredores que parecem não ter fim, você diz “Acho que é por aqui”, e em vez do hall de entrada dão de cara com o banheiro, “Não, não, é ali, tenho certeza”, mas é a biblioteca, “Peraí, vamos tentar por aqui”, e saem numa sacada. Você tem vontade de atirar fulana(o) ali de cima — seria uma saída de qualquer forma — mas lá no fundo você quer sua permanência, mesmo que insuportavelmente constrangedora para ambos depois de algum tempo.
Mas chega o dia em que vocês finalmente encontram a saída. Despedem-se sem jeito e com indisfarçável alívio. Fulana(o) vai embora; você a(o) observa afastar-se, e reprime uma vontade imbecil de gritar seu nome, pedir que fique, que fique assim mesmo, que se foda o constrangimento. Porque com um habitante só essa casa volta a ser o mausoléu de sempre.

Sim, meus queridos leitores. Marcurélio está triste. Muito, muito triste. Não é aquela tristeza Radiohead de antes, é mais uma coisa Belle & Sebastian, uma tristeza bem-humorada.
O caso é que preciso de leitoras altruístas dispostas a me alegrarem com aquele clássico boquete. Alguém? Alguém?
Não…?
Sabia.

Estava prestando atenção em mim mesmo durante o show (autocentrado é a puta que te pariu), e percebi que deve ser muito estranho me ver numa situação assim. Imaginem um show de rock: pessoas pulando, rapazes fazendo air guitars, garotas histéricas com apitos de chamar cachorro na garganta. Agora imaginem no meio de tudo isso um careca cabeçudo e gordo (e feio, e pobre, mas não é disso que estamos falando) quase que absolutamente PARADO, exceto pelo pezinho batendo conforme o compasso da música. Pois é, este sou eu num show de rock. Aliás, este sou eu em quase qualquer show.
Creio que quem me vê deve sempre pensar que estou odiando o show. Fico de braços cruzados com as mão no queixo, não bato palmas junto com todo mundo no ritmo da música, não canto as músicas (mesmo porque raramente me dou ao trabalho de decorar as letras), não grito. Apenas aplaudo e choro de vez em quando, porque sou uma bichinha sensível e certas músicas mexem comigo. Mesmo que eu não saiba a letra.

Coldplay

Ainda não sei direito o que dizer do show. Foi uma porrada. Logo que acabou, cometi a heresia de dizer que foi o melhor show de rock* da minha vida, superando o do REM no Rock In Rio de 2001. Hoje, passada a euforia, declaro empate entre os dois shows. Pode parecer pouco, mas é porque vocês não sabem como foi foda ver Michael Stipe passando pelo meio do público para que este lhe acariciasse a careca.
E assim como Michael Stipe, Chris Martin consegue a proeza de ser a cara de sua banda sem ser arrogante nem criar polêmicas estúpidas na vida pessoal para isso. É carismático, simpático com o público, tem domínio de palco. Fora isso, a técnica vocal impressionante: nem o capeta consegue correr pelo palco, dançar desajeitado, brincar com os fachos de raio laser e ainda cantar com aquela voz limpa, afinadíssima.
Saí do show gostando mais ainda da banda. Mas é melhor eu não dizer mais nada, certa garota terá muito mais a dizer, e com maior emoção. Quase morreu, tadinha.

* Sim, crianças, show de rock. Porque se eu for falar de melhor show, sinto muito, fica entre Chico Buarque e João Gilberto.

Coldplay

Ainda não sei direito o que dizer do show. Foi uma porrada. Logo que acabou, cometi a heresia de dizer que foi o melhor show de rock* da minha vida, superando o do REM no Rock In Rio de 2001. Hoje, passada a euforia, declaro empate entre os dois shows. Pode parecer pouco, mas é porque vocês não sabem como foi foda ver Michael Stipe passando pelo meio do público para que este lhe acariciasse a careca.
E assim como Michael Stipe, Chris Martin consegue a proeza de ser a cara de sua banda sem ser arrogante nem criar polêmicas estúpidas na vida pessoal para isso. É carismático, simpático com o público, tem domínio de palco. Fora isso, a técnica vocal impressionante: nem o capeta consegue correr pelo palco, dançar desajeitado, brincar com os fachos de raio laser e ainda cantar com aquela voz limpa, afinadíssima.
Saí do show gostando mais ainda da banda. Mas é melhor eu não dizer mais nada, certa garota terá muito mais a dizer, e com maior emoção. Quase morreu, tadinha.

* Sim, crianças, show de rock. Porque se eu for falar de melhor show, sinto muito, fica entre Chico Buarque e João Gilberto.

Ô meu caro! Eu não me lembro de ter apagado comentários seus não. Pelo menos não aqueles em que você botou o email irmao@ceu e escreveu coisas engraçadas. Gosto dos seus comentários e você é muito bem-vindo: nunca veio me dar lição de moral nem me ameaçar com o fogo do inferno ou a piroca cósmica de deus.
Shalom!

Ô meu caro! Eu não me lembro de ter apagado comentários seus não. Pelo menos não aqueles em que você botou o email irmao@ceu e escreveu coisas engraçadas. Gosto dos seus comentários e você é muito bem-vindo: nunca veio me dar lição de moral nem me ameaçar com o fogo do inferno ou a piroca cósmica de deus.
Shalom!