Mais de um mês depois da compra, finalmente recebi o vale-troca do Submarino para comprar novamente o meu A Rush Of Blood To The Head e torcer para que dessa vez venha direitinho. Complicação da porra! Mas tudo bem, tudo bem. Agora vou poder ouvir The Scientist quantas vezes quiser, enquanto penso na garota que me fez gostar de Coldplay.

The Scientist

Come up to meet you, tell you I’m sorry
You don’t know how lovely you are
I had to find you
Tell you I need you
Tell you I set you apart
Tell me your secrets
And ask me your questions
Oh let’s go back to the start
Running in circles
Coming in tales
Heads are a science apart

Nobody said it was easy
It’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

I was just guessing
At numbers and figures
Pulling your puzzles apart
Questions of science
Science and progress
Do not speak as loud as my heart
Tell me you love me
Come back and haunt me
Oh and I rush to the start
Running in circles
Chasing tails
And coming back as we are

Nobody said it was easy
Oh it’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I’m going back to the start

Saindo de Cades, o segundo melhor caminho para Canaã era atravessando o país de Edom, como vocês podem ver no mapa. O melhor caminho era seguir para o norte, pela terra dos filisteus. Mas logo depois da travessia do Mar Vermelho o povo evitou a Filistia por causa da guerra, e ia continuar evitando-a. Pois então o jeito era mesmo passar por Edom. Então Moisés escreveu uma carta para o rei daquele país:

À Vossa Majestade, supremo Rei de Edom, protetor dos filhos de Esaú,

Como é que vai essa força, majestade? Olha, o senhor não repare eu não ter ido pessoalmente conversar aí no seu palácio. Acontece que eu sou gago, e se o senhor me recebesse não ia ter paciência para me ouvir. Vai por mim.
Bom, talvez o senhor não me conheça, mas com certeza já ouviu falar do povo que marcha pelo deserto sob minha liderança. Fomos escravos no Egito por séculos, e há coisa de um ano nosso deus nos tirou de lá. Javé, o nome dele. Meio temperamental, mas melhor do que nada. Faz umas coisas bem legais às vezes. Fez a gente passar pelo Mar Vermelho, tirou água da rocha, mandou codornas para nos alimentar. Mas de vez em quando fica nervoso por bobagem e mata vários dos nossos. Aliás, se continuar assim vamos acabar perdendo a luta com o deserto por W.O.
Enfim, melhor eu ir direto ao ponto: nós somos todos descendentes de Jacó, que era irmão de Esaú, do qual vocês, edomitas, são descententes. Podemos nos considerar parentes, portanto. Então eu queria pedir a Vossa Majestade que nos permita passar pelo seu país. Estamos agora na terra de Cades e a caminho de Canaã. O melhor caminho para nós seria pela Filistia, mas o senhor deve saber que o bicho tá pegando por lá. Se o senhor autorizar nossa passagem, prometemos não comer o fruto da terra nem beber a água de seus poços. Não sairemos da estrada principal. É só uma passagem mesmo, mais nada. Não queremos atrapalhar, só chegar mais rápido ao nosso destino.
Certo de que contarei com a bondade e compreensão de um parente, despeço-me mui atenciosamente,

Moisés, aquele.

Moisés mandou a carta por um mensageiro e ficou roendo as unhas de ansiedade na espera da resposta. Resposta que chegou depois de alguns dias:

Moisés,

Não.

Rei de Edom — quem manda nesta porra sou eu.

Moisés ainda tentou argumentar. Mandou outra carta, reafirmando que só queriam mesmo passar por Edom, sem sair da estrada principal, e que pagariam pela água que porventura bebessem. Agora, coloque-se por um momento no lugar do rei: o líder de um exército de 600 mil homens pede para passar pelas suas terras e garante que não vai fazer nada, que não vai sair da estrada principal. Você acreditaria? Não ia pensar que esse povo estava querendo mesmo era invadir seu país? Pois então, foi isso mesmo que o rei de Edom pensou: convocou seu exército para ir no encalço dos israelitas.
Só que no fim das contas Moisés estava falando a verdade, tanto que o povo de Israel nem reagiu, apenas desviou-se e seguiu por outro caminho.

Eu tento manter minha tristeza. Por puro masoquismo quero cultivá-la e deixar que ela acabe comigo. Mas aí vem alguém feito Daniela e escreve algo assim, simples e lindo, que me faz chorar e purgar tudo.
Daniela, eu te amo. Sim, vamos caminhar juntos por muito tempo ainda. Tenha paciência comigo. Eu ainda não aprendi como a vida funciona. Mas tenho aprendido com você, minha irmãzinha.
Hold me closer, tiny dancer.

Num dos intervalos de nossas reuniões e congressos, nós da Panelinha Blogueira resolvemos dançar uma rumba para distrair. Foi tudo feito de maneira leve, alegre e despretensiosa, com coreografia de Daniel Lima, um dos maiores rumbeiros deste país. Ficou tão bonito que fizemos até um vídeo dirigido por mim, produzido por Pedro Augusto e bailado por Fer (ah, menina…), moskito, Juliana Kataoka, Rafael e boo capanema. Vejam que lindeza:

Rumba da Caçarola

(~3 Mb – botão direito/salvar como)

Sim, o vídeo dá umas travadas no meio. O que vocês acham disso? Ah, esqueci. Tirei os comentários daqui. NÃO ME INTERESSA O QUE VOCÊS ACHAM DISSO!!!! LIBERDADEEEEEEEEEEEEEEE!
(Valeu, Bárbara)

Estou no fundo do poço
meu grito
lixa o céu seco
O tempo espicha mas ouço
o eco
qual será o Egito que responde
E se esconde no futuro
o poço é escuro
mas o Egito resplandece
no meu umbigo
e o sinal que vejo é esse
de um fado certo
enquanto espero
só comigo e mal comigo
no umbigo do deserto

(Caetano Veloso)