É, eu ando aprendendo com o titio Bill Gates. Mas fico fazendo coisas assim durante a aula:

Mas nem é disso que eu quero falar. Na hora do coffe-break (que antigamente era apenas intervalo, mas quem liga pra isso?) só eu e uma menina ficamos na sala. Começamos a jogar conversa fora, falar mal dos colegas de curso essas coisas. Comentei sobre uma garota que tinha dito, em tom irônico, que se não conseguisse resolver um determinado problema na empresa, ia acabar vendendo coco na praia.
— Caralho (sim, eu falo palavrão com pessoas que não conheço), o pessoal fala de vender coco na praia como se fosse um negócio horrível, o máximo da degradação. Tenho um projeto que se aproxima bem disso.
— É, nada a ver essa mina aí. Você já ouviu falar de um lugar chamado Jericoacora?
— !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
— Que foi?
— EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FALOU ISSO!
E é japonesa, a danada.
Estou apaixonado.
Rá.
A Bárbara se acha engraçadinha. Bárbara, é você que é a engraçadinha?
Sonhos sonhos são. São?
Às vezes eu acho que preciso de um cara que nem o José. Não, pervertidos, não é nada disso que vocês estão pensando. Tenho uns sonhos esquisitos e seria legal ter alguém que os interpretasse.
Por exemplo: de sexta pra sábado eu sonhei que eu e o Tonon matávamos um rato na casa da minha avó. A gente ficava chutando o rato, eu chutava pra ele e ele pra mim, até o bicho morrer. Aí a gente colocou ele num saco plástico e jogou em cima do abacateiro. Só que depois a gente via na TV que o rato tinha ganhado um Oscar e era muito famoso, e aí foi uma merda.
Mas pior mesmo foi o de sábado pra domingo. No meu sonho, a entrada para o céu ou para o inferno ficava numa gráfica. De madrugada, antes de começar o expediente normal da gráfica, o anjo Gabriel ia pra lá e ficava recepcionando os recém-defuntos e encaminhando-os para o céu ou o inferno, conforme o caso. Cada um que chegava tinha que assinar um livro de visitas e um cartão que estava com o Gabriel. E era assim: o cartão de quem ia para o céu tinha várias anotações em azul; de quem ia para o inferno tinha um barquinho desenhado em vermelho. Para ir para o céu você ia pela porta dos fundos, e para o inferno subia uma escada.
Pois bem, eu e o Carmeli (camarada que trabalha comigo) morremos e fomos para a gráfica-porta-do-céu-e-do-inferno. O Gabriel recebeu a gente muito bem, cara legal. Aí entregou o cartão para o Carmeli, e era todo cheio de anotações em azul, e o Carmeli foi pro céu. Depois o Gabriel me chamou, e meu cartão era também todo em azul, mas no fim tinha carimbado em preto: “DESISTIU”. O anjo me explicou:
— Era pra você ir pro céu. Mas você desistiu de acreditar em deus e a coisa toda, então vamos ter que te mandar pro inferno. Desculpe.
— Que é isso, Gabriel, eu entendo. Dá aqui o papel para eu assinar.
— Puta negócio chato, né?
— Que nada, é seu trabalho.
Eu assinei a papelada e já ia começar a subir para o inferno. Mas aí chegou o dono da gráfica e pegou todo mundo. O Gabriel ficou sem graça pra caralho, mas o dono da gráfica era legal, falou que não tinha problema e começou a mostrar pra nós os trabalhos dele, entre os quais o convite da minha formatura do segundo grau.
José! Cadê você???
José é nomeado governador do Egito
Hum… Acho melhor vocês lerem o último capítulo. É que foi há tanto tempo que é capaz de neguinho nem se lembrar. Leram? Então vamos em frente.
O Faraó pensou, pensou, chegou a uma conclusão e chamou seus conselheiros.
— E então? A idéia da bichinha é boa. Acho que não há ninguém melhor que ele para exercer esse cargo. E vocês, o que acham?
— O que achardes, Majestade.
— Como quiseres, Alteza.
— Sua opinião é a verdade, Soberano.
— Ora, vão puxar o saco das respectivas putas que lhes pariram! Não sei por que perco meu tempo perguntando as coisas a vocês. José!
— S-Sim, Alteza…
— Venha cá! Estou vendo que não há ninguém tão entendido quanto você em todo o Egito.
— Ah, não é pra me gabar, Alteza, mas de fato eu sou o maior entendido da região.
— Não nesse sentido, cáspita! Estou falando de sabedoria, esse negócio todo. Eu resolvi botar você como governador do Egito. Só eu estarei acima de você, e nada será feito sem o seu consentimento.
— Ai, Alteza… Não sei nem o que dizer… Eu… Eu… Ai, acho que vou des-fa-le…
— Vai desfalecer lá no inferno, fresco. Recomponha-se, você agora é governador da porra toda.
— Pois não, Alteza.
E assim José ganhou o maior dos poderes no Egito, abaixo apenas do Faraó. O soberano entregou seu anel sinete a José, de forma que a assinatura dele valesse tanto quanto a do Faraó. Deu ainda a ele um colar de ouro e roupas de linho fino. Como se não bastasse, desfilou junto com o hebreu em carro aberto pelo Egito, ordenando que todos se ajoelhassem perante José. Pense numa bicha feliz. Pois era José.
Depois da presepada toda, com José atirando beijinhos para o povo, voltaram ao palácio.
— José, agora só preciso trocar esse seu nome hebreu para algo mais egípcio.
— Ai, alteza! Pode ser Cleópatra? Pode? Pode?
— Não, José.
— Ah, mas por que não?
— Porque Cleópatra é quase dos tempos de Cristo, e ainda estamos no primeiro livro do Velho Testamento.
— Nossa, que atraso!
— Não me culpe, o tal cara do Jesus, me chicoteia! é que é um preguiçoso e não acelera esse negócio. Mas como eu ia dizendo, vou mudar seu nome. A partir de agora você se chama Safnat-Paneah.
— Ah, Faraó, seu senso de humor é…
— Meu senso de humor é o cacete. Pra sua informação, Safnat-Paneah significa salvador do mundo
— Hum… Não gostei muito não. Que tal alguma coisa mais clean, mais cool, mais in?
— Ué, virou bicha que escreve em jornal agora? Não senhor, seu nome é Safnat-Paneah e pronto. E digo mais: você vai se casar.
— Ah, aqui no Egito é permitido? Posso escolher um rapaz, então?
— Rapaz o cacete, sua gazela deslumbrada. Você vai se casar com Asenate, filha de Potífera, que é sacerdote da cidade de Om.
— Ai, que lindo casal! Safnat-Paneah e Asenate. E aí, vamos ter três filhas, Xerox, Fotocópia e Autenticada?
— É bom você parar, já está me irritando. Amanhã mesmo você se casa e começa seu trabalho. Você vai percorrer todo o Egito armazenando os mantimentos desses sete anos de fartura.
— Tá. Posso pelo menos ir à cerimônia montada?
— NÃO! Agora some daqui!
Como não havia escolha, José (sim, José, não vamos ficar escrevendo aquele nome comprido e feio toda hora) desposou Asenate e começou seu trabalho: Andou por todo o Egito administrando o armazenamento de alimento para os sete anos de fome. Ele tinha lá seus controles de quanto armazenava, mas a fartura era tanta que ele desistiu de contar depois de um tempo. E antes que viesse a fome, José teve dois filhos, Manassés (que significa aquele que faz esquecer, porque José estava esquecendo de todo o sofrimento e do desgosto que tivera com os irmãos) e Efraim (frutífero, porque estava frutificando na terra em que tanto havia sofrido). Quando perguntavam a ele se estava feliz, ele respondia:
— Só digo três palavras: Abalou Paris em chamas!
— Foram quatro.
— Hein?
E então acabaram-se os sete anos de fartura e começou a fome. Quando o povo foi reclamar com o Faraó, ele ordenou que fossem procurar o governador. José abriu os celeiros e vendia o alimento aos egípcios. E não só a eles, porque havia tanta comida armazenada que gente de todo canto vinha ao Egito comprar o que comer. Aliás, vieram uns caras de Canaã também, vocês já devem até desconfiar. Mas isso fica para o próximo capítulo.
Quebrando o juramento
Tá, eu jurei que o próximo post seria sobre o José. Mas aí chegou um fansign novo e não tinha como não publicar. Da Bárbara, muuuuuuuuuuuuuuuuito legal.

Aí, mulherada, se minha ex-namorada me manda fansign, é porque eu sou um cara legal e vocês não têm nada a perder. Podem começar a mandar os currículos.
Nova aquisição
Eu não faço questão de ter nada. Mas quando estou triste, gasto o que tenho em alguma coisa legal, pra me fazer sentir melhor. Acaba de chegar minha nova câmera digital, eis a primeira foto que tirei com ela:
Tá bom, eu paro. Juro que o próximo post será a continuação da história da nossa bichinha predileta, José.
Tentativa de explicação
Eu sei que estava vindo num ritmo de um capítulo por dia e de repente fiquei quatro dias sem escrever. Por favor, tenham paciência. Se eu for escrever agora, vai sair um puta negócio sem graça. Não estou pra piadas.
La donna e mobile
Vocês sabem. Sabem sim. Aqueles dias em que você não sabe porque saiu da cama. Depressão total. Mas aí vem alguém e derrama beleza na sua vida, aí as coisas passam a valer a pena. Sabe a Gabi? Então, ela me deu um móbile. Ah, já falei? E já disse que foi ela que fez? Já? Ah, então vejam:

Miliduzentos comentários
Cês não vão acreditar. O autor do 1200º comentário foi…
E aí, moleque amaldiçoado, cadê seu blog???
Cazzo…
Entraram aqui procurando Sidney Magal – Santa Rosa Madalena.
Porra, como tem gente que não respeita o que é sagrado… É SANDRA Rosa Madalena, tapado.
