Mentira.
Graças à minha incapacidade de apagar velharias, estourei a capacidade de disco do servidor e o provedor suspendeu os serviços. Mas agora está tudo de volta ao normal, é o que importa. E repararam na sutil mudança no template, agora com detalhes em laranja? Então. Bonito, né?
Ah. Eu sei. Ultimamente o assunto deste blog tem sido o próprio blog. Não, não vou virar um daqueles blogueiros que só falam de blogs. Tenham mais um pouco de paciência.
Amanhã eu começo no emprego novo e estou, como direi?, com o cu na mão. Mudanças me assustam. E agora, com emprego novo, eu vou ter de sair de casa. Aproveitando o ensejo, vou me casar. Então vou mudar de emprego depois de três anos, e de moradia e estado civil depois de trinta e três. Imaginem. A namorada noiva até me deu uns comprimidos de Fenergan para me ajudar a pegar no sono, mas até agora o bicho não fez efeito.
Torçam por mim. Muito. De verdade. Depois eu conto tudo direitinho. E talvez escreva o próximo capítulo.
O_

Stumbla daqui, stumbla dali, acabei encontrando esse post do blog The Art of Manliness. O texto fala sobre a arte de se barbear usando aqueles aparelhos antigos, feitos de metal e com uma lâmina só. O autor compara a troca de um Mach 3 por um safety razor à diferença entre um Pinto (o carro, não isso aí) e uma Mercedes. “É legal segurar um pedaço de metal robusto e pesado ao se barbear, em vez de um plástico barato”, ele diz. “Um safety razor é uma máquina“, ele afirma.

Bem, a descoberta foi há pouco mais de uma semana, e a partir de então eu só pensava em uma coisa: arrumar um barbeador clássico para finalmente me sentir como um homem. Procurei no Mercado Livre, mas só achei coisas velhas, enferrujadas. No eBay, dei mais sorte: encontrei por lá uns belos aparelhos da Parker e da Gillette. Depois, ao ler o artigo com mais atenção, vi que o autor recomendava uma marca específica, Merkur, que tinha seus produtos à venda na Amazon. Fui conhecer os aparelhos e ler os depoimentos dos compradores, e acabei de me convencer — principalmente depois de ver esse aparelho — da necessidade de fazer a barba como meu avô fazia.

Estava ainda tentando escolher o barbeador que me acompanharia pelo resto da vida, quando veio em minha salvação a sempre providencial namorada. Expliquei a história toda a ela, que a princípio não gostou muito da idéia.

— Você vai se cortar todo — ela disse.

Mas eu sou teimoso, e ela acabou aceitando a idéia. No dia seguinte, me deu uma excelente notícia: havia encontrado um aparelho “de velho” em casa. Era um brinde que nunca havia sido usado e vinha num estojinho muito do bonitinho. Perguntou se eu queria e eu, comovido, disse que sim, claro. Então ela me revelou uma observação feita por minha sogra ao encontrar o aparelho:

— Ele vai se matar com isso…

Eu não sei de onde vem essa falta de confiança na minha habilidade e coordenação motora. Eu me corto com Mach 3? Sim, me corto. Eu me corto com Prestobarba? Ok, é verdade. Mas isso lá é motivo para pensar que um homem vá se ferir seriamente com o simples ato de se barbear usando um aparelho em que a lâmina entra em contato direto com a pele? Sei lá! Só sei que, no último sábado, Ana Carlota me entregou (com uma admoestação, “Se você usar isso para raspar a cabeça, está tudo acabado!”) essa belezinha:

Ah, meus amigos, que alegria! Eu já estava com uma barba de dois ou três dias, e corri para testar o brinquedo novo. Minutos depois, voltei para a sala assim:

Tá, me cortei um pouquinho. Ou mais. Sangrou bastante. Eu achei que nunca fosse estancar o sangue. “Me matei”, eu pensei enquanto jogava água fria na cara e tentava conter o sangue com pedaços de papel higiênico.

Apesar do susto, valeu a pena. Quando finalmente tirei os curativos improvisados e criei coragem para passar a loção pós-barba, reparei na qualidade do barbear. Pela primeira vez desde a adolescência eu tinha o rosto liso e sem pêlos encravados. Pensei em fazer um upgrade para a navalha, mas minha mãe e minha namorada berraram de horror. Tudo bem, a navalha fica para outro dia.

Na segunda-feira eu resolvi tentar novamente, e dessa vez me cortei bem menos e só perdi um pouquinho de sangue. Hoje eu arranjei tempo para pesquisar um pouco mais sobre o barbear clássico e aprendi algumas coisas importantes. Por exemplo: a lâmina deve ser usada como foice e não como enxada. O cabo deve formar um ângulo de 30º em relação à perpendicular do rosto. O pincel deve estar umedecido com água quente. E mais, muito mais.

Agora vocês me dêem licença, que eu vou ali fazer a barba do jeito certo, feito macho. Depois eu volto para contar como foi. Se não voltar, avisem minha família.

Olá, meus queridos. Sim, sim, eu sei que sumi. Estava me recuperando do trauma que foi o feriado. Conto.
Semana passada, pensando em onde iríamos passar o feriado, eu e Ana Cartola começamos a especular sobre o oeste paulista. Sim, porque todas as atrações turísticas do estado, desde o Circuito das Águas, ao norte, até a região das cavernas, ao sul, se concentra numa estreita faixa do leste. “Por quê?”, perguntávamo-nos, e decidimos, imbuídos de espírito bandeirante, voltar nossas setas para o oeste ignoto. Após alguma pesquisa (não encontrávamos nada sobre pontos turísticos na banda ocidental de São Paulo, e lamentávamos esse preconceito), decidimos por Santa Rita do Passa Quatro. Afinal, não era muito longe, ficava numa estrada que ainda não havíamos percorrido em meu possante um terço de Corsa (um terço é do pai, um terço é do filho, um terço é do Espírito Santander — depois explico) e tinha como atrativos duas cachoeiras, um mirante com linda vista da região, um jequitibá rosa de 3 mil anos, um deserto (!!!) e o museu Zequinha de Abreu, compositor de “Tico-Tico no Fubá” e o mais ilustre dos passaquatrenses (sei lá!).
Ah, meus filhos, o arrependimento! Para começar, todos os hotéis da cidade estavam lotados. Havia rumores de uma feira agropecuária, mas nada na cidade demonstrava isso: nenhum cartaz de divulgação, carro de som, panfletos, nada. O único hotel com quartos disponíveis era mal-assombrado e servia suco artificial no café-da-manhã — o diabo do lugar é literalmente cercado por plantações de laranja e a porra do hotel serve suco de laranja artificial! Atomanocu! O quarto tinha camas desconfortáveis e um aparelho de ar-condicionado quebrado. Depois da experiência em Eldorado, porém, nossa exigência quanto a instalações mudou bastante: o banheiro tinha porta, era o suficiente. Deixamos nossas coisas no hotel e fomos explorar aquela terra incógnita.
Primeira parada, a sorveteria. Eldorado, apesar do hotel do banheiro sem porta, era uma cidade simpática e, o mais importante, contava com uma excelente sorveteria. Em Santa Rita, todos os sorvetes têm o mesmo sabor de chiclete Ploc. Horrível. Tomamos nossos sundaes chicletosos e perguntamos à proprietária da espelunca sobre a tal feira agropecuária. Ela disse que era muito boa, que tinha muitas atrações, animais, rodeio, show de Teodoro & Sampaio, e era só ir indo, virar na farmácia do Palhares, seguir às esquerda e pronto.
Seguimos o caminho indicado (como esperávamos, a farmácia não se chamava “do Palhares” — a velha idiota esperava que adivinhássemos o nome do proprietário) e chegamos à Xiksfápis. Tá, não era esse o nome. XIX FAPIS, ou décima-nona Feira Agropecuária Numseiquê Numseiquelá. O ingresso custava vinte reais, o estacionamento, cinco. Entramos e não havia nada acontecendo: era muito cedo. Os peões concentravam-se numa cerca próxima ao lugar onde ficavam os touros. Portavam-se (os peões) como verdadeiros gladiadores, orgulhosos e distantes, olhando com desprezo os que passavam. Mais à frente, em dois galpões, exibiam-se carneiros e vacas de alta estirpe. Mais para cima um pouco, belos cavalos em suas baias. Chegamos a ver até um cavalo emo que guardava estranha semelhança com o jornalista Eduardo Vasques:

Cavalo emo

Cavalo emo

O jornalista Eduardo Vasques

Rodamos mais um pouco pela exposição, tomei uma cerveja (Crystal, a única disponível, uma porcaria), a namorada comeu um crepe, depois encarei um sanduíche de pernil. Nada mais havia a fazer: ou íamos embora ou encarávamos aquele festival bárbaro, sangrento e cruel chamado rodeio.

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Eu achava que a crueldade de que tanto falam era com os animais. Que nada! Crueldade daquele troço é com o público, que tem que ficar horas sentado numa tábua dura enquanto o narrador de rodeio, com aquela sua voz irritante, vai enrolando enquanto o espetáculo não começa. Horas e horas de orações, piadas sem graça, propagandas, música ruim, para alguns segundos de alegria por ver alguém estatelando-se de cima do lombo de um touro bravo e, se tivermos sorte, levando umas chifradas no rabo. Se você aí alimenta alguma vontade de ir a um rodeio, esqueça. É a maior bestagem que já inventaram, depois da reunião de diretoria.
Saímos à francesa no meio do rodeio e voltamos — que remédio — para o hotel amaldiçoado. O dia seguinte, pensávamos, seria agitado: tínhamos um só dia e muitas atrações turísticas para visitar.
Acordamos cedo no sábado, tomamos aquele café-da-manhã tenebroso e partimos para nossa primeira atração: o Deserto do Alemão. Segundo os sites que visitamos e um panfleto que arrumamos na Xiksfápis, tratava-se de um lugar deveras supimpa, com dunas, quiosques, árvores retorcidas e não sei mais o quê. Enfim, um lugar ideal para ficar bundando e fazendo de conta que se está num deserto de verdade. Placas por toda a cidade apontavam a direção do tal deserto, então achamos que seria fácil encontrá-lo. Qual! Depois de sair da cidade e andar por um tempão numa estrada deserta, resolvemos que o melhor mesmo era voltar e dar o Deserto do Alemão por boato. Voltamos, pois, frustrados com nossa primeira aventura. Mas ainda não cogitávamos desistir.
Nossa segunda atração ficava a nove quilômetros da cidade: o Morro de Todos os Caralhos (sei lá!), que contava com sua própria versão do Cristo Redentor e com uma vista deslumbrante. Toca pegar estrada, caminho de terra, subida íngreme (o Corsa chorando) para chegar a um lugar muito do chinfrim, com um Cristo todo desproporcional e uma vista feia e sem graça de quilômetros de plantações.

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A essa hora Ana Cartola já começava a ter crises de riso nervoso e eu tinha vontade de jogar uma bomba H sobre Santa Rita do Passa Quatro para acabar com o sofrimento de seus habitantes. Mas, bravos que somos, partimos para a terceira atração: a Cachoeira das Três Quedas.

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As informações que tínhamos davam conta de um lugar pitoresco, com o rio despencando por três grandes degraus de pedra, com ruínas da antiga usina hidrelétrica lá no alto. Seguimos, pois, para o lugar, paramos o carro e nos embrenhamos na trilha. Ouvimos vozes, porém, e acabamos descobrindo que, para chegar à cachoeira, precisaríamos descer. Isso significava que depois teríamos que subir. Vejam, nós somos um casal preguiçoso, mas nem tanto. Se fosse nossa primeira tentativa de diversão na cidade, ou se as outras não tivessem sido tão frustrantes, encararíamos a caminhada descendente (e a ascendente posterior) com um sorriso no rosto. Mas já estava tudo tão esmerdeado que não havia possibilidade de darmos alguma chance à cachoeira: mandamos a queda d’água tomar no cu — junto com o jequitibá e o Zequinha de Abreu — e pegamos a estrada. Só queríamos distância de Santa Rita do Passa Quatro.
Nosso plano B ficava a 80 quilômetros de distância: Ribeirão Preto. A chegada à cidade foi uma alegria só: congestionamento, buzinas, ratos, baratas, enfim, aquela sensação de estar em casa. Hospedamo-nos num hotel honesto (ar-condicionado operante e TV a cabo!), comemos no McDonald’s, fomos ao cinema (multiplex do Shopping Santa Úrsula, a melhor sala de cinema que já vi) e terminamos a noite no mundialmente famoso Pingüim, onde tomei cinco chopes que eram como a urina dos anjos, e me fizeram esquecer toda a provação por que passáramos até ali. Um final feliz.

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Fotos de Ana Cartola

Nos dias frios ela se encolhe toda, coloca um gorro que a faz parecer uma menina russa, e põe os dedos em concha sobre o nariz.
— Precisava uma touca de nariz — ela comenta, e essa imagem me vem à mente nos mais diversos momentos: a mulher que eu amo, toda friorenta e pensando num acessório absurdo para proteger o nariz do frio.
Este ano combinamos não trocar presentes. No ano que vem, arranjo a tal touca de nariz.

Opa! Como estão vocês? Ainda vivos? Que bom! Feliz 2007 para todos.
Eu e Ana Carlota estivemos ausentes por esses dias. Fomos às cidades históricas mineiras. Inventei que queria ver as obras do Portadorzinho de Necessidades Especiais. O cara era bom mesmo, tanto que Deus não permitiu que ele morresse. Em vez disso, providenciou para que ele fosse perdendo pedacinhos, até não sobrar nada. Como dizem os americanos, Heroes don’t die; they fade away. E viva a misericórdia divina.
Enfim, a verdade é que não foi uma viagem com intenções históricas, artísticas, religiosas ou qualquer bobagem dessas. Viajei até Minas Gerais para verificar o andamento dos negócios:

Organizações JMC, a seu dispor


Sim, sou um mercantilista. Afora isso, constatei que mineiro não sabe dirigir.

Fui ao Tom Brasil Nações Unidas ver o show de Chico Buarque, e me lembrei da inauguração na casa. Na ocasião, os proprietários buscavam a certificação máxima de qualidade de som: a bênção de João Gilberto. Conseguiram. João fez o show todo sem reclamar um só instante, mantendo o bom humor por mais de duas horas. Além do som, a casa de espetáculos tinha boa distribuição de lugares, e era bem mais espaçosa que o Tom Brasil original, na Vila Olímpia.
Quem te viu, quem te vê… Por 115 reais, fiquei sentado num lugar apertado, em comunhão desconfortável com as pessoas das mesas vizinhas, todo mundo espremido num canto da platéia. Lá na frente, gente que desembolsara 200 reais passava pelo mesmo tormento. O Tom Brasil conseguiu democratizar o desconforto.
O som continua bom, no entanto. Ainda bem: um som de qualidade permite desfrutar o talento do finado Chico Buarque. Já explico.
Nas canções antigas, notamos Chico Buarque criativo, brincando com as palavras, entrelaçando-as na melodia, criando harmonias surpreendentes, juntando letra e música como ninguém.
Quem te viu, quem te vê… Esse sujeito morreu. As músicas do disco novo são todas parecidas uma com as outras. Divido a culpa entre o próprio Chico, que talvez pudesse ter esperado mais para lançar o disco, e Luis Cláudio Ramos, o arranjador, que parece estar no meio de uma crise de falta de criatividade. Ode aos Ratos, única que se sobressai em Carioca, é na verdade uma composição em parceria com Edu Lobo — cujo talento parece inesgotável — para o balé Cambaio.
Querem ver só? Que necessidade Chico Buarque tinha de compor algo assim:

Outros Sonhos
Sonhei que o fogo gelou
Sonhei que a neve fervia
Sonhei que ela corava
Quando me via
Sonhei que ao meio-dia
Havia intenso luar
E o povo se embevecia
Se empetecava João
Se emperiquitava Maria
Doentes do coração
Dançavam na enfermaria
E a beleza não fenecia

Belo e sereno era o som
Que lá no morro se ouvia
Eu sei que o sonho era bom
Porque ela sorria
Até quando chovia
Guris inertes no chão
Falavam de astronomia
E me jurava o diabo
Que Deus existia
De mão em mão o ladrão
Relógios distribuía
E a policía já não batia

De noite raiava o sol
Que todo mundo aplaudia
Maconha só se comprava
Na tabacaria
Drogas na drogaria
Um passarinho espanhol
Cantava esta melodia
E com sotaque esta letra
De sua autoria
Sonhei que o fogo gelou
Sonhei que a neve fervia
E por sonhar o impossível, ai
Sonhei que tu me querias

Soñé que el fuego heló
Soñé que la nieve ardía
Y por soñar lo imposible, ay, ay
Soñé que tú me querías

Se já havia dito o mesmo, de forma muito mais bela e eficaz oito anos atrás, no disco As Cidades

Sonhos Sonhos São
Negras nuvens
Mordes meu ombro em plena turbulência
Aeromoça nervosa pede calma
Aliso teus seios e toco
Exaltado coração
Então despes a luva para eu ler-te a mão
E não tem linhas tua palma

Sei que é sonho
Incomodado estou, num corpo estranho
Com governantes da América Latina
Notando meu olhar ardente
Em longínqua direção
Julgam todos que avisto alguma salvação
Mas não, é a ti que vejo na colina

Qual esquina dobrei às cegas
E caí no Cairo, ou Lima, ou Calcutá
Que língua é essa em que despejo pragas
E a muralha ecoa

Em Lisboa
Faz algazarra a malta em meu castelo
Pálidos economistas pedem calma
Conduzo tua lisa mão
Por uma escada espiral
E no alto da torre exibo-te o varal
Onde balança ao léu minh’alma

Em Macau, Maputo, Meca, Bogotá
Que sonho é esse de que não se sai
E em que se vai trocando as pernas
E se cai e se levanta noutro sonho

Sei que é sonho
Não porque da varanda atiro pérolas
E a legião de famintos se engalfinha
Não porque voa nosso jato
Roçando catedrais
Mas porque na verdade não me queres mais
Aliás, nunca na vida foste minha

Nem sei como encerrar este post, então termino com uma foto tirada por Ana Cartola:

Nhó!


Ela continua a ser minha namorada, mesmo depois da foto. Isso, meus caros, é amor!

Vocês me desculpem, mas hoje à noite viajo novamente, agora a passeio e de namorada a tiracolo. Enquanto não volto, meditem no seguinte: os discursos de Inri Cristo e Heloísa Helena não são assustadoramente parecidos?
UPDATE:
Leiam o seguinte trecho de um texto de Inri Cristo sobre a instituição do dízimo:

… onde está o lucro de um operário que trabalha de sol a sol na construção civil, numa fábrica, numa oficina, numa metalúrgica, etc… e, no final do mês, fadigado, ao receber um salário de fome, antes de pagar a conta da luz, da água, o gás e o leite das crianças, é coagido a entregar o dízimo, ou seja, dez por cento de seu ínfimo salário ao lobo com pele de ovelha, impostor que se autonomeou pastor, velhaco, enganador, mentiroso, trapaceiro, embustólogo que se diz teólogo, “representante de DEUS”, cuja única ocupação e preocupação consiste em planejar como gastar, com suas concubinas, na luxúria, na vida licenciosa, os frutos da delituosa fraude sugados, surrupiados em meu nome antigo e em nome de meu PAI?

É a Heloísa Helena feita reencarnação de Cristo!