Ando pensando em fazer um novo blog. Não sei ainda como vai ser, mas pretendo misturar ficção e música brasileira (que é a única música que me interessa, no fim das contas). E acho que vou chamá-lo de Chicote Verbal. A idéia é ir criando vários blogs com nomes parecidos, para os desavisados pensarem que surgiu um hype em torno do Jesus, me Chicoteia!. Não caiam nessa. E aguardem o Chicote Verbal (ou outro nome, aceito sugestões).

PUTA QUE PARIU! QUE SHOW! Nando Reis é foda, talentoso pra caralho, a simpatia em pessoa. A banda matou a pau, contando com o apoio da guitarra de Andreas Kisser, do Sepultura. Fez todo mundo rir com suas histórias e chorar ao lembrar Cássia Eller e Marcelo Frommer. E melhor do que ele tocando “Fogo e Paixão”, do Wando, só o João Gilberto tocando o Hino Nacional no último show.
Posso falar um negócio óbvio? Quem não foi, perdeu!
Ah, e quem foi e saiu depois do bis, perdeu um segundo bis que foi do caralho!

Essa é para quem anda reclamando que já não há poesia na MPB. Do grande Falcão, a música “No Cume”:
No alto daquele cume
Eu plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira.
Quando vem a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem.
Quando vem a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce.
Então quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois volta a brilhar de novo
O sol que no cume ardia.

O Pelezinho de vez em quando serve para alguma coisa. Ele tava aqui do meu lado ouvindo um som. Achei do caralho e perguntei o que era. A Movie In My Head, de uma banda escocesa chamada Maxells. E eu achando que depois de conhecer Belle & Sebastian o rock escocês nunca mais me surpreenderia. Nota dez.