Agora que ando escrevendo com freqüência assustadora, e tenho um bom volume de textos para analisar, percebi que não sou tão desorganizado quanto pensava. Tenho meus métodos para escrever, métodos que variam de acordo com o que escrevo. As histórias bíblicas aqui do Jesus, me chicoteia! só saem se forem escritas diretamente na tela do Blogger. Sei que corro o risco de perder um texto gigantesco só esbarrando no ESC — já aconteceu inúmeras vezes — mas não adianta: Se eu tento escrever no Notepad ou no Word, não sai. Não me perguntem por quê.
Os meus capítulos do Balde de Gelo são escritos sempre de uma tacada só, no corpo do e-mail que envio para a Loira, que afinal de contas é quem manda no Balde. Começo o e-mail com algo como “Bom, Loira, vamos ver no que dá” e começo a escrever. Terminado o texto, clico em “Enviar” sem reler. Geralmente vai cheio de erros de ortografia e digitação, fora as contradições. Mas ela não deixa passar nada, então o capítulo só é publicado depois de lido algumas vezes por nós dois. Só que esse primeiro rascunho é feito assim, sem releituras.
Até a semana passada, não tinha um método para escrever o Chicote Verbal. Estava no ônibus, ouvindo música, quando começou a tocar Eu Não Sei Dançar, da Marina. Resolvi escrever alguma coisa a partir da música, continuando a história da escritora do bar. Não tinha bloco de anotações nem nada assim, então peguei meus cartões de visita e comecei a escrever no verso. Acho que deu uns dez cartões de visita. Passei o texto a limpo no intervalo do curso que estava fazendo. Depois disso, providenciei um bloquinho, canetas, e agora escrevo assim: A mão, no ônibus, ouvindo música no discman. Ontem foi ao som de Roberto Carlos, embora no final eu tenha mudado a música da epígrafe. O novo capítulo deve estar lá ainda esta manhã.
Puta que pariu, será que eu tenho distúrbios de personalidade?