Leiam o comentário do Walter para o último post:

Eu tava pensando, sabe o que eu acho que tá faltando nas histórias bíblicas, em relação às do começo do Blog? Personagens! Desde Moisés, eu não lembro de nenhum personagem digno de nota, que nos fizesse ter qualquer sentimento por ele… Dá a impressão de que você só está contando a história! Por isso que eu fico sempre pedindo que Deus se manifeste, porque é um personagem muito legal.
Nesse post, por exemplo, o Absalão tinha tudo pra virar um capo mafioso em busca de poder a qualquer preço (queima das plantações), ou um general conspirando contra um João Goulart frouxo, ou até um Zé Alencar Ministro da Defesa traindo o Lula e botando ele na parede (pra comentar o post e os comentários)…

Estás coberto de razão, meu velho. O negócio é que reescrever a Bíblia tem sido cada vez mais um ato ditado pelo meu comportamento obsessivo-compulsivo do que algo que me dê prazer. Escrevo os capítulos na pressa de terminar o livro, e quero terminar logo um livro para começar o próximo, e daí chegar ao fim da história da monarquia, depois aos livros poéticos, à restauração, aos profetas maiores e menores e ao Novo Testamento. Assim, não me preocupo em pensar nos personagens: apenas pego a história e narro de uma maneira supostamente engraçada.
Obrigado pelo toque, Walter (piadinhas no segundo corredor à direita, ok?) Vou ver se ainda consigo consertar Absalão e Davi. E vou pensar direito no que fazer com Salomão.

Recebi por e-mail uma dessas apresentações de slides com fotos do filme Olga e um texto de Emir Sader intitulado “Por que Olga incomoda” (leiam aqui). E ele desfia razões: porque mostra a vida de revolucionários, porque tem a Internacional na trilha sonora, porque é de esquerda.
Pois bem: sou um sujeito de esquerda, mas não compro o pacote. Ora, Emir Sader chega a dizer que o filme mostra a Alemanha nazista, que teria sido poupada por Holywood todos esses anos. Bom, isso só demonstra que o professor não vê mesmo filmes americanos. Se visse, saberia citar pelo menos meia dúzia de filmes que mostram a Alemanha nazista com muito mais crueza do que aquilo que se vê em Olga. E é risível pensar que tantos roteiristas, produtores e diretores judeus tivessem essa suposta preocupação em poupar o nazismo.
O filme não incomoda por ser de esquerda, por mostrar a suposta realidade dos militantes. Vocês querem saber porque Olga incomoda? Eu lhes digo por quê: porque é um filme ruim de doer, com péssimas atuações, texto fraquíssimo, música ruim, enquadramentos de novela. Fiquei tão incomodado com o filme que não via a hora de terminar.
(Opinião decente aqui)

Há tempos eu quero falar sobre isso, mas vinha adiando, evitando o assunto. É um tanto delicado, os imbecis vão gritar — é o que eles sabem fazer — e eu vou ficar enfastiado e irritado. Mas o assunto avulta-se, não tenho como ignorá-lo, então vamos a ele.
Na comunidade Monty Python do orkut, um débil mental abriu um tópico com o educadíssimo título “Sou brasileiro e escrevo em portugues onde quiser”. Em sua simpática mensagem, o imbecil diz que um “americano de merda” pediu para que os membros da comunidade postassem em inglês para facilitar a compreensão de todos. “FODA-SE A LÍNGUA OFICIAL”, diz a cavalgadura, e segue despejando impropérios saídos dos intestinos de backup que ele certamente mantém dentro da caixa craniana. E encerra: “Brasileiros desta comunidade peço que me apoiam enchendo esse topico de mensagem. Vamos lá: BRASIL NA VEIA”.
Pois muito bem: uma comunidade dedicada a um grupo de comediantes ingleses, mantida por um russo. Seria de se esperar que o grito antiamericano do boçal fosse ignorado por não ter qualquer base, não é mesmo? Ah, mas bem diz aquela campanha da TV: brasileiro não desiste nunca! Logo em seguida um outro lobotomizado concorda e vai além na argumentação inteligente: “Eu escrevo em português mesmo e vão se foder seus bostas comedores de merda”. Veja que lindo isso, seus bostas comedores de merda. Chamou os americanos de canibais e aposto que eles nem perceberam. E a isso seguiram-se outros posts de imbecis de igual calibre, entremeados de comentários de brasileiros envergonhados pelo comportamento de seus compatriotas, e ansiosos para dizerem “Epa, eu sou brasileiro mas não sou assim não, péra lá!”.
Mas adianta alguma coisa? No início da década de 60, tendo se estabelecido como o grande revolucionário (no sentido estrito da palavra, nada de barbichas e camisetas do Che Guevara) da música brasileira, João Gilberto ainda dividia um apartamento com Ronaldo Bôscoli. Um dia, desanimado, João olhava pela janela quando suspirou:
— Não adianta, Ronaldo. Eles são muitos.
Não adianta mesmo. Eles eram muitos então, e hoje seus netos são a maioria. Somos um povinho acanalhado, orgulhoso da própria estupidez, que se acha esperto e só passa vergonha, como bem demonstra esse exemplo do Orkut. Porque não é só na internet que isso ocorre, é claro. Ô, povinho bunda! Sempre que eu digo que sou honesto tenho que suportar olhares de esguelha, sobrancelhas erguidas, pose de quem-esse-cara-pensa-que-é, como se ser honesto fosse uma grande virtude da qual eu me gabasse, e não minha obrigação mais óbvia. “Esse aí acha que é santo”, juro que já ouvi isso. E estava apenas defendendo (evidentemente) uma alternativa honesta para determinado problema.
Que país, meu Deus, que povinho! Nada funciona, todo mundo quer levar vantagem, todo mundo quer se dar bem. Assim sendo, poucos têm moral para questionar o deputado que concede a si mesmo benefícios absurdos, o vereador que organiza um esquema de extorsão de camelôs, o prefeito que desvia verbas dos cofres municipais. Claro: estivesse lá, o zé-povinho faria exatamente o mesmo. E o que acontece com quem tenta ser honesto? O que acontece com os políticos honestos, por exemplo? Ora, peguemos dois exemplos: Eduardo Suplicy e Mario Covas. É essa a recompensa pela honestidade, chifres e câncer?
Ah, mas eu não devia falar isso aqui, onde é que estou com a cabeça? Sabe aquele negócio de falar o que bem entender, liberdade de expressão e coisa e tal? Tudo mentira! Suponham, por exemplo, que eu dissesse aqui: “Paulo Maluf é um salafrário, sem-vergonha, velho tarado, ladrão”. Apenas uma suposição, notem bem, eu nem disse nada! Mas suponham que eu dissesse. Sabe o que poderia acontecer? Poderiam tirar este blog do ar. Mentira? Paranóia minha? Oras, digam isso ao Gravataí Merengue, que teve seu Imprensa Marrom derrubado pela justiça porque um leitor fez um comentário falando mal de certa empresa. Pronto! O riquinho lá da empresa se feriu em seus brios e foi correndo contar pra mamãe. É isso a justiça neste paisinho mequetrefe: a mamãe superprotetora dos riquinhos bundões. Pois esse bundão em particular foi reclamar com mamãe, que imediatamente mandou o menino mau calar a boca. Pior: o menino mau nem dissera nada!
Agora vou eu tentar usufruir do meu direito à justiça. Vá você. Adianta nada. E sabe por quê? Ela não é nossa mamãe, é só deles! Não é a mamãe, não é a mamãe! Mas é claro que não faremos nada: vai que um dia eu me torno um riquinho bundão; eu vou querer ser filhinho da mamãe igual aos outros. Claro.
Povinho desgraçado. Gente estúpida, descerebrada, com seus sorrisos débeis mentais e babões enquanto o mundo lhe enfia o dedo no cu.

Tenho plena consciência do quão mal escrito está este post, do quanto falta concatenação às idéias. Mas é que escrevi de uma vez só para ver se a raiva passava.
Não passou. Mas leiam mais sobre o caso do Imprensa Marrom aqui.

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Pense numa cena em que alguém combate vários inimigos, todos eles com a mesma cara. Pensou em Matrix Reloaded, com o Neo lutando com os Smiths? Pois esqueça: Uma Thurman dando porrada num bando de japoneses é MUITO melhor.
Falo mais nada do filme. É do Quentin Tarantino, oras, e você sabe o que isso significa: VÁ ASSISTIR AGORA.

Engraçado eu ter falado em Síndrome de Tourette no texto anterior, e ter ido assistir ao filme Amarelo Manga logo depois. Por quê? Vamos por partes. Essa síndrome é caracterizada por tiques, que podem ser:

Simples:
Motores – Piscar os olhos, repuxar a cabeça, encolher os ombros, fazer caretas;
Vocais – Pigarrear, limpar a garganta, grunhir, estalidos com a língua, fungar e outros ruídos
Complexos:
Motores – Pular, tocar pessoas ou coisas, cheirar, retorcer-se e, embora muito raramente, atos de auto-agressão, tais como machucar-se ou morder a si próprio;
Vocais – Pronunciar palavras ou frases comuns porém fora do contexto, ecolalia (repetição de um som, palavra ou frase de há pouco escutados) e, em raros casos, coprolalia (dizer palavras ou expressões socialmente inaceitáveis; podem ser insultos, palavras de baixo calão ou obscenidades). A margem de expressão de tiques ou sintomas assemelhados na ST é imensa. A complexidade de alguns sintomas freqüentemente surpreende e confunde os familiares, amigos, professores e empregadores que dificilmente acreditam que as manifestações motoras ou vocais sejam “involuntárias”.
(Fonte: O que é Síndrome de Tourette?, artigo publicado no NetPsi – Núcleo de Estudos e Temas em Psicologia. Grifo meu.)

Pois bem. As pessoas que me falaram bem de Amarelo Manga diziam que o filme seguia a tradição do cinema nacional. “E isso lá é bom?”, eu pensava. Mas finalmente resolvi criar coragem e pegar o filme na locadora. E, como de hábito, eu estava certo: minha desconfiança tinha fundamento. Logo nos primeiros minutos de filme, quando a mocinha diz “Eu quero é que vá todo mundo tomar NO CU”, eu senti como se o tempo tivesse voltado. Era a mesma ênfase exagerada no palavrão, como Lima Duarte dizendo “Quem foi que desenhou C’RALHINHOSH VOADORESH na parede do banhéiro???”, lembram? Pois é a mesma coisa. Amarelo Manga é um caso sério de Síndrome de Tourette, assim como toda essa produção nacional dos anos 70 (principalmente). Então temos belas falas, tais como:
— TÁ PENSANDO QUE A MINHA BUNDA É A BOCETA DA SUA MÃE, FILHO DA PUTA?
Ou:
— FILHO DA PUTA É VOCÊ, VEADO ESCROTO!
Além disso, há cenas de rara beleza, como aquela que mostra um novilho sendo abatido no matadouro. Ok, eu como carne. Mas se eu quisesse ver como os bichinhos morrem, iria comprar minha carne no matadouro, não no açougue. Há a outra cena em que a mulher crente do cara do matadouro o pega com a amante e, qual Mike Tyson, arranca a orelha da pobre a dentadas. A cena tem aqueles cortes esquisitos, mal feitos apenas para parecerem cool. Cortes assim, aliás, estão presentes em vários trechos do filme, e se assemelham a tiques. Olha Gilles de la Tourette aí de novo.
Talvez por não conseguir construir personagens tridimensionais convincentes, o roteirista (talvez seja coisa do diretor, sei lá) resolveu sua falta de talento com um artifício reles: há longos monólogos dos personagens, nos quais eles explicam suas motivações, aspirações, objetivos. Chato a não mais poder.
E há também, é claro, o erotismo sutil: Mateus Nachtergaele pratica o felattio no cabo da faca usada há pouco pelo homem que desperta seus desejos (Nachtergaele é o maior canastrão das artes cênicas nacionais: faz sempre a mesma bichinha, e ganha prêmios por isso. Um ator gay que não consegue deixar a afetação de lado mesmo quando faz personagens não-gays é tão sem talento quanto um heterossexual que não consegue desmunhecar. Voltemos). Tem a menina do bar, que levanta o vestido para mostrar que seus pêlos pubianos são da mesma cor de seus cabelos. Uma vulva fulva que faria a delícia de gerações de poetas concretos, em demorado close up. Há a velha gorda que passa o filme todo fazendo inalações, e no final enfia o inalador entre as pernas.
E há, oh maravilha!, Jonas Bloch levando um cabo de escova no rabo. Sem lubrificação nem preparo. Acho é pouco: todos os que participaram do filme mereciam esse castigo. Menos o Mateus Nachtergaele, é claro, porque eu não estou aqui para agradar a ninguém.

Achei que só acontecesse comigo, mas li esse post da Sarcástica em que ela diz que passa pelo mesmo problema. Seguinte: sou assinante do “provedor” Terra e tenho lá uma conta de e-mail que não uso para nada. Recebo e-mails no endereço aqui do JMC, ou num outro do iG, ou então no e-mail da empresa. Endereços demais, não faz sentido divulgar mais um. Pois então, não é que desde o primeiro dia eu só recebo Spam no tal endereço do Terra? Impressionante! Eu não gosto de parecer conspiratório, mas a impressão que eu tenho é que o “provedor” vende os endereços de e-mail de seus assinantes para empresas spammers e depois tenta vender aos assinantes seu magnífico sistema de e-mail protegido (R$ 8,90 adicionais por mês).
Hein? Ética? Não trabalhamos.

Passando em frente a uma banca hoje, reparei que todos os jornais falavam numa certa Liana e num tal Felipe. Eu — que não leio jornais nem vejo TV e tenho orgulho de minha alienação — não sabia do que se tratava, então tratei de me informar. Ao que parece é a notícia da vez: um casal foi acampar e acabou assassinado. Bom, acho que todos já estão cansados de saber da história. Eu queria mesmo era comentar a capa do Jornal da Tarde de hoje:

Eu pergunto: como é que posso dar adeus a pessoas que nem conhecia? Eu sei que o caso é triste, e tento imaginar a dor e a revolta que as famílias e os amigos de ambos devem estar sentindo agora. É triste, sim. Mas não me afeta. A morte do rato em Green Mile, do Stephen King, me entristeceu mais do que esse caso. Por que eu seria hipócrita então?
Sou cruel? Não! Cruel é o JT, que usa a dor das famílias afetadas para vender jornal. Cruéis são as pessoas que compram o jornal loucas para acompanharem Passo a passo o roteiro da tragédia. Minha indiferença nesse caso é mais solidária às famílias que sofrem do que ficar lamentando a morte de Liana e Felipe, os quais jamais conheci. Lamentando, mas querendo saber detalhes, é claro. Qual dos dois morreu primeiro? Como eles foram mortos? Ela foi violentada? Mas de que forma? E quantas vezes?
Eu tenho nojo.
E agora as vozes que bradam a favor da pena de morte se levantam mais uma vez. Estranho que essa gente só se manifeste quando a imprensa faz esse jogo emocional com algum caso. Ninguém fala em pena de morte quando um favelado é morto. Policiais têm sido assassinados sistematicamente em São Paulo e nada de alguém se lembrar da pena capital. Engraçado, né? Querem pena de morte? Organizem-se, elejam deputados e senadores que defendam as mesmas idéias. Oras.
O problema é que nego quer ser mais cruel que o Javé do Velho Testamento: enquanto a Lei Mosaica pode ser resumida em “Olho por olho, dente por dente”, tem muita gente por aí que quer algo do tipo “Pisão no pé por olho” ou “Chamar de ‘seu bobo!’ por dente”. Gente que fala que o certo seria o exército bombardear favelas. Que seria bom a polícia sempre dar um jeito de fazer a mesma faxina que fez no Carandiru em 1992. Pessoas assim são a favor da barbárie, não da justiça.

Acabo de ler que a Voyager 1, sonda espacial lançada há 25 anos, está agora mesmo cruzando a fronteira do Sistema Solar. Aqui, ó. Lendo a matéria, senti uma empolgação infantil: a humanidade cruza mais uma fronteira. É claro que hoje o Sistema Solar é pouca coisa: com os equipamentos que temos atualmente, nosso conhecimento vai muito além dele. Mas, notem, atingimos fisicamente essa fronteira. Há um artefato nosso…
— Nosso porra nenhuma! É mais um instrumento imperialista que visa a dominação do…

[POW! SOC! CRASH!]
Arram… Como eu dizia, há um artefato nosso além de Plutão. Longe, muito longe! 12,3 bilhões de quilômetros!
E aí sou tomado por uma tristeza. Porque sei — eu e Fer vivemos lamentando isso em nossas longas conversas — que a reação de grande parte das pessoas frente a esse fato maravilhoso será:
— E daí? Em que isso muda minha vida? Como é que a Voyager vai me ajudar a pagar o aluguel?
E tenho pena dessas pessoas. Pena mesmo, o dó mais sincero. Como é que alguém consegue viver assim, sem o mínimo maravilhamento diante da vida, da natureza e das conquistas da ciência? Como é que alguém passa seus dias sem nunca se questionar sobre a existência, sobre o funcionamento das coisas, sobre Deus? Acham tudo isso sem importância porque, oras, questões assim não botam comida na mesa. Ah, mas que porra de mentalidade tacanha! Nem só de pão vive o homem, será que é tão difícil perceber isso?
Nem é necessário que você viva se perguntando sobre questões elevadíssimas. Eu mesmo às vezes passo horas ou dias pensando em coisas que deixariam essas pessoas aterrorizadas frente à minha falta do que fazer (qualquer linha de raciocínio que não tenha um objetivo claro e prático é falta do que fazer para essas pessoas. Podem reparar). Uma questão que anda me intrigando há dias: como é que uma criança posta frente-a-frente com um Yorkshire Terrier e um Boxer saberá imediatamente que são ambos cachorros, mesmo sendo bichos tão diferentes um do outro, e se deparada com um gato e uma jaguatirica, que são bem parecidos, dirá prontamente que o primeiro é um gato e o segundo não? (Aliás, pesquisando para ilustrar as raças de cães aqui, cheguei a outra pergunta: por que as palavras cinofilia e zoofilia têm sentidos tão drasticamente diferentes, se o que muda é só o prefixo?)
E qual a importância de questões assim? Oras, quem é que sabe? Não acredito em nenhuma pergunta que não possa ser formulada por uma criança; só as questões infantis são profundas de verdade. Se você despreza isso, sinto muito: você é um autista. Vá se tratar. Você nunca produzirá arte e nunca será capaz de amar de verdade. Imagine só olhar para a mulher que você ama e não pensar algo do tipo “Como é que ela consegue com um simples gesto estabanado me encher de ternura desse jeito?”. Ah, não. Muito sem graça.
Maravilhem-se, meus caros. Perguntem-se coisas como “Quantas cores existem? Todas elas têm nome?” (Fer), “Por que é que o banheiro fica com eco depois da faxina?” (Biboca), “De que cor é o Ziraldo?” (Polzonoff), “Por que os fabricantes de camisinhas as fazem tão grandes? Ninguém tem um pau daquele tamanho, os caras gastam milhões em borracha que nem vai ser usada!” (moskito, mas ele é suspeito), “Por quê, em propagandas de margarina, todos os pais têm que chamar o filho de ‘filhão’?” (Alexandre), “Como é que a calculadora faz conta?” (Gravata), “Pra que serve esse botãozinho vermelho?” (deus, e foi assim que ele criou tudo). Perder a capacidade de fazer perguntas assim é suicídio.