Às 10h24 do dia 7 de fevereiro de 2002, eu clicava pela primeira vez no botão “publish” do Blogger. O texto não era nada que se dissesse “oh, que primor!” — era só eu explicando que tinha começado a escrever um blog (que eu ainda nem sabia direito o que era) para que a Bárbara, minha ex-namorada, parasse de me aporrinhar com a idéia. Eu queria manter o tal do blog por uma ou duas semanas, depois parar de escrever e falar pra Bárbara: “Ó, achei uma merda”. Dez anos depois, aqui estou eu. Que coisa.
Não vou escrever um post todo sentimental e nostálgico sobre esses dez anos. Quem eu enganaria com isso? Este blog está morre-não-morre há tempos, mal dá pra dizer que é o mesmo JMC de, digamos, oito anos atrás. Mas — MAS — eu também não posso esquecer que mudei de profissão duas vezes em quatro anos, as duas vezes por causa do blog. Não posso esquecer que conheci um monte de gente legal, que fiz festas, que consegui hospedagem de graça em todo canto.
Não tem como esquecer que uma leitora é tão louca que até aceitou se casar comigo.
Passei muita vergonha neste blog: textos sentimentalóides, posições políticas equivocadas, um ateísmo arrogante e burro que custei a largar. Mas também tenho orgulho de muita coisa que escrevi, principalmente as mais idiotas. E não posso esquecer que o JMC serviu de terapia nos momentos mais difíceis; ainda serve.
Ah, e tinha um negócio de sátira da Bíblia também. Dia desses eu retomo.
Obrigado, Alê Félix e Jaime1 — a dupla que sempre bancou a hospedagem do blog, mesmo com minha insistência (cada vez menor) para pagar pelo serviço. Obrigado aos velhos e novos leitores.
Dez anos são uma vida. Na África, mas ainda assim.
1Jaime, Jaime, Jaimejaimejaimejaime… Vai falando.
