Era só o que faltava…
Mês: julho 2008
Funcionou
Olhai e vede, incréus! A simpatia funcionou perfeitamente para o Daerson. Podem guardar o fio dental dentro de um livro agora. Mas só o dele, hein? Os outros vocês vão deixando aí. E podem mandar mais fotos.
Barganha
Uma das várias divisões possíveis da população mundial: aqueles que têm dinheiro e aqueles que sabem escrever. São dois grupos bem distintos, e desconheço qualquer intersecção entre eles (“E o Paulo Coelho?”, alguém dirá, o que só serve para reforçar minha tese). Vez por outra o primeiro grupo precisa dos serviços do segundo. Para isso, mostram-se dispostos a abrir mão de uma ínfima parcela de seu rico dinheirinho em troca de meia dúzia de frases mais ou menos bem alinhadas.
Pois bem: sem emprego formal, eu dependo cada vez mais desses escambos de palavras por vil metal. Se vocês souberem de algum lance desses (matérias para jornais e revistas, textos diversos, traduções canhestras, biografias por encomenda, top secret ghost writings), avisem-me. Estou feito o Maníaco do Parque quando sair da cadeia: pegando qualquer coisa.
Mais simpatizantes
Eu estava com uma preguiça danada de publicar as fotos mais recentes da simpatia. No entanto, a nova opção de imagens com legendas no WordPress 2.6 me deu o ânimo necessário para fazê-lo. Aí vão as últimas colaborações para que um número crescente de pessoas arrume emprego:
O Daerson está quase, eu também, mas não podemos deixar esse fluxo de energia esmorecer. Então estou esperando mais fotos.
Bizarrices
Enquanto não arrumo tempo nem disposição para escrever, vai aí uma coletânea de comentários não aprovados
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
jennisinhaSOMA
possa fazer na escola de um super heroi que liberta as pessoas do mal e p´rotege as pessoas para o bem
tatiane
Jordana
Será q vc pode me enviar a sua !?
Obrigado ! Q DEUS te abençoe e te prospere cada vez mais !!
Marcos Aurélio
Fernando
Hã?
Requiém para uma leitora insuspeitada
Eu sou um tiozão. Tenho plena consciência disso. Nunca sei do que esse pessoal da tal blogosfera está falando. Um exemplo: fiquei sabendo graças a esse post do Ruy Goiaba que o que eu pensava ser uma piada interna entre meia dúzia de amigos é na verdade um fenômeno de grandes proporções e ramificações várias.
Esse intróito todo é para vocês terem uma idéia do choque que minha própria ignorância me causou quando a Fer escreveu sobre a morte de uma tal de Tina. Quem seria Tina? Pelo visto uma briguenta qualquer de internet, essa gente que entra em blogs para arrumar encrenca com seus autores. Mas então fui lendo mais sobre ela e descobri que era uma senhora de 56 anos, moradora dos EUA, que há tempos sofria sérios problemas de saúde. O nome completo, Tina Oiticica Harris, me soou familiar. Resolvi caçar nos comentários do JMC. Dessa vez a minha ignorância me proporcionou um nó na garganta.
Vejam, por exemplo, o primeiro comentário da Tina neste blog, feito em 16 de julho de 2006 no post Elias, a seca e a viúva:
Nada de encrenca, de provocação, nada. Só uma nova leitora manifestando seu gosto por minha prosa capenga.
No dia 4 de agosto veio outro comentário de um post bíblico:
E assim se seguiram os comentários de Tina, sempre elogiosos, beirando o constrangedor (para mim). No meu post de ano novo 2006/2007, lá estava ela, carinhosa como sempre:
Espero que o livro venda de montes e o resto é ficar na torcida … do Botafogo.
Outros comentários vieram até junho de 2007, quando, salvo bug no sistema de busca desta joça, ela desistiu de interagir por aqui.
Recebo todos os dias uma enormidade de contatos de leitores, nos comentários ou por e-mail. As participações de Tina, esparsas no decorrer de pouco menos de um ano, se perderam nessa massa, destacando-se apenas por seu caráter positivo. Agora, lendo um pouco mais sobre ela, começo a pintar a imagem de uma mulher que sofria e encontrava na web um meio de manter o viço. Talvez eu devesse ter trocado algumas mensagens com ela, nem que fosse para agradecer por elogios tão rasgados. Em março de 2007 ela me mandou um e-mail avisando de um erro no feed do blog. Desperdicei a oportunidade de responder. Talvez nos engajássemos numa briga qualquer e hoje eu tivesse alguma história para contar ao marido de Tina. Não o fiz, e só o que tenho é essa sensação de besta e sem sentido de perda.
Mas prefiro pensar que fui de alguma utilidade para essa mulher. Parece que Tina se alegrava lendo blogs, e em seus comentários ela deixou bem claro que gostava de minhas bobagens, que ria de minha caricatura das sagradas escrituras. Então penso nessa senhora fragilizada pela doença e imagino-a lendo esses textos com um meio sorriso no rosto, fugindo da realidade por alguns minutos para transportar-se aos tempos de Elias. Ela devia se identificar com aquele profeta rabugento, boca dura, encrenqueiro e provocador. Elias subiu aos céus em um redemoinho. Tina foi mais discreta.
Pavio curto é o caralho!
— Essa mulher pisca enquanto fala!
— Calma.
— MAS OS OLHOS DELA DUBLAM AS PALAVRAS!
— Caaaaaaalma…
Enquanto eu me irritava com o tique de Mariana Ferrão na TV (Bandeirantes, na época), minha então namorada (agora esposa) tentava me acalmar, sem sucesso. Eu olhava para aquela moça, bonita até, e me irritava com seu sorriso de gengiva e seu piscar frenético.
Foi só uma das ocasiões em que perdi o controle de meu temperamento. Em casos como esse era mais fácil: como o alvo da minha ira era alguém inalcançável, eu não magoava ninguém que estivesse por perto. Passava ridículo, e só.
Bom, com o tempo fui ganhando fama de pavio curto. Por conta de uma discussão besta certa vez destratei o Edu Edu de uma tal forma que ele ficou vários dias sem falar comigo. Emendei a situação comprando para ele a edição especial de Curtindo a Vida Adoidado. Ele perdoou, mas não esqueceu. Tanto que, quando apareceu uma produtora do Bom Dia Brasil falando que precisava de personagens para uma matéria sobre pavio curto, ele imediatamente se lembrou de mim. A moça me telefonou, fez uma pré-entrevista e agendou o horário para a gravação.
A equipe chegou ao nosso apartamento pontualmente. Abri a porta e dei de cara com Mariana Ferrão, sorridente, gengivante e piscante.
Lá pelas tantas, ela me perguntou o que me irritava. Falei em gente que joga lixo na rua, que faz muitas perguntas, que fala comigo quando estou concentrado. Mas minha vontade mesmo era responder: “VOCÊ! VOCÊ E ESSE SEU PISCA-PISCA DO INFERNO! MORRA!”.
Me contive.
Ô, maré…
Estou semidesempregado. Então aproveitem o ensejo para amarrar mais um pedaço de fio dental no cabo do mouse.
Reforço
o.O
Leiam isso
O.o
Agora tratem de amarrar um fio dental para ele também.
Está funcionando!
Acho que ainda tem muita gente achando que a simpatia é balela. Ora! Não é porque ela foi inventada por mim que vai ser de mentira. O que importa é a corrente de pensamento positivo. O beneficiário já começa a sentir os efeitos benéficos do ritual. Não podemos parar, portanto. A entrevista dele é na terça-feira, então vamos reforçar a mandinga. Por enquanto, aqui vai mais um lote de contribuições:

Para começar, Ana Cartola, minha marida. Reparem que ela amarrou três fios.
Se vocês puderem fazer o mesmo, agradeço.

Caio César, irmão do Agnaldo.

Bobbie Salles, minha lé.

Dos malucos do Gerador de Improbabilidade Infinita.

Do outro lado do mundo, Paulo Humemoto manda essa foto do incrível fio dental japonês.

E para encerrar, André K, o rapaz de Ponta Grosa. RÂ.






