Olá, olá. Sim, amigos, estou vivo. Vivo, mas sem tempo para sequer pensar em blog. Pensei em anunciar o fim do JMC, mas acabei achando que seria precipitado. O blog continua aqui, os arquivos estão disponíveis para leitura. Quem ainda não o fez, pode cadastrar seu e-mail ali no “Seja notificado a cada novo capítulo bíblico”. Quando (se) eu voltar, mando a notificação para todo mundo. Por enquanto, o blog fica às moscas. Espero que elas se divirtam.
Mês: maio 2006
Egoísmo
Sabe o que dói mais? Não ser o centro das atenções no meu aniversário. Além das presepadas do PCC, como bem lembrou minha cunhada, ainda tivemos a convocação da Seleção Brasileira. É muita sacanagem.
The end of the world as we know it
Ao contrário do que possa parecer, o furdunço que bota São Paulo de pernas para o ar tem nada a ver com comemorações pelos meus 31 outonos. Minhas relações com o mundo do crime organizado encerram-se na impressionante parecença com Fernandinho Beiramar. E só.
Ontem à noite, voltando da casa da namorada, quase que me estrepo na Marginal Tietê. A geralmente pacata saída que vai dar em meu pitoresco bairro estava uma putaria só. Carros na contramão, policiais em viaturas pedindo passagem delicadamente (“TIRASSAPORRADÁICARAY!”), buzinas, o diabo. Fui indo, indo, e quando vi a ponte estava fechada por uma barreira policial. Vi labaredas altas e resolvi voltar. Vim pela contramão (na Marginal, meu deus!), pisca-alerta ligado, sinalizando com farol alto pra todo mundo. Um bando de gente atrás de mim. Uma viatura da PM quase bateu de frente com meu carro. Uma lindeza.
Hoje fomos dispensados mais cedo do trabalho. Todos nós, na cidade. O metrô estava um inferno. As pessoas, desesperadas. O empurra-empurra muito maior do que o normal. Pânico, coisa horrenda. Quase não chego em casa.
Agora: será que o PT tem alguma coisa a ver com isso? Sei não, sei não…
* * *
Ouvi agora a entrevista coletiva com o comandante da Polícia Militar, o Capitão Fulano de Tal (sei lá o nome do cara). Finalmente uma autoridade diz algo que preste. O hômi mandou jornalista deixar de ser besta e só publicar informação verificada, em vez de correr atrás de boato de internet. De fato, há muito sensacionalismo no que se diz por aí. E o comandante ainda elogiou essa nota de minha amiga Juliana Carpanez. Way to go, girl!
E o presidente disse que a onda de ataques é uma provocação do crime organizado. Ah, vá! Jura? É uma capacidade, esse presidente. E eu, besta, não só votei nele como fiz campanha e ainda fui à posse. Nosso dignatário máximo ainda disse que “não há mágica para combater o crime organizado” e que “é preciso inteligência para enfrentar as facções criminosas”. Mas é de um gigantismo intelectual! Acho que o presidente tem um bloquinho com várias folhas impressas com a frase “Gente, não tem mágica pra combater ____________. É preciso inteligência e determinação para enfrentar ____________. E este governo está fazendo a maior revolução da História Universal contra ___________”. Ele só preenche as lacunas.
Reparem.
31 anos
Já faz uns meses que eu vi uma tirinha na internet e pensei: “Vou guardar”. Tinha só dois quadrinhos. No primeiro, um sujeito pulava da cama de manhã, todo feliz, gritando “It’s my birthday!”. No segundo, a Morte movia mais uma pedrinha em seu ábaco.
Bom, desnecessário dizer que perdi a tirinha, já que precisei descrevê-la. Cá estou, um ano mais velho, e com várias coisas novas acontecendo. Não posso me queixar.
Ô, correria do cão!
Não morri não. Acabei ficando na mesma empresa de antes, em melhores condições. Só que agora não tenho mais tempo sequer para pensar em Elias. O personagem, como eu disse, é muito bom, e ainda não sei como caracterizá-lo (isso não significa que o blog esteja aberto a sugestões; nunca esteve).
Dia desses eu volto. Enquanto isso, vão lendo algo que preste. Recomendo O Grande Gatsby, que estou lendo agora. Sublime.
