(I Reis 1:11-53)
Enquanto Adonias dava sua festa, o profeta Natã resolveu que era hora de começar a mexer uns pauzinhos. Para começar, foi falar com a mãe de Salomão:
— Bate-Seba, viu esse negócio todo aí do Adonias?
— E quem não viu, Natã? Só mesmo o rei, que agora vive de safadeza com aquela sunamita sem-vergonha. Quando eu era bonita ele me viu pelada e fez tudo quanto foi loucura para ficar comigo. Agora é o que se vê, o dia todo deitado com a tal Abisague no maior chamego. Velho safado…
— Pois é, pois é! O rei não sabe de nada, é como você diz. E se as coisas continuarem assim, você e seu filho podem se dar mal.
— Epa. Como assim?
— Oras! Adonias não convidou Salomão para a festa. Seu filho é um concorrente, e se Adonias for mesmo reconhecido como rei, o bicho vai pegar. Ele não vai deixar vivo outro herdeiro do trono.
— E o que a gente pode fazer, Natã?
— Engraçado você perguntar. Estava mesmo pensando num negócio aqui…
Minutos depois, Bate-Seba entrava no quarto de Davi. O velho rei ficou surpreso: era raro que qualquer de suas esposas viesse vê-lo depois da chegada de Abisague, e Bate-Seba, com todo seu orgulho, era a menos disposta a fazer uma visita de cortesia. Mas ali estava ela. O rei olhou para aquela matrona que lhe fazia uma reverência, e tentou associá-la à bela moça nua que vira do terraço tantos anos antes. Não conseguiu.
— O que você quer?
— Rei Davi, o senhor jurou por Javé que meu filho seria seu sucessor no trono.
— Jurei?
— Jurou.
— Lembro não.
— Mas jurou.
— Hum. E seu filho é aquele menino, né? Aquele lá. Aquele que teve aquele negócio do… Que pegou aquele troço uma vez lá no… O menino que fez a… Né?
— Salomão.
— Hum?
— O nome dele, do nosso filho. Salomão.
— EU SEI, DIABO, EU SEI! VOCÊ ACHA QUE EU NÃO CONHEÇO MEU PRÓPRIO FILHO?
— Longe de mim pensar uma besteira dessa, majestade.
— Humpf.
— …
— O que você quer?
— O senhor jurou que…
— Já sei, já sei! Tá pensando que eu sou o quê, algum velho caduco?
— Claro que não, que idéia! O negócio é que Adonias se auto-proclamou rei sem que o senhor soubesse.
— Adonias?
— Seu filho…
— EU SEI QUEM É ADONIAS! QUE INFERNO!
— Pois então.
— Que história é essa de rei? O rei não sou eu?
— Claro que é, majestade. Mas Adonias diz que o senhor já está muito velho, e que ele é o herdeiro do trono. Está agora mesmo dando uma festa lá pros lados da Pedra da Cobra. Os irmãos dele estão lá, Abiatar e Joabe também.
— Ué. Abiatar e Joabe?
— Exatamente.
— Então vai ver o garoto tem que ser rei mesmo. Está bem assessorado.
— Mas o senhor jurou que…
— EU SEI O QUE JUREI! Grunf. Olha aí, já chegou mais gente. Quem é?
— Sou eu, majestade. Natã.
— Conheço Natã nenhum.
— O profeta Natã…
— Profeta… Profeta… Ah, sim! Natã, como vai? O que o traz aqui?
— Nada de muito bom, rei Davi. Por acaso o senhor anunciou que Adonias seria coroado rei? Acho que houve alguma falha de comunicação, porque eu não fiquei sabendo de nada…
— Adonias?
— Seu filho…
— EU SEI, CÁSPITA! Essa outra aí já me contou da festa e coisa e tal.
— Pois é! Joabe, Abiatar e toda a corja estão lá gritando “Viva o rei Adonias!”, mais bêbados que o Bukowski.
— Hum. Não vejo nada de mais nisso, mas a Bate-Seba me disse que eu fiz um juramento e não sei quê…
— E o senhor não se lembra? Jurou que Salomão seria…
— Que Salomão seria meu sucessor. Mas que caralho, vocês acham que eu não lembro de nada é? Cadê a Bate-Seba? BATE-SEBA!
— Estou aqui, majestade.
— Bate-Seba, eu vou cumprir o juramento que fiz a você, ou não me chamo Saul.
— Davi.
— DAVI! Chamem lá o Abiatar.
— Ele está na festa do Adonias.
— Ô, diabo. Esse reino está me saindo uma esculhambação sem tamanho. Tem algum sacerdote em Jerusalém?
— Zadoque está ali no corredor.
— Eita! Parece até que vocês planejaram tudo…
— Hahahaha. M-mas que idéia, majestade!
— Hum. Chamem lá o Bodoque, então.
— Zadoque.
— FOI O QUE EU DISSE! Chamem esse puto, mais o Benaías. Não, Natã, você fica aqui.
— Sim senhor.
— Zadoque, meu querido!
— Eu sou o Benaías, majestade.
— Arre, égua!, vocês têm tudo a mesma cara. Esse outro é o Zadoque, então?
— Eu mesmo, majestade.
— Tenho uma missão para os três. Vocês vão pegar aí um punhado de oficiais, botar meu filho Salomão montado na minha mula e levar o menino até a Fonte de Giom. Quando chegarem lá, Zadoque e Natã devem ungir o garoto como rei de Israel. Depois vocês vão tocar as cornetas e sair gritando “Viva o rei Salomão!”. Então venham todos para cá, para que ele se sente no trono. Ele será rei em meu lugar, porque foi a ele que eu escolhi para governar Israel. Ele, entenderam? Salomão. Não aquele Adônis.
— Adonias.
— Que seja.
— Pode deixar com a gente, majestade! Que Javé confirme tudo isso aí, viu? E que ele esteja com Salomão como esteve com o senhor. E que o reinado de Salomão seja ainda maior do que o seu. E que ele faça…
— Tá bom, Zadoque, vai logo!
— Eu sou o Benaías, majestade…
— FODA-SE!
Os três saíram dos aposentos do rei, montaram Salomão na mula de Davi e cumpriram o ritual de unção de acordo com as instruções recebidas. Na volta para o palácio, porém, o povaréu foi se juntando ao cortejo do novo rei. Quando passavam perto da Pedra da Cobra, já eram uma pequena multidão gritando vivas a Salomão, cantando e tocando instrumentos. Adonias e seus convidados ouviram aquela algazarra e não sabiam do que se tratava. Estavam na dúvida quando chegou Jônatas, filho de Abiatar, com as notícias: Davi mandara ungir Salomão como rei, o povo estava com ele e os oficiais congratulavam o velho rei pelo acerto na escolha.
— Não pode ser!
— Mas é, seu Adonias. Dizem até que o rei tentou improvisar uns versos. Assim:
Louvado seja Javé
Porque é o que é
Me deixou ver em pé
Meu filho Salomé
Ser o rei de Israé.

— Mas o nome do moleque não é Salomão?
— Por isso o rei não terminou o salmo. Não é mais o mesmo…
— Sei não, sei não. Esse negócio aí não está me cheirando bem. Isso pode ser perigoso como o diabo. O que você acha, Joabe? Joabe? Cadê esse puto? Abiatar? ABIATAR! PORRA!
Percebendo o isolamento político em que se encontravam, os convidados de Adonias saíram de fininho. Afinal de contas, em pelo menos uma coisa ele acertara: era perigoso ficar isolado politicamente em Israel naqueles tempos (hoje em dia também, mas não vamos falar nisso).
Adonias, que havia pouco conhecera as delícias do poder, viu-se destituído do trono sobre o qual sequer chegara a sentar-se, e com a cabeça a prêmio. O novo rei não perdoaria sua ousadia. Então fez a única coisa que podia: correu para o Tabernáculo e agarrou-se às pontas do altar. De acordo com a lei, ninguém poderia ser morto na presença de Deus, ou seja, dentro da Tenda Sagrada. Lá de dentro, tremendo todo e agarrado com toda a força às pontas do altar, Adonias mandou seu recado:
— Só saio daqui se o rei Salomão jurar não me matar à espada!
Quando soube da reivindicação de Adonias, o novo rei fez seu primeiro pronunciamento público:
— Aê. Se o mano mostrá que é firmeza, eu trombo ele e não tem treta. Mas se vier com crocodilagem, é um-dois, mando subir. Tá ligado?
— C-como, majestade?
— MAJESTADE O CARAIO! ME CHAMA DE MANO!
— M-Mano?
— MANO!
— Mas é que…
— Ah, véio. Manda aquele cu-de-burro sair lá de onde ele tá muquiado, que eu quero dá uma idéia no figura.
— S-sim senhor…
— MANO!
— Mano, mano!
— É foda…
Os funcionários do palácio foram buscar Adonias no Tabernáculo. As mãos do coitado estavam crispadas em volta das pontas do altar, então ele precisou de ajuda para sair. Bom, o medo de encarar o novo rei também não ajudava muito. Mas todo mundo garantiu que estava tudo bem, que nada lhe aconteceria e tal, então ele foi ter com Salomão. Chegou, ajoelhou-se e encostou o rosto no chão.
— Ih, véio! Que parada é essa aê?
— Majestade!
— Ô caraio… Seguinte, mano: vaza.
— Hein?
— VAZA, MANO! RALA O PEITO! SOME!
Adonias não esperou terceira ordem: deu meia-volta e saiu. Estava vivo, surpreendentemente vivo. Mas todo mundo morre um dia. Uns vão mais tarde, outros mais cedo. Mas não vamos nos adiantar, os próximos capítulos serão bem movimentados. Será agitado o reino de Salomano.
Digo, Salomão.

Agradecimento especial: Muito obrigado ao Edu e à Bobie, meus colegas de redação, pelo Dicionário dos Manos. Será essencial para os próximos capítulos.

Bem amigos do Marco Aurélio.
Seguinte: procuro personagens para uma matéria sobre mulheres que namoram homens mais velhos. Preciso entrevistar a mulher, o namorado e o pai dela. O pai e o namorado devem ter mais de 50 anos. Quem conhecer um trio com essas características, deixe um comentário aqui ou mande um email para danielamacedo@hotmail.com
Quem me ajudar, ganha um pirulito de goiaba.
Ah, eu sou a tresloucada que topou escrever um livro com o autor desse blog. Nosso filho atende pelo nome de Balde de Gelo.
Obrigada pela atenção.
Câmbio, desligo.

(I Reis 1:1-10)
O primeiro livro dos Reis tem um nome que não faz muito sentido. Afinal, a história da monarquia israelita começa já no primeiro livro de Samuel. Algumas versões da bíblia Católica trazem os livros de I, II, III e IV Reis, em vez de dois livros de Samuel e dois dos Reis. A divisão, seja ela qual for, é arbitrária: como os livros eram originalmente escritos em rolos, seria necessário um carrinho de mão para transportar toda a história da monarquia. Então os estudiosos judeus que fizeram a primeira tradução da Bíblia para o grego (em 250 a.C., no Egito) resolveram dividir cada um dos livros em dois volumes menores. Enfim, vamos à história.
Davi já estava muito velho. Velho mesmo: em 973 a.C., quando começa este livro, o rei estava em seu 40º e último ano de governo. O povo de Israel já estava cansado: então um sujeito dá uma pedrada num jogador de basquete e pronto, é rei por quarenta anos? Não era muito democrático. Além do mais, o rei estava nas últimas: sentia um frio danado o tempo todo. EM PLENO ORIENTE MÉDIO! Um frio incontrolável. O pessoal do palácio trazia cobertas, ponchos, gorros, cachecóis, luvas, máscaras de esqui, e nada do rei se aquecer.
— Por que a gente não toca fogo no velho?
— Tá doido, rapaz?
— Que que tem? Ele não vai viver muito mesmo, pelo menos morre quentinho…
— Oras, deixe de falar besteira. Majestade!
— Hum? Hein? Quem?
— Majestade… Nós vamos procurar uma moça para cuidar do senhor.
— Uma moça, é?
— É. Para cuidar do senhor, dormir na sua cama e mantê-lo aquecido. Que tal?
— Oba!
Então os conselheiros do rei saíram por todo o Israel procurando uma moça que servisse a tal propósito. Acabaram encontrando uma garota chamada Abisague, Miss Suném 975 a.C. Levaram Abisague até o palácio, e ela aceitou de bom grado suas novas atribuições. Passava o tempo deitada ao lado do rei, aquecendo seu velho corpo. Davi sequer tocava a moça. Não que não quisesse, mas qual seria o propósito? Estava velho, seus dias de garanhão haviam ficado para trás.
Enquanto o rei passava seus dias deitado com a bela sunamita-aquecedora, no reino inteiro só se falava da sucessão. Amnom, o primogênito do rei, fora morto por Absalão. Este, o segundo filho, fora morto por Joabe depois de liderar uma rebelião. O terceiro, Adonias, filho de Davi com Hagite, parecia o sucessor natural. Era um rapaz muito mimado, naturalmente: depois de perder dois de seus filhos (isso sem contar o que tinha morrido pouco depois de nascer, num daqueles castigos muito justos de Javé), o rei fazia todas as vontades de Adonias e nunca o repreendia por nada. Tendo crescido dessa maneira, paparicado pelo pai, Adonias queria de toda forma ser o próximo ocupante do trono de Israel. E não demorou a providenciar isso: percebendo que Davi estava mesmo nas últimas, arranjou carros de guerra, cavalos e cinqüenta homens para formarem sua comitiva pessoal. O príncipe sabia que precisava de apoio nas altas esferas do reino, ou acabaria como seu irmão Absalão. Então foi falar com Joabe, o general e braço direito de Davi, e com Abiatar, o sacerdote. Os dois concordaram em apoiá-lo. Não viam sentido em manter no trono um rei moribundo: melhor mesmo seria que Davi se retirasse para sua casa no litoral do Mediterrâneo, e deixasse o reino nas mãos de alguém capaz de conduzi-lo. Outros, porém, foram sondados por Adonias e não o apoiaram: Benaías, chefe da guarda pessoal do rei, Zadoque, o sacerdote mais jovem, o profeta Natã e os guarda-costas Simei e Reí decidiram ficar ao lado do velho rei. Lealdade? Não exatamente: eles também achavam que estava na hora de Davi pendurar sua funda, mas queriam que o sucessor fosse Salomão, um príncipe meio apagado e nascido de uma união reprovada por todos.
Tendo formado seu séquito, Adonias deu uma festa e convidou seus irmãos e os funcionários do rei originários de Judá. Convidou a todas as pessoas influentes da côrte, com exceção dos poucos opositores. Tinha certeza de que seria rei, era só questão de tempo. Não contava, porém, com a astúcia de seus adversários.
Israel tremia com as novidades quentes, e Davi tremia de frio em sua cama. Olhou para a porta e viu uma silhueta familiar.
— Vem cá, minha nêga…
Enquanto Abisague se aninhava a seu lado, a nostalgia tomava conta do rei. Lembrava-se de seus tempos de furor viril. Inocente, nem sabia que sua impotência não mais se restringia ao âmbito sexual.

Hoje de manhã recebi pelo MSN Messenger um arquivo chamado StarWars.zip. O arquivo vinha de uma amiga, então aceitei. Descompactei o danado e lá dentro havia um arquivo com extensão PIF. “Epa”, pensei.
Lendo o News.com, descobri que há uma onda de worms e phishing se espalhando através de softwares de mensagens instantâneas. Ainda não havia, porém, nenhuma menção ao MSN Messenger. Para mim foi bom, rendeu até notinha com meu nome. Quanto a vocês, fiquem espertos.

Há quase um ano eu disponibilizei o RSS feed para este blog e enterrei o serviço de newsletter do Bloglet. Acreditava que o RSS substituiria com vantagens a newsletter. Não sei se isso aconteceu ou não, mas resolvi trazer o serviço de volta. Quem estiver interessado pode botar seu e-mail ali sob Boas Novas, onde diz “Entre seu e-mail para receber a newsletter diária do blog”. Com isso você receberá diariamente um resumo dos posts do dia anterior, para escolher se vale a pena ou não vir aqui para lê-los na íntegra.

De todas as parábolas de Jesus, a preferida da minha infância era aquela dos dois sujeitos que construíram suas casas sobre fundamentos diferentes: um na rocha, outro na areia. O que firmou o alicerce na rocha manteve sua moradia depois do temporal; o da areia ficou sem teto. A intenção de Jesus ao contar essa parábola era mostrar a diferença entre quem ouvia seus ensinamentos e os praticava, e quem não lhes dava bola. O fascínio da história para mim, no entanto, vinha de um detalhe dos mais bestas: da primeira vez em que a ouvi, fiquei sabendo que o néscio construíra sua casa na areia. Eu, é claro, tinha certeza que Néscio era o nome do fulano. Ficava pensando no pobre do Néscio, desolado ao ver os destroços de sua casa espalhados pela praia.
Lembrei-me da parábola hoje enquanto assistia ao filme Casa de Areia, de Andrucha Waddington. Não pelo título, mas pelos fundamentos do filme: assim como a casa do coitado do Néscio, o filme foi construído sobre uma base frágil, e não se sustenta de maneira alguma. O roteiro é fraco, as atuações são apenas passáveis (com exceção de Fernanda Montenegro contracenando com ela mesma, mas aí já é covardia), a direção é sonífera. São 109 minutos de filme: nove de diálogos e cem de longas tomadas de areia, água, areia, céu, areia, Seu Jorge, areia, areia, Fernanda Montenegro de oclinhos, areia, Fernanda Torres pelada, areia, areia, areia, areia…
(As tomadas são longas mesmo, creiam. É de bom tom apreciar tomadas longas. Eu poderia escrever um artigo deslumbrado para qualquer caderno cultural, comparando Waddington a Akira Kurosawa e Glauber Rocha, sem ter precisado assistir a nenhum filme de qualquer um dos dois. Depois era só dar uma pincelada de psicanálise, dizer que a areia é o símbolo da opressão, ou da insignificância humana, ou do isolamento do indivíduo, ou do útero primordial, ou de qualquer bobagem, e pronto!, mais um texto para ser discutido pelos desocupados que insistimos em chamar de intelectuais).
O filme se passa nos Lençóis Maranhenses, o que mostra ao menos a esperteza dos produtores: aprenderam com Cacá Diegues que não há apenas tetas federais; há muitos mamilos estaduais e municipais doidinhos para verterem seu leite em troca de imagens que possam atrair turistas. Está lá o selinho do Governo do Estado do Maranhão que não me deixa mentir. Um mamão lava o outro, dizem, e Néscio Waddington e sua gangue sabem muito bem disso.
O filme é longo à exaustão, previsível ao tédio, chato à morte. E é o nosso dinheiro, não se esqueçam. Não, não o dinheiro do ingresso. Acordem: o dinheiro dos nossos impostos.
Aliás, uma das co-produtoras do filme é a Quanta Centro de Produções.
Peraí.
Então parte do dinheiro da Petrobrás, da Ancine, do Governo do Maranhão e de outras tetas foi para a empresa que pertence ao Ministro da Cultura? É isso?
Eita país danado!

Rapidinho.
Tinha um povo discutindo religião numa sala. Então chegou o Zé, irmão da minha mãe, e cantou a seguinte canção (com a melodia de “O Cravo Brigou Com A Rosa”):
Se você quer ser amigo
amigo do coração
vivendo sempre contente
dá a bunda e vira crente.

Foi esse o sonho.
Depois eu volto.

(E obviamente eu passei o dia todo com o raio da cantiga grudada na cabeça. É o diabo…)