Todo tempo quanto houver
Pra mim é pouco
Pra dançar com meu benzinho
Numa sala de reboco

Enquanto o fole
Tá fungando, tá gemendo
Vou dançando e vou dizendo
Meu sofrer pra ela só
E ninguém nota
Que eu tô lhe conversando
Nosso amor vai aumentando
E pra que coisa mais melhor?

Só fico triste quando o dia amanhece
Ai, meu Deus se eu pudesse
Acabar a separação
Pra nós viver
Igualado a sanguessuga
E nosso amor pede mais fuga
Do que essa que nos dão.

(Luiz Gonzaga / José Marcolino)
Já dizia Raul Seixas, comparando Luiz Gonzaga com Elvis Presley: “É a mesma coisa! É a mesma voz, a mesma malícia!”. E pra que coisa mais melhor?

REM cantando One, sucesso do U2. Todo mundo conhece essa gravação, eu sei. Mas vai que alguém tá por aí fazendo nada e nem conhecia? No juízo final Deus (uia!) vai me perguntar o que eu fiz de bom, e eu terei pelo menos esta boa ação para contar antes de ser despachado para o inferno pela cordinha da descarga divina.

Considerando meu penúltimo post, fui surpreendido por uma falha matemática: eu li o Falecomdeus inteiro duas vezes, portanto — devido à minha obsessão pela simetria — devia haver algum blog ainda não explorado até o osso. Procurei, procurei e… VERGONHA! EU AINDA NÃO HAVIA LIDO O PURAGOIABA INTEIRO!!!!
Perdão, perdão! Estou agora mesmo reparando esse erro estúpido. E aproveitando: parabéns ao Ruy Goiaba pelos dois anos de blog.

Acabo de ler que a Voyager 1, sonda espacial lançada há 25 anos, está agora mesmo cruzando a fronteira do Sistema Solar. Aqui, ó. Lendo a matéria, senti uma empolgação infantil: a humanidade cruza mais uma fronteira. É claro que hoje o Sistema Solar é pouca coisa: com os equipamentos que temos atualmente, nosso conhecimento vai muito além dele. Mas, notem, atingimos fisicamente essa fronteira. Há um artefato nosso…
— Nosso porra nenhuma! É mais um instrumento imperialista que visa a dominação do…

[POW! SOC! CRASH!]
Arram… Como eu dizia, há um artefato nosso além de Plutão. Longe, muito longe! 12,3 bilhões de quilômetros!
E aí sou tomado por uma tristeza. Porque sei — eu e Fer vivemos lamentando isso em nossas longas conversas — que a reação de grande parte das pessoas frente a esse fato maravilhoso será:
— E daí? Em que isso muda minha vida? Como é que a Voyager vai me ajudar a pagar o aluguel?
E tenho pena dessas pessoas. Pena mesmo, o dó mais sincero. Como é que alguém consegue viver assim, sem o mínimo maravilhamento diante da vida, da natureza e das conquistas da ciência? Como é que alguém passa seus dias sem nunca se questionar sobre a existência, sobre o funcionamento das coisas, sobre Deus? Acham tudo isso sem importância porque, oras, questões assim não botam comida na mesa. Ah, mas que porra de mentalidade tacanha! Nem só de pão vive o homem, será que é tão difícil perceber isso?
Nem é necessário que você viva se perguntando sobre questões elevadíssimas. Eu mesmo às vezes passo horas ou dias pensando em coisas que deixariam essas pessoas aterrorizadas frente à minha falta do que fazer (qualquer linha de raciocínio que não tenha um objetivo claro e prático é falta do que fazer para essas pessoas. Podem reparar). Uma questão que anda me intrigando há dias: como é que uma criança posta frente-a-frente com um Yorkshire Terrier e um Boxer saberá imediatamente que são ambos cachorros, mesmo sendo bichos tão diferentes um do outro, e se deparada com um gato e uma jaguatirica, que são bem parecidos, dirá prontamente que o primeiro é um gato e o segundo não? (Aliás, pesquisando para ilustrar as raças de cães aqui, cheguei a outra pergunta: por que as palavras cinofilia e zoofilia têm sentidos tão drasticamente diferentes, se o que muda é só o prefixo?)
E qual a importância de questões assim? Oras, quem é que sabe? Não acredito em nenhuma pergunta que não possa ser formulada por uma criança; só as questões infantis são profundas de verdade. Se você despreza isso, sinto muito: você é um autista. Vá se tratar. Você nunca produzirá arte e nunca será capaz de amar de verdade. Imagine só olhar para a mulher que você ama e não pensar algo do tipo “Como é que ela consegue com um simples gesto estabanado me encher de ternura desse jeito?”. Ah, não. Muito sem graça.
Maravilhem-se, meus caros. Perguntem-se coisas como “Quantas cores existem? Todas elas têm nome?” (Fer), “Por que é que o banheiro fica com eco depois da faxina?” (Biboca), “De que cor é o Ziraldo?” (Polzonoff), “Por que os fabricantes de camisinhas as fazem tão grandes? Ninguém tem um pau daquele tamanho, os caras gastam milhões em borracha que nem vai ser usada!” (moskito, mas ele é suspeito), “Por quê, em propagandas de margarina, todos os pais têm que chamar o filho de ‘filhão’?” (Alexandre), “Como é que a calculadora faz conta?” (Gravata), “Pra que serve esse botãozinho vermelho?” (deus, e foi assim que ele criou tudo). Perder a capacidade de fazer perguntas assim é suicídio.

— Você é muito engraçado para ser ateu.
Polzonoff me disse isso logo que nos conhecemos, e até hoje a frase não me sai da cabeça. De fato, ateus são chatos, dogmáticos, teóricos, repetitivos. Logo que eu decidi que seria ateu (vejam só que coisa mais besta), tratei de procurar sites sobre ateísmo na internet. MEU DEUS! Quanta baboseira, quanta gente espumando de ódio. Para que isso? Identificar-me com essa gente pegava mal demais, as pessoas iam parar de me convidar para festas. Decidi então adotar o rótulo mais suave e civilizado de agnóstico. Nada de mais: eu já era agnóstico mesmo quando tinha fé.
Porque — me corrijam se eu estiver falando besteira, mas só hoje — o agnosticismo apenas nega que seja possível compreender o que é sobrenatural através da razão. Em outras palavras, não se pode provar a existência ou a inexistência de Deus. Sendo assim, uma vez agnóstico você pode decidir que uma questão que não pode ser respondida pelo intelecto é irrelevante, e prefere acreditar que não há Deus, ou então crer pura e simplesmente pela fé. Minha mudança se deu desta para aquela opção, nada de muito radical, portanto.
Hoje eu já não sei mais. Eu sempre quis acreditar, e antes acreditava porque me disseram que era verdade. Mas agora isso não me basta. Agora eu quero evidências. Não estou falando em provas científicas, porque não sou doido: queria apenas intuir de alguma forma a existência de algum ser superior.
1. Notaram a grafia de Deus com “d” maiúsculo? Pois é, escrever com minúscula, eu finalmente percebi, é mera birra que só consegue atingir uns e outros de mentalidade muito limitada. Então ontem fui tomado pelo maior dos terrores: escrevendo com minúscula eu estava cometendo um erro gramatical! CÉUS! Então resolvi mudar. Não pensem, no entanto, que trata-se de um movimento na direção da fé, da salvação e do pagamento do dízimo rigorosamente em dia. Nananinanão.
2. Não sei se sou de esquerda ou de direita, não sei se creio ou não em Deus. Sei não, sei não. Tô achando que o próximo passo será questionar minha orientação sexual. Ou, pior ainda, tornar-me corintiano.

(Josué 7)
Quando viram a baba que foi destruir Jericó, os israelitas se encheram de segurança para novas empreitadas. Por isso, quando Josué enviou espiões à cidade de Ai…
AI???
Não torra. Eu ia dizendo: quando Josué enviou espiões a Ai, eles voltaram com prognósticos otimistas:
— Aê, seu Josué, Ai vai ser moleza. Precisa movimentar o povo todo não: manda pra lá só uns dois ou três mil homens, porque há pouca gente lá, e todo mundo se cagando de medo da gente.
Investido de coragem e motivado a não mais poder, Josué convocou então cerca de três mil soldados e os enviou à cidade. Aconteceu, porém, que os homens de Ai fizeram os israelitas recuarem, matando logo de cara 36 soldados. Depois botaram os hebreus para correr, e os perseguiram desde o portão da cidade até uma pedreira que havia por lá, matando israelita à vontade na descida. Quando o batalhão desfalcado voltou ao acampamento não marchando, mas correndo em desordem, com a notícia do que acontecera, o povo perdeu toda a empáfia recém-adquirida.
Josué, desnorteado pela derrota quando esperava uma vitória sem percalços, rasgou suas roupas — a bicha — e se atirou de rosto no chão na frente da Arca. Os líderes do povo, no exercício da antiquíssima e lucrativa atividade chamada puxa-saquismo, fizeram o mesmo. Ali ficaram Josué e os líderes, todos de cara no chão como sinal de tristeza. Então Josué começou sua arenga:
— Ô, Javé! Por que foi que você fez este povo atravessar o Jordão? Para nos entregar de bandeja nas mãos dos amorreus? Pô, sacanagem braba isso aí! Na boa, com todo respeito, isso não se faz! Grande papelão fizeram os soldados israelitas correndo dos habitantes de Ai feito umas frangas tresloucadas. E agora? Agora os cananeus e o resto dessa raça toda aí vão ficar sabendo do acontecido, e aí a fama que conquistamos ao atravessarmos o Jordão e destruirmos Jericó vai pras cucuias. Percebe? Percebe? OS CARAS VÃO CERCAR A GENTE E VARRER ISRAEL DO MAPA! É isso que você quer? E sua reputação, como fica? Hein? Hein? Responde, porra! Resp…
— Tá, tá, Josué! Já escutei, agora chega. Pra começar que porra cê tá fazendo aí de cueca com a cara no chão? Por favor, que cena mais ridícula! Oras, Israel passou esse vexame aí porque o povo me desobedeceu.
— Desobedeceu? Quando???
— Já te digo: eu não falei pra vocês destruírem Jericó totalmente, matando todos os seus habitantes e todos os animais e queimando a cidade? A única coisa que eu permiti foi que trouxessem os objetos de ouro, prata, bronze e ferro para o Tabernáculo, que de bobo eu não tenho nada. Enfim, minha ordem foi clara. E sabe o que aconteceu? Teve nego aí que resolveu trazer uns souvenirs de Jericó para o acampamento, pensando que eu sou idiota.
— Tá falando sério, Javé?
— Não, é pegadinha! Olha ali a câmera escondida! É CLARO QUE EU TÔ FALANDO SÉRIO, CARALHO! E digo mais: enquanto vocês não descobrirem quem foi que teve o topete de desafiar minha autoridade, o povo de Israel continuará sendo motivo de chacota aqui na região. Vai pegar mal pra mim e pra vocês também.
— Mas como é que a gente vai descobrir?
— Usando o Urim e o Tumim, oras.
— Usando QUEM???
— Puta merda, Josué… Cê até que se sai bem militarmente, mas não se preocupou nenhum pouco em aprender os aspectos religiosos e essa coisa toda, né? O Urim e o Tumim, aquelas pedrinhas que o Sumo Sacerdote usa para fazer sorteios.
— Porra, virou bingo isso aqui?
— MANÉ BINGO! O resultado do Urim e do Tumim na verdade é uma manifestação da minha vontade. Então o sorteio será feito até vocês descobrirem quem é o cara. Aí você vai passar uma descompostura nele e queimar tudo o que ele trouxe de Jericó.
— Só isso?
— Só. Ah, mas com um detalhe: na mesma fogueira em que você queimar as tais lembrancinhas, aproveita pra queimar o cara, a família dele, suas posses e sua tenda.
— PORRA, JAVÉ! Precisa tanto???
— Ai meu saco, a mesma discussão de sempre… Sei lá se precisa ou não, o que importa é que eu QUERO e assim será feito. Entendeu, songomongo?
— Entendi…
— Então vai lá.
De acordo com a ordem de Javé, Josué acordou na madrugada seguinte e convocou todo o povo (aliás, já repararam que muita coisa no livro de Josué acontece de madrugada? O filho-da-puta do milico tinha esse costume de toque de alvorada, e pelo jeito impôs esse comportamento ao povo. Sacanagem). O primeiro sorteio foi feito, indicando que o responsável pela vergonha de Israel vinha da tribo de Judá. Outro sorteio foi feito, e a sorte recaiu sobre o grupo familiar de Zera. Com outro sorteio, determinou-se que o procurado era da família de um tal Zabdi. Nenhum pio se ouvia no acampamento quando o último sorteio foi feito e Acã foi acusado do crime de desobediência. Josué, não muito crédulo nesse negócio de pedrinhas da sorte, quis confirmar com ele:
— Acã, meu filho. Conta aqui pro Josué, conta: o que foi que você fez? Não esconda nada, pode ficar tranqüilo.
— Posso, é? Então tá. Seguinte, seu Josué: a gente tava lá em Jericó matando adoidado, tocando fogo em tudo, aquela beleza. Aí vi no meio dos escombros uma capa linda, coisa fina, made in Babilônia. Pensei: “Oras, é só uma capa, não faz diferença nenhuma”, e peguei a danada.
— Sei, sei… E foi só isso?
— Hum… Teve um pouquinho mais. Quase nada: uns dois quilos de prata e uma barra de ouro que deve pesar por volta de meio quilo.
— Você pegou OURO e PRATA pra você, Acã???
— Er… Peguei, né? Tá tudo enterrado na minha barraca.
— Putz, aí fodeu. Fosse só a capa eu tentava dar um jeito, mas pegando ouro e prata você roubou o Javé, cara. Ele foi bem claro com isso: os metais preciosos deveriam ser levados para o Tabernáculo. Olha, eu não quero ser agourento não, mas acho que de hoje você não passa…
— PELAMORDEDEUS, SEU JOSUÉ!
— Bah, posso fazer nada. Mas antes vamos confirmar essa história direitinho. Ô! Vocês aí! Vão até a tenda do Acã e vejam se as coisas estão mesmo enterradas lá.
Os homens designados por Josué correram para a tenda do réu, e de fato encontraram a capa, o ouro e a prata enterrados lá. Então Josué e todo o povo de Israel — sempre doido por um linchamento — levaram Acã, sua família, seus animais e tudo o que ele possuía para um vale. Lá o povo apedrejou Acã e queimou sua família e seus bens, inclusive os objetos que ele pegara em Jericó. Feita a desgraceira, empilharam um monte de pedras sobre a família carbonizada. Uma maravilha, coisa linda de se ver! O lugar passou a se chamar Vale de Acor, que significa desgraça.
Olha, não sei quanto a vocês, mas eu se fosse israelita naquela época, com essa lei do cão imposta por Javé, trataria logo de pedir asilo político no primeiro país pelo qual passasse. De besta eu só tenho a cara.

Eu sei que esse negócio de falar do Polzonoff e de deus a toda hora já tá ficando até meio suspeito, mas não consigo evitar. Estava lendo o Falecomdeus agora e tive um ataque de riso que me levou à beira da morte. A causa:

LEITOR: Senhor, os seu posts estão cada vez maiores!
DEUS: É porquê você ainda não viu o tamanho que meu pau está ficando.

Ó PUTA QUE PARIU! Rir assim a esta hora da manhã acaba com qualquer mau humor. Obrigado, deus.

Terminei esta madrugada de ler Viver Para Contar, do Gabriel Garcia Márquez. No meio de tanta coisa para se notar, percebi algo que me incomodou bastante: a quase absoluta ausência de qualquer alusão ao Brasil. Só quando fala de uma reportagem sobre futebol, menciona um jogador brasileiro então contratado por um time colombiano. De resto, são citados diversos países da América Latina: Peru, Argentina, Chile, Equador, México, Cuba, até o Panamá. Brasil? Que é isso? O que é aquele pedação de terra no qual as pessoas não falam espanhol como as pessoas normais? Quem são esses mulatos que preferem consumir a cultura européia e norteamericana a tentar ao menos conhecer o que é produzido na vizinhança?
Assim, para nossos irmãos de continente somos uma espécie de Guiana com mania de grandeza, um Suriname que pensa ser os Estados Unidos. O idioma é um obstáculo, claro, mas há um problema de identidade nacional e contextualização: se nossa geografia correspondesse à nossa mentalidade, o Brasil seria uma faixa de terra pouco mais larga que o Chile ao longo da costa Atlântica. Os outros? Ah, os outros são cucarachas, são latinos, são hispânicos. E ainda reclamamos quando somos confundidos com eles. “Pera lá! Eu sou BRASILEIRO! Eu falo PORTUGUÊS!”. Um orgulho besta que só nos afasta de nossos “países irmãos”, como nos referimos a eles com uma boa carga de ironia. E enquanto isso ensina-se inglês nas escolas públicas, sem que sequer se avente a possibilidade de cursos de espanhol em larga escala.
Blablablá. Estava pensando em tudo isso e então me lembrei que ontem vi Roberto Rojas no shopping center Morumbi. Rojas, para quem não sabe, é técnico do meu glorioso São Paulo Futebol Clube, que agora ocupa uma honrosa terceira colocação no campeonato nacional. Mais que por isso, porém, ele será sempre lembrado como um dos protagonistas da Farsa do Maracanã, ao lado de Rosemary Fogueteira.
3 de setembro de 1989, Rio de Janeiro, estádio do Maracanã, eliminatórias para a Copa do Mundo. Brasil e Chile estão jogando. O Chile precisa ganhar a partida para ainda ter chances de classificação, mas a seleção brasileira vence por 1 X 0, gol de Careca. Aos 23 minutos do segundo tempo, a então anônima torcedora Rosemary Mello — depois foi capa da Playboy e hoje é evangélica — usa um sinalizador da marinha como rojão, atirando-o no campo. O foguete cai dentro da grande área chilena, e Rojas, o goleiro, se joga no chão, simulando ter sido atingido. Para dar maior realismo à cena, ele corta o supercílio com uma lâmina que levava escondida na luva, causando abundante sangramento. Um dramalhão bem ao gosto dos cucarachas…
O jogo foi cancelado e começou a polêmica: quem ganhou? Haverá outra partida? Ficamos nesse impasse até a farsa ser descoberta. O resultado de 1 X 0 ficou valendo e a seleção chilena foi punida, proibida inclusive de disputar as eliminatórias seguintes, para a Copa de 94. Para Roberto Rojas foi pior ainda: o goleiro foi execrado por todo o mundo, e especialmete aqui en Latinoamerica. Era reserva do São Paulo na época, mas não podia jogar. O que fazer? Era desprezado em seu país natal e odiado no país de adoção. A solução foi dada pelo próprio São Paulo: o chileno foi contratado como preparador de goleiros, e pelos resultados — Zetti e Rogerio Ceni, quem precisa mais que isso? — foi muito bem sucedido.
Depois de uma série de acontecimentos, e juntando competência a golpes de sorte, Roberto Rojas chegou finalmente ao cargo de técnico do clube mais importante da história do futebol brasileiro, quiçá mundial. Então eu me pergunto: e se fosse o contrário? Se um goleiro brasileiro aprontasse a presepada que Rojas aprontou naquela ocasião, teria alguma oportunidade no Chile? Duvido muito que sequer estivesse vivo.
Ah, pau no cu desses cucarachas então!
BRASIIIIIIIIIIIIIIIL, Ê-Ô!
BRASIIIIIIIIIIIIIIIL, Ê-Ô!
BRASIIIIIIIIIIIIIIIL, Ê-Ô!
BRASIIIIIIIIIIIIIIIL, Ê-Ô!